quinta-feira, 30 de julho de 2009

Quinta-Feira

Hoje os compradores forçando barra em comprar alcatra e contra abaixo de R$ 8,80 kg ., mas os frigorificos com pedido minimo de R$ 8,90 kg nesses produtos.Lagarto a pedida R$ 7,60 kg, duro R$ 7,50 e Coxão Mole a R$ 7,80 kg. Vamos ver quem ganha essa parada.

Friboi - Juara

Os funcionários da Unidade de Juara do frigorífico JBS/Friboi começam aos poucos a trabalhar nas instalações que eram do Frigorífico Quatro Marcos. Segundo Ruane Morêz, do Departamento de Relações Humanas do Friboi, as pessoas contratadas para a área quente do frigorífico já começam a trabalhar normalmente a partir desta quarta-feira, 29 de Julho.Ele informou ainda que o ônibus passará às 05h nos antigos pontos que o Quatro Marcos passava para encaminhar os funcionários até a unidade para dar início a partir das 06h as atividades. Já na quinta-feira, 30 de Julho, tanto os funcionários da área fria quanto da quente trabalharão no mesmo horário, com embarque às 05h para início dos trabalhos as 06h.O Frigorífico Friboi ainda não está trabalhando 100%, mas algumas cabeças foram abatidas na semana passada e aos poucos os trabalhos se normalizam. Para a unidade de Juara foram aproximadamente 300 pessoas contratadas de forma imediata nas cidades de Juara e Novo Horizonte do Norte para as mais diversas funções. Postado por IPIÁU NOTICIAS

FRIGORÍFICO VAI SER REABERTO

A partir de agosto a carne bovina consumida pela população de Jequié voltará a ser abatida na própria cidade. O Frigorífico Vale do Sol (nova denominação do Frisuba), voltará a operar com um abate diário de 500 reses. A confirmação foi feita pelo diretor proprietário da nova empresa, Ruy Marcos da Silva Moreira, também proprietário da rede de postos “Passarela”, com matriz na cidade de Vitória da Conquista. A carne proveniente do matadouro passa por inspeção técnica do Ministério da Agricultura. Na etapa inicial de funcionamento, o Frigorífico Vale do Sol deverá oferecer 60 postos de trabalho, em sua maioria operários com experiência no setor, ex-funcionários da empresa que lhe antecedeu. Postado por IPIÁU NOTICIAS

segunda-feira, 27 de julho de 2009

INFORMAÇÕES

ESTAMOS COM PROBLEMAS NO SALVAMENTO E PUBLICAÇÃO DE NOVAS NOTICIAS E INFORMAÇÕES POR ISSO NÃO ESTAMOS PODENDO ATUALIZAR O BLOG.

Sexta-Feira

Hoje no Rio foi negociado contra filet a R$ 8.80 kg. Na alcatra continuam pedindo no minimo R$ 9,00 kg.

