Quase seis meses depois de ter sido acusada pelo Ministério Público Federal do Pará de contribuir para o desmatamento da Amazônia junto com outros frigoríficos de carne bovina, a Bertin S.A. está lançando um sistema que promete a rastreabilidade do produto e a garantia de que a carne provém de um processo sustentável.
A partir desta semana, a carne in natura comercializada com a marca Bertin, à venda no varejo, terá uma etiqueta com um código de rastreabilidade com informações sobre a origem do produto. O diretor marketing da companhia, Marcos Scaldelai, explica que o consumidor poderá ter informações sobre a origem e a garantia de que o produto não provém de animais criados em áreas de desmatamento e trabalho escravo.
Segundo ele, o consumidor deve digitar o número no site da Bertin para obter informações como a relação de fazendas que forneceram animais em determinado dia de abate e local das propriedades. Na própria página da Bertin, há um link para os sites do Ibama e do Ministério do Trabalho. No primeiro, o consumidor poderá checar se a propriedade de origem do boi está na lista das que desmatam ou não e no segundo, se há trabalho escravo
Num primeiro momento, apenas a carne in natura produzida na unidade da Bertin em Lins terá a etiqueta, mas a partir de janeiro o sistema deve estar implantado nas demais plantas da empresa, segundo Scaldelai
A Bertin foi incorporada pela JBS S.A em setembro deste ano, mas por enquanto as operações das empresas seguem separadas, já que o negócio está sob a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). De acordo com o diretor de marketing, a tendência é que sistema de rastreabilidade seja implantado também pela JBS no futuro.
Ele afirma que o sistema para garantir a sustentabilidade da carne já vinha sendo desenvolvido pela Bertin antes da ação do Ministério Público, em junho. Na ocasião, a empresa foi acusada de comprar bovinos de fazendas que desmatavam áreas da floresta amazônica e interrompeu a aquisição de animais dessas propriedades
Um blog para falar sobre o mercado da carne bovina,suina ,aves e seus cortes no Rio de Janeiro, tentando passar as melhores informações possiveis, do que realmente á falado na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro, com linguagem simples assim como o clipping de informações importantes de toda a cadeia produtiva.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
JBS-Friboi implanta venda direta de carne em Cáceres
Vinte e uma vans do grupo JBS-Friboi adaptadas como “mini-açougues” entram em operação em Cáceres a partir deste mês. Cada açougue ambulante terá como ocupantes duas mulheres: uma na direção, outra para cuidar da entrega em todos os bairros e distritos, atingindo ainda a sede do município de Curvelandia -– distante 60 quilometros.
O sistema de venda direta de carne aos consumidores já foi implantado pela Friboi em cidades grandes e médias do interior paulista e visa reduzir o preço do produto sem a intermiação dos açougueiros.
Há dois meses a JBS, que controla o único frigorifico da cidade, efetuou o cadastramento de parte dos consumidores, ofertando-lhes várias formas de pagamento, inclusive boleto bancario sem consulta ao SPC/Serasa, além de cartão de crédito exclusivo.
A inovação está gerando expectativas entre os consumidores habituados a comprarem carne em açougues. Por outro lado, os comerciantes que atuam na revenda de carne bovina a retalho estão preocupados com a novidade.
Para esses pequenos empresários -- cerca de 110 -- assim como para os donos de supermercados que possuem área reservada para venda de carnes, o frigorifico estaria levando ao pé da letra o ditado muito usual entre os pecuaristas: “Do boi, os donos de frigoríficos só não apoveitam o berro”.
Um grupo já se opõe abertamente aos métodos do JBS em Cáceresres, os chamados "gaioleiros", porque são o frigorifico praticamente impôs o monopólio na area de transporte do gado a ser abatido e não mais utiliza a frota de caminhões-boiadeiros.
Uma das principais questões levantadas pelos opositores de processo de venda direta está relacionada ao desemprego que o novo sistema provocaria imediatamente na cidade. Todos açougues espalhados pelos bairros e distritos serão forçados a reduzir o número de empregados.
Dentre os donos de açougues e supermercadistas há um sentimento de revolta após tomarem conhecimento de que o atual prefeito, Túlio Fontes (DEM), autorizou o serviço -- sem consultá-los -- após reunião com a direção do frigorifico em Cáceres.
