Jornal da Band
pauta@band.com.br
O consumo de carne de frango aumentou nos últimos dois anos, motivado pela queda no preço. De acordo com a USP (Universidade de São Paulo), o custo caiu cerca de 9% e atingiu o nível mais baixo desde 2008, fazendo o cosumo desta carne superar o da carne bovina, que sempre liderou as vendas.
Segundo um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), só no mês passado a queda foi de 1,2%. O movimento é influenciado pelo menor preço do milho usado na ração animal e pela diminuição das exportações para a Europa, que beneficia o mercado interno. Em Curitiba, o quilo do frango inteiro chega custar R$ 1,80.
Um blog para falar sobre o mercado da carne bovina,suina ,aves e seus cortes no Rio de Janeiro, tentando passar as melhores informações possiveis, do que realmente á falado na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro, com linguagem simples assim como o clipping de informações importantes de toda a cadeia produtiva.
sábado, 21 de agosto de 2010
Prepare um escondidinho de carne seca típico de boteco
Brasileiros adoram um boteco e, por consequência, as delícias que são servidas nas mesas de bares.
Pensando nisso, o R7 selecionou uma receita bem famosa, o escondidinho de carne seca, que pode ser feito em casa por você, sem grandes dificuldades.
Como a carne deve ficar 12 hora de molho e você quer preparar a receita para este fim de semana, comece agora mesmo!
Ingredientes
Purê de mandioca:
Um kg de mandioca (amassada em moedor de batata depois de cozida)
Uma caixa de creme de leite
Uma colher de sopa de manteiga
Um copo de leite (não muito cheio)
Sal a gosto
Carne seca:
400 g de carne seca (depois de ficar 12 horas de molho, cozinhar e desfiar)
100 g de bacon picado
Um tomate (picado em cubos)
Cheiro verde a gosto
Um dente de alho moído
Em uma panela, colocar a manteiga, o sal, a mandioca e o leite. Depois de bem misturado colocar o creme de leite e deixar reservado
Modo de preparo da carne seca:
Em uma panela, colocar o bacon, o dente de alho, a cebola, o tomate, a carne seca e refogar, depois o cheiro verde e o molho de pimenta (não colocar sal). Colocar em um refratário ou forma. Por fim, acrescentar por cima o purê e o queijo ralado. Levar ao forno até gratinar.
Receita cedida pelo boteco Santa Avenida
Onde: av. Engenheiro Caetano Álvares, 4817 – Imirim, região norte, São Paulo
Informações: (0xx11) 2236-7675
Pensando nisso, o R7 selecionou uma receita bem famosa, o escondidinho de carne seca, que pode ser feito em casa por você, sem grandes dificuldades.
Como a carne deve ficar 12 hora de molho e você quer preparar a receita para este fim de semana, comece agora mesmo!
Ingredientes
Purê de mandioca:
Um kg de mandioca (amassada em moedor de batata depois de cozida)
Uma caixa de creme de leite
Uma colher de sopa de manteiga
Um copo de leite (não muito cheio)
Sal a gosto
Carne seca:
400 g de carne seca (depois de ficar 12 horas de molho, cozinhar e desfiar)
100 g de bacon picado
Um tomate (picado em cubos)
Cheiro verde a gosto
Um dente de alho moído
Uma cebola grande (picada)
Um tomate médio sem pele
Molho de pimenta (opcional a gosto)
Modo de preparo do purê:
Em uma panela, colocar a manteiga, o sal, a mandioca e o leite. Depois de bem misturado colocar o creme de leite e deixar reservado
Modo de preparo da carne seca:
Em uma panela, colocar o bacon, o dente de alho, a cebola, o tomate, a carne seca e refogar, depois o cheiro verde e o molho de pimenta (não colocar sal). Colocar em um refratário ou forma. Por fim, acrescentar por cima o purê e o queijo ralado. Levar ao forno até gratinar.
Receita cedida pelo boteco Santa Avenida
Onde: av. Engenheiro Caetano Álvares, 4817 – Imirim, região norte, São Paulo
Informações: (0xx11) 2236-7675
Polícia apreende carnes clandestinas na fronteira
Segundo a PF, um novilho e quinze frangos abatidos em um abatedouro ilegal eram transportados na S10 prata, placa GQS-0984. A carne iria abastecer diversos açougues na região.