Sistema de rastreabilidade emperra exportações de carne bovina em MT

Da Redação As conseqüências da falta de uma política eficiente para o sistema de rastreabilidade no Brasil refletem em cheio nas exportações da carne bovina brasileira. A notícia de que o Brasil só conseguiu atingir 25,32% da cota Hilton, foi analisada como conseqüência da ineficiência do governo federal em fazer as auditorias nas propriedades do sistema ERAS/Sisbov e a rigidez das regras impostas pela União Européia para que o produtor tenha a certificação. “Essa é mais uma conseqüência da falta de prioridade por parte do governo federal com relação a rastreabilidade, bem diferente do que acontece na Argentina, por exemplo. Isso pode ser constatado na cota Hilton onde a Argentina cumpriu praticamente 100% da cota, mesmo tendo um rebanho de 50 milhões de cabeças”, disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari. A situação está tão crítica que o Brasil busca alternativas e fala de flexibilização das regras da UE para que haja mais fazendas aptas a produzir gado para exportar. Para Vacari, a flexibilização é necessária, mas isso somente não vai resolver o problema. “O sistema é muito rigoroso, além do necessário, mas se ele não for prioridade do governo federal não vai funcionar. Aqui no Brasil a responsabilidade da rastreabilidade do gado é toda do produtor e quando ele decide investir, encontra uma barreira enorme e lenta por parte do governo federal que não consegue auditar as propriedades”, disse o superintendente da Acrimat. Ele disse ainda, que investir na cota Hilton já é uma maneira de ajudar os frigoríficos a saírem da crise e toda cadeia produtiva, “pois ela é uma parcela importante de exportação de carne bovina de alta qualidade e valor que a União Européia concede anualmente a países produtores e exportadores de carnes. Um boi rastreado tem um valor agregado de até 10% e isso faz muita diferença”. Hoje 492 propriedades de Mato Grosso aguardam a auditoria oficial para fazer parte das propriedades aptas à exportar carne in natura para os mercados que exigem o Eras/Sisbov. Apenas 203 propriedades estão aptas à exportar para União Européia. O mercado comum europeu é um dos principais destinos da carne mato-grossense. Em 2009 o valor médio do quilo da carne exportada pelo Brasil foi de US$ 2,35, enquanto isso o valor da carne embarcada para o bloco foi de US$ 3,36, valor 43,6% acima da média de mercado. Apesar da importância deste mercado, os embarques para este parceiro diminuíram consideravelmente a partir do segundo trimestre de 2008 segundo levantamento feito pelo Instituto de Economia Agropecuparia - Imea, isto porque o departamento europeu que define as condições mínimas que um país deve ter considerou que o sistema de rastreabilidade do nosso país não era adequado. Mato Grosso foi diretamente afetado por esta medida. Em 2009 apenas 4,8% da carne exportada pelo estado foi para a União Européia, enquanto que em 2007 mais de 19% do total foi para o bloco. Além disso, hoje nosso Estado é responsável pelo embarque de 12% de toda exportação nacional, porém quando se trata de exportações para a U.E. nosso market share cai para 5%. Fonte: Documento- Cuiaba

Por falta de boi, Brasil deixa novamente de cumprir a cota Hilton

Carne bovina: Motivo é a regra da UE que prevê que só fazendas certificadas forneçam animal para exportação Enquanto a Argentina, onde o governo restringe as exportações de carne bovina, conseguiu cumprir 99,99% de sua fatia da cota Hilton, de 28 mil toneladas, o Brasil, que tem um volume de 5 mil toneladas, só cumpriu 25,32% (1,266 mil toneladas). Os números do volume de cortes nobres destinado ao mercado europeu se referem ao ano-cota 2008/2009, que começou em 1 de julho do ano passado e terminou no último dia 30 de junho. Novamente, as restrições impostas pela União Europeia à carne brasileira a partir do início de 2008, alegando problemas na rastreabilidade do gado bovino no país, foram a principal razão para o desempenho pífio do Brasil. No ano-cota anterior, o país também não conseguiu cumprir o volume de 5 mil toneladas - exportou 49,62% da cota ou 2.481 toneladas. Mesmo assim o desempenho foi melhor que no último ano, quando além da menor oferta de animais para abate, frigoríficos em dificuldades financeiras deixaram de exportar as suas fatias na cota Hilton, caso do Independência. A pergunta agora é como o Brasil conseguirá cumprir a cota adicional de 5 mil toneladas de Hilton, que acaba de obter como compensação pelas perdas que registrou depois da entrada de Bulgária e Romênia na UE em 2007, se não foi capaz de exportar nem as 5 mil toneladas que já tinha? "Tudo depende da flexibilização [das regras] da UE para que haja mais fazendas para exportar", afirma Otávio Cançado, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec). Ele se refere à regra da UE que prevê que só uma lista restrita de fazendas rastreadas e certificadas podem fornecer animais para abate e exportação da carne ao bloco europeu. Hoje 1.329 fazendas do país estão habilitadas para esse fim. E o número cresce lentamente, já que o sistema de certificação é trabalhoso, rigoroso e burocrático. O Ministério da Agricultura fala na possibilidade de flexibilização por parte da UE - sem que a segurança do sistema de certificação seja comprometida - há meses. Eventuais mudanças, porém, dependem do resultado da missão da UE que esteve no país para avaliar o sistema de rastreabilidade do gado. Segundo o presidente do Fórum de Secretários Estaduais, Gilman Viana, a adesão ao processo de rastreabilidade "perdeu velocidade, o prêmio para animais rastreados caiu de R$ 12 para R$ 8 por arroba". Mas o secretário de Minas diz que há "sinais claros" de retomada. "Os frigoríficos demonstram interesse, a UE já começa a pagar melhor e o sinal de retomada é claro, ainda que sem impactos bruscos". Além da escassez de animais rastreados para abate para a UE, outro fator que pode ter afetado as exportações brasileiras na Hilton no último ano foi a decisão do bloco de suspender as compras de carne bovina congelada dentro da cota, restringindo as importações aos cortes frescos e refrigerados. A medida atrapalhou a distribuição das cotas para os frigoríficos. "Com pouco animal para abate, ficou difícil formar os lotes de carne resfriada", diz Cançado. Segundo ele, o acordo sobre a compensação pela entrada da Bulgária e Romênia na UE deve revisar a decisão sobre a carne congelada, que voltaria a poder ser exportada dentro da cota. Apesar de chamar a atenção, os quase 100% obtidos pela Argentina no cumprimento da cota Hilton precisam ser relativizados. Conforme um executivo da indústria brasileira, os argentinos fizeram "um grande esforço" para manter a imagem de quão estratégica as exportações de cortes da Hilton são para o país. Assim, quando perceberam que teriam dificuldade de cumpri-la com cortes nobres, incluíram na cota cortes que normalmente não são contemplados, como coxão mole e coxão duro, de animais que atendem as especificações definidas pela Hilton. Exportar menos na cota Hilton significa perda de receita. Os cortes vendidos dentro da cota pagam tarifa de 20%, enquanto no extracota há imposto de 12, 8 %, mais € 3.041 por tonelada. Com tarifa menor, é possível obter prêmio de cerca de US$ 3 mil por tonelada sobre o extracota. Fonte: Valor Economico