Um açougueiro, que prefere não ter seu nome citado, ironiza dizendo que esse projeto não tem como sobreviver em Cáceres. De acordo com ele é alto o indice de inadimplentes na cidade. “Aqui tem cardeneta de 1992, que até hoje um sujeito conhecido não pagou. Imagine essa gente recebendo carne na porta da casa sem consulta aos orgãos de proteção ao crédito. Tem caloteiro que irá fazer churrasco de picanha todos os dias”, previu.
Outro comerciante que opõem a implantação da venda direta prefere citar trecho da Bíblia que narra a passagem na qual o escravo hebreu José previu que o Egito passaria sete anos de vacas gordas e em seguida sete anos de vacas magras.
“Nós vamos viver literalmente esse termo do Velho Testamento, preparem-se para os meses de vacas magras” observou o dono de açougue situado próximo à Praça da Feira.
O municipio de Cáceres tem cerca de 90 habitantes é apontado pelo Instituto de Defesa Agropecuaria (INDEA) como detentor do maior rebanho bovino de Mato Grosso, com cerca de 1,2 milhão de cabeças.
O sistema de venda direta de carne aos consumidores já foi implantado pela Friboi em cidades grandes e médias do interior paulista e visa reduzir o preço do produto sem a intermiação dos açougueiros.
Há dois meses a JBS, que controla o único frigorifico da cidade, efetuou o cadastramento de parte dos consumidores, ofertando-lhes várias formas de pagamento, inclusive boleto bancario sem consulta ao SPC/Serasa, além de cartão de crédito exclusivo.
A inovação está gerando expectativas entre os consumidores habituados a comprarem carne em açougues. Por outro lado, os comerciantes que atuam na revenda de carne bovina a retalho estão preocupados com a novidade.
Para esses pequenos empresários -- cerca de 110 -- assim como para os donos de supermercados que possuem área reservada para venda de carnes, o frigorifico estaria levando ao pé da letra o ditado muito usual entre os pecuaristas: “Do boi, os donos de frigoríficos só não apoveitam o berro”.
Um grupo já se opõe abertamente aos métodos do JBS em Cáceresres, os chamados "gaioleiros", porque são o frigorifico praticamente impôs o monopólio na area de transporte do gado a ser abatido e não mais utiliza a frota de caminhões-boiadeiros.
Uma das principais questões levantadas pelos opositores de processo de venda direta está relacionada ao desemprego que o novo sistema provocaria imediatamente na cidade. Todos açougues espalhados pelos bairros e distritos serão forçados a reduzir o número de empregados.
Dentre os donos de açougues e supermercadistas há um sentimento de revolta após tomarem conhecimento de que o atual prefeito, Túlio Fontes (DEM), autorizou o serviço -- sem consultá-los -- após reunião com a direção do frigorifico em Cáceres.
Um açougueiro, que prefere não ter seu nome citado, ironiza dizendo que esse projeto não tem como sobreviver em Cáceres. De acordo com ele é alto o indice de inadimplentes na cidade. “Aqui tem cardeneta de 1992, que até hoje um sujeito conhecido não pagou. Imagine essa gente recebendo carne na porta da casa sem consulta aos orgãos de proteção ao crédito. Tem caloteiro que irá fazer churrasco de picanha todos os dias”, previu.
Outro comerciante que opõem a implantação da venda direta prefere citar trecho da Bíblia que narra a passagem na qual o escravo hebreu José previu que o Egito passaria sete anos de vacas gordas e em seguida sete anos de vacas magras.
“Nós vamos viver literalmente esse termo do Velho Testamento, preparem-se para os meses de vacas magras” observou o dono de açougue situado próximo à Praça da Feira.
O municipio de Cáceres tem cerca de 90 habitantes é apontado pelo Instituto de Defesa Agropecuaria (INDEA) como detentor do maior rebanho bovino de Mato Grosso, com cerca de 1,2 milhão de cabeças.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Preços sugeridos para venda .
