sábado, 23 de agosto de 2014

Neri Geller tenta desembargar carne de MT com o Irã e Egito


Neri Geller tenta desembargar carne de MT com o Irã e Egito
 Apesar do laudo para "mal da vaca louca" ter apresentado caso atípico em maio, Mato Grosso sofreu restrições comerciais por parte do Irã e do Egito. Na próxima semana o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller se reúne com os dois países com o intuito de negociar a suspensão do embargo.
 
 
O ministro, juntamente com uma comitiva de representantes do setor produtivo, segue para o Irã a fim de retirar o embargo de aproximadamente 17 plantas frigoríficas de carne bovina de Mato Grosso, após a confirmação de um caso atípico do "mal da vaca louca" no Estado em meados de maio deste ano. O caso de "mal da vaca louca" foi registrado m uma fêmea proveniente de uma fazenda em Porto Esperidião em abril, porém o caso só foi constatado quando a mesma já estava em um frigorífico em São José dos Quatro Marcos para o abate.
 
 
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no dia 24 (domingo) o ministro e representantes do setor produtivo de Mato Grosso se encontrarão com o Ministro da Agricultura do Irã, Mahmoud Hojjati, às 10 horas (horário local), em Teerã, capital do Irã. 
 
 
No dia 28 (quinta-feira) está marcado o encontro com o Ministro da Agricultura do Egito, Adel El-Beltagy, às 11h (horário local), no Cairo, capital do país.
 
 
De acordo com dados da balança comercial do agronegócio, divulgada recentemente pelo Mapa, o Egito em julho não efetuou nenhuma compra, ao contrário das 3,55 mil toneladas em 2013 no mês que resultaram US$ 11,8 milhões. O Irã por sua vez apresenta um recuo de 2,07 mil toneladas para apenas 75,08 toneladas, decréscimo de US$ 8,7 milhões para US$ 316,8 mil negociados em carne bovina.
 
 
Até realizar o embargo a carne bovina mato-grossense, em maio, o Egito havia adquirido 14,5 mil toneladas, que geraram US$ 48,8 milhões em negócios. Em 2013, entre janeiro e julho, haviam sido embarcadas 18,1 mil toneladas que resultaram US$ 61,3 milhões

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Frigorífico brasileiro é alvo da Operação Vaca Gorda

Nota divulgada na coluna Giba Um na última quarta-feira (20) destacou a Operação Vaca Gorda da Polícia Federal, na qual 27 agentes e três delegados da instituição, teriam recolhido informações sobre importante frigorífico brasileiro.
Carla Layane
Na investigação consta telefonemas entre integrantes do frigorífico com filho de importante político brasileiro, além de presidente de instituição financeira.

Segundo a nota, "o processo corre em sigilo e há quem aposte que quaisquer vazamentos poderiam mudar o atual cenário da disputa presidencial".

Notícias da Pecuária

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Preço pago pela carne suína exportada segue em alta em agosto



Nos primeiros onze dias de agosto o Brasil embarcou 20 mil toneladas de carne suína in natura, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A média diária exportada foi de 1,8 mil toneladas, volume 20,0% maior que a média vendida por dia no mês anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2013, houve uma redução de 14,3% no volume vendido. O preço médio pago pela tonelada do produto foi de US$3.728,10, valor 39,4% maior, na comparação com o mesmo período do ano passado.

MS vende 60,4% da carne bovina para Rússia e exportação cresce 19% em julho

Caroline Maldonado
Rússia comprou 60,4% do total exportado (Foto: Arquivo Campo Grande News)
Rússia comprou 60,4% do total exportado (Foto: Arquivo Campo Grande News)

Os produtores sul-mato-grossenses que exportam carne bovina in natura comemoram o crescimento de 19% no volume do produto exportado em julho, em relação ao mesmo período do ano passado. No último mês, Mato Grosso do Sul vendeu a outros países 14,9 mil toneladas, contra 12,5 mil toneladas exportadas em julho de 2013. Somente a Rússia comprou 60,4% do total exportado no mês passado, o que representa 9 mil toneladas de carne.
Os valores foram levantados pelo departamento de economia da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e divulgados pelo informativo Casa Rural. As vendas para o mercado russo demonstram o fortalecimento da pecuária local, na avaliação do diretor-secretário da Famasul, Ruy Fachini.
"A Rússia sempre foi um importante mercado da carne bovina do Estado, mas os últimos resultados são ainda mais animadores, considerando que representam o dobro do que foi vendido no mesmo período do ano passado", destaca Fachini, ao lembrar que as compras da Rússia foram de 4,1 mil toneladas em julho de 2013.
Preço - Em julho, o preço da arroba do boi gordo ficou na média de R$ 116,76, com leve queda de 0,67% frente junho. O relatório das cotações está disponível no site da Famasul. 
A gestora do departamento de economia da Famasul, Adriana Mascarenhas, alerta que os preços da arroba do boi gordo devem subir nos próximos meses, pois o atual panorama da pecuária de corte é de desequilíbrio entre a oferta e demanda.
"Entre junho e julho, os abates de bovinos no Estado caíram quase 7%, a segunda maior queda no ano. A redução foi ocasionada pela menor quantidade de animais de pasto e de confinamento em algumas regiões do Estado", afirma.
Notícias de Campo Grande e Mato Grosso do Sul