Agentes da PF (Polícia Federal) que participam da Operação Sentinela apreenderam carnes clandestinas, em Ponta Porã, região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Os produtores foram encontrados ontem.
Segundo a PF, um novilho e quinze frangos abatidos em um abatedouro ilegal eram transportados na S10 prata, placa GQS-0984. A carne iria abastecer diversos açougues na região.
O motorista da caminhonete, que teve o nome preservado pela Polícia, não revelou onde era o abatedouro.
Agentes da PF (Polícia Federal) que participam da Operação Sentinela apreenderam carnes clandestinas, em Ponta Porã, região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Os produtores foram encontrados ontem.
Segundo a PF, um novilho e quinze frangos abatidos em um abatedouro ilegal eram transportados na S10 prata, placa GQS-0984. A carne iria abastecer diversos açougues na região.
O motorista da caminhonete, que teve o nome preservado pela Polícia, não revelou onde era o abatedouro.
Frigorífico Panke vai vender no Brasil
SANTA CRUZ > CERTIFICADO DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA ABRE CAMINHO PARA NOVOS MERCADOS
O Frigorifico Panke, de Rio Pardinho, já pode comercializar seus produtos em todo o Brasil. Na última quarta-feira, ele recebeu o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi/POA), o que confere um novo status ao abatedouro de aves do interior de Santa Cruz do Sul.
O Frigorifico Panke, de Rio Pardinho, já pode comercializar seus produtos em todo o Brasil. Na última quarta-feira, ele recebeu o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi/POA), o que confere um novo status ao abatedouro de aves do interior de Santa Cruz do Sul. Fundado em 2002 por Hardi Lúcio Panke, o frigorífico iniciou com o abate de 200 animais por dia, com licença para comercializar dentro dos limites do município. Gradativamente, foram realizados investimentos para se adaptar às exigências dos órgãos de fiscalização, culminando com a liberação do Sisbi. Isso permite a exportação para qualquer cidade do Brasil. “É um sonho que se concretiza, tanto para minha família como para os nossos colabores”, frisa o empresário.
Hoje, ele conta com 16 funcionários e abate 500 frangos por dia. No entanto, os equipamentos instalados permitem o abate de três mil por hora. Com o selo, explicou que a produção será ampliada de forma gradativa, o que também abrirá novos postos de trabalho. Salientou que, nos últimos meses, já recebeu pedidos de outros municípios gaúchos e, inclusive, do Nordeste e do centro do País.
O Comércio e Indústria de Aves Especiais Ltda. de Rio Pardinho é fiscalizado por técnicos da Prefeitura de Santa Cruz do Sul e auditado por fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As regras, segundo o proprietário, são bastante rígidas. “Mas são importantes, ainda mais quando se busca ampliar o mercado.”
PRODUÇÃO
Além de aumentar o abate, a empresa pretende, nos próximos meses, implantar uma incubadora para a produção de pintos, uma fábrica de ração e criar um sistema integrado com os produtores, o que vai gerar uma nova alternativa de renda para o meio rural. Hoje, por falta de oferta em Santa Cruz, os frangos são adquiridos fora. A intenção de Panke é que sejam criados no interior do município.
Por serem diferenciadas, as aves são abatidas com peso médio de três quilos, obtidos em um período de sessenta a setenta dias, o que garante uma carne mais consistente. O frigorífico ainda oferece galinhas especiais para galinhada. Os produtos são encontrados em 170 pontos de venda do município.
Reforço na diversificação
Para o secretário da Agricultura de Santa Cruz, Ademir João Santin, a certificação recebida pelo abatedouro reforça a proposta de diversificação implantada pela Prefeitura na área da agricultura familiar e abre a possibilidade de novos negócios em nível de região, Estado e País. Avaliou que, com a ampliação do mercado, o frigorífico vai aumentar sua produção, gerando o aumento de empregos e renda para o meio rural e urbano.
