quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estrada de terra é o impasse para exportações de carne

O pó contra a exportação
Mesmo com planta modelo em tecnologia e higiene, Frigorífico Famile não pode exportar carne enquanto acesso não estiver pavimentado

Felipe Nyland - Infocenter DP
Por: Roberto Witter

A pavimentação de 2,7 quilômetros de estrada de terra que dão acesso ao Frigorífico Famile, em Pelotas, é o principal entrave para a exportação de carne bovina do sul do Estado até os principais países consumidores. Enquanto o acesso for via rua de terra, a empresa não consegue obter a Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidade e Saúde (CIF), licença pré-requisito para as exportações.

Para José Paulo Corvello, diretor do frigorífico, além do prejuízo milionário que a empresa tem há mais de cinco anos, pelo menos cem empregos diretos estão deixando de ser gerados. Atualmente são 240 trabalhadores. O número chegaria a pelo menos 340, segundo a direção da empresa.

“Investimos R$ 10 milhões na modernização do frigorífico, temos uma planta modelo segundo a Cispoa (Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal). A nossa logística é privilegiada, ao lado de um porto do tamanho do que temos em Rio Grande. Mas sem o CIF a empresa está perdendo milhões de reais e o município também, porque deixa de arrecadar”, afirma Corvello.

Secretário executivo da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), Jair Seidel explica que o projeto já foi aprovado pelo Ministério das Cidades e enviado à Caixa Econômica Federal, que gerencia os recursos do Ministério. No entanto, a prefeitura ainda não obteve uma resposta sobre a liberação dos recursos. “A parte que cabia à UGP já foi toda realizada, estamos apenas aguardando a resposta do governo federal”, explica Seidel.

Recentemente o frigorífico obteve uma vitória na Câmara de Vereadores. Um projeto de lei que garantiu incentivos fiscais como forma de ressarcir uma obra realizada pela empresa no entorno da planta foi aprovado.

Embargo ainda não preocupa frigoríficos da região
Iniciado em dezembro, após a confirmação oficial de um caso não clássico de vaca louca no Paraná, o embargo à carne brasileira ainda não preocupa frigoríficos do sul do Estado. Segundo a direção do grupo Marfrig, tanto a planta da empresa em Pelotas quanto a planta de Bagé continuam com o ritmo normal de abate e exportação.

O caso ocorreu em 2010, em uma fazenda de Sertanópolis, interior do Paraná. A confirmação oficial por parte do Ministério da Agricultura, entretanto, só surgiu dois anos depois. O caso é considerado não clássico já que houve presença do agente causador, mas não da doença e o óbito do animal ocorreu por outros motivos.

Ao todo, dez países estão com algum tipo de restrição a derivados de carne brasileira. A última declaração de embargo foi oficializada pelo Peru na última quinta-feira. A medida tem o prazo de 90 dias e cancela a compra de qualquer tipo de carne brasileira.

Pelo mundo
China, Japão, África do Sul, Coreia do Sul e Taiwan já haviam tomado decisão semelhante, mas por tempo indeterminado. A Jordânia e o Líbano suspenderam apenas a comercialização com o estado do Paraná. A Arábia Saudita, que também havia suspendido todo o tipo de comercialização, voltou a comprar animais vivos no estado do Pará, no norte do Brasil. Já o Chile impede apenas a compra de farinha de carne e de ossos, subproduto bovino utilizado na fabricação de rações para animais.

Segundo o Ministério da Agricultura o caso não oferece risco aos consumidores. Aos países importadores, o governo brasileiro tem apresentado, inclusive, resultados de exames comprovando que não houve casos do mal da vaca louca no país. 

http://www.diariopopular.com.br/index.php

Vilhena: Carreta com carne congelada capota na BR 364

O veículo invadiu a pista contrária e capotou

O acidente ocorreu por volta das 13h desta terça-feira (08), no Km 90 da BR-364 em Vilhena, a poucos quilômetros do Guaporé.


Paulo Oscar Preste Machado, 59, condutor  do carreta furgão, Volvo FH, branco, placa MEP-7664/Concordia-SC, carregou carne de boi congelado no frigorífico de Ariquemes e tinha como destino o frigorífico de Vilhena. No Km 90, em meio à chuva torrencial, ele perdeu o controle do caminhão e capotou. “É pior do que carga viva essa carne pendurada, qualquer desnível faz perder o controle do veículos”, disse João, outro motorista que havia carregado o caminhão em Ariquemes junto com Paulo.


