sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

STF decide pela inconstitucionalidade da cobrança do Funrural

O Supremo Tribunal Federal decidiu que a cobrança do Funrural, imposto sobre comercialização dos produtos agrícolas, é inconstitucional. A decisão é definitiva e, por enquanto, beneficia apenas um frigorífico de Minas Gerais, que entrou com a ação na Justiça.
O frigorífico Mata Boi fica no município de Araguari, no triângulo mineiro. Quem recolhe o tributo é o frigorífico, mas a quantia é descontada do pecuarista. O argumento para não pagar o imposto é que o dinheiro do Funrural vai para a Previdência Social e o pecuarista já faz essa contribuição como pessoa física. No entendimento do STF o Funrural estaria sendo, portanto, uma dupla contribuição.
A direção do frigorífico Mata Boi não quis gravar entrevista, mas informou que entrou com recurso contra o imposto em 2002, há oito anos. A empresa questionou a lei 8.540, de 1992, que modificou o sistema de cobrança do imposto para destinar o dinheiro à Previdência Social.
A decisão não passa a valer automaticamente para outros frigoríficos, mas abre precedente para que outros interessados também recorram à Justiça. Foi o que afirmou o advogado Arley César Felipe, especializado em questões agrárias.
“Ela abre precedentes para dois tipos de pessoas: pessoas jurídicas, frigoríficos e empresas que trabalhem na área agropecuaristas recebendo produtos e também para produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas que também recolham desde que tenham empregados nas suas fazendas”, falou.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional informou que vai esperar o julgamento de outros processos no Supremo Tribunal Federal para propor uma alternativa ao impasse. Ainda segundo a Procuradoria, se o governo tiver que devolver o imposto pago pelos produtores, o desembolso pode chegar aos oito bilhões de reais.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cada um tem o frigorífico que merece

Cada um tem o frigorífico que merece

João Bosco Leal*


Sabendo de minha incapacidade momentânea de locomoção, meu amigo José Lemos Monteiro, Zeito, Presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, MS, veio me visitar e, durante nosso bate papo, conversamos sobre a situação dos produtores rurais brasileiros diante dos frigoríficos de nosso país.

Disse ele que desconhece produtor mais educado, polido, cordato, acomodado, pacífico, e tantos outros adjetivos nesse sentido, que o produtor rural brasileiro, por, diante de tudo o que vem ocorrendo no relacionamento com os frigoríficos, ainda não haver tomado uma atitude radical, e não haver morrido ninguém.

Pensando nessas palavras, comecei a desfiar o emaranhado, a teia de aranha, em que se encontram os produtores rurais brasileiros para poder produzir o gado gordo e, quando pronto, entregá-lo a um frigorífico. Tentei, então, separar as dificuldades dessa entrega, no intuito de poder encontrar mais facilmente as soluções.

Há muitos anos, o comentário geral entre os produtores rurais é de que a grande maioria dos frigoríficos brasileiros está em nome de laranjas. Quando estes “quebram” é que os produtores ficam sabendo que o dono era um peão, um coitado, que não sabia de nada. Os que se passavam por donos sumiram, e, pior, arrendam outro frigorífico em outra região e começam tudo de novo.

Quanto ao Funrural, de responsabilidade dos produtores e retido pelos frigoríficos no momento do abate, a desconfiança de que não é por estes repassado ao governo, seja por força de liminares ou por apropriação indevida, também é assunto frequente em conversas de produtores.

A imprensa volta e meia divulga a liberação de financiamentos, por parte de instituições financeiras públicas, aos frigoríficos, em volumes até ininteligíveis para os produtores rurais brasileiros.

Frigoríficos brasileiros tornam-se os maiores do mundo e adquirem outros em diversos países, de modo a levar pessoas que já foram do ramo à incredulidade, tamanha a voracidade para as aquisições e a capacidade de, até outro dia pequenas empresas, passarem a adquirir enormes conglomerados multinacionais.

E, dentro do país, os frigoríficos “quebram” e dão prejuízos incalculáveis ao meio. Somente nos últimos anos, mais de 100.000 cabeças de gado e aproximadamente R$ 100 milhões foram “perdidos” pelos produtores.

Após a recente promulgação da nova lei de concordatas, agora chamada de “Recuperação Judicial”, as “empresas” chegam a propor pagamentos com 10, 20 anos de prazo, e os “pacíficos” acabam concordando. Outras separam os credores em dois grupos, os “amigos”, que continuaram o fornecimento após o pedido de concordata, e os “outros”, que deixaram de fornecer. Uns recebem à vista, ou em menor prazo, e, os outros, a perder de vista.

E não entendo como esse produtor ainda resiste à sugestão dos que, como eu, há muito tempo pregam um novo modelo de negociação, onde o boi só pode ser vendido à vista e no peso vivo.

A realidade dos fatos mostra que, em toda essa história, nenhum “dono” de frigorífico é preso ou fica pobre. Pobre fica o produtor que vendeu seu produto para honrar seus compromissos e ficou sem o gado e sem o dinheiro. Nesse modelo de negociação, tenho que concordar com o Zeito, ao ficar admirado de ainda não haver morrido ninguém.