Marfrig tem recorde de abate de bovinos em julho com exportação histórica


Por Fabíola Gomes e Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) - A Marfrig, segunda maior processadora de carne bovina do país, atingiu marcas históricas de abate de gado e de exportações de cortes em julho, por uma forte demanda e limitações de oferta em países concorrentes do Brasil, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo da companhia.
"Batemos recordes no mês de julho. Foi o maior mês, tanto em exportação como abate (de bovinos) da história da empresa", disse o presidente-executivo da Marfrig, Sérgio Rial, em entrevista à Reuters.

A Marfrig abateu mais de 250 mil cabeças de gado em julho, um crescimento de dois dígitos em relação à média mensal do último semestre, disse Rial.
Com a forte demanda no exterior, que ajuda a compensar um ritmo vacilante no consumo no Brasil, a empresa tem elevado a participação de vendas ao mercado externo sobre o total comercializado a partir do Brasil.
A fatia do mercado externo nas vendas da Marfrig, que ficou em torno de 40 por cento no último trimestre, subiu para 45 por cento em julho, incluindo carne industrializada. Considerando apenas cortes in natura resfriados e congelados, esse percentual é ainda maior, já superando 50 por cento.
O executivo explicou que o Brasil é beneficiado pelo atual cenário de crescente demanda global, por conta do aumento da renda em países emergentes, incluindo o Oriente Médio, enquanto tradicionais fornecedores como Estados Unidos e Argentina enfrentam restrições no tamanho de seus rebanhos.
As robustas exportações levaram a empresa a aumentar o uso de sua capacidade instalada rumo aos 80 por cento, contra pouco mais de 70 por cento anteriormente, revelou Rial.
A operação de carne bovina da empresa, concentrada principalmente no Brasil, respondeu por quase metade da receita da Marfrig no segundo trimestre, que somou ao todo 5,1 bilhões de reais. A companhia também tem operações no exterior --Moy Park e Keystone.
A Marfrig já vinha se preparando para um semestre mais forte na exportação, ao elevar os investimentos no último trimestre, o que acabou se refletindo em um fluxo de caixa negativo.
Do capex realizado no último trimestre, de 177 milhões de reais, cerca de 40 por cento foram destinados às unidades no Brasil, com investimentos na melhoria de câmaras refrigeradas, aumento de confinamento, além de ajustes na estrutura de logística.
"O dinheiro foi alocado para preparação da empresa para um segundo semestre mais ativo, principalmente nas exportações", acrescentou Rial.
PERSPECTIVAS
As exportações, grande fator para os negócios da companhia já neste ano, podem ganhar ainda mais importância, considerando que a Rússia habilitou novas unidades da Marfrig; que a China está prestes a comprar carne diretamente do Brasil --sem passar por Hong Kong; e também com a possibilidade, ainda que mais incerta, de os Estados Unidos abrirem seu mercado para a carne in natura brasileira.
A Marfrig teve recentemente oito unidades habilitadas a exportar para a Rússia, elevando o total para 11, num momento em que os russos buscam reforçar o fornecimento de outras origens depois do embargo imposto aos EUA em retaliação às sanções econômicas por causa da crise na Ucrânia.
Rial vê como positiva a ampliação do mercado russo, mas acha que ainda é difícil dimensionar qual é o impacto da medida em volume ou receita.
"Como o mundo está demandando carne, a Rússia é importante, mas já não é tão crítica como foi historicamente num momento em que o Brasil tinha uma série de mercados fechados", ponderou Rial.
O executivo lembrou ainda que existe uma possibilidade de os EUA abrirem seu mercado à importação de carne bovina in natura do Brasil.
Se isso acontecesse, acrescentou o executivo, México e Canadá teriam de seguir os EUA, o que teria impacto mais significativo para o setor brasileiro do que a ampliação da Rússia.
Desde o final do ano passado, os EUA vêm discutindo a possível abertura à carne in natura de Estados livres de febre aftosa no Brasil. O executivo ressaltou que esta discussão avançou bastante e espera resultados favoráveis ainda este ano.
Já a China anunciou a reabertura de seu mercado à carne bovina do Brasil em meados de julho, e faltam apenas alguns detalhes para as exportações diretas do país se efetivarem.
Questionado se os embarques para a China já podem ocorrer neste semestre, Rial afirmou que "sem dúvida" isso já pode acontecer, acrescentando que serão vistos contratos sendo fechados no mês de setembro para entrega no quarto trimestre.
Ele disse ainda que a empresa já conta com uma equipe de vendas em Xangai e tem o benefício de ter a Keystone na região.
"Temos duas plantas e temos vendas na China... Temos alguma infraestrutura e conhecimento local que outras empresas brasileiras não têm. Então a gente tem a obrigação de fazer melhor", afirmou.
JV NA INDONÉSIA
Ao mesmo tempo, a Marfrig vem avaliando a formação de joint ventures em mercados promissores como forma de reforçar seu crescimento orgânico, e não vê espaço para fazer aquisições no momento.
"Esta é uma forma inteligente de crescer sem alterar a estrutura de capital de forma negativa. Estamos fazendo uma (joint venture), um novo investimento na Indonésia", afirmou ele, sem dar muitos detalhes.
A empresa já conta com uma operação na Malásia, via Keystone, e está transferindo pessoal especializado para a Indonésia, onde busca atuar em carne de frango e bovina.

