domingo, 4 de dezembro de 2016

Carne com selo mato-grossense será vendida em todo o país

Desde o final do ano passado, o Governo de Mato Grosso, por meio do Imac, é parceiro da iniciativa do grupo Carrefour, que estabelece controle e rastreabilidade sobre a compra de carne bovina. Além da carne, o instituto também conta com a certificação do pescado de água doce ,

A carne com selo de qualidade do Instituto Mato-grossense de Carnes (Imac) começará a ser comercializada em todo o País a partir do próximo mês de fevereiro. A iniciativa será possível graças a um convênio firmado entre o Governo do Estado e o Grupo Carrefour. Nesta quinta-feira (01.12), o governador Pedro Taques se reuniu com representantes do grupo e o presidente do Imac, Luciano Vaccari, para consolidar a parceria.

Desde o final do ano passado, o Governo de Mato Grosso, por meio do Imac, é parceiro da iniciativa do grupo Carrefour, que estabelece controle e rastreabilidade sobre a compra de carne bovina. Além da carne, o instituto também conta com a certificação do pescado de água doce.
A iniciativa se soma às propostas apresentadas pelo Governo na Conferência do Clima (COP 21), realizada em Paris, na França, com o Programa ‘Produzir, Conversar e Incluir (PCI)’. Construído com o apoio conjunto de Organizações Não Governamentais (ONGs) e a inciativa privada, o projeto prevê uma série de boas práticas ambientais, como o fim do desmatamento ilegal.
“O lançamento do Imac foi uma das nossas metas propostas na COP 21, existem cinco instituições como esta no mundo e uma delas está em Mato Grosso. Em agosto, o Carrefour esteve em Mato Grosso para conhecer o nosso programa e, em fevereiro de 2017, durante o lançamento da nova loja do grupo em São Paulo, a carne começará a ser comercializada”.
Conforme o presidente do Imac, Luciano Vaccari, atualmente Mato Grosso tem o maior rebanho comercial do Brasil, com mais de 29 milhões de cabeça de gado. “Mas nós queremos ser reconhecidos como estado que produz a melhor carne do Brasil. Para isso, precisamos ter uma carne com garantia de origem, respeito às boas práticas de produção e responsabilidade social”.
Segundo o presidente, esta parceria é fundamental para o desenvolvimento da agropecuária de Mato Grosso. “Estamos desenvolvendo todo um comportamento comercial graças a parceiras com os grandes frigoríficos e as grandes lojas de varejo. Isto é fundamental para o Estado. Todo mundo tem a ganhar com isso, os produtores, a indústria frigorifica e o estado de Mato Grosso”.
O diretor de sustentabilidade do Grupo Carrefour, Paulo Pianez, afirmou que toda a filosofia vai ao encontro do programa desenvolvido em Mato Grosso, pois respeita as normas contra o trabalho escravo, áreas embargadas, unidades de conservação e também o monitoramento, por meio de coordenadas geográficas.
“O PCI tem um alinhamento total com tudo o que o Carrefour defende e, por isso, decidimos vir para Mato Grosso e este alinhamento é tão grande que nós iremos nos tornar membros do PCI”.

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Brasil abre mercado do Japão para carne bovina

Vice-ministro da Agricultura japonês deu a notícia ao ministro Blairo Maggi durante encontro na COP 13, no México

O Japão não tem mais restrições à importação de carne bovina brasileira. Segundo o Ministério da Agricultura, a mudança foi anunciada durante a 13ª Conferência das Partes (COP 13) , no México.
O vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do país asiático, Hiromichi Matsushima, deu a notícia pessoalmente ao ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
FMVZ/ USP
O Brasil ainda pretende abrir mercado no Japão para frutas e produtos pets (rações e outros alimentos para animais de estimação). Blairo Maggi se comprometeu a enviar informações complementares sobre manga e melão. O abacate também está na lista de interesse dos japoneses.
De acordo com Hiromichi Matsushima, no caso da carne “faltam apenas resolver algumas questões burocráticas no Ministério da Saúde do Japão”. A abertura será tanto para as carnes bovinas processadas quanto as in natura.
Pedidos do Japão
O vice-ministro japonês pediu a Maggi que sejam aprovados estabelecimentos japoneses para exportar ao Brasil a carne bovina da raça wagyu in natura. 
Além da pauta de comércio, o vice-ministro observou que empresas japonesas têm muito interesse em realizar investimentos em infraestrutura no Brasil.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Agricultura