Após andar desgovernado por mais de 20 metros, o veículo invadiu a pista contrária e capotou no acostamento, ficando de cabeça para baixo. Por sorte não vinham outros veículos na pista contrária.


Paulo e a caroneira, que ainda não foi identificada, foram encaminhadas ao Hospital Regional de Vilhena pelo Corpo de Bombeiros, ambos sofreram escoriações, mas estão fora de perigo. 
  • Vilhena: Carreta carregada com carne congelada capota na BR 364
  • Vilhena: Carreta carregada com carne congelada capota na BR 364
  • Vilhena: Carreta carregada com carne congelada capota na BR 364
  • Vilhena: Carreta carregada com carne congelada capota na BR 364
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    Fonte : 

Exportações diárias de carne bovina in natura aumentam 60% em janeiro

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2013, 08:30:37
As exportações de carne bovina in natura apresentaram um aumento de 60% no valor das vendas diárias na primeira semana de janeiro deste ano, em relação ao mesmo período de 2012. A venda do produto foi de US$ 21,8 milhões por dia em 2013, enquanto no ano passado era de US$ 13,7 milhões/dia. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).
O volume embarcado também apontou crescimento, atingindo 4,8 mil toneladas/dia, 68% superior as 2,8 mil toneladas obtidas em janeiro de 2012.
Outro produto do agronegócio que obteve aumentos consideráveis em valor diário foi o suco de laranja, que passou de US$ 7,8 milhões em 2012 para US$ 29,4 milhões este ano, um incremento de 276,3%. O volume embarcado passou de 8 mil toneladas/dia em 2012 para 23,2 mil toneladas/dia neste ano, o que representa um acréscimo de 189,2%.
A balança comercial completa do agronegócio será divulgada nos próximos dias pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir dos dados do Mdic.
Fonte:  Mapa

Fonte: http://www.aviculturaindustrial.com.br/

OIE pede que países suspendam embargos à carne bovina do Brasil

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pediu a países que estão impondo embargos às importações de carne bovina do Brasil, depois da descoberta de caso atípico da vaca louca no mês passado, que suspendam as restrições assim que possível, afirmando que a medida é injustificada.
Na semana passada, a secretária de Comércio Exterior do Brasil disse que o País estava considerando recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) se os países que impuseram restrições ao produto brasileiro não levantassem os embargos. Desde o anúncio do caso atípico, dez países já impuseram restrições à carne do Brasil ou a seus derivados: Japão, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, China e Taiwan adotaram embargo total; Jordânia e Líbano restringiram o produto do Paraná; Peru suspendeu completamente por três meses; o Chile restringiu apenas a compra de farinha de carne e de osso.
A Arábia Saudita, porém, já voltou a comprar o gado vivo. Os países informaram que estavam adotando restrições depois que a OIE divulgou informação do Ministério da Agricultura do Brasil de que os testes realizados com uma fêmea morta no Paraná em 2010 apontaram a existência do agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca.
O Ministério da Agricultura informou que o animal nunca desenvolveu a doença, apenas tinha a forma de EEB considerada "atípica" por cientistas. O diretor geral da OIE, Bernard Vallat, disse que os países têm o direito de adotar embargos provisórios como resposta de emergência a surtos de doenças que dependem de mais informações, mas ele diz que não há razão para tais restrições neste caso.
"Um caso em uma população de 200 milhões de cabeças de gado não justifica a mudança de classificação", Vallat disse a repórteres. A organização com sede em Paris manteve a classificação para o produto do Brasil como risco insignificante para a EEB, o mais seguro entre as três categorias. Este status é concedido a países que mostraram que a doença não existe ou é extremamente restrita.
"De acordo com os padrões da OIE, eles devem acabar com o embargo assim que possível", disse Vallat. A classificação para EEB do Brasil poderá ser discutida em encontro ordinário do comitê científico que deve acontecer em três semanas. O Ministério da Agricultura informou que dará um prazo até março para que os países levantem os embargos à carne bovina do Brasil antes de tomar qualquer ação legal na OMC.
Vallat enfatizou que mesmo vindo de animais infectados, o consumo de carne vermelha pode ser considerado seguro para seres humanos, diferentemente do que ocorre com o cérebro ou a medula espinhal.
Os embargos totais ou parciais à carne bovina do Brasil em reação ao caso atípico de vaca louca devem ter maior impacto no primeiro trimestre deste ano para as exportações brasileiras, mas a recuperação de importantes mercados e a demanda crescente dos emergentes devem garantir um aumento das vendas no ano, avaliam especialistas.