Beckhauser lança equipamento condutor de boi que auxilia na diminuição do índice de lesões durante o manejo pré-abate nos frigoríficos

O Move-Boi é utilizado para direcionar o animal ao Box de Atordoamento, e elimina o uso de choque no final da rampa pré-abate, considerado um dos pontos mais críticos do manejo nos frigoríficos

DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Com o intuito de eliminar o uso de choque no gargalo final dos frigoríficos, visando o abate humanitário e o bem-estar animal, a Beckhauser – Manejo Racional e Produtivo lançou esse mês o Move-Boi, equipamento condutor de animais para a rampa pré-abate. Depois de um ano de testes no Frigorífico Frigobom, em Sinop (MT), o resultado foi extremamente positivo e o produto está validado e disponível para vendas, além de ter a patente requerida.
O Move-Boi é totalmente automatizado e foi desenvolvido a partir de uma demanda de mercado, depois de observar que um dos pontos mais críticos do manejo nos frigoríficos era ao final da rampa do pré-abate, onde o índice de choques é alto. Isso porque, de acordo com o médico veterinário Renato dos Santos, responsável pela área de Manejo Racional da Beckhauser, o bovino não se adapta rapidamente a mudanças bruscas e, nesse ponto, o animal precisa sair de uma área aberta, com alta luminosidade, para dentro da sala, um local mais “escuro”.

Segundo o veterinário e gerente industrial do Frigorífico Frigobom, Manoel Pedro Figueiredo Dornellas, o índice de quedas dos animais foi reduzido e em consequência o número de hematomas na carcaça também caiu. “O pecuarista fica satisfeito pelo nosso manejo em ver que se reduziu o uso do choque elétrico quando o animal chega próximo ao Box de Atordoamento. Antes havia maior risco de escorregões e até mesmo os bois ficavam amoitados, devido ao estresse.”, analisa. “Por ser um corredor único, que leva até o Box de Atordoamento, fica mais fácil o manejo, além da segurança oferecida aos nossos operadores”, complementa.

O primeiro Move-Boi da Beckhauser foi desenvolvido e testado na unidade 2 de Promissão (SP), do Marfrig. O equipamento pioneiro consistia em um carrinho sobre trilho que percorria uma extensão da rampa. “O projeto foi aperfeiçoado e ganhou nova forma em 2013, sendo remodelado em uma estrutura compacta, onde é possível acomodar apenas um animal de cada vez, instalado ao final da rampa pré-abate”, explica o presidente da Beckhauser, José Carlos Beckheuser.

Ainda em fase de testes, o protótipo foi aprovado pelos especialistas da World Animal Protection (WAP), organização não-governamental (ONG) presente em mais de 50 países. “Estivemos na unidade de Promissão em 2011, para treinamento dos funcionários e, no dia da visita constatamos o uso de bastão elétrico em apenas 3% dos animais levados ao abate”, afirma, José Rodolfo Panim Ciocca, gerente do Programa de Abate Humanitário.

