quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Embargo chinês à carne de vaca do Brasil pode ser levantado em breve

Uma missão da Administração de Inspecção de Qualidade e Quarentena da China visitará o Brasil até 15 de Dezembro próximo para inspeccionar câmaras frigoríficas, disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu.
O objectivo da missão chinesa é averiguar o estado sanitário do gado bovino do Brasil e eventualmente pôr termo ao embargo à carne de vaca brasileira que vigora desde Dezembro de 2012, adiantou a senadora em comunicado divulgado ainda no Brasil.
A presidente da confederação está em Xangai, China, onde participa hoje no seminário AgroInvest Brasil 2013, que pretende servir para apresentar a compradores e investidores chineses as oportunidades oferecidas pelo negócio agrícola brasileiro.
Kátia Abreu afirmou que os técnicos chineses poderão constatar da inexistência de vacas loucas no Brasil e adiantou haver expectativas de que, além do levantamento do embargo, ser ampliado o número de empresas autorizadas a vender carne de vaca para a China.
Recordando que a China importou em 2012 mercadorias cujo valor se cifrou em 1,75 biliões de dólares, de que apenas 41 mil milhões tiveram origem no Brasil, a senadora disse que as empresas brasileiras pretendem aumentar a venda de carne de vaca, de porco, de algodão e particularmente de café. (macauhub)

Kátia Abreu cobra em Xangai suspensão do embargo chinês à carne brasileira

Decisão pode abrir um grande mercado para a indústria da carne tocantinense

A senadora tocantinense Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, cobrou ontem em Xangai a suspensão do embargo chinês à carne brasileira, imposto, conforme a parlamentar, "sem nenhuma razão técnica". A cobrança foi feita na presença do diretor do ministério do Comércio da China, Wu Guo Liang, e do vice-diretor da AQSIQ - a agência chinesa de vigilância sanitária que tem status de ministério, no Seminário  AgroInvest Brasil 2013, coordenado pela parlamentar tocantinense e realizado pela CNA. Técnicos da agência chinesa  de vigilância sanitária devem visitar o Brasil até o dia 15 de dezembro para inspecionar frigoríficos. A mudança vai beneficiar a industria da carne tocantinense.  Números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam que, de janeiro a setembro deste ano, o Tocantins exportou o equivalente a US$ 136,5 milhões de carne bovina desossada congelada, fresca e congelada, um índice de crescimento de 19% superior aos US$ 111 milhões exportados no mesmo período do ano passado. Inferior apenas aos US$ 400 milhões de exportações da soja no mesmo período deste ano, para  uma balança comercial de janeiro a setembro de US$ 570 milhões em exportações. A China é o maior comprador de produtos do Tocantins, o equivalente a US$ 194 milhões de janeiro a setembro de 2013.

A Senadora lidera uma missão de empresários brasileiros da agroindústria na China com a participação também de empresários do Tocantins, tanto da indústria da carne como da agropecuária. Ainda na abertura do Seminário, Kátia Abreu  cobrou mais agilidade na habilitação de novos frigoríficos e se queixou da escalada tarifária que penaliza alimentos processados que o Brasil exporta para a China.

O Semináro em Xangai comprovou o enorme interesse da China pelo agronegócio brasileiro. A previsão inicial de 150 participantes dos dois países acabou duplicada para 300, com a presença de executivos de bancos, como o HSBC, o Santander e o Banco do Brasil, entre outros; dos cinco maiores fundos de investimento da China e da estatal chinesa de alimentos, Bright Food Group, que tem uma pesada estratégia para investir no exterior.

O Agroinvest em Xangai foi o ponto alto da missão empresarial da CNA, liderada por sua presidente, senadora Kátia Abreu. Ela abriu o encontro apresentando a história de sucesso da agropecuária brasileira. Em 40 anos, o Brasil saiu da condição de importador de alimentos e, com um ganho de 300% em produtividade, passou a disputar a liderança mundial do setor com os Estados Unidos.