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

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Exportações de carne de frango caíram em 9,8% em volume e 14,3% em valor em jan-15


Conforme os números levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no mês, houve queda em volume – de 9,8%, com 277,7 mil toneladas embarcadas – e receita – em 14,3%, com US$ 494,5 milhões. O bom desempenho dos embarques para a China, África do Sul e Emirados Árabes Unidos foram determinantes para diminuir o saldo negativo do desempenho das exportações de carne de frango em janeiro.
Em janeiro, a China importou 18,9 mil toneladas (+16,3% a mais que em janeiro de 2014); a África do Sul importou 16,3 mil toneladas (+32,3%)e Emirados Árabes Unidos comprou 22,9 mil toneladas (+11,3%).
Outros mercados de menor expressão nos volumes dos embarques, como Iêmen, Catar, Jordânia, Iraque e Omã, contribuíram para o cenário.
Vice-presidente de aves da ABPA, Ricardo Santin ressalta que a habilitação de cinco novas plantas exportadoras de carne de frango para a China continuam a influenciar o desempenho positivo neste mercado.
Dentre os grandes importadores, houve quedas de 19,4% na Arábia Saudita (total de 48,6 mil toneladas em janeiro), de 37,8% em Hong Kong (19 mil toneladas) e de 22% na União Europeia (28,1 mil toneladas).
Embora em relação a janeiro de 2014 a Rússia apresente crescimento de 80,5%, na comparação com dezembro o desempenho é 33% menor. Ao todo, foram 4,8 mil toneladas embarcadas em janeiro.
Fonte: ABPA, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Exportações de carne bovina registram faturamento de US$ 426 milhões em janeiro

A indústria de carne bovina brasileira registrou um faturamento de US$ 426 milhões, com o embarque de mais de 96 mil toneladas no primeiro mês de 2015. Em comparação com o mesmo período de 2014, houve uma retração de 23% em faturamento – US$ 555 milhões no ano passado - e 26% em volume (130 mil toneladas).

“A desaceleração já era esperada pela conjuntura macroeconômica que a Rússia atravessa e também porque as novas cotas para o ano ainda não foram distribuídas para os importadores do país”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).

Hong Kong continua sendo o principal destino do produto nacional com a importação de 29 mil toneladas e faturamento de US$ 130 milhões. Com crescimento de quase 30% em faturamento (US$ 71 milhões) e 23% em volume (20 mil toneladas), o Egito ocupou a segunda posição em janeiro.

Destaque também para o mercado americano, que ocupou a quinta posição em janeiro. O crescimento em faturamento ultrapassou 127% e em volume mais de 170%. Vale lembrar que o Brasil exporta apenas carne industrializada para os EUA e a abertura do mercado para carne in natura ainda no primeiro semestre é uma das grandes apostas do setor para ampliar exportações em 2015.

“Temos indicativos de que as negociações com o mercado americano para carne in natura deverão avançar de maneira positiva e em breve. A abertura para os EUA é de fundamental importância porque possibilita também atingir outros países da NAFTA, bem como Caribe e América Central”, afirma o presidente da ABIEC.

Outras apostas do setor para ampliar mercados em 2015 é a retomada definitiva da China – que também tem previsão para o primeiro semestre; bem como as perspectivas positivas para o anúncio do fim do embargo da Arábia Saudita e Japão.

“O cenário continua em alta para este ano. Além dos esperados anúncios de liberação de mercados, temos diversas ações para a promoção da carne brasileira pelo mundo. Iniciamos agora em fevereiro com a presença na Gulfood, em Dubai. Os países árabes formam um mercado essencial para a carne brasileira, onde somente nos últimos dez anos, mais que dobramos o faturamento com vendas para aquela região, passando de US$ 537 milhões para US$ 1,3 bilhão. E ainda temos potencial para crescer mais”, destaca Camardelli.

