segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pecuaristas se unem para formar cooperativa

Um grupo de 20 pecuaristas da região de Campo Grande (MS) se uniu para formar uma cooperativa e vender carne diretamente para o varejo. O objetivo da iniciativa é agregar valor ao produto e diminuir a dependência dos produtores em relação à indústria frigorífica. 

Segundo a Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado possui hoje 36 indústrias que possuem o Selo de Inspeção Federal (SIF), mas 15 não estão operando. 

"Hoje, com a cotação da arroba em alta, o produtor consegue cobrir o custo de produção, mas, na média histórica, isso não ocorre", diz o pecuarista José Lemos Monteiro, que coordena a Comissão de Pecuária de Corte da Famasul. Conforme estimativas do Sindicato Rural de Campo Grande, a margem bruta de lucro da indústria chega a 20% e a do varejo, a 120%. "Não se sabe exatamente qual é o lucro da indústria e do varejo, mas sabemos que a remuneração do criador não cobre os custos de produção." 

A cooperativa deve começar a operar no início de 2011. "Queremos aprender a vender carne. Vamos começar com 4 mil, 5 mil animais e cada cooperado deverá fornecer pelo menos 200 cabeças de gado por ano, em entregas com intervalo máximo de 70 dias. A ideia é que cada produtor se comprometa a fazer pelo menos cinco vendas por ano", explica Monteiro. O abate dos animais será feito por um frigorífico prestador de serviço - que será pago com dinheiro da cooperativa - e a carne será vendida para varejistas e abastecerá casas de carne próprias. "A meta é, em um ano, trabalhar com 5 mil cabeças e duas casas de carne", prevê Monteiro. Segundo ele, a venda de animais diretamente para a indústria deixa o produtor muito vulnerável. "Como negociar preços sem conhecer a escala de abate? Cada dia que passa a ideia de cooperativa torna-se mais necessária para o pecuarista reduzir prejuízos".

Assembleia de credores do Independência é adiada por falta de quórum

Empresa, que está em recuperação judicial desde maio, marcou o próximo dia 22 como nova data para o encontro

Agência Estado
Suzana Inhesta
A assembleia geral dos credores (AGC) do frigorífico Independência, convocada para esta segunda, dia 8, em primeira chamada, não ocorreu por falta de quorum. A empresa, que está em recuperação judicial desde maio, marcou nova data para o encontro, em segunda chamada, para o próximo dia 22, no mesmo horário e local.
Para ocorrer a assembleia seria necessária a presença de 50% mais um dos credores em cada classe. Porém, pelo levantamento feito com os presentes à reunião, que seria realizada às 10h, em São Paulo, compareceram 100% dos credores com garantia real, em sua maioria bancos, mas apenas 37,78% dos credores quirografários, maior parte produtores e fornecedores, vieram ao encontro.
Esta segunda, dia 8, marca também o dia do vencimento do acordo firmado entre os credores pecuaristas e fornecedores na assembleia do dia 13 de setembro. Na ocasião, foi votada a suspensão dos pagamentos a esses credores das parcelas com vencimento em setembro e outubro, com o crédito a ser efetuado no dia 8, juntamente com a parcela daquele mês. Ao mesmo tempo, também foi decidida na assembleia a antecipação do pagamento das duas últimas parcelas devidas a esses credores, sendo feito esse pagamento na 22ª parcela.

Crise no setor frigorífico argentino resulta em queda de 50% das exportações de carne bovina

Produção deste ano caiu 24,5%, obrigando produtores a substituir o gado pela soja; intervenção do governo e redução da oferta seriam os principais responsáveis pela redução


Marina Guimarães
Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (Ciccra) aponta queda de 1,98 milhões de toneladas na produção de carne bovina. Segundo relatório da Ciccra, o abate de animais entre janeiro e setembro de 2010 caiu 24,5%, cerca de nove milhões de cabeças a menos que o mesmo perído do ano passado.
– Esse porcentual foi o mais baixo desde agosto de 2006, confirmando o que começou a insinuar-se em julho: o início de uma nova fase de retenção de ventres para recompor estoques e, portanto, para recuperar a atividade da indústria frigorífica durante os próximos três anos – diz o relatório da entidade.
A câmara detalhou que nos meses anteriores a proporção de fêmeas sobre o total abatido girou em torno de 50%. A forte crise enfrentada pelo setor se deve à redução da oferta nos últimos anos, provocada pela política de intervenção do governo e pelos perídos de estiagem. A combinação destes fatores provocou uma mudança de comportamento da maioria dos pecuaristas, que decidiram plantar soja, devido à sua alta rentabilidade. 
Ainda no relatório, a indústria afirma que o consumo médio anual de carne bovina por habitante caiu 16,5%, a 57,1 quilos. De janeiro a setembro desse ano, as exportações também sofreram forte baixa. Apenas 154.589 toneladas foram exportadas, o que representa uma queda de aproximadamente 50%.
Agência 

Preço real do suíno vivo é o maior em dois anos

08 de novembro de 2010 - 14:59h 
Autor: Cepea 

Os preços do suíno vivo seguem em alta no mercado interno, animando produtores. Em outubro, a média do animal vivo negociado em São Paulo foi de R$ 3,23/kg, o maior valor desde outubro de 2008, em termos reais, quando a média foi de R$ 3,79/kg – os preços foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/10.

No acumulado de 2010, em termos reais, o quilo do suíno vivo já subiu quase 20% e, em outubro, 6%. De modo geral, a demanda pelo animal vivo está aquecida, devido à forte valorização das carnes concorrentes, que tem elevado a demanda pela carne suína. Além disso, a economia brasileira passa por um bom momento, com a renda
doméstica relativamente alta.