Para dar a dimensão exata do tamanho e da diversidade da agropecuária brasileira e das potencialidades de investimento no Brasil, a missão da CNA reuniu presidentes de sete Federações da Agricultura nos estados (MS, MG, CE, ES, MA,  RR, AP) e dirigentes de entidades setoriais – como soja, algodão, celulose e frigoríficos. Também participaram da série de painéis sobre as cadeias do agronegócio a cúpula do Senar nacional e dos estados, além de expoentes do quadro técnico da CNA.

“O seminário apresentou, com precisão, um panorama de oportunidades com dados e possibilidades concretas de investimentos e os caminhos para que as parcerias possam ser desenvolvidas”, resumiu, ao final do encontro, o ex-embaixador brasileiro na China e consultor da CNA, Clodoaldo Hugueney.

Segundo o vice secretário-geral do Conselho Chinês para a Promoção de Comércio Internacional (CCPIT) em Xangai, Yu Chen, a China demanda cada vez mais alimentos. “O governo também encoraja muito o desenvolvimento de nossas empresas no exterior”, afirmou, destacando que os investimentos fora de seu país este ano vão ultrapassar 80 bilhões de dólares.

“A  China fica muito distante do Brasil, mas isso não é dificuldade”, disse o representante da CCPIT. Para que não haja dúvida e de olho nos bilhões que a China ainda vai investir, a CNA aproveitou o seminário para lançar o Portal Agroinvest Brasil (www.agroinvestbrasil.com), uma plataforma em três idiomas – português, inglês e mandarim –  que funcionará como uma vitrine de projetos e de oportunidades de investimentos on line, facilitando a concretização de negócios. “O portal apresenta projetos de forma mais detalhada e contribui para romper a barreira da língua, aproximando compradores e vendedores. Além disso, dará continuidade à ação que foi iniciada neste seminário”, explicou o presidente do Instituto CNA, Moisés Gomes.

Ao encerrar o painel sobre as potencialidades das exportações brasileiras de alimentos para a China, o ex-ministro e consultor da CNA, Roberto Brant, destacou que “o Brasil deixou claro que tem todas as condições de atender o aumento da demanda chinesa por alimentos, seja pela fartura de terras e de água, seja pelos ganhos de produtividade. Estamos prontos e com os olhos voltados para a China”, concluiu.

http://surgiu.com.br/ 
Foto: Ascom/Kátia AbreuFonte: Ascom/Kátia AbreuPostador: Fernando Calin Sá

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Rússia aprova dois frigoríficos do PA para embarque de carne bovina

SÃO PAULO, 29 Ago (Reuters) - A Rússia, importante importador de carne bovina do Brasil, habilitou dois frigoríficos do Pará para exportação aos países da união aduaneira, que inclui ainda Belarus e Cazaquistão, informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira.
Segundo o ministério, a aprovação foi comunicada na véspera pelas autoridades sanitárias e os embarques podem ter início imediatamente.
A Rússia é o segundo maior importador de carne bovina do Brasil, com 177,7 mil toneladas no acumulado do ano até julho, atrás de Hong Kong, que comprou 209,7 mil toneladas no período, segundo levantamento da associação que reúne os exportadores (Abiec).

(Por Fabíola Gomes)
Reuters Brasil

sexta-feira, 12 de julho de 2013

País exportará recorde de US$6 bi em carne bovina em 2013

 

Perspectiva é positiva pela esperada retomada das vendas a países do Oriente Médio, que haviam embargado total ou parcialmente compras de carne do Brasil

 

 


Remy Gabalda/AFP
produção de carne
Produção de carne: país registrou receita recorde de 5,8 bilhões de dólares com as exportações do produto em 2012