Carne in natura

Ainda dentro dos resultados do mês de janeiro, a carne in natura foi a categoria de produtos brasileiros mais importada em todo o mundo, atingindo um faturamento de US$ 326 milhões.

http://www.olhardireto.com.br/agro/
A pedidos :


Veja a seguir os principais cortes e os preparos adequados para cada um deles:
1 – Músculo dianteiro: um dos cortes mais saudáveis do boi, é uma carne fibrosa, saborosa, pobre em gordura, mas rica em colágeno. Seu cozimento pede bastante calor e umidade, sendo indicado para sopas, caldos de carne e carne de panela.
2 – Peito: possui uma gordura superficial que impede o ressecamento da carne durante o longo tempo de cozimento exigido. Pode ser usado em caldos, sopas, refogados e cozidos em molho. 
3 – Pescoço: sendo a continuação do peito, é uma carne semelhante, que pode ser usada nos mesmos preparos. É um corte que requer cozimento longo e é indicado para ensopados, cozidos e caldos. 
4 – Acém: é o maior e mais macio dos cortes dianteiros do boi. É uma carne relativamente magra, que requer bastante calor e umidade durante o cozimento e fica boa em ensopados, cozidos de panela e picadinhos.  
5 – Cupim: situada no dorso de bois zebuínos originários da Índia, essa carne é fartamente entremeada de gordura e tem sabor único e acentuado. É um corte praticamente desconhecido nos países da Europa, nos Estados Unidos e nos vizinhos Uruguai e Argentina, onde se criam apenas raças europeias. Pede cozimento lento, preferencialmente enrolado em celofane culinário, para que se mantenham os sucos da carne.
6 – Paleta: da pata dianteira do boi, retiram-se três cortes, o peixinho, a raquete e o miolo de paleta. Menos nobres, são carnes suculentas e saborosas, mas que pedem cozimento lento e longo. São cortes indicados para o preparo de picadinhos e cozidos de panela. 
7 – Capa de filé: é uma carne saborosa e com médio grau de dureza. Com grande quantidade de nervos e espessa camada de gordura, exige bastante tempo de cozimento. Indicada para ser usada moída, em ensopados e picadinhos.
8 – Filé de costela: também conhecida como costela de ripa ou apenas costela, é a carne que reveste a parte superior da caixa torácica do boi. Com ossos maiores e mais largos, é um corte saboroso que requer longo cozimento, seja no fogão ou na churrasqueira.
9 – Aba do filé: também conhecida como bife do vazio. Por ser uma carne extremamente enervada, é própria para ser preparada moída.
10 – Ponta de agulha: também conhecida como costela de minga, é a carne que reveste as últimas costelas do boi e pertence à categoria dos cortes com mais colágeno. É melhor aproveitada moída ou na churrasqueira.
11 – Contrafilé: também conhecido como entrecôte e bife chorizo, é uma peça grande de onde se origina a bisteca. É ideal para fazer bifes, medalhões e rosbife, podendo ser grelhado no fogão ou na churrasqueira, em alta temperatura e por pouco tempo. Deve ser servido mal passado ou ao ponto.   
12 – Filé mignon: é o mais macio dos cortes bovinos e tem sabor menos acentuado que seus "vizinhos" alcatra e contrafilé. A peça é um músculo liso e comprido, sem nervos, fibras ou gorduras. Ideal para bifes altos como o tournedor e o medalhão, também pode ser empregado em rosbifes, picadinhos, estrogonofe, assados e refogados.
13 – Fraldinha: localizada na lateral do boi, é uma peça pequena, porém muito suculenta e macia, apropriada para a churrasqueira, mas também para cozidos de panela, estrogonofe e espetinhos.
14 – Maminha: corte retirado da alcatra, famoso pela maciez, suculência e sabor suave. É uma carne indicada para assados na churrasqueira e no fogão e cozidos de panela. 
15 – Alcatra: junto com filé mignon, o contrafilé e a picanha, essa carne faz parte do quarteto nobre das carnes bovinas. É um corte magro e saboroso, do qual se originam outros cinco cortes: a picanha, a maminha, o miolo de alcatra ou baby beef, o tender steak e o top sirloin.  
16 – Picanha: criado na década de 1970, é um corte caracterizado pelo sabor acentuado e maciez, garantidos pela camada de gordura externa que o reveste. Famosa no churrasco, também se presta ao preparo de cozidos e assados no forno e na panela.
17 – Patinho: carne magra, com fibras macias, ideal para bife a milanesa, escalopes e carne moída, mas pode ser usada também em cozidos, ensopados e picadinhos.
18 – Coxão mole: como o próprio nome diz, faz parte da coxa do boi. Também conhecido como chã de dentro, é o corte constituído das massas musculares da face interna do coxão, separado do patinho, do lagarto e do coxão-duro. Macio, é ideal para assados, ensopados, picadinhos, escalopes, bife a milanesa ou para carne moída. 
19 – Lagarto: localizada na parte traseira do boi, é a peça que separa o coxão duro do coxão mole. Com fibras longas e duras e gordura externa, é uma carne saborosa e versátil, mas pouco suculenta, ideal para assados e cozidos, preferencialmente com molho. 
20 – Coxão duro: também conhecido como chã de fora, pois fica na face externa do coxão, é um corte com fibras mais duras e necessita de cozimento mais longo. Apropriado para o preparo de carnes recheadas, cozidos de panela e rosbife, ou moído em refogados e molhos.
21 – Músculo traseiro: é dessa peça que se extrai o ossobuco, famoso corte redondo, com osso e tutano, que deve ser cozido lenta e longamente. 
Além de todos esses cortes, que são os mais populares nos açougues e mesas do Brasil, há ainda os chamados miúdos. Trata-se do grupo que engloba os órgãos internos do boi, como fígado, língua, rim, coração e miolo, mais o rabo. Com diferentes sabores e texturas, requerem cuidados especiais de limpeza ou preparo, e sua utilização varia conforma a região e a cultura local. 
* A ilustração que acompanha esta reportagem foi ajustada
Fontes: Ministério da Agricultura; Instituto de capacitação profissional CPT – Centro de Produções Técnicas; SIC – Serviço de Informações da Carne; Livro "Carne & Cia", Nancy de Pilla Montebello e Wilma Maria Coelho Araújo, Editora Senac; Livro "Carnes com prazer", Ivo Camargo, Dash Editora.