Portal: Terra 

http://www.terra.com.br/portal/

"IN MEMORIAM"Dr. Lúcio Tavares de Macedo


Pedimos desculpas ao Dr. Rui Donizete Teixeira por tornar pública a sua homenagem ao Dr. Lucio Tavares Macedo sem a sua permissão.,



Colegas do MAPA e da Medicina Veterinária,
Como é de conhecimento de todos, nesta ultima quinta feira (03.jan.2013) tivemos a perda do medico veterinário Dr. Lucio Tavares Macedo.
Alguns tiveram o privilégio de conhecê-lo e conviver com ele, mas existe gerações de inspetores que não conheceram. Assim, tomo a liberdade de compartilhar desta foto histórica (anexo), na qual o Dr. Lúcio no auge de sua carreira e de forma brilhante dirigiu o DIPOA e consolidou este departamento para ser uma referencia e ser respeitada internacionalmente.  Acho que é exatamente esta imagem dele que deve ficar para todos.
Dr. Lucio Tavares Macedo – como diretor do DIPOA - despachando com o seu assessor e amigo Dr Hermenegildo Bastos de Campos
Apesar do meu pouco convívio com ele, para mim, acima de sua competência técnica, fica o exemplo de pessoa que conseguiu fazer as coisas – sempre - de maneira bem feita e com sabedoria.
Compartilho de um dos e-mails que troquei com ele em agosto de 2007.
De: luciomacedo
Enviada em: domingo, 19 de agosto de 2007 09:18
 
Prezados amigos
No momento em que recebo a maior homenagem prestada pela classe médico-veterinária brasileira, após 44 anos de carreira profissional,
gostaria de dividir a honraria e agradecer a todos aqueles que sempre me ajudaram e incentivaram durante toda a minha vida.
Um abraço,
Lucio Macedo.
Rio de Janeiro
20.ago.2007 -
Estimado colega Lucio,
Com alegria recebi a noticia dessa justa homenagem pela Sociedade.
Sem dúvida você deixou um marco no DIPOA, pelo seu exemplo e competência.
Sempre digo aos meus alunos na Faculdade, que a gente nunca se arrepende das coisas bem feitas que fazemos.
Este é o seu grande legado para novas gerações. Torço para que os jovens possam ter sabedoria e discernimento para este aprendizado, através de exemplos como você, do Dr. Celio Faulhaber e do Dr. Carlos Alberto.
Parabéns!!
Rui Donizete Teixeira
Brasília
  
luciomacedo  21/08/07
Caro Rui
Agradeço sensibilizado suas palavras.
Um abraço, Lucio.
Uma boa semana a todos.

Rui Donizete Teixeira
Med.Vet.
Brasília
Agradeço ao Osmar Pereira da Fé, por eu poder proporcionar esse momento.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PECUÁRIA / BOI - 28/12/2012 Rússia encontra bactéria salmonela em carne da JBS enviada ao país


Em nota, serviço de fiscalização do páis diz que não vai impor restrições temporárias aos itens produzidos na unidade da empresa brasileira em Goiânia

por Estadão Conteúdo
Rogério Cassimiro
Confinamento da JBS no inteiror de São Paulo (Foto: Rogério Cassimiro/Ed. Globo)
serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) informou, em comunicado da última quarta-feira (26/12) disponível no seu site, que encontrou a bactéria "salmonela" em lote de carne bovina congelada enviada pelo Grupo JBS ao país. O produto foi produzido na unidade de Goiânia da empresa (SIF 862). 

Na nota, o Rosselkhoznadzor não impõe restriçõestemporárias aos itens produzidos na unidade da empresa brasileira. Somente informa que "considera a necessidade de alertar os serviços veterinários brasileiros". Procurada, a JBS, também por meio de comunicado, disse não ter sido oficialmente notificada pelo serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia e nem pelo Serviço de Inspeção Federal nacional

A empresa ainda informou que os testes para identificação da bactéria fazem parte do Plano Nacional de Controle de Resíduos em Carnes, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, que também possui a responsabilidade da coleta das amostras. "A JBS segue rigorosamente os procedimentos estabelecidos no Plano Nacional de Controle de Resíduos em Carnes e aguarda uma notificação oficial com mais informações de forma a dar início e a uma análise mais aprofundada sobre o caso", declarou a empresa, na nota.