São Paulo - As exportações de carne bovina do Brasil devem atingir um recorde de 6 bilhões de dólares em 2013, com a perspectiva de aumento das vendas aos principais mercados, incluindo países do Oriente Médio e Ásia, disse o presidente da associação que reúne a indústria nesta quinta-feira.
"O Brasil retornou ao primeiro lugar nas exportações em outubro do ano passado. E neste ano vamos consolidar nossa posição, tanto em volume como receita", disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, à Reuters.
O Brasil, maior exportador global de carne bovina, registrou receita recorde de 5,8 bilhões de dólares com as exportações do produto em 2012.
Segundo Camardelli, a perspectiva é muito positiva pela esperada retomada das vendas a países do Oriente Médio, que haviam embargado total ou parcialmente compras de carne bovina do Brasil após a descoberta de uma fêmea morta que possuía o agente causador da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), mas não havia manifestado a doença, em dezembro de 2012.
"O que nos deixa otimistas? Com a ratificação do nosso status sanitário na OIE os países que baniram o Brasil devem progressivamente se reinserir", disse Camardelli.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou em maio a classificação do Brasil como "risco insignificante" para a EEB, conhecida como mal da vaca louca.
A desvalorização do real é outro fator favorável à indústria, uma vez que torna o produto brasileiro mais barato em relação a seus concorrentes, como Estados Unidos e Austrália, ressaltou.
Semestre Recorde
No primeiro semestre do ano, os embarques de carne bovina do Brasil cresceram 21 por cento, para 674,7 mil toneladas, gerando receita recorde de 3 bilhões de dólares, alta de 13,6 por cento ante igual período do ano passado.
Os frigoríficos brasileiros têm conseguido compensar a queda do preço médio de carne com a ampliação do volume exportado, acrescentou a Abiec em nota.

Segundo Camardelli, a indústria tem trabalhado para ampliar sua participação em importantes regiões, incluindo a Europa, a Ásia e o Oriente Médio.

O principal destino da carne bovina brasileira nos primeiros seis meses do ano foi Hong Kong, que registrou aumento de 67,7 por cento na comparação anual, totalizando 172,8 mil toneladas no período, alcançando fatia de 25 por cento das vendas totais.
Camardelli atribuiu o crescimento expressivo para Hong Kong a uma estabilização do poder aquisitivo e à consolidação da presença da carne brasileira na região.
Hong Kong, normalmente, já comprava miúdos do Brasil, mas agora incluiu cortes melhores nas importações. Segundo o acompanhamento da Abiec, enquanto as vendas de miúdos saltaram 10 por cento no período, as de cortes in natura avançaram 140 por cento.
O segundo destino no semestre foi a Rússia, tradicional importador das carnes brasileiras, que importou 154,7 mil toneladas no período, incremento de 9,3 por cento ante igual período de 2012, com fatia de cerca de 20 por cento.
Em 2012, a Rússia foi o principal destino da carne bovina do Brasil, mas neste ano Hong Kong vem liderando as importações, segundo o levantamento da indústria.
O executivo citou ainda Irã e Argélia, com volumes menores, mas que apresentaram importante crescimento percentual, de 98,4 por cento e 60,7 por cento, respectivamente

Fonte: Exame.com

BRF vai exportar carne suína para a Mitsubishi no Japão

Será a primeira empresa brasileira a fornecer esse produto ao país
Por Redação
A BRF anunciou que iniciará processo de exportação de carne suína para o Japão. A empresa será a primeira a fornecer esse produto ao país asiático.
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Será a primeira empresa brasileira a fornecer esse produto ao país
 
A primeira carga, que sai do Porto de Itajaí no próximo domingo, está composta de filé de lombo e sobrepaleta de lombo (copa) produzidos na unidade fabril de Campos Novos (SC).
 

Falta de leite de búfala causa fraudes no mercado de mozarela

Falta de leite de búfala causa fraudes no mercado de mozarela
André Cabette Fabio -  do UOL, em São Paulo  
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

"Carne bovina não pode ficar fora da dieta", diz nutricionista





Mau humor, deficiência cognitiva, anemia, aumento de colesterol e problemas cardíacos são apenas alguns dos sintomas de quem retira a carne bovina da alimentação. Estes e outros dados foram apresentados no dia 27 de junho, durante o último painel do Congresso Internacional da Carne 2013 com o tema: Carne como alimento funcional.

