terça-feira, 12 de julho de 2011

Governo deve anunciar saída oficial da fusão Pão de Açúcar/Carrefour

Diante do anúncio oficial do Grupo Casino de que não concorda com a proposta de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, o governo Dilma deve divulgar ainda nesta terça-feira sua saída da operação.

A presidente Dilma havia condicionado a aprovação da proposta de fusão a um entendimento amigável entre os sócios, o que não aconteceu.
A decisão do conselho de administração do Casino, tomada hoje em Paris, foi considerada por assessores do governo como o "fato novo determinante" para a saída definitiva do BNDES da montagem da operação, na qual o banco estava disposto a entrar com até R$ 4 bilhões para viabilizar o negócio.
Na última sexta-feira (8), Dilma se reuniu com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quando voltou a insistir que o banco estaria fora do negócio caso não houvesse entendimento entre os sócios.
A informação do governo, naquele dia, era que um acordo entre o Pão de Açúcar e o Casino era praticamente impossível de ser obtido diante da resistência do grupo francês ao negócio. O Casino, concorrente do Carrefour na França, não abriu mão do direito de assumir o controle do Pão de Açúcar no próximo ano.

Preços

Essa semana alguns frigorificos tabelarem com preços maiores alguns cortes:

Alcatra e contra entre R$ 10,40/ R$ 10,60 kg
Cortes do coxão em torno R$ 8,80 kg (patinho,lagarto e duro) e o Coxão Mole R$ 9,00/9,10 kg
Dianteiro sem osso entre  R$ 6,50/R$ 6,60 kg

Evidente que cada um dependendo da região e custos,  coloca um preço na tabela e esses preços acima apenas como parametro..

Cinco importadores impõem embargo a frango do Minnesota, EUA

Campinas, 12 de Julho de 2011 - Até a última sexta-feira (8), cinco importadores – Cuba e Guatemala, nas Américas; Cingapura, Taiwan e Hong Kong, no sudeste asiático – haviam suspendido a importação de carne de frango e de outros produtos avícolas provenientes do Condado de Wright, estado de Minnesota, EUA.
“Esses países embargaram o frango dessa região por conta dos casos de Influenza Aviária de baixa patogenicidade detectados em granjas do estado”, citou porta-voz dos serviços de saúde animal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), explicando a proibição.
Aparentemente, a suspensão em nada influencia as exportações norte-americanas de carne de frango ou de outros produtos, já que Minnesota tem pequena representatividade na avicultura. Dados do USDA apontam que no ano passado o estado foi apenas o 19º produtor de carne de frango do país, respondendo por menos de meio por cento da produção nacional. 
(AviSite) (Redação)

Confirmado no Japão consumo de carne contaminada de Fukushima

Tóquio (Japão) - Peças de carne bovina procedentes de uma fazenda próxima à usina nuclear de Fukushima e contaminadas com césio radioativo foram consumidas na cidade de Shizuoka (centro), informou nesta terça-feira a cadeia NHK. A carne pertencia a uma carga procedente de uma só fazenda e foi distribuída entre maio e junho a nove províncias japonesas, incluindo Shizuoka e as três mais populosas do país (Tóquio, Kanagawa e Osaka), segundo fontes oficiais.

As autoridades detectaram níveis excessivos de césio em peças distribuídas a um atacadista de Tóquio e à cidade de Shizuoka, capital da província homônima. Esta última localidade adquiriu um carregamento de carne que, segundo as análises, continha quatro vezes o limite legal de césio radioativo de 500 becquerels por quilo e foi consumida em parte, segundo a NHK. Por enquanto, não foi informado se a carne em Tóquio chegou ao consumidor.

É certo, por outro lado, que carne desta mesma carga foi consumida em restaurantes das cidades de Aichi (centro) e Chitose (norte), mas as peças em questão não foram analisadas.

Após a divulgação da notícia, o ministro da Saúde japonês, Ritsuo Hosokawa, assegurou que as pessoas não devem se preocupar demasiadamente, já que o consumo da carne contaminada uma única vez não representa uma especial ameaça para a saúde. Hosakawa também indicou que se averiguará a fundo a razão pela qual o produto foi distribuído.