O equipamento tem uma porta deslizante, que conduz o animal no sentido da entrada da sala de abate, sem qualquer tipo de agressão. A separação dos animais é feita um a um e, tem a função de organizar o fluxo para o abastecimento do Box de Atordoamento, garantindo que sempre haja um animal pronto para entrar. Construído em material altamente resistente e de limpeza fácil, o Move-Boi tem alta durabilidade. O sistema hidráulico é vedado contra a entrada de impurezas do ambiente e com simples acesso a manutenção e instalação.MidiaNews

Cade aprova compra de frigoríficos da BRF pela Minerva

Negócio foi condicionado a redução no mercado de processados.
Decisão foi tomada em sessão nesta quarta-feira (20).
Fábio AmatoDo G1, em Brasília



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (20), por unanimidade, a compra, pela Minerva, de duas unidades de abate de bovinos (frigoríficos) no Mato Grosso pertencentes à BRF. As duas empresas atuam na área de alimentos.
A decisão, porém, foi condicionada a uma redução na participação das empresas no mercado de alimentos processados. Elas já informaram ao Cade como vão cumprir isso, mas a solução será mantida sob sigilo.
O negócio prevê que o pagamento à BRF pelos frigoríficos será por meio de ações da Minerva. Esse arranjo acabou fazendo com que a BRF se tornasse acionista de uma empresa de processados detida pela Minerva, chamada MDF.
Entretanto o acordo assinado com o Cade em 2011, que permitiu a criação da BRF através da fusão entre Sadia e Perdigão, restringe a aquisição por ela de plantas de processados detidas por concorrentes. Por isso, nessa operação com a Minerva, o conselho restringiu o acréscimo na área de processados por meio da MDF.
Os termos do acordo são sigilosos, inclusive o prazo que as empresas terão para cumprir a determinação do Cade.
http://globo.com/

Cade aprova arrendamento de frigoríficos pela JBS


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quarta-feira, 20, pela aprovação com restrições do arrendamento pela JBS de três frigoríficos pertencentes às companhias Rodopa Indústria e Comércio de Alimentos e Forte Empreendimentos e Participações. A gigante do mercado de carne locou as unidades de abate e desossa da Rodopa nas cidades de Santa Fé do Sul (SP), Cassilândia (MS) e Cachoeira Alta (GO).
A JBS alegou capacidade ociosa como argumento para afirmar que a operação não significava concentração de mercado. O Cade, então, determinou que as unidades arrendadas não podem ter sua operação suspensa. O tribunal administrativo determinou também a notificação permanente de qualquer operação ensaiada pela JBS. As punições, contudo, não impõem qualquer risco à operação envolvendo a Rodopa, aprovada por unanimidade pelo colegiado do tribunal.
O conselheiro relator Márcio de Oliveira Júnior afirmou que a operação tem potencial para gerar concentração no mercado de carne in natura. "JBS possui vantagem competitiva no mercado. Poucos são os frigoríficos com potencial de competição, poucos são os que possuem as características necessárias para essa competição. Entre esses frigoríficos (competitivos) está o Rodopa", afirmou.
Apesar da afirmação, o relator indicou voto pela aprovação da locação de frigoríficos pela JBS, obrigando a empresa a não fazer novos arrendamentos e aquisições por período tratado em sigilo entre o Cade e a companhia.
Oliveira Júnior destacou, ainda, a operação com potencial para fortalecer a marca Friboi, o que contribuiria para aumentos futuros de preço de carne ao consumidor. "A marca Friboi contribui para tornar homogêneo o mercado de carne in natura, até aqui heterogêneo, com potencial para aumentar preço", disse.

Fundada em 1958, em Limeira (SP), a Rodopa foi controlada pela família Bindilatti até setembro de 2012. Naquele ano, o então diretor geral Sérgio Longo adquiriu a empresa, assumindo dívida de R$ 160 milhões e ativos e imóveis avaliados em R$ 20 milhões. Longo, que foi diretor-financeiro da JBS, negociou a locação dos frigoríficos à JBS em dezembro de 2013.