Por falta de boi, Brasil deixa novamente de cumprir a cota Hilton

Carne bovina: Motivo é a regra da UE que prevê que só fazendas certificadas forneçam animal para exportação Enquanto a Argentina, onde o governo restringe as exportações de carne bovina, conseguiu cumprir 99,99% de sua fatia da cota Hilton, de 28 mil toneladas, o Brasil, que tem um volume de 5 mil toneladas, só cumpriu 25,32% (1,266 mil toneladas). Os números do volume de cortes nobres destinado ao mercado europeu se referem ao ano-cota 2008/2009, que começou em 1 de julho do ano passado e terminou no último dia 30 de junho. Novamente, as restrições impostas pela União Europeia à carne brasileira a partir do início de 2008, alegando problemas na rastreabilidade do gado bovino no país, foram a principal razão para o desempenho pífio do Brasil. No ano-cota anterior, o país também não conseguiu cumprir o volume de 5 mil toneladas - exportou 49,62% da cota ou 2.481 toneladas. Mesmo assim o desempenho foi melhor que no último ano, quando além da menor oferta de animais para abate, frigoríficos em dificuldades financeiras deixaram de exportar as suas fatias na cota Hilton, caso do Independência. A pergunta agora é como o Brasil conseguirá cumprir a cota adicional de 5 mil toneladas de Hilton, que acaba de obter como compensação pelas perdas que registrou depois da entrada de Bulgária e Romênia na UE em 2007, se não foi capaz de exportar nem as 5 mil toneladas que já tinha? "Tudo depende da flexibilização [das regras] da UE para que haja mais fazendas para exportar", afirma Otávio Cançado, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec). Ele se refere à regra da UE que prevê que só uma lista restrita de fazendas rastreadas e certificadas podem fornecer animais para abate e exportação da carne ao bloco europeu. Hoje 1.329 fazendas do país estão habilitadas para esse fim. E o número cresce lentamente, já que o sistema de certificação é trabalhoso, rigoroso e burocrático. O Ministério da Agricultura fala na possibilidade de flexibilização por parte da UE - sem que a segurança do sistema de certificação seja comprometida - há meses. Eventuais mudanças, porém, dependem do resultado da missão da UE que esteve no país para avaliar o sistema de rastreabilidade do gado. Segundo o presidente do Fórum de Secretários Estaduais, Gilman Viana, a adesão ao processo de rastreabilidade "perdeu velocidade, o prêmio para animais rastreados caiu de R$ 12 para R$ 8 por arroba". Mas o secretário de Minas diz que há "sinais claros" de retomada. "Os frigoríficos demonstram interesse, a UE já começa a pagar melhor e o sinal de retomada é claro, ainda que sem impactos bruscos". Além da escassez de animais rastreados para abate para a UE, outro fator que pode ter afetado as exportações brasileiras na Hilton no último ano foi a decisão do bloco de suspender as compras de carne bovina congelada dentro da cota, restringindo as importações aos cortes frescos e refrigerados. A medida atrapalhou a distribuição das cotas para os frigoríficos. "Com pouco animal para abate, ficou difícil formar os lotes de carne resfriada", diz Cançado. Segundo ele, o acordo sobre a compensação pela entrada da Bulgária e Romênia na UE deve revisar a decisão sobre a carne congelada, que voltaria a poder ser exportada dentro da cota. Apesar de chamar a atenção, os quase 100% obtidos pela Argentina no cumprimento da cota Hilton precisam ser relativizados. Conforme um executivo da indústria brasileira, os argentinos fizeram "um grande esforço" para manter a imagem de quão estratégica as exportações de cortes da Hilton são para o país. Assim, quando perceberam que teriam dificuldade de cumpri-la com cortes nobres, incluíram na cota cortes que normalmente não são contemplados, como coxão mole e coxão duro, de animais que atendem as especificações definidas pela Hilton. Exportar menos na cota Hilton significa perda de receita. Os cortes vendidos dentro da cota pagam tarifa de 20%, enquanto no extracota há imposto de 12, 8 %, mais € 3.041 por tonelada. Com tarifa menor, é possível obter prêmio de cerca de US$ 3 mil por tonelada sobre o extracota.