A carga tinha peças de seis vacas que comeram ração contaminada, assim como outras 11 da mesma fazenda em cuja carne, que não chegou ao consumidor, foi detectado neste fim de semana um nível de césio até seis vezes acima do permitido. Todos os animais procedem de uma fazenda no povoado de Minamisoma, a cerca de 25 km da central de Fukushima.

A ração para os animais era armazenada no exterior do sítio e continha amostras de césio que excediam o limite em 56 vezes devido às emissões da usina, segundo análises divulgadas nesta segunda-feira.

Hosokawa disse que se estuda a possibilidade de analisar todas as vacas das áreas de Fukushima submetidas a medidas de evacuação que chegarem a matadouros e processadores, ao invés de examinar apenas algumas, como acontece hoje.

O Ministério da Agricultura assegurou também que realizará inspeções nas cerca de 260 fazendas que criam gado em zonas próximas à central de Fukushima Daiichi. 

EFE

USP acha origens da carne do McDonald's com isótopos de carbono

O Big Mac foi o objeto de estudos de pesquisadores da USP que buscavam investigar a origem da carne dos lanches
Foto: Getty Images




A fim de identificar as características culturais da alimentação mundial, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP viajaram o mundo para analisar o Big Mac, principal e mais conhecido produto da rede de fast-food McDonald's, que está presente em mais de 100 países. "O lanche, considerado o carro-chefe do McDonald's, funciona como um poderoso traçador do sistema de produção de carne dos países. O hambúrguer fornece diversas e variadas informações", informa o pesquisador Luiz Antonio Martinelli, responsável pela pesquisa divulgada pela USP.
Para descobrir onde e como é produzido o principal produto do Big Mac, o hambúrguer, a pesquisa rastreou a cadeia alimentar do gado. Martinelli chegou à conclusão que, apesar de o Big Mac ser uma comida global, seu sabor é local, pois o hambúrguer é originário do rebanho de cada país. "Mas isso não ocorre no mundo todo. Os isótopos estáveis do carbono e do nitrogênio da carne contida em cada um dos Big Macs estudados mostraram, por exemplo, que o lanche consumido no Japão é proveniente da Austrália, com gado alimentado com gramíneas do tipo fotossintético C4".
Esta conclusão foi baseada no fato que as carnes dos lanches japoneses tinham uma razão isotópica do carbono-13/carbono-12 mais elevada do que os esperados num país baseado em uma agricultura de ciclo C3 (norma que caracteriza a forma como a planta faz sua fotossíntese). O fato comprova que o Japão importa carne da Austrália, onde prevalece o modo fotossintético C4 da lavoura, ou seja, das plantas que suportam altas luminosidades, fato que não ocorre no país nipônico.
Esta pesquisa permitiu chegar a três conclusões. "A primeira é que com um simples hambúrguer é possível rastrear o que o gado come pelo mundo todo. A segunda nos confere a possibilidade de estabelecer como carnes produzidas em diferentes países viajam pelo mundo. E a terceira é que, por uma questão de mercado, o igual não é tão semelhante assim", relata Martinelli, que empregou o conceito "glocal" (global + local) para caracterizar o Big Mac.
É curioso que até existe um índice econômico que calcula o preço do Big Mac em todos os países em que é consumido, com o intuito de medir o valor de uma moeda em relação ao dólar, o Big Mac Index. "O famoso lanche do McDonald's tem a capacidade de estar, ao mesmo tempo, atualizado ao sistema mercadológico das empresas globais sem perder a influência cultural imposta pelo mercado local", conclui o pesquisador