FILÉ MIGNON S/ CORDÃO 4/5 19,90
FILÉ MIGNON S/ CORDÃO 3/4 19,50
NOIX - PONTA DO CONTRA FILÉ 9,80
CONTRA FILE SEM NOIX 11,00
CONTRA FILE COM NOIX 10,50
MIOLO DE ALCATRA 11,50
ALCATRA C/ MAMINHA 10,50
MAMINHA 11,00
COXÃO MOLE 7,80
COXÃO DURO 6,50
PATINHO 6,80
LAGARTO 6,80
MÚSCULO 4,70
ALCATRA COMPLETA CHURRASCO 14,00
ALCATRA COMPLETA 12,50
CUPIM COMERCIAL 5,00
PICANHA GRILL 23,50
ALCATRA GRILL 14,00
CUPIM GRILL 9,30
FRALDÃO GRILL 8,50
MAMINHA GRILL 11,50
CONTRA FILE EXPORT. 12,50
FRALDINHA GRILL 8,50
COSTELA 3 RIPAS 5,70
COSTELA GAUCHA 5,40
COSTELA GROSSA 5,40
COSTELA EM TIRAS 5,30
COSTELA JANELA 5,50
COSTELA SEM OSSO 6,90
BUCHO 3,80
RABO 5,50
CORAÇÃO 1,50
FÍGADO 2,10
LÍNGUA 2,50
MOCOTÓ 2,80
FILÉ MIGNON S/ CORDÃO 3/4 19,50
NOIX - PONTA DO CONTRA FILÉ 9,80
CONTRA FILE SEM NOIX 11,00
CONTRA FILE COM NOIX 10,50
MIOLO DE ALCATRA 11,50
ALCATRA C/ MAMINHA 10,50
MAMINHA 11,00
COXÃO MOLE 7,80
COXÃO DURO 6,50
PATINHO 6,80
LAGARTO 6,80
MÚSCULO 4,70
ALCATRA COMPLETA CHURRASCO 14,00
ALCATRA COMPLETA 12,50
CUPIM COMERCIAL 5,00
PICANHA GRILL 23,50
ALCATRA GRILL 14,00
CUPIM GRILL 9,30
FRALDÃO GRILL 8,50
MAMINHA GRILL 11,50
CONTRA FILE EXPORT. 12,50
FRALDINHA GRILL 8,50
COSTELA 3 RIPAS 5,70
COSTELA GAUCHA 5,40
COSTELA GROSSA 5,40
COSTELA EM TIRAS 5,30
COSTELA JANELA 5,50
COSTELA SEM OSSO 6,90
BUCHO 3,80
RABO 5,50
CORAÇÃO 1,50
FÍGADO 2,10
LÍNGUA 2,50
MOCOTÓ 2,80
Acrissul consegue barrar cobrança do Funrural
Ontem a tarde , a juíza Janete Lima Miguel Cabral, da 3° Região do Tribunal Regional Justiça Federal acatou pedido de liminar impetrado pela Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) e suspendeu a exigibilidade da cobrança da Seguridade Social, mais conhecido como Funrural. O mandado de segurança foi protocolado no dia 24 de novembro.
Segundo o advogado da entidade, Márcio Torres, agora todos os associados estão desobrigados a pagarem o tributo.
Em sua argumentação Torres lembrou que há, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação de inconstitucionalidade contra o Funrural, sobre a qual cinco dos onze ministros da Corte já manifestaram seu voto pelo fim da cobrança.
Esta é a primeira ação contra a cobrança do Funrural que é deferida no país.
No mês passado muitos produtores de Mato Grosso do Sul receberam cartas da Receita Federal informando sobre a dívida de transações feitas desde junho de 2008.
Como foi - No ano passado, o governo federal revogou o parágrafo quarto do artigo 25 da lei 8.212/1991 que garantia a isenção do imposto sobre operações entre pessoas físicas que tratasse de cria, reprodução e engorda de gado. Anteriormente, o tributo -que tem uma alíquota de 2,3%-, era cobrado somente quando o gado ia para o abate, o frigorifico recolhia do pecuarista e repassava à Receita Federal.
Agora, em cada transação comercial o imposto tem de ser recolhido. Se um animal nasceu em uma fazenda, foi criado em outra, engordado em uma terceira e, finalmente, abatido no frigorífico o Funrural vai ser cobrado três vezes, o que vai acrescentar 6,9% ao produto final.
Segundo o advogado da entidade, Márcio Torres, agora todos os associados estão desobrigados a pagarem o tributo.
Em sua argumentação Torres lembrou que há, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação de inconstitucionalidade contra o Funrural, sobre a qual cinco dos onze ministros da Corte já manifestaram seu voto pelo fim da cobrança.
Esta é a primeira ação contra a cobrança do Funrural que é deferida no país.