Sistema de rastreabilidade emperra exportações de carne bovina em MT

Da Redação

As conseqüências da falta de uma política eficiente para o sistema de rastreabilidade no Brasil refletem em cheio nas exportações da carne bovina brasileira. A notícia de que o Brasil só conseguiu atingir 25,32% da cota Hilton, foi analisada como conseqüência da ineficiência do governo federal em fazer as auditorias nas propriedades do sistema ERAS/Sisbov e a rigidez das regras impostas pela União Européia para que o produtor tenha a certificação. “Essa é mais uma conseqüência da falta de prioridade por parte do governo federal com relação a rastreabilidade, bem diferente do que acontece na Argentina, por exemplo. Isso pode ser constatado na cota Hilton onde a Argentina cumpriu praticamente 100% da cota, mesmo tendo um rebanho de 50 milhões de cabeças”, disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.

A situação está tão crítica que o Brasil busca alternativas e fala de flexibilização das regras da UE para que haja mais fazendas aptas a produzir gado para exportar. Para Vacari, a flexibilização é necessária, mas isso somente não vai resolver o problema. “O sistema é muito rigoroso, além do necessário, mas se ele não for prioridade do governo federal não vai funcionar. Aqui no Brasil a responsabilidade da rastreabilidade do gado é toda do produtor e quando ele decide investir, encontra uma barreira enorme e lenta por parte do governo federal que não consegue auditar as propriedades”, disse o superintendente da Acrimat. Ele disse ainda, que investir na cota Hilton já é uma maneira de ajudar os frigoríficos a saírem da crise e toda cadeia produtiva, “pois ela é uma parcela importante de exportação de carne bovina de alta qualidade e valor que a União Européia concede anualmente a países produtores e exportadores de carnes. Um boi rastreado tem um valor agregado de até 10% e isso faz muita diferença”. Hoje 492 propriedades de Mato Grosso aguardam a auditoria oficial para fazer parte das propriedades aptas à exportar carne in natura para os mercados que exigem o Eras/Sisbov. Apenas 203 propriedades estão aptas à exportar para União Européia.