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dilema da Brasil Foods


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode impedir temporariamente a Brasil Foods de usar a marca Perdigão, carro-chefe da companhia, em alguns segmentos do mercado como condição para não rejeitar a união das empresas que criou a maior exportadora de carne de frango do mundo, noticiaram jornais neste sábado.
Negociações entre o Cade e a Brasil Foods irão continuar até uma reunião do órgão antitruste em 13 de julho para julgar o caso. Segundo O Estado de S.Paulo, citando fontes não identificadas, a suspensão poderia ser de até cinco anos.
Ambos os lados concordam com restrições parciais sobre o uso da marca Perdigão, mas executivos da companhia estão preocupados com a extensão e o objetivo de tais restrições, reportou o Estado.
O Cade está analisando se a criação da Brasil Foods em 2009, oriunda da aquisição da Sadia pela rival Perdigão, resultou em uma companhia com poder excessivo de pressionar os preços no mercado de alimentos.
Um conselheiro do Cade disse, recentemente, que a aquisição prejudicaria a competição e aumentaria os preços, motivando preocupações de que a união pode ser rejeitada.
Vários conselheiros do Cade afirmaram que a BRFoods, como a companhia é conhecida, domina a maioria dos mercados nos quais opera, como frios e alimentos congelados, mas a companhia está relutante em abrir mão de algumas de suas principais marcas.
Tanto a reportagem do Estado como do jornal O Globo, mencionam que a solução seria parecida com a adotada no caso da compra da Kolynos pela Colgate-Palmolive, em 1996, quando foi suspensa o uso da marca Kolynos.
A notícia do Estado disse que, ao pedir que a Brasil Foods pare de usar a marca por um certo período, o Cade poderia motivar a competição em segmentos nos quais a participação de mercado da empresa é superior a 70 por cento --como no caso de frios, pizzas congeladas, perus e outros alimentos de carne de frango.
Porém, os órgãos reguladores estão tentando evitar que a Brasil Foods crie uma nova marca de peso caso restrinjam o uso da Perdigão, afirmou o Estado. A Sadia e a Perdigão são as principais marcas da companhia, e a Sadia será preservada pois seus preços são superiores aos da Perdigão.
No caso Kolynos, a Colgate-Palmolive lançou a marca Sorriso e diante do sucesso, acabou descartando a marca Kolynos.
Ligações para os escritórios de atendimento à imprensa do Cade e da Brasil Foods pedindo comentários sobre a notícia não foram atendidas imediatamente.
Reuters

Relator contra fusão Sadia x Perdigão


O conselheiro relator do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no caso Sadia-Perdigão, Carlos Ragazzo, concluiu a leitura de seu relatório e votou pela reprovação da fusão entre as duas companhias. Segundo o conselheiro, as empresas terão dez dias, depois da publicação da decisão do órgão no Diário Oficial da União, para voltarem à situação de separadas anteriormente, inclusive na aquisição de compras de insumos e serviços no mercado interno, de acordo com acordo firmado entre as empresas e o Cade.
"O cenário que foi mostrado pela BRF é extremamente danoso ao consumidor e torna a aprovação impossível. As duas empresas respondem por mais de 50% do mercado de processados. Chegando a 90% em outros. Concorrentes não chegam à fatia de 10% desse mercado. Apenas a Perdigão tem real concorrência com Sadia e apenas a Sadia tem real concorrência com Perdigão. As propostas das companhias não chegavam nem perto de solucionar problemas da operação", completou.
Ragazzo também disse que a fusão pode gerar preços elevados, pode contribuir para o aumento da inflação e comprometer a renda do cidadão.
"Não se pode dizer que os itens comercializados são artigos de luxo. É provimento e comida. São usados pela classe C e D, que estão sendo prejudicadas pela falta de concorrência desse mercado", disse, ressaltando que o aumento das exportações pode ser feito por cada empresa individualmente.
Apesar de afirmar que está prestes a seguir o voto do relator, o conselheiro Ricardo Ruiz pediu prazo para avaliar o processo.
"O relator apresentou completa exaustão do tema, apreciou todos os temas. A instrução está completa. Preciso, no entanto, de mais tempo para ler o processo", considerou, acrescentando que o documento possui 500 páginas e que este foi o primeiro contato com o voto.
Ele pediu o prazo de até o dia 15, quando será realizada a próxima sessão para se pronunciar. Para ele, a proposta de remédio feito pelas empresas é minimamente inapropriada ou inadequada. Além de ser inadequado em termos de conceito, também apresentou uma escala "modestíssima", na visão de Ruiz.
"Seria uma formação, uma coordenação de cartel", salientou.
Os conselheiros Alessandro Octaviani, Olavo Chinaglia e Marcos Veríssimo afirmaram que vão aguardar o prazo para se pronunciarem.
Agência Estado