No mês passado muitos produtores de Mato Grosso do Sul receberam cartas da Receita Federal informando sobre a dívida de transações feitas desde junho de 2008.
Como foi - No ano passado, o governo federal revogou o parágrafo quarto do artigo 25 da lei 8.212/1991 que garantia a isenção do imposto sobre operações entre pessoas físicas que tratasse de cria, reprodução e engorda de gado. Anteriormente, o tributo -que tem uma alíquota de 2,3%-, era cobrado somente quando o gado ia para o abate, o frigorifico recolhia do pecuarista e repassava à Receita Federal.
Agora, em cada transação comercial o imposto tem de ser recolhido. Se um animal nasceu em uma fazenda, foi criado em outra, engordado em uma terceira e, finalmente, abatido no frigorífico o Funrural vai ser cobrado três vezes, o que vai acrescentar 6,9% ao produto final.
Bancos suspendem mais uma vez assembleia geral do Quatro Marcos
A quarta tentativa de acordo entre credores e o frigorífico Quatro Marcos foi adiada para o dia 29 de janeiro de 2010, depois do pedido dos credores financeiros de uma auditoria independente do frigorifico Quatro Marcos. “Mais uma vez o Quatro Marcos demonstrou que o estilo de relação que tem com os pecuaristas é de total desrespeito e descaso”, comentou o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso - Acrimat, Luciano Vacari, que participou de todas as tentativas de negociação. Para ele, a relação do Quatro Marcos é meramente comercial com o pecuarista e a postura que a empresa assumiu nesse ano de crise foi a de dar satisfação apenas para os bancos. “O Quatro Marcos não aprendeu nada neste ano que ficou fora do mercado por conta da crise, mas é bom que eles não se esqueçam que o boi não nasce nas câmaras frigorificas e muito menos nos caixas eletrônicas dos bancos. Vamos iniciar uma campanha de conscientização junto ao produtor para que venda seu gado apenas para empresas parceiras”, disse insatisfeito Luciano Vacari.
O representante da região do Arinos no Norte de Mato Grosso, Luis Fernando Conte, disse que “os pecuaristas estão se sentindo ultrajados com a postura do Quatro Marcos”. Revoltado avisou que vai iniciar na região que representa, “uma campanha pesada para que os produtores não vendam mais gado para o Quatro Marcos e nem para as unidades que a empresa arrendou. Essa é a única linguagem que eles entendem, temos que fazer pressão para sermos respeitados, pois não aceitamos mais tanto desrespeito por parte dessa empresa”.A primeira assembleia geral dos credores do Frigorífico Quatro Marcos foi cancelada por falta de quorum no dia 20 de outubro. A segunda convocação foi realizada no dia 27 de outubro, suspensa para o dia 12 de novembro. A AGC do dia 12 de novembro foi suspensa para o dia 3 de novembro, que também não encerrou a questão. “Agora vamos para a quinta tentativa no dia 29 de janeiro e se não conseguirmos um acordo para a aprovação ou não do Plano de Recuperação Judicial apresentado pelo Quatro Marcos, ela poderá ser suspensa quantas vezes forem necessárias”, explicou o assessor jurídico da Acrimat, Armando Biancardini Candia. Como os bancos detêm a maior parte dos créditos do processo, conseguiram suspender mais uma vez a assembleia com pedido de uma auditoria, pois só irão aprovar o Plano de Recuperação Judicial depois de terem a real garantia que o Quatro Marcos possuiu condições de pagar o que deve. “Eles (bancos) tem a força e o poder de suspender quantas vezes forem necessárias uma AGC. Essa é a lei”, explica o assessor jurídico da Acrimat.
A maior parte da dívida de R$ 427.869.332,67 do Quatro Marcos é com os agentes financeiros. Com os pecuaristas o montante é de R$ 35,7 milhões, sendo 273 pecuaristas de Mato Grosso que esperam receber mais de R$ 26 milhões.
Proposta do Quatro Marcos para os Pecuaristas
Pagar a dívida com correção pela taxa Selic, porém, a partir da data aprovação do Plano de Recuperação Judicial e também aceitou diminuir o tempo de carência, que a princípio era de 12 meses a partir da aprovação do Plano, para julho de 2010.