Ele ressaltou a importância do acompanhamento direto nos abatedouros locais dos fiscais do Sistema de Inspeção Municipal (SIM), através do técnico Moises Mora e das veterinárias Lúcia Weiss, Amanda Hellfeldt e Jaqueline Hoffman. São eles que observam se as regras exigidas pelo ministério estão sendo cumpridas.
Panke prefere não divulgar o valor dos investimentos realizados, mas salienta que os equipamentos de abate e armazenamento são de primeira linha. Ainda aproveita para agradecer o empenho da Prefeitura de Santa Cruz, através da Secretaria da Agricultura, do consultor e médico veterinário Tiago Pretto, e em especial de sua família e colaboradores.
José Agusto Borowsky
zeaugusto@gazetadosul.com
Foto Gazeta do Sul
Foto Gazeta do Sul
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
JBS confirma que poderia vender fatia da Inalca
SÃO PAULO - O frigorífico JBS Friboi, em comunicado divulgado hoje, confirmou que estaria disposta a receber uma "oferta formal" pelo grupo italiano Cremonini relativa à sua participação de 50% na joint venture (associação) Inalca JBS. Desde o início de julho, as duas companhias travam uma batalha legal sobre a joint venture, criada no fim de 2007, na qual o JBS comprou 50% da Inalca, então subsidiária do Cremonini, por 225 milhões de euros.
Na última iniciativa do Cremonini, o grupo italiano abriu no último sábado uma ação civil em Modena, na Itália, sobre uma série de comunicações que teriam sido feitas a bancos de Modena pela JBS e que poderia prejudicar a imagem da joint venture e de sua gerência. Sobre o assunto, o JBS esclareceu na nota que anunciou às instituições financeiras que já não poderia garantir novos empréstimos por conta de "gestão não transparente" da Inalca JBS, "em grave violação às resoluções do conselho".
"Por conta disso e dos processos judiciais, foi necessária uma comunicação a todos os bancos e funcionários dos departamentos de finanças para ressaltar que todas as regras para desenvolvimento da atividade financeira são definidas por estatuto da empresa e votadas pelo conselho de administração", diz o comunicado.
O principal pedido do JBS na batalha legal é o direito de nomear o diretor-financeiro (CFO) da Inalca JBS e exercer a gestão financeira da joint venture, conforme acordado na criação da empresa. A indicação do presidente (CEO) e a gestão operacional ficariam a cargo do Cremonini. O frigorífico brasileiro justifica a comunicação recente feita aos bancos pela não definição desta pendência.
Rio
Ontem foi vendido alcatra e contra file no Rio de Janeiro a R$ 10,50 kg e o contra file a R$ 10,60 kg respectivamente e a pedida do boi com osso inteiro a R$ 6,70 kg traseiro, R$ 4,70 kg no dianteiro e ponta de agulha entre R$ 4,40 kg e R$ 4,50 kg.
Existe pouca oferta de contra filet e alcatra em maior quantidade.
Conversei ontem com um grande charqueador, que me disse que mesmos os produtos estando caros para a trasnformação ele precisa comprar mesmo que seja em quantidades minimas, mas nota que principalmente a costela está rara no mercado.
Existe pouca oferta de contra filet e alcatra em maior quantidade.
Conversei ontem com um grande charqueador, que me disse que mesmos os produtos estando caros para a trasnformação ele precisa comprar mesmo que seja em quantidades minimas, mas nota que principalmente a costela está rara no mercado.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Lula pede criatividade a ministros para ampliar exportações de carne bovina
Agência Brasil
Publicação: 18/08/2010 13:44
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quarta-feira (18/8) dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que encontrem maneiras “criativas” para ampliar a exportação brasileira de carne bovina. Após encontro com Lula, Rossi afirmou que o Brasil precisa manter o seu protaganismo no mercado bovino.
Há uma semana, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) se reuniram separadamente com os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para discutir a situação financeira de pequenos e médios frigoríficos. Na ocasião, Rossi afirmou que a Abiec pediu a formulação de uma política específica do governo para o setor.
Na reunião com Lula, o ministro da Agricultura disse que o presidente pediu que fossem formuladas estratégias para ampliar as exportações da carne brasileira, levando-a para novos mercados.