Russos aceitam retomar compra de carne brasileira


Um mês após anunciar o embargo à importação de carnes de 85 estabelecimentos em três Estados do Brasil, os russos concordaram em reabrir seu mercado ao produto nacional. Até o fim de julho, a Rússia deve formalizar sua decisão em uma teleconferência.
Uma missão técnica negociou, na semana passada, em Moscou, a reabilitação. Durante dois dias, um grupo de seis funcionários tentou convencer o Serviço Veterinário da Rússia a derrubar o embargo, iniciado em 15 de junho. Das 236 plantas auditadas, 143 serão habilitadas a exportar novamente. Outras 93 seguirão com "restrições temporárias" até o cumprimento das normas e padrões russos. O Brasil enviará nova lista de estabelecimentos aprovados. Os russos pediram garantia de abastecimento mesmo com a redução do número de fornecedores. E exigiram o combate a embarques não autorizados ou contrabandeados de carne para Rússia e Ucrânia.
O governo avalia que indústrias e importadores "têm fôlego" para aguardar até o fim de julho. Houve grande volume de embarques até 15 de junho. Em 15 dias, segundo o Ministério da Agricultura, foram exportados o equivalente a dois meses de vendas. "Por isso, a grita diminuiu", diz uma fonte oficial.
Pesou para a decisão da Rússia o anunciado investimento de R$ 50 milhões na rede nacional de laboratórios. Para liberar as importações, os russos impuseram um "curso de treinamento" dos profissionais dos laboratórios, em instalações russas, para atender às exigências de controle, padronização e certificação.
O secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, disse que estava "muito preocupado" com os resultados negativos da inspeção russa ocorrida em abril. Foram criados dois grupos de trabalho para avaliar métodos de inspeção e segurança laboratorial.
O czar russo da sanidade, Sergei Dankvert, participou das negociações e avalizou pessoalmente a reabertura. Dankvert virá ao Brasil em breve. Nova missão deve vir ao Brasil para uma "inspeção adicional" em "três ou quatro" Estados.
Os russos gostaram das explicações técnicas da missão brasileira. Mas, por uma questão de sinalização, decidiram aguardar alguns dias para oficializar a reabertura. "Se fosse para dizer não, teriam dito na hora. Mas para dizer sim, eles demoram um pouco mais. É parte da cultura russa, do estilo durão deles", diz uma fonte do governo.
Os russos fizeram, porém, algumas ressalvas ao trabalho brasileiro, apontando uma "condescendência" com as chamadas não conformidades. Questionaram o porquê de sua missão técnica, de abril, ter desabilitado 30% das plantas visitadas e a fiscalização do Ministério da Agricultura ter deixado de fora apenas 10% das plantas auditadas. Esse "ruído inicial" ocorreu segunda-feira passada, primeiro dia da reunião. Os brasileiros aproveitaram o intervalo da terça-feira para reunir argumentos.
Na quarta-feira, segundo dia do encontro, explicaram que a diferença percentual decorria da desabilitação prévia feita pelo Brasil antes de enviar uma nova lista de estabelecimentos em condições de exportar à Rússia. Até o embargo, havia 209 plantas habilitadas. Depois, ficaram 125 unidades. A defesa convenceu os russos.
Dessa vez, os russos elogiaram a rapidez do Brasil, à semelhança da Dinamarca, em responder novos questionamentos. Informaram que levariam "alguns dias", mas divulgariam uma nota pública sobre a reunião para "tranquilizar" o mercado internacional.
Valor Econômico

China autorizou entrada de carne bovina argentina

A partir da última quarta-feira, ficou plenamente operacional o Protocolo Sanitário para a exportação de carne argentina à China, segundo informou a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ) aos membros do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina.

Neste mês, o ministro da Agricultura, Julián Domínguez, viajará pela terceira vez ao país asiático "com o intuito de firmar novos acordos sanitários com o AQSIQ e impulsionar a agenda de cooperação com o Ministério de Agricultura e Administração Estatal de Grãos da China". Durante essa visita, será feita também a II Reunião do Grupo de Trabalho sobre Biotecnologia Agrícola.

No segundo semestre do ano está prevista a visita à Argentina do titular da AQSIQ, Zhi Shuping, "assim como também a realização de diversas atividades na China e na Argentina, como a promoção de nossa genética bovina, tecnologia e experiência em matéria de luta e erradicação da febre aftosa".

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Reunião vendedores da BGA-RJ

Para imprimir clicar na figura.