Proposta dos pecuaristas:
A carência para o início de pagamento das 12 parcelas seja março de 2010 e não julho como eles propuseram; que a correção pela taxa Selic seja retroativa a 6 de janeiro de 2009, quando foi homologado o pedido de Recuperação Judicial do Quatro Marcos e não a partir da aprovação do Plano na AGC; que a empresa e seus respectivos sócios sejam responsabilizados dentro do processo; que o frigorífico não tenha liberdade de vender os ativos da empresa e de fazer novos empréstimos; que no caso do descumprimento do Plano seja decretada a falência do Quatro Marcos; apresentação de um laudo econômico financeiro, da avaliação dos bens e ativos do Quatro Marcos; além da criação de um comitê formado pelos credores para acompanhar todo processo de recuperação da empresa.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Quarta-Feira
Hoje o pessoal estava falando em alcatra e contra pelo menos a partir de R$ 10,00 kg. Coxão duro R$ 6,40 kg, lagarto e patinho R$ 6,80 kg e coxão mole a R$ 7,60 kg.
Dianteiro sem osso 03 cortes a R$ 4,30 kg.
Dianteiro sem osso 03 cortes a R$ 4,30 kg.
Quatro Marcos ignora reivindicações dos pecuaristas
TENTAR ACORDO
Nessa quinta, dia 03 de dezembro, às 11 horas, no Hotel Pan Americano, Rua Augusta, número 778, Bairro da Consolação, São Paulo/ SP, os credores do frigorífico Quatro Marcos irão tentar, pela quarta vez, fechar um acordo para receber uma dívida de R$ 427.869.332,67 pendente desde o início deste ano. A continuação da segunda Assembleia Geral de Credores – AGC – promete muito embates entre quem deve e quem tem a receber. “Achamos que houve um avanço desde que as negociações começaram, mas foram melhorias tímidas que acreditávamos que fossem evoluir. Porém, a proposta apresentada pelo Quatro Marcos para ser apreciada amanhã (03) na assembleia, mostra que eles não estão preocupados em permanecer no mercado”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele avalia que o Quatro Marcos está “usando a estratégia errada, pois não ter o pecuarista como parceiro é o mesmo que pedir falência”.
Na última assembleia realizada no dia 12 de novembro, que foi suspensa por 93,36% dos credores de todas as Classes (Classe I - Trabalhistas; Classe II – Garantia Real; Classe III – Quirografários – onde estão os pecuaristas), ficou definido que o Quatro Marcos iria analisar as reivindicações feitas pelos credores e apresentar um novo Plano de Recuperação Judicial. A nova proposta foi disponibilizada no site do frigorífico na segunda (30) e pela análise do assessor jurídico da Acrimat, Armando Biancardini Candia, “as sugestões dos pecuaristas foram ignoradas pelo Quatro Marcos e do jeito que está, vai ser rejeitada”.Nessa quinta, dia 03 de dezembro, às 11 horas, no Hotel Pan Americano, Rua Augusta, número 778, Bairro da Consolação, São Paulo/ SP, os credores do frigorífico Quatro Marcos irão tentar, pela quarta vez, fechar um acordo para receber uma dívida de R$ 427.869.332,67 pendente desde o início deste ano. A continuação da segunda Assembleia Geral de Credores – AGC – promete muito embates entre quem deve e quem tem a receber. “Achamos que houve um avanço desde que as negociações começaram, mas foram melhorias tímidas que acreditávamos que fossem evoluir. Porém, a proposta apresentada pelo Quatro Marcos para ser apreciada amanhã (03) na assembleia, mostra que eles não estão preocupados em permanecer no mercado”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele avalia que o Quatro Marcos está “usando a estratégia errada, pois não ter o pecuarista como parceiro é o mesmo que pedir falência”.
O Quatro Marcos já aceitou pagar a dívida com correção pela taxa Selic, porém, a partir da data aprovação do Plano de Recuperação Judicial e também aceitou diminuir o tempo de carência, que a princípio era de 12 meses a partir da aprovação do Plano, para julho de 2010. Mas, os pecuaristas se uniram e apresentaram uma só proposta com o apoio de alguns bancos e da classe trabalhista, que não foram levados em consideração pelo frigorífico Quatro Marcos. Entre eles, que a carência para o início de pagamento das 12 parcelas seja março de 2010 e não julho como eles propuseram; que a correção pela taxa Selic seja retroativa a 6 de janeiro de 2009, quando foi homologado o pedido de Recuperação Judicial do Quatro Marcos e não a partir da aprovação do Plano na AGC; que a empresa e seus respectivos sócios sejam responsabilizados dentro do processo; que o frigorífico não tenha liberdade de vender os ativos da empresa e de fazer novos empréstimos; que no caso do descumprimento do Plano seja decretada a falência do Quatro Marcos; apresentação de um laudo econômico financeiro, da avaliação dos bens e ativos do Quatro Marcos; além da criação de um comitê formado pelos credores para acompanhar todo processo de recuperação da empresa.
