sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Suínos inspecionados


A União Europeia marcou para 21 de fevereiro de 2011 a inspeção na indústria suína em Santa Catarina, para decidir se autoriza a exportação da carne brasileira para os 27 países do bloco.
O Brasil não vende carne suína para a UE por utilizar nas rações o fármaco ractopamina, que promove o crescimento e é proibido no bloco europeu, mas permitido no resto do mundo. Os europeus exigiram que o Brasil montasse uma linha de produção sem a substância. A missão vem examinar como está esse projeto.
Em encontro em Bruxelas, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Suínos (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, disse ao diretor de Saúde Animal da UE, Bernard Van Goethem, que será mostrado um projeto-piloto para comprovar que é possivel cumprir as normas.
Camargo Neto prevê que a produção brasileira entre na UE no primeiro semestre de 2011.
Valor Econômico

Mercado de 14-10-2010 em São Paulo


Assine o boletim da Intercarnes

Carnes aliviam câmbio


O câmbio é o grande inimigo dos produtores e exportadores de grãos e de carnes. Há um ano, a moeda norte-americana estava a R$ 1,727. Ontem, fechou a R$ 1,663.
O único alívio para o setor é a recuperação da demanda externa por alimentos e a consequente alta de preços.
A manutenção de alta do dólar teria propiciado um cenário mais favorável ao setor.
É o que ocorre com as carnes. Enquanto o dólar caiu 4% em 12 meses, os preços das carnes se recuperaram.
A carne suína "in natura" está a US$ 2.558 por tonelada no exterior, 26% mais do que há um ano.
Apesar da atração dos preços externos, esse mercado não tem sido muito o foco da indústria de carne suína. A demanda interna é sustentável e os preços remuneram.
As exportações deste ano somam 412 mil toneladas, 8% abaixo das de igual período de 2009. As receitas superam US$ 1 bilhão (mais 14%).
A carne bovina também tem boa valorização no ano. Em setembro, o País recebeu US$ 4.169 por tonelada de carne "in natura" exportada, 17% mais do que em igual mês do ano passado, segundo dados da Secex.
A carne "in natura" de frango foi a que menos subiu. Os preços estão em US$ 1.665, apenas 6% acima dos de igual período anterior. O patamar do câmbio dificulta a vidas dos exportadores.
Com a retomada do consumo e a demanda maior, principalmente da Rússia e da China, as exportações de carne de frango podem bater recorde neste ano, mas as receitas ficam bem abaixo do maior valor obtido pelo setor, em 2008: US$ 6,95 bilhões.
Folha de São Paulo

Rússia sinaliza eliminar sistema de cota geográfica para carnes

Segundo o ministro Wagner Rossi, é a primeira vez que a Rússia se mostra disposta a negociar

Agência Estado
Célia Froufe
A Rússia sinalizou que poderá eliminar sistema de cotas geográficas para importação de carnes, afirmou nesta quinta, dia 14, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Recém-chegado do país, Rossi considerou a viagem "muito positiva".
– É a primeira vez que a Rússia se mostra disposta a negociar – afirmou por telefone, de Ribeirão Preto (SP).
Na volta do encontro com autoridades russas, no entanto, Rossi trouxe apenas sinalização do principal importador de carne bovina do Brasil, não ações concretas.
O ministro relatou que os russos estudam as opções para continuar a comprar carne de vários países do mundo. Uma delas seria a extinção das cotas geográficas pela tarifação maior para todos os produtos importados. Atualmente, a cota geográfica significa uma taxa menor para exportadores até um certo volume de produtos. A partir daí, a cobrança de impostos de importação pode ser de até 100%, caso dos frangos. Estados Unidos e União Europeia possuem a maior fatia dessas cotas e o Brasil está em "outros países".
Essas duas possibilidades – a cota geográfica ou o uso de tarifas de importação generalizadas – dividiu os próprios empresários brasileiros que acompanharam o ministro na missão. Segundo Rossi, enquanto o representante dos produtores de suínos mostrou-se favorável ao uso de tarifas de importação, o dos bovinos avaliou que isso pioraria a situação brasileira, pois tiraria a competitividade dos produtos nacionais.
– Resumindo: eles (os russos) têm dúvidas, nós temos dúvidas – comentou Rossi.
Para ele, é preciso estudar com mais detalhes qual das situações seria realmente a mais favorável para o Brasil. O ministro informou ter sugerido às autoridades russas que o melhor seria o sistema de cotas, mas sem que houvesse a divisão geográfica.
– Fiz a proposta porque sei da competitividade brasileira. Europeus e americanos sabem que vão perder se disputarem conosco – avaliou.
As discussões têm de ser cuidadosas, segundo o ministro, porque a Rússia é o principal importador do produto brasileiro.
– Não podemos também impor uma situação monopolista – disse.
Ele acrescentou que os empresários russos mostraram-se animados em aumentar o volume de produto importado do Brasil. O ministro, no entanto, ouviu reclamações dos importadores de que sistema adotado pelo Brasil é lento e burocrático.
– Reconheço que temos um grande caminho a avançar – afirmou Rossi.
Por isso, segundo ele, reuniões técnicas serão feitas na próxima semana para discutir como desburocratizar o processo. O ministro admitiu que o Brasil descumpre prazos para liberação de novas plantas que possam ser fornecedoras para a Rússia e que o país também tem problemas de agilizar análises laboratoriais a tempo dos pedidos. 