http://comidasebebidas.uol.com.br/noticias/redacao/2015/01/28/mapa-do-boi-saiba-qual-e-o-melhor-preparo-para-cada-tipo-de-corte.htm

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Carne bovina brasileira no mercado japonês


  1. Governo do Japão está finalizando exame de documentos brasileiros. Mapa sugere a abertura do mercado também para carne in natura 



  2. O Japão deve reabrir o mercado para a carne bovina brasileira. A notícia foi dada por Hisao Harihara, vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas do Japão, durante encontro com Neri Geller, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no evento “1º Diálogo Brasil – Japão sobre Agricultura e Gêneros Alimentícios”, realizado em São Paulo, nesta segunda feira, 8.
  3. De acordo com Harihara, o Ministério da Saúde japonês já está em fase final a análise da documentação brasileira. "Esta é a última etapa para retomarmos as negociações”, afirmou.
  4. As avaliações restringem-se à retomada das exportações de carne bovina industrializada. Geller aproveitou o encontro para solicitar que o Japão inicie o processo de análise de risco para carne bovina in natura nos Estados com reconhecimento internacional como livres de febre afatosa, mas ainda não há previsão sobre o início do processo e a consequente exportação da carne in natura para o mercado japonês.
  5. O país asiático suspendeu a importação de carne bovina do Brasil no início de dezembro de 2012, quando foi constatado um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como ‘mal da vaca louca’, em uma fêmea bovina morta no Paraná em 2010. O diagnóstico foi confirmado dois anos após a morte do animal e não houve novos casos, por isso a OIE manteve o status do Brasil como risco insignificante para EEB. A medida não foi suficiente para manter o mercado japonês, que encerrou 2012 com US$ 7,11 milhões em compras, queda de 54% na comparação com o ano anterior, quando as exportações renderam US$ 15,72 milhões para os exportadores brasileiros. 
  6. Se as análises forem positivas e o Japão retomar as exportações, será o sexto país e suspender embargos às carne bovina brasileira. Este ano, Arábia Saudita, África do Sul, China, Egito e Irã  voltaram a  importar a matéria prima do Brasil.