A primeira palestra foi ministrada pela nutricionista e consultora Licínia de Campos. Ela falou sobre as dietas da moda, usadas sem conhecimento técnico e dos pontos positivos de uma alimentação balanceada sem restringir a ingestão de carne bovina. A nutricionista desmistificou, ainda, inverdades sobre a carne, como a demora em digerir o alimento.

"Percebo que a evolução humana se deu, em muito, porque o homem aprendeu a cozinhar. Nosso cérebro não teria a capacidade intelectual que tem hoje se não tivesse descoberto o fogo e tivesse passado a cozinhar a própria carne. Até mesmo o nosso humor reflete o que comemos. Em crianças, por exemplo, a falta de alimento causa a falta de retenção do conhecimento e não estamos falando disso na África. No Brasil, em 80% das crianças, incluindo as de nível sócio-econômico elevado, percebemos falta de proteína e os sintomas disso são inúmeros", afirmou Licínia de Campos.

Ela alerta ainda para o grande risco de dietas restritivas como as que são vistas diariamente na internet, por exemplo e ressalta perdas significativas de nutrientes. "Sem carne bovina temos índice alto de deficiência de zinco, selênio, ferro e outros vários. Os riscos para manter um padrão estético considerado bonito não valem a pena. Muitas pessoas usam, por exemplo, suplementos alimentares ricos em aminoácidos, isso é bobagem. Come um bom bife que vai ser muito melhor. Cada pessoa tem uma dieta, ninguém é igual", acrescentou.

Outra falsa crença esclarecida pela consultora é de que a carne de frango é mais magra que a bovina. Segundo ela, um peito de frango possui 3,5g de gordura para cada 100g. No contrafilé o valor é de 2,4; coxão mole 1,7 e lombo cozido 6,7. Licínia ressaltou ainda que não só o peixe possui ômega 3, mas também o boi. Como hábito perdido, ela exemplificou a sopa feita com ossos, rica em tutano e afirmou que este pode ser um dos motivos de tantas pessoas terem osteoporose.

"Temos alta densidade nutricional na carne bovina, com uma riqueza incomparável de nutrientes: B6, B12, fósforo, proteína e niacina, que é responsável por cuidar do sistema imune e combate radicais livres. Com isso é possível regenerar ossos e tendões. Muitos acreditam que o ferro está apenas no feijão. Com 100g de carne absorvemos 30% de ferro contra 15% do feijão. Para adquirir a mesma quantidade de nutriente, precisamos do dobro de calorias. A carne é um alimento funcional que previne doenças crônicas como Alzheimer", disse.

A nutricionista não se limitou a falar dos pontos positivos e brincou dizendo que ainda bem que o churrasco não é feito todos os dias. "Brasileiro adora churrasco, mas ainda bem que ele não é feito todo dia. Variedade é um dos pilares, mas carne bovina precisa ser alternada com outras proteínas", finalizou.

Confiança com o consumidor

A segunda palestra do painel ficou a cargo do diretor-técnico do Sebrae Goiás, Wanderson Portugal Lemos, com o tema:Estabelecendo confiança com o consumidor. Ele ressaltou que a qualidade da carne do século XXI, que passa por todo o processo de produção e comércio.

"Antes a gente acreditava que o produtor ditava as normas, mas quem faz isso é o consumidor. Hoje, temos vários conceitos de qualidade, o deste século é mais abrangente com fatores intrínsecos, éticos, ecológicos, sociais e seguro. A exigência atual é de sustentabilidade, uso da mão de obra sem trabalho escravo e segurança dos alimentos. De uma forma geral, a exigência está muito maior. O alimento seguro é resultado de segurança na cadeia da carne, da produção ao transporte e consumidor final. De que adianta todo o cuidado se no açougue tivermos problema de temperatura? Assim, o objetivo é trabalhar em conjunto", concluiu.