http://revistagloborural.globo.com/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Avançam negociações para suspensão do embargo à carne


Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012, 08:47:29Exportação
Técnicos brasileiros acreditam ter afastado a suspeita de que houve um caso de doença da vaca louca no país. Eles estão em Genebra, Suíça, onde participaram de reunião hoje (19), pela manhã, na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os técnicos prestaram informações detalhadas à diplomatas de 25 países. O secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, que lidera a missão brasileira, disse que os representantes dos Estados Unidos, da Rússia, China, Indonésia, Austrália, do Japão e da Coréia do Sul sinalizaram positivamente às declarações do Brasil.
Em decorrência da suspeita de contaminação da carne brasileira pela doença da vaca louca (encefelopatia espongiforme bovina - EEB), seis países suspenderam importações de carne bovina. O embargo ao produto brasileiro foi anunciado pelos governos do Japão, da China, África do Sul, do Egito, da Arábia Saudita e Coréia do Sul. Ênio Marques assegurou às representações diplomáticas que a política brasileira é atender às exigências internacionais de saúde animal.
Os técnicos que acompanham o secretário confirmaram a presença da proteína causadora da doença, encontrada em uma fêmea que morreu em 2010, no Paraná. A identificação do vírus ocorreu há dois anos e foi considerado caso atípico da vaca louca, isolado, e o animal portador do vírus não desenvolveu a doença. Os técnicos garantiram que "o sistema brasileiro responde ao desafio que esta questão sanitária exige". Ainda segundo relatos do grupo, a receptividade dos diplomatas "foi positiva".
Para evitar que a restrição às importações de carne se estenda a outros parceiros comerciais, como a União Européia, além dos esclarecimentos na OMC, técnicos agrícolas e diplomatas mantêm contato com representantes das principais organizações envolvidas com saúde animal e órgãos reguladores dos países importadores. Segundo o Ministério da Agricultura, o governo tem disponibilizado toda a documentação relativa ao caso.
Na avaliação dos negociadores, houve "grandes avanços de entendimento nas instâncias técnicas". Agora o governo aguarda que a convicção sobre a segurança do produto brasileiro seja mantida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) e os países importadores da carne bovina suspendam o embargo.

Fonte: Exame

Brasil convoca compradores de carne bovina após embargos de seis países Brasil convoca compradores de carne bovina após embargos de seis países


Brasília, 18 dez (EFE).- O governo convocou uma reunião na quarta-feira em Genebra com representantes diplomáticos dos principais países importadores de carne bovina brasileira depois que seis nações suspenderam as importações por conta de um caso atípico do chamado 'mal da vaca louca'.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Enio Marques, viajou para Genebra para se reunir com representantes dos principais compradores da carne bovina brasileira e explicar a situação, além de descartar qualquer risco, disseram nesta terça-feira à Agência Efe fontes dessa pasta ministerial.
As mesmas fontes confirmaram que a Coreia do Sul se tornou o sexto país a anunciar a suspensão temporária da importação de carne bovina brasileira perante a confirmação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como 'mal da vaca louca', em um animal morto há dois anos.
O veto também tinha sido anunciado pelo Japão, China, África do Sul, Arábia Saudita e Egito, embora este último país só suspendeu a importação de carne procedente do Paraná, estado onde foi registrado o caso.
Os seis compradores incluíram o Brasil na lista de países com risco do mal da vaca louca, por isso que automaticamente suspenderam as importações.
O caso da doença, classificado pelo governo como 'não clássico' de EBB, foi confirmado por provas de laboratório realizadas em um animal que morreu no Paraná em 2010, segundo uma nota divulgada pelo Ministério da Agricultura em 7 de dezembro.
De acordo com a Secretaria de Defesa Agropecuária, as provas feitas em um laboratório britânico mostraram que a vaca possuía o agente que desencadeia a EEB embora o animal não tenha manifestado a doença e nem tenha morrido por conta da doença.
O 'mal da vaca louca' é transmissível aos humanos, casos nos quais recebe o nome de doença de Creutzfeldt-Jakob.
O governo considera que os países que suspenderam as importações as normalizarão quando receberem as respectivas informações técnicas sobre o caso e detalhes sobre os sistemas de vigilância veterinária do Brasil.
Segundo o Ministério da Agricultura, o caso isolado e atípico 'não representa nenhum risco para a saúde pública nem para a saúde animal'.
O Brasil é o segundo exportador de carne bovina do mundo, com vendas de 1,02 milhões de toneladas - entre carne 'in natura' e industrializada - nos primeiros 10 meses do ano.
Dos seis países que suspenderam as compras, só o Egito figura entre os grandes importadores do Brasil, mas, como seu embargo se restringe à carne procedente do Paraná, o alcance da medida é considerado irrelevante pelas autoridades.
A Arábia Saudita é o décimo maior comprador de carne bovina brasileira e os outros quatro países não são relevantes para as vendas do país.
Além da reunião convocada em Genebra para apresentar esclarecimentos em geral, o Brasil enviará missões oficiais a cada um dos países que comunicaram a suspensão das importações para oferecer informações sobre o caso.
A Associação Brasileira de Indústrias Exportadores de Carne (Abiec) considera que os embargos violam as normas da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e que o Brasil pode exigir justificativas dos autores da medida.