“O presidente nos orientou para que estudássemos juntos, os ministérios da Agricultura, de Desenvolvimento e o Itamaraty, para incrementar essa atividade que já é tão significativa para as exportações brasileiras”, acrescentou Rossi.
Em relação às críticas feitas à carne bovina brasileira, o ministro ressaltou a qualidade do rebanho do país que, segundo ele, é o “mais verde do mundo”. “Temos concorrentes e, em geral, eles não falam bem dos seus concorrentes. Temos a tradicional oposição dos irlandeses e de alguns produtores de carnes europeus, mas, de forma geral, isso está sendo tratado de maneira a se mostrar que o Brasil tem o melhor e o mais verde de todos os bois”, argumentou Rossi.
Há uma semana, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) se reuniram separadamente com os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para discutir a situação financeira de pequenos e médios frigoríficos. Na ocasião, Rossi afirmou que a Abiec pediu a formulação de uma política específica do governo para o setor.
Na reunião com Lula, o ministro da Agricultura disse que o presidente pediu que fossem formuladas estratégias para ampliar as exportações da carne brasileira, levando-a para novos mercados.
“O presidente nos orientou para que estudássemos juntos, os ministérios da Agricultura, de Desenvolvimento e o Itamaraty, para incrementar essa atividade que já é tão significativa para as exportações brasileiras”, acrescentou Rossi.
Em relação às críticas feitas à carne bovina brasileira, o ministro ressaltou a qualidade do rebanho do país que, segundo ele, é o “mais verde do mundo”. “Temos concorrentes e, em geral, eles não falam bem dos seus concorrentes. Temos a tradicional oposição dos irlandeses e de alguns produtores de carnes europeus, mas, de forma geral, isso está sendo tratado de maneira a se mostrar que o Brasil tem o melhor e o mais verde de todos os bois”, argumentou Rossi.
Camex autoriza consulta à OMC sobre exportação de carne de frango para a UE
| A origem do pedido foi uma solicitação da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). |
O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou, em reunião realizada nesta terça-feira (17/8), em Brasília (DF), autorização para a abertura das negociações no âmbito do Sistema de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os padrões de comercialização de carne de ave ou de frango na União Européia (EU). O secretário-executivo da Camex, Helder Chaves, e o diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Márcio Cozendey, concederam entrevista coletiva após a reunião e explicaram que a origem do pedido foi uma solicitação da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). Carne congelada A entidade que reúne os exportadores brasileiros de frango solicita que sejam questionadas as regras que entraram em vigor na União Européia em maio deste ano (Regulamento EC 1047/09) e que modificaram os critérios para venda de produtos congelados e in natura. Segundo a Ubabef, os novos padrões adotados pela UE dificultam o acesso ao mercado europeu de produtos avícolas brasileiros. Pelas novas regras, a carne de ave ou de frango só pode ser vendida como congelada, ultracongelada ou como fresca. Não há categorias para classificar outros produtos, o que estaria afetando a exportação brasileira de carne de frango salgada e congelada que, ao chegar ao mercado europeu, era processada e vendida como preparações de frango. O diretor do Departamento Econômico do MRE esclareceu que, antes de entrar na fase de negociações na OMC, falta terminar a fase preparatória onde todos documentos enviados pela Ubabef serão analisados. |
Lula convoca ministros para discutir exportação de carne
Presidente mostra-se preocupado com as barreiras impostas à carne brasileira pela União Europeia
Tânia Monteiro, da Agência Estado
BRASÍLIA - Preocupado com as barreiras impostas à carne brasileira pela União Europeia alegando razões fitossanitárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, para discutir o assunto e encontrar formas de reverter a situação. Segundo o ministro Wagner Rossi, o presidente Lula quer que "o Brasil mantenha o protagonismo na exportação de carne, buscando novos mercados e sendo mais criativo".
Além dos problemas na Europa e com as restrições que a Rússia impôs à importação da carne brasileira, o Brasil está enfrentando barreiras também nos Estados Unidos. Em maio, os norte-americanos rejeitaram um embarque de carne bovina do Brasil, alegando que haviam detectado níveis elevados de um medicamento antiparasitário no produto.