PORTAL DBO

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

JBS fecha compra do Grupo Primo e do Grupo Big Frango

JBS adquire novos ativos na Austrália e Brasil

A JBS SA anunciou na noite de quinta-feira (20) que planeja adquirir o Primo Group, líder na produção de presunto, bacon e carnes prontas na Austrália e Nova Zelândia, bem como uma das maiores processadoras de carne de frango no Brasil, a Big Frango.
Por meio de sua subsidiária JBS Austrália, a maior processadora de carne bovina e de aves do mundo vai adquirir o Primo por AU$ 1,45 bilhão (R$ 3,22 bilhões). A JBS espera ganhos de receita anual de AU$ 1,6 bilhão (R$ 3,56 bilhões) e Ebitda de AU$ 150 milhões (R$ 333,52 milhões) na Austrália como resultado do acordo, e estima capturar sinergias que renderão cerca de AU$ 30 milhões (R$ 66,7 milhões).
“Esta aquisição é fortemente alinhada com a nossa estratégia global para expandir nossa presença na categoria de produtos de valor acrescentado e marcas bem conhecidas”, disse Wesley Batista, CEO global da JBS, mediante comunicado de imprensa. “O Primo Group é a empresa líder neste segmento com marcas fortes e representa uma excelente oportunidade de expandir nossos negócios na Austrália, considerando o crescimento anual do consumo de produtos preparados.”
Fundado em 1985, o Primo Grupo tem um portfólio de marcas reconhecidas, emprega atualmente mais de 4 mil funcionários e opera a partir de cinco plantas, sete centros de distribuição e 30 lojas de varejo.
A transação será paga em dinheiro, e está sujeita à aprovação pelas autoridades regulatórias australianas.
No Brasil, a JBS também anunciou a aquisição da totalidade das ações de capital detidas pela AMSE02 Participações Ltda no processador de aves Grupo Big Frango. A JBS vai pagar R$ 430 milhões na transação por meio de sua subsidiária JBS Foods, que deve ser aprovada pelo órgão regulador antitruste do Brasil, o Cade.
O Big Frango é um dos maiores grupos do setor avícola no sul do Brasil, com 49 anos de experiência e uma capacidade de processamento de 460 mil aves por dia em duas instalações de processamento, além de vendas anuais de mais de R$ 1 bilhão.
A JBS confirmou previamente, no fim de maio, que adquiriu um incubatório, granjas e matrizes do Big Frango e que planeja investir até R$ 20 milhões na expansão dos ativos ao longo dos próximos anos.
Fonte:  CarneTec

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Arábia Saudita vai importar carne do Brasil, diz Geller

O ministro da Agricultura, Neri Geller, disse nesta terça-feira, 18, que as exportações de carne bovina para a Arábia Saudita serão reiniciadas em dezembro, após a visita de um grupo de técnicos sauditas para inspecionar frigoríficos brasileiros.
A visita ocorrerá nos próximos dias e, após a análise por amostragem do rebanho brasileiro, o governo de Riad vai publicar um decreto habilitando os frigoríficos exportadores. "Temos uma previsão de começar as exportações a partir da segunda quinzena de dezembro. Conseguimos superar todos os embargos técnicos", disse.

Geller participou na semana passada de reuniões com o governo saudita para negociar a reabertura de mercado, embargado por decisão de Riad em 2012, após a constatação de um caso atípico de vaca louca no Paraná. A expectativa agora é de que a retomada da corrente bilateral com a Arábia Saudita também auxilie na ampliação de mercado no Golfo Pérsico. "Se nós abrirmos o mercado para a Arábia Saudita automaticamente abrimos para todo o Golfo", indicou o ministro.

O Brasil exportou U$ 250 milhões em carne bovina para o Golfo em 2012, sendo US$ 156 milhões para o mercado saudita. A expectativa oficial é de que a região dobre esse volume. "Vamos recuperar esse mercado de US$ 250 milhões. Mas a informação que temos é de que nesses dois anos mudou muito e está mudando o habito alimentar desses países e, consequentemente, acreditamos que tem um potencial de chegar de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões", estimou.

