quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mais uma vez no ano, embarques de carne de frango recuam em relação a 2009

Campinas, 4 de Novembro de 2010 - Em outubro, o mês mais curto (20 dias úteis, como se fosse fevereiro) deixou seus sinais nas exportações brasileiras. As de carne de frango in natura, por exemplo, quando comparadas às do mês anterior, setembro, recuaram 6% no volume e 5,5% na receita cambial.
Não só isso, porém: o volume embarcado no mês também foi menor que o registrado um ano atrás, em outubro de 2009, o que ocorre pela terceira vez em 2010 (em janeiro e abril os volumes embarcados também ficaram dos registrados um ano antes). 
Como, entretanto, o preço médio do produto obteve, em um ano, valorização de 8,6%, a receita cambial acabou ficando 5,7% acima daquela registrada no mesmo mês do ano passado.
AviSite) (Redação)

Rússia anuncia que mercado interno não terá mais frango congelado

Campinas, 4 de Novembro de 2010 - A informação carece de confirmação ou, pelo menos, de mais detalhes. Mas, ontem, a imprensa russa divulgou e grandes órgãos internacionais de comunicação repercutiram a notícia de que a partir de 1º de janeiro de 2011 o governo russo só vai permitir a venda, no país, de carne de frango resfriada. Se isso for verdadeiro, exportadores como EUA e Brasil estarão alijados daquele mercado, já que a distância só permite a remessa de frango congelado.
Para Gennady Onishchenko, dirigente do Rospotrebnadzor, a Agência de Defesa do Consumidor, os produtores russos ou mesmo os exportadores (como EUA e Brasil) não serão prejudicados, “pois existem novas tecnologias que possibilitam manter um frango resfriado por até 120 dias”. Ele acrescentou que a decisão pela transição do frango congelado para o resfriado foi aprovada na Rússia em março de 2008, conforme atestam documentos arquivados no Ministério da Justiça.
“A questão foi longamente discutida com nossos produtores, pesquisadores e com a comunidade científica ligada às Academias russas de Medicina e Ciências Agrárias. É uma decisão conjunta, baseada em análises técnicas. Por isso, não haverá volta”, afirmou Onishchenko à agência de notícias Ria-Novosti.
A dúvida que cerca essa decisão refere-se à amplitude da proibição de venda do frango congelado no mercado russo. Até poucos dias atrás todas as notícias a respeito mencionavam que a restrição de uso do produto congelado, prevista para vigorar a partir de 1º de janeiro próximo, se referia apenas aos industrializados de frango (vide a propósito, no AviSite, notícias dos dias 14 e 15 de outubro de 2010. Mas a proibição pode ser mais ampla que a inicialmente apontada.
(AviSite) (Redação)

Mercado Rio de Janeiro

A pedida no boi com osso no Rio de Janeiro foi a seguinte :
Traseiro R$ 8,80 kg , Dianteiro R$ 5,80 e PA R$ 5,50
A pedida no contra file e alcatra a pedida R$ 14,50 kg em média.

Juína: Guaporé Carne é novo o frigorífico que está sendo instalado no Município


Fonte:Tv Record de Juína/Di Perez e Márcia L. da Silva (com informações do Site da Guaporé Carne)
Guaporé carne é o novo frigorífico que está sendo instalado e funcionará no antigo frigorífico Independência na MT 170 em Juína. Está previsto, para que até o próximo dia 20 de novembro ele esteja em pleno funcionamento, gerando empregos e fomentando a economia local. Segundo a assessoria do sindicato rural, em torno de 300 empregos serão gerados já na abertura do frigorifico.
Guaporé carne, consta atualmente com seis unidades; foi fundado na cidade de Colíder – MT quando o fundador, trazendo uma bagagem, com ampla experiência profissional proveniente do segmento pecuarista decidiu somar esta experiência com um empreendimento financeiro, resultado: Um frigorífico com uma enorme vontade de fazer a diferença na cadeia produtiva bovina, mas com responsabilidade social, e ainda observou atentamente o seu mercado ,descobrindo oportunidades que fariam realizar o seu sonho.
Em 2007, ano que marca a concretização de seus ideais: nasce o Guaporé Carne, um frigorífico que preza pela qualidade não só de seus produtos, mas também, de todos os serviços prestados e principalmente respeita e valoriza todos aqueles que fazem parte desta grande família: colaboradores, parceiros e clientes. Para isso o Guaporé Carne conta com profissionais especialistas do segmento, trabalhando em o que há de mais moderno em instalações, que foram devidamente planejadas para produzir o melhor, para os melhores e mais exigentes paladares.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Frango e suíno na mesa


A alta do preço da carne vermelha está mudando o hábito dos consumidores. Nos supermercados, já possível perceber o movimento de transferência do consumo, com as carnes brancas ganhando espaço na mesa dos brasileiros.