"Temos o melhor e mais verde de todos os bois. A qualidade de vida dos nossos animais é excelente", declarou o ministro Rossi, alegando que estamos enfrentando problemas com os nossos concorrentes que, "naturalmente, não falam bem dos concorrentes". Em seguida, o ministro citou como exemplo os irlandeses, que têm feito oposição ao ingresso na Europa da carne brasileira. Ele se referia ao fato de que os produtores de carne europeus, notadamente os da Irlanda, estão pressionando grandemente para que o mercado seja fechado ao produto brasileiro, que, de acordo com o governo brasileiro, além da qualidade, apresenta excelentes preços em comparação com os produtores de lá. Como os europeus não podem impor tarifas de importação, por violar acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), buscam, então, fechar as portas através de barreiras fitossanitárias.
Segundo o ministro da Agricultura, o presidente Lula quer que o Brasil e os produtores brasileiros tenham "criatividade" para retomar este mercado. "O presidente quer que o Brasil continue com protagonismo neste mercado", comentou o ministro, sem dar detalhes das ações a serem desencadeadas para buscar a recuperação deste mercado. A proibição da União Europeia em autorizar a entrada da carne bovina brasileira, em um mercado que absorve quase 30% de nossas exportações, foi uma notícia preocupante para o setor do agronegócio.
Ao criticar a carne brasileira, os europeus alegam descaso do governo brasileiro para com a propagação da febre aftosa, em vários Estados produtores. Apesar de terem sido certificadas mais de 3.000 propriedades brasileiras, com imunização do gado, a União Europeia somente reconhece cerca de 300, ou 10% do total.
O Brasil está na expectativa de que possa retomar os embarques de carne para os EUA. A medida foi definida até que os dois países cheguem a um acordo sobre o exame utilizado na análise dos produtos que têm a carne como matéria prima. A suspensão das exportações é temporária, mas não tem prazo para encerrar.
Marfrig eleva abates e espera custo estável
Aumento da utilização das plantas será possível com operação de fábricas que estavam fechadas
São Paulo, SP, 18 de Agosto de 2010 - A Marfrig Alimentos, cujo lucro líquido caiu 68,5% no segundo trimestre deste ano, fechou o período com o nível mais elevado de utilização da capacidade de abate de bovinos no Brasil no passado recente. De acordo com o diretor de operações, James Cruden, apesar da oferta apertada de animais para abate, por causa da entressafra "rigorosa", a empresa tem conseguido adquirir gado. "São os níveis mais altos já registrados", disse Cruden, durante teleconferência com analistas sobre o balanço.
No segundo trimestre, a Marfrig abateu 621,4 mil bois, 14,6% mais do que no primeiro trimestre. Consideradas todas as plantas em operação, a utilização de capacidade foi de 61,2%. A meta, segundo Cruden, é atingir 70% em 60 a 90 dias, apesar da oferta apertada, que eleva os preços do boi e limita operações.
O aumento da utilização será possível com a operação de fábricas que ainda estavam fechadas no trimestre passado. Segundo a Marfrig, houve atraso na abertura de seis plantas de abate (arrendadas em 2009) por conta, entre outras razões, de reforma, adequação e contratação de funcionários. As plantas têm capacidade de abate 6 mil animais por dia.
No total, a receita bruta da Marfrig somou R$ 3,770 bilhões no trimestre, 46,6% mais do que em igual período de 2009. Desse total, R$ 2,140 bilhões foram vendas no mercado doméstico. A divisão de bovinos no Brasil e food service teve receita de R$ 1 bilhão, um crescimento de 77,3% sobre o segundo trimestre do ano passado.
Conforme a empresa, o cenário foi favorável para o segmento, por causa da maior demanda doméstica. Também houve crescimento no exterior. De acordo com Ricardo Florence, diretor de planejamento e relações com investidores da Marfrig, houve aumento nas vendas para a Europa, que respondeu por 38,9% da receita com as exportações. "Teria sido melhor se não tivesse havido falta de embarcações", ponderou.
Além do crescimento em bovinos, a receita da Marfrig também avançou com o aumento das vendas da divisão que está sendo chamada de Nova Seara. Ela compreende a empresa adquirida no ano passado da Cargill e outras unidades de aves e suínos da Marfrig.