“Vamos insistir nos pontos que entendemos ser fundamentais. Entendo que a empresa está perdendo mais uma boa oportunidade de ficar realmente do lado de quem faz a cadeira produtiva girar, pois boi não se cria em câmaras frigoríficas”, se posicionou o assessor jurídico da Acrimat, Armando Biancardini. Só com os pecuaristas o montante da dívida do Quatro Marcos é de R$ 35,7 milhões, sendo 273 pecuaristas de Mato Grosso que esperam receber mais de R$ 26 milhões.
O processo do Quatro Marcos
A crise do Quatro Marcos começou juridicamente no dia 29 de dezembro de 2008 quando foi protocolado o pedido de Recuperação Judicial. A data do recebimento do protocolo, no entanto, é de 06 de janeiro deste ano com o despacho publicado somente no dia 16 de março, na edição 434 do Diário de Justiça de São Paulo (SP), depois da apresentação oficial do Plano no dia 09 de março. O Juiz da Comarca de Barueri, da cidade de Jandira (SP), publicou no Diário de Justiça de São Paulo (SP) a data da primeira assembleia geral dos credores do Frigorífico Quatro Marcos para o dia 20 de outubro, que foi cancelada por falta de quorum. A segunda convocação foi realizada no dia 27 de outubro, suspensa para o dia 12 de novembro. A AGC do dia 12 de novembro foi suspensa para o dia 3 de novembro.
Catalão ganha no frigorifico
Presidente da Goiasindustrial, Marcos Abrão Roriz recebeu ontem o diretor do Frigorífico Excelência, Hung Faat Lau. O objetivo da reunião foi a abertura do processo de instalação de uma nova unidade do frigorífico no Distrito Mineroindustrial de Catalão - Dimic, com produção voltada para a exportação, gerando mais de 160 empregos. Segundo Lau, a atividade de “beneficiamento” de pés de frango será voltada para potenciais clientes chineses, que já aguardam a exportação.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Mercado
Embora a pedida no alcatra e contra seja de R$ 9,50 kg de alguns frigorificos hoje no Rio foi negociado a R$ 9,20 a vista , mas espera-se que esses cortes tenham um aumento significativo nesse mes de dezembro.
O dianteiro de boi está muito ofertado a R$ 3,00 , sendo que algumas charqueadas compraram devolvidos no mercado a R$ 2,65 kg a prazo. Coxão duro em caixa tem oferta de R$ 6,50 kg e peito em saco para charque a R$ 3,80 kg.
Pelos niveis de matança , os cortes de dianteiro, do coxão e os miudos deverão recuperar preços sõ a parti de janeiro do ano que vem, pois os clientes estão comprando artigos natalinos e diminuindo espaço que esses produtos ocupavam.
A venda de charque já está praticamente paralizada nos seus volumes.
O dianteiro de boi está muito ofertado a R$ 3,00 , sendo que algumas charqueadas compraram devolvidos no mercado a R$ 2,65 kg a prazo. Coxão duro em caixa tem oferta de R$ 6,50 kg e peito em saco para charque a R$ 3,80 kg.
Pelos niveis de matança , os cortes de dianteiro, do coxão e os miudos deverão recuperar preços sõ a parti de janeiro do ano que vem, pois os clientes estão comprando artigos natalinos e diminuindo espaço que esses produtos ocupavam.
A venda de charque já está praticamente paralizada nos seus volumes.
Ucrânia oferece oportunidades de negócios para Goiás
O governador Alcides Rodrigues está em Kiev, capital da Ucrânia, onde integra missão comercial do Governo Federal e pretende divulgar as potencialidades econômicas de Goiás. A Ucrânia, que se tornou independente da extinta União Soviética em 1991, é grande produtora de aço, equipamentos metalúrgicos e trigo, entre outros produtos. No ano passado, vendeu insumos de adubos e fertilizantes para Goiás e importou carne de frigoríficos que operam no Estado.
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