Lembro do ditado “cada um tem o governo que merece” para dizer: “cada um tem o frigorífico que merece”.


*João Bosco Leal - www.joaoboscoleal.com.br

Informações

Foi vendido coxão duro resfriado no saco em bloco a R$ 6,90 kg. Alcatra e contra a pedida de forma geral é de R$ 9,80 kg , mas não está facil de se conseguir vender. Os mercados procurando o dianteiro (mais escasso).
O boi inteiro o preço é   6,1 x 3,5 x 3,3
Tem bastante oferta de coração bovino e  procura de coração de frango.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Preços pedidos por produtos nesse inicio de semana

Alcatra s/ maminha 10,85

Alcatra c/ maminha 10,45

Alcatra Completa 13,65

Capa de Filet 5,55

Contra Filet 10,45

Coxão Duro 7,35

Coxão Duro - Coletivo 7,25

Coxão Mole 8,45

Coxão Mole - Coletivo 8,35

Filet Mignon com cordão 17,15

Filet Mignon s/c 2/3 18,15

Filet Mignon s/c 3/4 18,65

Fralda 7,75

Lagarto 7,75

Lagarto Extra Limpo 10,05

Maminha da Alcatra 10,95

Músculo 5,45

Patinho 7,95

Patinho - Coletivo 7,85

Picanha "A" 19,15

Acém 5,15


Paleta com Músculo 5,15

Paleta sem Músculo 6,25

Peito Bovino 4,95

Músculo 4,95

CORTES GRILL

Alcatra Completa - Grill 14,15

Alcatra s/ maminha 13,35

Contra Filet 14,15

File Mignon s/c rf cx peq 20,35

Fraldão 9,35

Maminha 13,15

Noix 12,15

Picanha Churrascaria 23,15

Picanha cx Media - grill 23,15

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Incêndio destrói frigorífico no Arruda

Um incêndio de grandes proporções atingiu um frigorífico nesta madrugada de terça-feira (26), no Arruda, próximo ao estádio do Santa Cruz, na Zona Norte do Recife. Segundo o Corpo de Bombeiros, 80% de todo o material presente no estabelecimento foi perdido. Não houve feridos.
O fogo começou por volta das 2h da manhã e só foi contido às 5h. Foram necessários 10 viaturas e 60 mil litros de água para apagar o incêndio. 30 homens do Corpo de Bombeiros participaram da operação.

Marfrig compra terras na Argentina para confinamento

São Paulo - O frigorífico Quickfood, do grupo Marfrig, comprou 150 hectares no município argentino de Monte Ralo, em Córdoba, onde vai construir o maior feedlot (espaço para confinamento de gado) da Argentina, com capacidade para 22 mil cabeças. A operação foi confirmada por fonte da empresa, que se negou a revelar o valor pago. Comenta-se no mercado que o grupo pagou US$ 2 milhões pelas terras. Este será o primeiro de uma série de feedlots que o grupo brasileiro pretende instalar na Argentina, como parte de sua estratégia de autoabastecimento, conforme foi anunciado no mês de junho do ano passado pelo Marfrig

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Miudos Bovinos


BUCHO 4,20
RABO 5,50
CORAÇÃO 1,60
FÍGADO 2,60
LÍNGUA 2,70

Cortes Grill


PICANHA  GRILL 23,00
ALCATRA GRILL 14,30
CUPIM GRILL 9,50
FRALDÃO GRILL 8,50
MAMINHA GRILL s/v
CONTRA FILE EXPORT. 13,00
FRALDINHA GRILL 8,50

Preços Solicitados nas tabelas novas de cortes comuns


ACÉM 5,15
PALETA COMPLETA 5,15
PEITO 5,15
NOIX - PONTA DO CONTRA FILÉ 10,20
PICANHA CHURRASCO 23,00
PICANHA NOBRE 19,50
PICANHA B S/PELE CONG. 14,80
FILÉ MIGNON S/ CORDÃO  4/5 21,00
FILÉ MIGNON S/ CORDÃO 3/4 20,50
CONTRA FILE SEM NOIX  12,90
CONTRA FILE COM NOIX  10,50
MIOLO DE ALCATRA 12,90
ALCATRA C/ MAMINHA 10,50
MAMINHA 11,00
COXÃO MOLE 8,60
COXÃO DURO 7,40
PATINHO 7,80
LAGARTO 7,80
MÚSCULO 5,60
CAPA COXAO MOLE 5,60
CAPA CONTRA-FILÉ 5,60
FRALDINHA 8,20
ALCATRA COMPLETA CHURRASCO 14,50
ALCATRA COMPLETA  13,50
CUPIM COMERCIAL 5,60

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mercado

Embora hoje alguns frigorificos não estejam mais dispostos a vender alcatra e contra a R$ 9,80 kg no prazo, por outro lado os supermercados maiores, também não estão dispostos pelo menos por enquanto a pagar acima disso o que cria um impasse no mercado da carne para esses cortes.
Peito para indistria foi vendido a R$ 4,40 a vista o que projeta em torno  R$ 4,50 a prazo