Investimentos em marketing nas marcas Seara, Moy Park e Pemmican elevaram as despesas comerciais da Marfrig. Já o maior custo dos bovinos e o aumento na utilização das plantas no Brasil fizeram o custo de produtos vendidos da Marfrig subir 40,7% em relação ao segundo trimestre de 2009.
Florence observou que os preços mais baixos dos grãos no primeiro semestre tiveram impacto positivo na margem bruta, que ficou em 17,8% no segundo trimestre. Agora, soja e milho já fazem o caminho inverso, seguindo a alta do trigo no mercado internacional. Mas, segundo Mayr Bonassi, diretor da Nova Seara, o aumento dos grãos não deve elevar os custos da Marfrig neste trimestre. "Temos uma cobertura de grãos bastante confortável", disse, explicando que a empresa fez estoques a preços mais baixos. No segundo trimestre, a Marfrig gastou R$ 861 milhões com compras de grãos, segundo Florence.
Marcos Molina, presidente da Marfrig, disse que, após a compra da americana Keystone, em junho, o desafio da empresa brasileira agora é fazer a integração dos negócios e buscar sinergias e eficiência maior nas operações do grupo.
No segundo trimestre, a Marfrig abateu 621,4 mil bois, 14,6% mais do que no primeiro trimestre. Consideradas todas as plantas em operação, a utilização de capacidade foi de 61,2%. A meta, segundo Cruden, é atingir 70% em 60 a 90 dias, apesar da oferta apertada, que eleva os preços do boi e limita operações.
O aumento da utilização será possível com a operação de fábricas que ainda estavam fechadas no trimestre passado. Segundo a Marfrig, houve atraso na abertura de seis plantas de abate (arrendadas em 2009) por conta, entre outras razões, de reforma, adequação e contratação de funcionários. As plantas têm capacidade de abate 6 mil animais por dia.
No total, a receita bruta da Marfrig somou R$ 3,770 bilhões no trimestre, 46,6% mais do que em igual período de 2009. Desse total, R$ 2,140 bilhões foram vendas no mercado doméstico. A divisão de bovinos no Brasil e food service teve receita de R$ 1 bilhão, um crescimento de 77,3% sobre o segundo trimestre do ano passado.
Conforme a empresa, o cenário foi favorável para o segmento, por causa da maior demanda doméstica. Também houve crescimento no exterior. De acordo com Ricardo Florence, diretor de planejamento e relações com investidores da Marfrig, houve aumento nas vendas para a Europa, que respondeu por 38,9% da receita com as exportações. "Teria sido melhor se não tivesse havido falta de embarcações", ponderou.
Além do crescimento em bovinos, a receita da Marfrig também avançou com o aumento das vendas da divisão que está sendo chamada de Nova Seara. Ela compreende a empresa adquirida no ano passado da Cargill e outras unidades de aves e suínos da Marfrig.
Investimentos em marketing nas marcas Seara, Moy Park e Pemmican elevaram as despesas comerciais da Marfrig. Já o maior custo dos bovinos e o aumento na utilização das plantas no Brasil fizeram o custo de produtos vendidos da Marfrig subir 40,7% em relação ao segundo trimestre de 2009.
Florence observou que os preços mais baixos dos grãos no primeiro semestre tiveram impacto positivo na margem bruta, que ficou em 17,8% no segundo trimestre. Agora, soja e milho já fazem o caminho inverso, seguindo a alta do trigo no mercado internacional. Mas, segundo Mayr Bonassi, diretor da Nova Seara, o aumento dos grãos não deve elevar os custos da Marfrig neste trimestre. "Temos uma cobertura de grãos bastante confortável", disse, explicando que a empresa fez estoques a preços mais baixos. No segundo trimestre, a Marfrig gastou R$ 861 milhões com compras de grãos, segundo Florence.
Marcos Molina, presidente da Marfrig, disse que, após a compra da americana Keystone, em junho, o desafio da empresa brasileira agora é fazer a integração dos negócios e buscar sinergias e eficiência maior nas operações do grupo.
(Valor Econômico) (Alda do Amaral Rocha)
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