A arroba do boi gordo subiu 14% somente em outubro e acumula valorização anual de mais de 50%, conforme o Centro de Pesquisa em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP). Pro teí nas tradicionalmente mais baratas, o frango e o suíno também subiram de forma expressiva, contaminados pelo boi. Entre 30 de setembro a 19 de outubro, o preço do frango resfriado avançou 11,7% e a da carcaça suína comum subiu 2,7% no atacado da grande São Paulo.

A carcaça bovina subiu 8,8% na mesma comparação. Para o curto e médio prazo, novos reajustes não são descartados, dada a dificuldade que os frigoríficos encontram para fechar as escalas de abate. Além disso, à medida que se aproxima o final do ano, o consumo de carnes tende a crescer com o pagamento do décimo terceiro salário e bonificações.
Gazeta do Povo

Pilgrim's quer processar 10% mais nos próximos dois anos


A empresa americana do setor de aves Pilgrim's Pride planeja aumentar em 10% as operações de processamento durante os próximos dois anos. Em 2011 e 2012, o projeto de expansão deve se concentrar nas fábricas que estão ativas atualmente, e não tanto na reabertura das ociosas, de acordo com o executivo-chefe da empresa, Don Jackson. A companhia, controlada pelo grupo brasileiro JBS S.A., é uma das maiores processadoras de carne de frango dos Estados Unidos. "Ainda pretendemos ir em frente com a expansão, mas ela pode não ter uma reabertura", disse Jackson em conferência realizada após a apresentação dos resultados da empresa.
A maior processadora de frango dos Estados Unidos ainda pretende reabrir a unidade ociosa de Douglas (Geórgia) em janeiro de 2011. Autoridades haviam dito que a empresa deveria reativar duas outras plantas - uma em 2011 e outra em 2012. Mas Jackson declarou hoje que, em vez disso, a companhia pode expandir as unidades já existentes, pois seria mais barato.
Jackson afirmou que a Pilgrim's pretende alcançar a meta dos 10% independentemente da reabertura ou da expansão de unidades. Esse objetivo surge num momento em que analistas se preocupam com o crescimento da oferta de frango, que pode pesar sobre os preços do produto, enquanto produtores têm de lidar com o aumento das despesas com ração. O executivo avalia que a demanda por alimentos para consumo fora de casa ("food-service") crescerá 3% em 2011 e ajudará a compensar a pressão da oferta. "Neste ponto não estamos esperando nenhuma redução na produção", disse.
Vendas para a Rússia
Don Jackson disse que a Rússia deve continuar aceitando frango proveniente dos Estados Unidos no ano que vem, apesar de comentários recentes do governo russo contrários a essa ideia. No início do ano, a Rússia havia proibido a importação de aves dos Estados Unidos por causa do tratamento com cloro. Após meses de negociação e adequação dos métodos sanitários, Moscou voltou a comprar. "Ainda espero que haja importações em 2011", comentou Jackson. Na semana passada, o primeiro-ministro Vladimir Putin afirmou que no ano que vem e nos seguintes, seu país será praticamente capaz de administrar oferta e demanda sem ter de importar, de acordo com a agência de notícias Interfax. Mas Jackson disse que os relatos sobre as intenções da Rússia são conflitantes. Autoridades russas vêm dizendo com frequência que o país pretende ser autossuficiente em aves ainda nesta década. "Estamos nos posicionando para essa possibilidade", garantiu Jackson.
Agência Estado

Carnes processadas aumentam risco de doenças vasculares


Wilson Dell'Isola, do Metro ABC

cidades@eband.com.br

A ingestão de carnes processadas aumenta o risco de doenças vasculares e de desenvolver diabetes. A conclusão, da universidade de Harvard, foi baseada na análise de dados retirados de 20 estudos, que incluíram mais de 1,2 milhão de participantes.