O mercado comum europeu é um dos principais destinos da carne mato-grossense. Em 2009 o valor médio do quilo da carne exportada pelo Brasil foi de US$ 2,35, enquanto isso o valor da carne embarcada para o bloco foi de US$ 3,36, valor 43,6% acima da média de mercado. Apesar da importância deste mercado, os embarques para este parceiro diminuíram consideravelmente a partir do segundo trimestre de 2008 segundo levantamento feito pelo Instituto de Economia Agropecuparia - Imea, isto porque o departamento europeu que define as condições mínimas que um país deve ter considerou que o sistema de rastreabilidade do nosso país não era adequado. Mato Grosso foi diretamente afetado por esta medida. Em 2009 apenas 4,8% da carne exportada pelo estado foi para a União Européia, enquanto que em 2007 mais de 19% do total foi para o bloco. Além disso, hoje nosso Estado é responsável pelo embarque de 12% de toda exportação nacional, porém quando se trata de exportações para a U.E. nosso market share cai para 5%.

Sistema de rastreabilidade emperra exportações de carne bovina em MT

Da Redação

As conseqüências da falta de uma política eficiente para o sistema de rastreabilidade no Brasil refletem em cheio nas exportações da carne bovina brasileira. A notícia de que o Brasil só conseguiu atingir 25,32% da cota Hilton, foi analisada como conseqüência da ineficiência do governo federal em fazer as auditorias nas propriedades do sistema ERAS/Sisbov e a rigidez das regras impostas pela União Européia para que o produtor tenha a certificação. “Essa é mais uma conseqüência da falta de prioridade por parte do governo federal com relação a rastreabilidade, bem diferente do que acontece na Argentina, por exemplo. Isso pode ser constatado na cota Hilton onde a Argentina cumpriu praticamente 100% da cota, mesmo tendo um rebanho de 50 milhões de cabeças”, disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.

A situação está tão crítica que o Brasil busca alternativas e fala de flexibilização das regras da UE para que haja mais fazendas aptas a produzir gado para exportar. Para Vacari, a flexibilização é necessária, mas isso somente não vai resolver o problema. “O sistema é muito rigoroso, além do necessário, mas se ele não for prioridade do governo federal não vai funcionar. Aqui no Brasil a responsabilidade da rastreabilidade do gado é toda do produtor e quando ele decide investir, encontra uma barreira enorme e lenta por parte do governo federal que não consegue auditar as propriedades”, disse o superintendente da Acrimat. Ele disse ainda, que investir na cota Hilton já é uma maneira de ajudar os frigoríficos a saírem da crise e toda cadeia produtiva, “pois ela é uma parcela importante de exportação de carne bovina de alta qualidade e valor que a União Européia concede anualmente a países produtores e exportadores de carnes. Um boi rastreado tem um valor agregado de até 10% e isso faz muita diferença”. Hoje 492 propriedades de Mato Grosso aguardam a auditoria oficial para fazer parte das propriedades aptas à exportar carne in natura para os mercados que exigem o Eras/Sisbov. Apenas 203 propriedades estão aptas à exportar para União Européia.

O mercado comum europeu é um dos principais destinos da carne mato-grossense. Em 2009 o valor médio do quilo da carne exportada pelo Brasil foi de US$ 2,35, enquanto isso o valor da carne embarcada para o bloco foi de US$ 3,36, valor 43,6% acima da média de mercado. Apesar da importância deste mercado, os embarques para este parceiro diminuíram consideravelmente a partir do segundo trimestre de 2008 segundo levantamento feito pelo Instituto de Economia Agropecuparia - Imea, isto porque o departamento europeu que define as condições mínimas que um país deve ter considerou que o sistema de rastreabilidade do nosso país não era adequado. Mato Grosso foi diretamente afetado por esta medida. Em 2009 apenas 4,8% da carne exportada pelo estado foi para a União Européia, enquanto que em 2007 mais de 19% do total foi para o bloco. Além disso, hoje nosso Estado é responsável pelo embarque de 12% de toda exportação nacional, porém quando se trata de exportações para a U.E. nosso market share cai para 5%.