Os credores do frigorífico Independência em Mato Grosso estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira (26), no auditório da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso) e resolveram não assinar as procurações propostas pelo frigorífico, que está em recuperação judicial. O Independência vem apresentando procurações aos credores alegando que, caso fossem assinadas, dariam ao frigorífico o poder de representar o pecuarista na assembleia que votará o plano de recuperação judicial da empresa, sem data marcada ainda. A justificativa é facilitar o processo para o produtor, que não teria que sair de sua propriedade e ir até o estado de São Paulo para os procedimentos junto ao grupo Independência. No entanto, alguns produtores estranharam a prática e resolveram fazer uma reunião para discutir a legalidade do procedimento. Marcos da Rosa, presidente da comissão de credores de frigoríficos em recuperação judicial da Famato, conta que na reunião ficou bem definido que os produtores não irão assinar as procurações e irão cuidar eles mesmos do assunto, “sem nenhum estranho fazendo o serviço”. Rosa explica que alguns poucos chegaram a assinar a procuração, já que o Independência não procurou a comissão, mas cada produtor individualmente. Ele alega que as assinaturas foram fruto de falta de informação por parte de alguns produtores, mas que agora o assunto está chegando a todos. O presidente da comissão diz que ainda está sendo verificada a legalidade do procedimento adotado pelo frigorífico e, caso não haja um novo plano de recuperação já registrado, a prática é ilegal. Quanto às procurações já assinadas, Marcos da Rosa afirma que a comissão já está trabalhando para revogar o documento. Em todo o Mato Grosso há cerca de 600 credores que, juntos, acumulam 50 milhões de reais em créditos.
Um blog para falar sobre o mercado da carne bovina,suina ,aves e seus cortes no Rio de Janeiro, tentando passar as melhores informações possiveis, do que realmente á falado na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro, com linguagem simples assim como o clipping de informações importantes de toda a cadeia produtiva.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Redução de ICMS é prorrogada pela quarta vez no MT
O buraco é mais embaixo
Preços sugeridos de venda carne sem osso
Arroba boi está cotada ao valor máximo de R$ 72 ontem
Arroba boi está cotada ao valor máximo de R$ 72 hoje |
| Alessandra Carvalho |
Nesta terça-feira (25) a carne do boi gordo rastreado está cotada ao valor máximo de R$ 72 a arroba em três empresas frigoríficas pesquisadas pelo Midiamax. Para a carne da vaca o preço máximo está cotado a R$ 68 a arroba, a prazo. Na Capital, o Friboi compra a arroba do boi rastreado é comprada por R$ 68 à vista. Para a vaca, o frigorífico paga na arroba à vista R$ 65 à vista. Em Naviraí o frigorífico Bertin, compra a arroba do boi a prazo a R$ 72 e R$ 69,84 à vista. Para a vaca, o frigorífico para na arroba à vista R$ 64,99 e R$ 67 a prazo. O frigorífico Marfrig, em Bataguassu, compra a arroba do boi a prazo a R$ 72 e R$ 69,84 à vista. Para a vaca, o frigorífico para na arroba à vista R$ 65,96 e R$ 68 a prazo. Na Capital, o frigorífico Bertin, compra a arroba do boi a prazo a R$ 72 e R$ 69,84 à vista. Para a vaca, o frigorífico para na arroba à vista R$ 63,05 e R$ 65 a prazo. |
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Credores fecham acordo com MARGEN
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Artuzi visita frigorífico que vai gerar mais de 400 empregos
Rastreabilidade: fazem de tudo para espantar o pecuarista
Aos leitores que são mais veteranos do que eu na pecuária, peço que puxem pela memória quais eram as exigências, nas décadas de 70 e 80, que precisavam ser atendidas para que o boi pudesse ser enviado ao frigorífico. A maioria vai lembrar de que era necessário, apenas, alcançar um peso mínimo ao redor de 15 ou 16 arrobas. Hoje, porém, é preciso atender requisitos de sanidade, bem-estar animal, sustentabilidade (no que diz respeito às questões sócio-ambientais), RASTREABILIDADE, índices mínimos de produtividade... E ainda se defender de sem-terra, de índio, de ladrões de gado, de fiscais corruptos e de ministro língua solta. Isso tudo sem se esquecer das pressões econômicas, já que, no longo prazo, os preços pecuários tendem a cair, ao passo que os custos de produção só fazem subir. Há 30 ou 40 anos já não era fácil ser pecuarista. Hoje, porém, é dose pra leão. Analisemos o caso da rastreabilidade. A burocracia é enorme, o custo é relativamente alto, a operacionalidade do sistema é toda atravancada e ninguém sabe quando a fazenda será auditada para ter a chance de entrar na bendita lista Trace (a lista das fazendas aptas a atender a demanda da União Européia). Ainda assim o pecuarista investe, de olho no ágio pago pelo “boi Europa”. Mas depois de tudo isso, corre-se o risco do frigorífico não pagar ágio algum, ou derrubá-lo de 10% para os atuais 3% a 4%. Até aí, tudo bem, pois o risco faz parte do negócio. Quem define o ágio é o mercado, de acordo com demanda da Europa versus a oferta de boi rastreado. Não é? Não, não é bem assim. Acompanhe o raciocínio. Até pouco tempo atrás, o pecuarista com gado rastreado era responsável por dar baixa dos animais no banco de dados do Sisbov, assim que eles eram negociados. Se um pecuarista com gado na lista Trace não conseguisse ágio junto ao frigorífico, ele poderia dar baixa pelo Modelo B. Para quem não sabe, existe o Modelo A, que enquadra o “boi Europa” (tem que estar na lista Trace), e o Modelo B, que atende outros mercados (não precisa estar na lista Trace). Ou seja, o pecuarista desprestigiado poderia vender o gado sem direito a ágio, mas também não era obrigado a passar de graça, ao frigorífico, a opção de enviar a carne para a União Européia, mercado que sabidamente remunera melhor. Agora, porém, o Ministério da Agricultura transferiu ao frigorífico a obrigação de dar baixa dos animais na base nacional de dados do Sisbov. Ela não pode mais ser feita pelo pecuarista. Na prática, se o pecuarista que tem gado na lista Trace não quiser vender os animais com a chancela da Europa para um frigorífico que não paga ágio, ele é obrigado a negociar com quem atende apenas o mercado doméstico. E aí existe toda a dificuldade de se conseguir negociar num mercado onde os grandes frigoríficos exportadores possuem cada vez mais representatividade. Sem contar que, para vender para frigoríficos pequenos, o pecuarista vai procurar picar os lotes, perdendo na negociação e aumentando os custos operacionais. Criou-se, assim, um mecanismo que facilita a obtenção de “boi Europa” pelos frigoríficos, ao mesmo tempo em que se reduz a pressão para pagamento de prêmio ou ágio. Quando a maior parte das fazendas hoje habilitadas estava buscando espaço na lista Trace, a regra não era essa. Ela foi alterada no meio do jogo. Sacanagem. Depois tem gente que sai dizendo que “o pecuarista não é consciente”, que “não faz sentido essa baixa adesão ao Sisbov”... E outras baboseiras do tipo.