Fonte: Portal MSN - Noticias
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Seis países restringem importações de carne brasileira

Primeira página

Uma vaca brasileira foi contaminada em 2010.
Lúcia Müzell
Até agora, seis países já impuseram restrições à importação da carne bovina brasileira devido à descoberta de que, em 2010, no interior do Paraná, uma vaca sofreu uma contaminação atípica de encefalopatia espongiforme bovina, mais conhecida como o mal da vaca louca. O animal não chegou a desenvolver a doença, mas a ameaça já foi suficiente para o Egito, a Arábia Saudita, a Coreia do Sul, o Japão, a África do Sul e a China suspenderem a compra da carne brasileira ou imporem restrições regionais, não aceitando mais a produção paranaense.
Este foi o caso dos egípcios, que são os terceiros maiores importadores e adquirem 11% da produção nacional. Os maiores produtores alegam que, enquanto a confiança estiver mantida face aos principais importadores, como a Rússia ou Hong Kong, não há com o que se preocupar. Já o Ministério da Agricultura destaca que o perigo foi descartado, conforme o secretário-excutivo João Carlos Vaz.
Os embargos impostos à carne brasileira são uma atitude compreensível, mas não refletem um risco real no manejo ou no consumo do produto, conforme Bernard Vallat, diretor da OIE, a Organização Mundial para a Saúde Animal. A entidade reafirmou que a carne bovina brasileira apresenta "risco insignificante" de contaminação pelo mal da vaca louca. O Brasil é o segundo maior exportador mundial, atrás da Austrália.
O professor Evaldo Alves, professor de comércio e negociações internacionais da Fundação Getúlio Vargas, analisa para a RFI os riscos de a lista de países cancelando as importações do Brasil aumentar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Chefe de órgão mundial diz não ver risco no consumo da carne brasileira

Atualizado em  14 de dezembro, 2012 
  • o
Vaca no Paraná
Caso verificado no Paraná ainda está sob investigação da Organização Mundial da Saúde Animal
Os embargos impostos à carne brasileira por alguns países nos últimos dias, após a identificação de um caso de vaca louca no Paraná, são uma atitude compreensível, mas não refletem um risco real no manejo ou no consumo do produto, segundo afirmou à BBC Brasil o veterinário Bernard Vallat, diretor-geral da Organização Mundial para Saúde Animal (OIE).
Desde a semana passada, quando um exame laboratorial conduzido pela OIE confirmou a proteína causadora da doença em uma vaca morta em dezembro de 2010 em uma fazenda do município de Sertanópolis, três países - Japão, China e África do Sul - anunciaram embargos à importação da carne brasileira.
Outros países, incluindo a Rússia, maior importador de carnes brasileiras, e a Venezuela, quinto maior, dizem estudar a possibilidade de embargo. O Brasil foi o segundo maior exportador de carnes bovinas em 2011, atrás somente da Austrália.
A OIE, que é o órgão internacional responsável por avaliar as ações dos países no combate às enfermidades animais, mantém o Brasil em sua lista de países com risco "negligenciável" para vaca louca.
"O Brasil tem quase 200 milhões de cabeças de gado", afirma Vallat. "Não é um caso que vai mudar a avaliação da OIE sobre o país."
Ele aponta que existem outros países com casos identificados da doença (cujo nome técnico é encefalopatia espongiforme bovina, ou EEB) e que também podem ser considerados pela OIE no grupo com risco negligenciável.
"Mas quando um país notifica a comunidade internacional sobre a existência da doença, principalmente quando é a primeira vez que um caso é detectado no país, é aceitável que outros países adotem embargos à espera de mais informações", diz Vallat. "É uma prática comum."
Ele afirma, porém, que não há riscos para a saúde dos consumidores da carne brasileira. Além de o animal morto ter sido enterrado e não ter entrado na cadeia alimentar, ele observa que o consenso científico atual é de que mesmo o consumo de carne vermelha de animais contaminados não traz problema, apenas o de órgãos contaminados com a proteína causadora da doença, como cérebro ou medula espinhal.