AGÊNCIA ESTADO

Vacinação de bois e búfalos em Rondônia começa nesta sexta-feira

15/10 
Mais de 80 mil pecuaristas de Rondônia começam a vacinar o rebanho de bois e búfalos contra a febre aftosa nesta sexta-feira (15-10). A campanha, que termina em 15 de novembro, deve alcançar 11,5 milhões de animais em 103 mil propriedades rurais do estado.

A responsável técnica pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa em Rondônia, Michiko Kuroda, explica que veterinários do serviço estadual de fiscalização trabalham principalmente nas áreas de fronteira com a Bolívia para verificar o trânsito de animais e a ficha de vacinação. “Todas as propriedades de fronteira são cadastradas. Temos quatro embarcações para fazer a ronda nos 1.444 km de fronteiras fluviais. Isso garante um índice de vacinação próximo de 100%”, afirma.

Cerca de 70% do rebanho rondoniense é formado por gado de corte, concentrado nos municípios de Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Vilhena e na capital Porto Velho. Já a produção leiteira fica próxima a Ji-Paraná.

Desde 1999, não são notificados casos de febre aftosa em Rondônia. Por meio de portaria, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconheceu, em 2002, o estado como área livre da doença com vacinação. “A imunização do rebanho é importantíssima tanto para a manutenção desse status de zona livre, quanto para proteger os animais de possíveis focos da doença”, ressalta Kuroda.

O pecuarista tem até quinze dias após o término da campanha para entregar o comprovante de vacinação em uma das 92 unidades de atendimento da defesa agropecuária do estado.

HNews
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Olhar Direto..

Independência está ameaçado

15/10 
A situação do frigorífico Independência, em recuperação judicial desde maio de 2009, se complicou nos últimos dias. Uma solução definitiva e positiva para a companhia se mostra cada vez mais distante. Em setembro, a companhia tinha anunciado precisar de um aporte de capital - estimado pelo mercado em cerca de R$ 250 milhões - que quitaria os débitos e resolveria o problema de capital de giro. O Independência anunciou ontem a suspensão de suas atividades produtivas devido à "não geração de caixa suficiente para cobrir os custos fixos e despesas gerais da empresa".

Diário de Cuiabá

Boi Gordo: mercado em alta em várias praças

5/10 
Mercado em alta em várias praças. Em São Paulo, a dificuldade em comprar animais causou reajuste. O preço referência no estado está em R$94,50/@, prazo, livre de imposto. O preço das fêmeas também subiu e elas são negociadas por 89,00/@, nas mesmas condições.

As programações de abate atendem entre 2 e 3 dias, com abates em níveis reduzidos.

A demanda paulista e local se somam e superam a oferta no Mato Grosso do Sul, onde o preço do boi gordo subiu em Dourados e Campo Grande. Nestas praças os animais são negociados por R$90,50/@ e R$91,00/@, respectivamente, a prazo, livres de imposto.

O diferencial de base de Campo Grande em relação à Barretos – SP está em -3,7%, mais curto que a média em 2010, de -4,6%.

No Sul de Minas Gerais a oferta enxuta e demanda firme fizeram o preço do boi gordo subir. A referência está em R$91,00/@, a prazo, livre de imposto, alta de 5,8% em 30 dias.

No mercado atacadista houve reajustes para todas as peças devido à pouca oferta. O traseiro avulso é negociado por R$7,70/kg, valor 6,2% maior que há 30 dias e o maior valor nominal já negociado.

Scot Consultoria

Só Notícias

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Alta do milho deve impactar no preço da carne de frango

Produtores podem repassar custos para o consumidor final

Nestor Tipa Júnior | nestor.junior@rdgaucha.com.br
Produtores de frango já sentem o aumento do preço do milho no mercado. O produto, um dos principais insumos para a ração dos animais, saltou de R$ 18 em agosto para cerca de R$ 25 na última semana.