FONTE

Agência CNA (Agrosoft Brasil)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Marfrig se desfaz da Seara para reestruturar dívida

Venda chega a R$ 5,8 bilhões e envolve outros ativos

Jornal do Brasil
O frigorífico JBS compra  a Seara e outros ativos do frigorífico Marfrig por R$ 5,8 bilhões, o que vai permitir ao grupo reduzir sua dívida, que chega a R$ 9,9 bilhões. Com a venda, a empresa deverá se reestruturar e evitar a perda de outros ativos de maior importância estratégica, como a Keystone Foods que atua em mais de 50 países. A operação terá ainda como consequência um encolhimento do Marfrig em cerca de 30%, mas vai permitir que o grupo volte a crescer em bases mais sólidas.
A venda da Seara, adquirida pelo JBS por US$ 700 milhões, foi dentro de uma estratégia de crescimento estabelecida pelo Marfrig nos últimos cinco anos, com o objetivo de aumentar sua participação no setor. Junto com essa aquisição, o Marfrig abocanhou diversas outras empresas aumentando sua fatia na área de alimentos, mas elevando também sua dívida na mesma proporção.
A expansão do Marfrig foi possível devido a compra de debêntures que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fez da empresa, num total de R$ 2,5 bilhões, em 2010, de acordo com uma ação do governo que pretendia dar ao Marfrig o porte de uma gigante mundial de alimentos. A Seara cresceu significativamente e hoje ocupa a segunda posição de maior produtora de carne de aves e suínas no país, atrás da líder BRF.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

RJ Aftosa: Vacinação começa hoje


Aftosa: Vacinação começa hoje

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Teve início oficialmente ontem a primeira etapa da campanha nacional de combate à febre aftosa deste ano. Na Região Norte do Estado do Rio de Janeiro existe mais de 600 mil animais e a expectativa é que mais de 90% do rebanho seja imunizado. A exemplo de outros anos as prefeituras do Norte Fluminense — Campos, Macaé, Quissamã, São João da Barra e São Francisco disponibilizam vacinas que serão aplicadas gratuitamente aos pequenos produtores a partir de hoje. De acordo com a coordenadoria regional de Defesa Agropecuária, o Estado do Rio de Janeiro não apresenta nenhum caso da doença desde 1997.
Atualmente o município de Campos possui cerca de 225 mil animais que pertencem a 1.500 produtores. Desse total, 25% do rebanho são vacinados através da Prefeitura, ou seja, os produtores com até 70 animais receberam a vacina gratuitamente. Ao todo serão distribuídas 87 mil doses.
O trabalho visa imunizar o rebanho de forma gratuita, mantendo o gado sadio, contribuindo para a saúde da população que consome os produtos e garantindo a segurança da economia pecuarista. O subsecretário Eduardo Alves informou que, a partir de junho, outras vacinas também serão cedidas aos pecuaristas. Segundo ele, 12 vacinadores devem aplicar 45 mil doses para combater a raiva dos herbívoros; 6 mil doses para brucelose e 45 mil doses para clostridioses, tétano e botulismo.
— A falta de vacinação do rebanho é bastante prejudicial, tanto aos produtores, por conta dos prejuízos, quanto aos consumidores dos produtos derivados desses animais, que podem ser contaminados. Por isso, é importante que os produtores estejam sempre atentos às campanhas de vacinação — alerta o subsecretário.
Macaé é outro município que fará a distribuição gratuita da vacina  aos pequenos produtores da cidade que tenham até 50 cabeças.  A ação realizada pela Prefeitura contará com 10 agentes de saúde e dois veterinários. A estimativa é que 500 produtores sejam contemplados com a vacinação de aproximadamente 15 mil cabeças.
Para o coordenador regional de Defesa Agropecuária, Cláudio Vilela, alguns estados são livres, mas outros da região nordeste não e a febre aftosa é uma doença muito grave, que deve ser prevenida.
— Nos últimos anos mais de 95% dos animais foram vacinados em todo o estado do Rio de Janeiro. Os grandes proprietários têm mais consciência porque se não vacinar não vai poder comercializar os animais e isso é prejuízo para eles. Já os pequenos agricultores se esquecem ou deixam mais por conta das prefeituras, mas as secretarias municipais de agricultura só vacinam o gado dos produtores cadastrados — informou.