Novas análises

Segundo diz Vallat, novas análises que estão sendo feitas no laboratório de referência da OIE para a doença em Weybridge, na Grã-Bretanha, deverão fornecer mais informações sobre o animal contaminado no Paraná e trazer pistas sobre a forma de contaminação.
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) defende que o caso identificado na fazenda de Sertanópolis foi um caso "atípico", gerado por mutações genéticas espontâneas em um animal com idade avançada, e não resultado do consumo de proteína animal contaminada. Além disso, o animal teria morrido sem manifestar a doença, que pode ficar latente por vários anos.
Se confirmada a tese, o risco de haver novos casos ou de a doença se espalhar é reduzido. Não há transmissão da doença de animal para animal, e a contaminação ocorre somente pela ingestão de alimento contaminado por proteína animal com a proteína causadora da BSE.
A vaca contaminada no Paraná morreu em dezembro de 2010, com 13 anos, idade considerada avançada. Os primeiros exames realizados no Brasil não identificaram a proteína causadora da EEB, mas uma contraprova feita em junho teve resultado positivo. Uma terceira análise da amostra feita em Weybridge confirmou a doença no último dia 6 de dezembro.
Segundo Vallat, a demora em comprovar o caso no Brasil pode ser considerada normal, por conta da complexidade da doença. "Ainda existem polêmicas científicas sobre as causas da doença, sobre os diferentes príons (as proteínas causadoras da enfermidade) que circulam nos animais", diz.
Outra questão que deve ser analisada é a forma de contaminação. Como a doença pode ficar latente, é possível que a contaminação tenha ocorrido até 13 anos antes da morte do animal.
A OIE espera obter em algumas semanas o resultado final de sua investigação sobre o caso brasileiro, que deve ajudar a responder essas questões.

Impacto econômico

Carne brasileira
Brasil é atualmente o segundo maior exportador mundial de carne bovina
Vallat afirma que o atraso na confirmação da doença não indica uma falta de transparência por parte das autoridades brasileiras. "Não há benefício de se esconder um caso da doença para depois confirmá-lo", observa.
Ele comenta ainda que os grandes produtores e exportadores de carne agem com bastante cuidado no controle das enfermidades animais, por conta do impacto econômico que um eventual foco de doença pode ter.
O Brasil exportou no ano passado 1,1 milhão de toneladas de carne bovina, com um faturamento de US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 11,2 bilhões).
A Rússia, que ainda analisa um possível embargo contra o Brasil, foi o maior comprador de carnes bovinas brasileiras, com 20% do total. O segundo maior comprador, com 13%, foi Hong Kong, em princípio não afetado pelo embargo chinês.
A China importou diretamente apenas 2.947 toneladas de carne brasileira em 2011, o equivalente a apenas 0,27% do total das exportações brasileiras no período.
Os outros dois países que confirmaram embargos também importam pouca carne bovina brasileira. O Japão comprou no ano passado 3.271 toneladas (0,3% do total), enquanto a África do Sul comprou apenas 718 toneladas (0,065% do total).

'Precipitação'

O governo do Brasil vem lançando um esforço diplomático para tentar convencer os países que decretaram embargo de que não existe nenhum motivo para preocupação.
Missões foram enviadas ao Japão, à África do Sul e à China. O governo também aproveita a visita oficial da presidente Dilma Rousseff à Rússia para evitar que o país siga o mesmo caminho.
A delegação da oficial da visita de Dilma à Rússia incluiu vários representantes de exportadores de carne brasileiros.
Para João Almeida Sampaio Filho, vice-presidente de relações internacionais da Marfrig, um dos maiores frigoríficos do Brasil, as medidas de China, Japão e África do Sul são "alarmistas e desnecessárias".
Segundo Sampaio Filho, "o Ministério da Agricultura já deu todas as explicações possíveis e continua dando".
"A própria OIE já disse que não é o caso de mudar o status brasileiro, então a gente acha que houve precipitação desses três países", acrescentou.

BBC