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Geller: exportação de carne à China começará em dezembro

O ministro da Agricultura, Neri Geller, informou na tarde desta terça-feira, 18, que a retomada das exportações de carne bovina para a China deve ocorrer na primeira quinzena de dezembro. Ele relatou detalhes da viagem que fez na semana passada ao país asiático, afirmando que conseguiu destravar o processo já que a liberação das importações havia sido anunciada em julho pelo governo chinês.
"Fomos a Pequim para consolidar (a suspensão do embargo) e não ficar só no discurso sobre a questão da abertura de mercado", disse.

A China proibiu a importação de carne brasileira em 2012. O Brasil exportou apenas US$ 74,87 milhões em carne bovina para o país naquele ano. Agora, o ministro fala em até US$ 1 bilhão na corrente exportadora com a reabertura de mercado. "É um mercado promissor e temos um potencial de aumentar as exportação para China de US$ 700 milhões a US$ 1 bilhão por ano", calculou

Segundo Geller, o governo chinês também autorizou a liberação de dez plantas industriais como exportadores credenciados e será a partir destes frigoríficos que a carne brasileira chegará à China. Ele, no entanto, disse que só na primeira semana de dezembro serão conhecidas as unidades das empresas credenciadas. "Essas plantas podem aumentar o investimento e o consumo de milho para sair para o mercado internacional com o valor agregado", comemorou.

O ministro minimizou eventuais impactos do aumento das exportações de carne na inflação no momento em que preço da proteína animal tem pesado no bolso do consumidor brasileiro. "A questão de inflação pode aumentar um pouquinho, mas não vai pesar muito não", avaliou. "Não tempos preocupação com relação a isso", disse.

Apesar da previsão otimista, Geller reconheceu que para o mercado interno "o preço pode num primeiro momento aumentar um pouco". Mas ele apontou a capacidade dos frigoríficos de aumentar a produção como saída para o efeito inflacionário que um aumento nas vendas à China pode trazer. "O governo tem de fazer a sua parte de viabilizar isso no longo prazo", indicou.

De acordo com o ministro, o Brasil tem rebanho bovino para atender às exportações no médio prazo e os frigoríficos podem realizar novos investimentos, com acesso a linhas de financiamento do governo federal. "Esse potencial de crescimento é muito bom. Se houver demanda, a oferta se constrói com facilidade. Nenhum país tem esse potencial", afirmou.

Geller também comentou a possibilidade de a Austrália aumentar as exportações para China. Ele disse que os australianos estão chegando ao limite de sua capacidade produtiva, o que impõe restrições a um aumento consistente de atender o gigante asiático, que hoje importa cerca de 50% da carne bovina que consome da Austrália. "Se a Austrália se concentrar na China eles automaticamente vão deixar de abastecer outros países. Nós temos de nos apresentar (ao mercado internacional)", considerou.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

China retira oficialmente embargo à carne bovina brasileira, diz Planalto

Venda estava embargada desde 2012 após suspeita de doença no Paraná.
Embargo estava suspenso desde julho.


O governo chinês retirou oficialmente o embargo à carne bovina brasileira neste domingo (16) após a assinatura, entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da China, Xi Jiping, de um protocolo para liberação de venda do produto para o mercado chinês, informou o Planalto.
A venda estava embargada desde 2012 devido à suspeita, não confirmada, de registro de mal da vaca louca no estado do Paraná. O embargo estava suspenso desde julho.
A assinatura ocorreu durante um intervalo da reunião de Cúpula do G20, em Brisbane, na Austrália.
Com o acordo bilateral, a expectativa do governo brasileiro é vender de U$S 800 milhões a U$$ 1,2 bilhão de carne para China só em 2015.
O último encontro da presidenta Dilma com Xi Jinping ocorreu em julho, no Brasil, durante a realização da VI Cúpula do Brics em Fortaleza, no Ceará.

A China é considerada o principal parceiro comercial do Brasil. Só em 2013, o comércio entre os dois países superou os US$ 83 bilhões.
http://globo.com/