Bahia - Carne bovina sobe 11,6% em 2 meses


Por : Noemi Flores
A carne bovina teve aumento de 11,6% nos últimos dois meses, segundo os pecuaristas devido à seca no interior do estado. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados da Bahia, Julio Cesar Melo de Farias, isto não chegou a ter acréscimo na cesta básica porque os preços do produto vêm oscilando há dois anos.
Farias explicou que desde 2012, os pecuaristas, com receio de perder o gado  por falta de água, abatiam os animais para a venda, o que se transformou em a oferta maior que a procura, então os preços baixaram.  ”Com a seca de 2012 e 2013, os reflexos só vieram agora com a falta de oferta”.
Segundo o presidente do sindicato, “este preço não tem acréscimo na cesta básica porque já foi aplicado em outras épocas”. A declaração tem como base a última pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgando que a cesta básica de Salvador teve redução de preço em julho, após registrar alta por quatro meses, passou de R$ 278,97 para R$ 270,06.
Farias disse que o preço da arroba está em R$ 125 e antes era de R$ 112. Mas mesmo com estes 12% registrados em 60 dias por falta de oferta, o preço da carne bovina está mais barato que em estados como Minas Gerais, São Paulo e outros.
“Está dentro da média porque o preço de um quilo de carne de primeira aqui é de R$18 a R$20; a de segunda de R$ 10 a R$ 11. Já as chamadas carnes nobres como o filé está em torno de R$ 30 e a picanha R$ 33”, sinalizou o pecuarista.
O consultor e chef de cozinha Mauro Hanisch, professor do bacharelado em Gastronomia da Escola de Nutrição da Ufba,  aponta a carne de porco como uma substituição ideal e nutritiva, boa para o bolso dos consumidores  já que a diferença de preço entre uma e outra é de quase 50%. Há vantagem até mesmo no aproveitamento da carne com osso.
“Pouco sabido é que a carne suína é mais consumida no mundo do que a carne bovina, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos. Uma bisteca se compra com um pouco de atenção, a aproximadamente R$ 9,00 o quilo e temos uma perda com o osso em média de 20%. Já os cortes bovinos como cruz machado e chupa molho tem preço  parecidos e uma perda só em ossos de aproximadamente 50%”, afirma o chef.
Hanisch  destaca ainda que “no final das contas a bisteca rende muito mais carne pura, além de ter menores níveis de gordura entremeada nas fibras. Ele ensina um prato nutritivo, “além disso, cortes em cubos de carne suína, bem temperados com páprica picante e alho ao molho de tomate e feitos na frigideira bem quente combinam muito bem com bulbos de batatas assadas ou aipim cozido, aumentando o valor nutricional do prato”.
Mas sempre há alguém que não pode passar muito tempo sem comer carne bovina, então o gastrônomo dá uma dica interessante. “Para aqueles que apreciam cortes de primeira como patinho, alcatra, chã de dentro e não abrem mão da carne bovina, a fraldinha é um excelente substituto, macia, baixo teor de gorduras e de cocção rápida e geralmente com valor aproximadamente 50% mais baixo”.
 Ao se analisar o custo mais em conta para o preparo de um prato é importante seguir alguns conselhos do chef, a exemplo do preparo de frango. Não se deve comprar o frango inteiro congelado, com pés, cabeças e miúdos ( e gelo).
Segundo o especialista, “teremos uma perda de aproximadamente 60% dele, considerando que não comemos os pés, a cabeça, os ossos nem o gelo, e não devemos comer a pele pela questão de cuidados básicos com a saúde: a pele aumenta muito o mau colesterol. Se um frango de exatos 2 kg custa R$ 5,50 o kg, a carne pura dele com perda de 60% custará R$ 13,75, mais cara do que a bisteca, além de dar muito mais trabalho no seu preparo e gastar mais gás”, sinalizou.
O professor de gastronomia enfatiza que carnes de segunda qualidade como a fraldinha “são uma excelente alternativa para substituir cortes de primeira como alcatra, patinho, lagarto, chã de dentro e também as de 3ª  como chupa molho, cruz machado e músculo. A fraldinha é carne pura, macia e cozinha rápido”,  concluiu.
Tribuna da Bahia

Exportadores norte-americanos não querem perder mercado russo de carnes.

EUA, exportações, Rússia, sanções, economia

Os exportadores dos EUA acreditam que em consequência da resposta da Rússia às sanções ocidentais eles vão perder o promissor mercado russo de carne bovina e suína, afirmou Joe Schuele, representante da Federação de Exportadores de Carne dos EUA.
Em 7 de agosto, Moscou limitou por um ano as importações de certas mercadorias provenientes dos EUA, União Europeia, Canadá, Austrália e Noruega, ou seja, os países que tinham imposto sanções contra a Rússia. A lista de alimentos embargados inclui carnes bovina, suína e de aves, bem como salsichas, mariscos, verduras, frutas e produtos lácteos.
Joe Schuele observou que em 2012 as exportações de carne bovina norte-americana para a Rússia superaram o valor de 300 milhões de dólares, um recorde no comércio bilateral entre os dois países. Em sua opinião, isso significa que o mercado da Federação da Rússia "é promissor e os Estados Unidos gostariam de ter oportunidade para suprir" à Rússia.