No Rio Grande do Sul, o setor reclama da falta de mecanismos do governo federal, como leilões direcionados para o estado. O secretário executivo da Associação Gaúcha de Avicultura informa que o pedido para a realização dos pregões já foi feito há dois meses durante reunião em Brasília. José Eduardo dos Santos não descarta que o repasse dos custos seja feito ao consumidor final.

— Se nós observarmos o varejo, já estamos vendo sinais de aumento na carne de frango, porque é impossível os produtores e agroindústrias trabalharem sem uma margem de lucro que possa garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva e garantir o fluxo comercial da produção. Isso faz com que não tenhamos outra alternativa a não ser repassar para o preço final— afirma.

Segundo pesquisa semanal da Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas), o quilo da carne de frango está em R$ 4,80. Em agosto, na terceira semana do mês, este valor chegou a ser de R$ 4,13.
RÁDIO GAÚCHA

Aumenta consumo de carne suína

Mas exportações diminuíram em 8% em comparação com os índices do ano passado. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Irineu Wessler, isso mostra que o consumo interno da carne tem aumentado

Lucas Carniel

Geral - O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Irineu Wessler, se mostra otimista quanto ao trabalho de incentivo do consumo da carne suína. Segundo ele, trabalhos de marketing realizados em supermercados de todo o País, em parceria com o Sebrae, são um dos motivos para o crescimento do consumo per capta. “A parceria com o Sebrae está em andamento. Temos sentido resultados efetivos”, disse Wessler.

Conforme ele, a entidade vem sentindo a falta de carne de suíno nos supermercados. Além disso, o preço da comercialização da carne aumentou em 2010 com relação ao ano passado. “Ano passado estava sendo comercializada por R$1,80 o quilo, neste ano está em R$2,80. As exportações decresceram para 8%. Isso deixa claro que o consumo interno está respondendo”, refletiu o presidente.

As ações da Associação se concentram, principalmente, em supermercados dos três estados do Sul. Porém, algumas atividades começam a ser desenvolvidas em Minas Gerais, Bahia e, em breve, Sergipe. “No Paraná, mantivemos um contato muito bom com a rede Muffato e com a Coasul, de Cascavel. Em consequência desse contato, poderemos, no futuro, realizar parcerias com cooperativas, notadamente a Coasul”, finalizou.

Aqui Sudoeste

Búfalos preservados no Pará



Ilha do Marajó conserva variação genética só existente nesta região do País

Os búfalos são animais exóticos. Em outras palavras, não são endêmicos do Brasil. Os primeiros animais chegaram por aqui no final do século 19, quando um navio que saiu da Guiana, vindo da Ásia, naufragou perto da foz do Rio Amazonas. Resultado: os búfalos que saíram ilesos do acidente conseguiram nadar até a Ilha do Marajó (PA) e começaram a se reproduzir de maneira aleatória. Pouco tempo depois novos rebanhos foram trazidos à região, desta vez importados.


Hoje, na Ilha do Marajó, o búfalo é usado na produção de carne, leite e como transporte. Em algumas cidades, inclusive, serve para ajudar na coleta do lixo. Três raças formam o rebanho “principal”: mediterrâneo, jafarabadi e murrah. Há ainda as espécies carabao, com chifres maiores, e o búfalo baio, ambos em pequenas quantidades. É justamente neste braço que a Embrapa, através do Programa de Conservação de Recursos Genéticos Animais, atua: na preservação desses exemplares.


“Ambas constituem pequenas populações, têm menos de quinhentos espécimes de cada uma delas”, explica o zootecnista Ribamar Marques, pesquisador da Embrapa que coordena o trabalho. A maior parte dos animais vivos dessas duas raças é mantida no Núcleo de Conservação, que funciona na Ilha do Marajó.


Segundo o pesquisador, elas só estão nesta situação porque seus rebanhos de origem eram muito pequenos. O único rebanho conhecido de búfalos baios fica no Núcleo de Conservação da Embrapa. Apesar da semelhança com antepassados asiáticos, Ribamar Marques acredita que o carabao do Brasil já tenha desenvolvido características próprias. “Ele está distante de suas origens do Sudeste asiático. É possível que ele já tenha adquirido algumas características genéticas diferenciadas das raças originais", explica.


Por isso, diz, a importância do programa de conservação. Geneticamente falando, assim como o búfalo baio, este carabao só existe na Ilha do Marajó e está seriamente ameaçado. “O grande objetivo é agora repassar animais para criadores parceiros, até que ela saia desse risco de extinção”.

Globo Amazônia/ Globo Rural

EPTV - Emissoras Pioneiras de Televisão