De acordo com a pesquisa, entre as pessoas que ingeriam carne vermelha não processada, nenhum acréscimo representativo no risco de desenvolver as doenças foi observado. O mesmo não aconteceu com os voluntários que possuíam carnes processadas na sua dieta – como salsichas, presuntos, bacons, hambúrgueres e outros.

O resultado indica que para cada 50 gramas de carne processada ingeridas por dia há aumento de 42% na chance de uma doença cardiovascular. Em relação à diabetes, este índice é de 19%.

Em dez anos de acompanhamento, 47.976 homens e 23.276 mulheres morreram. Para os pesquisadores, 11% das mortes de homens e 16% de mulheres poderiam ser adiados se houvesse redução do consumo de carne vermelha processada para 9 gramas a cada mil calorias ingeridas ao dia.

Os pesquisadores dizem que o sal e os conservantes usados na carne processada são os responsáveis pela elevação das chances. Isso porque o sal tende a aumentar a pressão sanguínea, enquanto os conservantes de nitrato contribuem para a arteriosclerose (espessamento e endurecimento da parede arterial) e reduzem a tolerância à glicose.

“As carnes processadas contêm níveis de sal quatro vezes maiores e o dobro de nitratos do que nas nãoprocessadas. Isto sugere que estes elementos, mais do que a gordura, estão na origem do risco mais elevado”, disse Renata Micha, coordenadora do estudo.

Durante o cozimento das carnes em altas temperaturas, são formadas aminas heterocíclicas – substâncias reconhecidamente cancerígenas. As maiores temperaturas são atingidas ao grelhar na chapa e fritar com pouco óleo o alimento. Por esse motivo, o mais indicado é preparar o produto no forno ou em um cozido.

Arroba do boi chega a R$ 99 na região


O preço da arroba do boi gordo sofreu reajustes em todo o país, o que pode trazer também aumento para o consumidor de carne bovina. Em Minas Gerais o mercado registra sucessivas altas. A arroba do boi era comercializada por R$ 94 e agora não sai por menos de R$ 99.
Para o secretário municipal de Agricultura, José Humberto Guimarães, o período de estiagem, o aumento nas exportações, o consumo interno estável e a queda na produção foram o conjunto de fatores que influenciaram nesta alta. “A estiagem severa prejudicou a pecuária de cria, recria e engorda. Temos um atraso na oferta de bois para o abate e isso faz os preços aumentarem”, afirma.
Ainda segundo o secretário, o volume de exportações subiu e o consumo interno se manteve estável, o que elevou ainda mais o preço da arroba do boi. “O Brasil possui o maior plantel comercial de bovinos do mundo, porém, teve que manter seus contratos com o exterior, além de atender a demanda interna”, conta.
Apesar do alto preço, o secretário acredita que com a volta da chuva, as pastagens sejam recuperadas e o preço recue. “O período chuvoso é benéfico para a pecuária brasileira, espero que os preços reduzam, ficando bom para o pecuarista e para o consumidor”, relata.
O valor alto da arroba do boi é bom para o pecuarista, porém o preço do produto pesa no bolso do consumidor final. De acordo com funcionário de um supermercado localizado no bairro Santa Maria, que preferiu não se identificar, o preço da carne já está alto, o que fez diminuírem as vendas. O funcionário ainda revela que a tendência é que o preço da carne bovina suba ainda mais nas próximas semanas.  
Outros. O valor da arroba do boi gordo também aumentou em outros estados. Em São Paulo, estado onde a arroba é mais cara, é encontrada por R$108. Já no Mato Grosso do Sul, não sai por menos de R$ 100. Já no Mato Grosso, estado onde a arroba do boi gordo é mais barata, o produto custa R$ 93.

Carne de frango: Rússia está novamente entre os seis maiores importadores do Brasil

Japão desbanca Arábia Saudita e volta para a primeira posição
Campinas, 3 de Novembro de 2010 - Dados da SECEX/MDIC relativos, exclusivamente, à carne de frango in natura mostram que nos nove primeiros meses do ano a Rússia colocou-se como o sexto principal importador do produto brasileiro. Retorna, assim, à mesma posição que já havia ocupado em 2008, depois de - no ano passado – sequer aparecer no ranking dos “dez mais”.
O Japão é outro país que retorna à posição de 2008 – mais exatamente, para o primeiro lugar, cedido à Arábia Saudita no ano passado. Fora isso, os cinco principais importadores do frango brasileiro – pela ordem, em 2010, Japão, Arábia Saudita, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Venezuela – permanecem os mesmos dos últimos três anos e, até o momento, vêm respondendo por pouco mais da metade da receita cambial obtida pelo Brasil com a exportação da carne de frango in natura.
Notar que, entre esses cinco, apenas um – Hong Kong – registra receita cambial menor que a do mesmo período do ano passado. Esse é o efeito do aumento das exportações – agora diretas – para a China, cujas compras neste ano geraram uma receita cambial 1.675% superior à do período janeiro-setembro de 2009.
Chama a atenção, no presente ranking, a ausência absoluta de países da União Europeia. No ano passado, só a Holanda esteve entre os dez maiores importadores do Brasil, mas há 10 anos (2000) o ranking tinha quatro países da UE ou, além da Holanda, Alemanha, Reino Unido e Espanha.

Conseboi harmonizaria a relação entre criador e indústria

Conselho seria inspirado no Consecana, hoje a principal referência de preços no mercado canavieiro paulista (Fernanda Yoneya)



Outra iniciativa da cadeia produtiva da carne é a criação do Conseboi, nos moldes do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana). "O Conseboi reuniria pecuaristas e representantes da indústria frigorífica e atuaria como um harmonizador de preços. O conselho tornaria a relação produtor-indústria transparente", acredita José Lemos Monteiro, da Famasul. "A ideia seria criá-lo por meio da Câmara Setorial de Bovinos de Corte de Mato Grosso do Sul, mas o debate ainda é embrionário."
Oriundo do setor de cana, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Eduardo Biagi, acredita que uma saída para o entendimento no setor de carnes seria mesmo a criação de um conselho nos moldes do Consecana. "Antes do Consecana, o produtor de cana recebia pelo peso; hoje, recebe pelo teor de açúcar, o que é bom para todas as partes. No caso do boi é a mesma coisa. O pecuarista tem de receber por qualidade e isso só é possível com a definição de critérios técnicos."
Antes de se falar em Conseboi, é preciso mudar a mentalidade dos pecuaristas, diz a consultora Silvia Morales de Queiroz Caleman. "Os pecuaristas são muito autônomos, mas precisam aprender a trabalhar em parceria, um com o outro. Isso se chama coordenação horizontal, que são iniciativas de associação entre os mesmos elos de uma cadeia", explica. Para ela, o Conseboi é interessante, mas poderá se consolidar só a longo prazo. "Um dos princípios do conselho é que as partes abram as planilhas de custo e isso é pouco provável que ocorra."
Interação. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, o desgaste da relação entre pecuarista e indústria é resultado da falta de interação da cadeia produtiva. "A cadeia não é composta só por produtor e indústria. Tem o setor de insumos, tem o varejo. Essa interação é essencial para termos uma cadeia sadia."
Sobre a criação do Conseboi, Camardelli garante que a indústria tem interesse em participar. "Iniciativas que têm por objetivo harmonizar a cadeia são muito bem-vindas."
*CENÁRIO
Cinco grupos concentram 30% do mercado
O professor da Esalq/USP Sergio De Zen informa que, hoje, cinco grandes grupos detêm pelo menos 30% do mercado de carne no País. "Esses grupos são s que possuem o Selo de Inspeção Federal (SIF). Se considerarmos os selos de inspeção estadual e municipal, esse número se dilui."
Para De Zen, que é pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), uma maneira de o criador se proteger das oscilações e da concentração do mercado é lançar mão de mecanismos como o mercado futuro. "Nesse tipo de ferramenta, o produtor de carne está bastante evoluído, tanto que a bolsa tem batido recordes", diz o pesquisador, lembrando que em pregão na semana passada o mercado de boi gordo registrou recorde, com 23.613 contratos negociados, entre futuros e opções. "O pecuarista pode travar preços com o frigorífico, no chamado contrato a termo", explica. O pecuarista José Lemos Monteiro concorda. "É uma ferramenta interessante, desde que o pecuarista tenha todos os custos na ponta do lápis."
De Zen diz, ainda, que tecnicamente o conceito do Conseboi é contestável, porque a carne apresenta dispersão gigantesca de preços e de tamanho de cortes. "No caso da cana, o Consecana funciona muito bem porque todas as commodities que a compõem têm critérios e preços bem definidos. Na carne há vários preços para vários produtos diferentes."