Se considerada toda a série de preços do Cepea, iniciada em 2001, o maior valor já visto pelo Centro, em termos reais, foi de R$ 4,31/kg, em dezembro de 2004. Naquele período, a oferta interna estava relativamente baixa, enquanto as exportações estavam aquecidas.

Nos últimos dias (entre 29 de outubro e 5 de novembro), o preço do vivo na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Sorocaba, São Paulo e Piracicaba) permaneceu estável, com média de R$ 3,34/kg, posto no frigorífico, nesta sexta, 5. Em Santa Rosa (RS), houve reação de 1,1% em sete dias, com o quilo comercializado a R$ 2,79 nesta sexta.

Quanto aos preços da carne no atacado da Grande São Paulo, a carcaça comum valorizou 0,6% e a especial 1,2% em sete dias, com médias de R$ 4,95/kg e de R$ 5,25/kg, respectivamente, nesta sexta.

Insumos
No mercado de insumos, entre 28 de outubro e 4 de novembro, a cotação da saca de 60 kg do milho aumentou 2,4% na região de Campinas (SP) e 0,5% na região de Chapecó (SC). Nessa quintafeira, a saca foi negociada a R$ 26,81 na praça paulista e a R$ 26,24, na catarinense. Quanto ao farelo de soja, o preço da tonelada subiu 3,6% em Campinas, nos últimos sete dias, cotado a R$ 734,42 na quinta. Já na região Chapecó (SC), o farelo de soja desvalorizou 0,7%, indo para R$ 732,40/t. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Gado shorthorn produz leite mais caro do Reino Unido


A marca Milk Ahimsa pertence a um grupo de Hare Krishnas e conta com 44 vacas que são ordenhadas manualmente

por Globo Rural Online

rebanho dos sonhos de qualquer produtor de leite está no Reino Unido. Cerca de 44 vacas, da raça shorthorn, produzem o leite mais caro do país. Meio litro da bebida chega a custar R$ 4,65

Segundo os criadores do gado, um grupo de Hare Krishnas da cidade de Watford, em Hertfordshire, a dieta dos animais é livre de hormônios e, por conta da crença religiosa do grupo, os bichos não sofrem nenhum trauma físico. “Nós não prejudicamos nenhuma criatura viva”, afirmam. O resultado, diz o jornal Daily Mail, é um leite três vezes mais caro do que o produto comum

Milk Ahimsa, marca do leite sagrado, é produzido em uma fazenda de 78 hectares e o trabalho tem até trilha sonora. Os Hare Krishnas entoam seus mantras para acalmar as vacas. 

Radha Mohan, porta-voz do grupo, acredita que o leite da marca e seus derivados valem o custo. “As pessoas estão dispostas a pagar mais por orgânicos por serem mais saudáveis e nós acreditamos que nossos produtos atraem também as pessoas que se preocupam com os animais”. 
Além dos cuidados com o rebanho, os bezerros são mantidos com suas mães por mais tempo, o que lhes permite uma alimentação mais completa, dizem os criadores. Após concluir exigências sanitárias, os produtores esperam obter cerca de 1,8 mil litros de leite por semana.

Superleite produzido na Argentina pode prevenir câncer


Embrapa realiza pesquisas para produzir alimento semelhante no Brasil

por Juliana Bacci

Com teor de gordura 50% inferior ao leite comum e com altos índices dos ácidos vacênico e linoleico, que ajudam naprevenção do câncer, doenças cardíacas e diabetes, agrônomos da Argentina criaram recentemente o chamado“superleite”. O alimento é ainda menos gorduroso do que o leite desnatado e o enriquecido com ferro. 

As qualidades do superleite estão relacionadas àalimentação fornecida às vacas produtoras, enriquecida com óleo de soja e de peixe. Queijos e iogurtes derivados do produto já circulam nos arredores de Buenos Aires, capital argentina. Para a prevenção de doenças, é recomendado o consumo diário de, no mínimo, 90 gramas do leite. 

No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda a produção de alimento semelhante, também baseado na nutrição animal diferenciada. Mas uma norma do Ministério da Agricultura impede o uso da farinha e óleo de peixe no país. “Os suplementos estão relacionados à doença da vaca louca”, explica Marco Aurélio Gama, pesquisador da Embrapa. 

Assim, estudiosos buscam alternativas para levar à população brasileira um leite mais saudávelÓleos de girassol e de soja são testados há quatro anos. A pastagem também é fator importante no resultado das pesquisas. Ao contrário da Argentina, o Brasil não possui plantação forrageira em abundância o ano todo. 

“Estudos na área de oleaginosas para combustíveis talvez revelem algum tipo eficiente de óleo vegetal. Ainda há muito material para ser estudado”, acredita Gama.  

Mercado Rio de Janeiro

Foi vendido no Rio boi inteiro sendo:
Traseiro R$ 8,70 kg
Dianteiro : 5,70 kg
Ponta de Agulha R$ 5,70 kg

O dianteiro sem osso que estava sendo oferecido a R$ 8,30 kg caiu para R$ 7,80 kg e com um bom volume de ofertas. A pedida dos frigorificos de no minimo R$ 14,50 kg na alcatra e contra file, também não tiveram receptividade por parte dos compradores, já tendo esses produtos ofertados por R$ 14,00 kg (contra File).
As vendas no balcão foram muito abaixo da média e os estoques nos supermercados estão altos.
Continua porém com  pouca oferta de gado gordo para abate, mas de qualquer formas o produto não girou e consequentemente deu uma travada nas negociações nessa semana.
Acreditamos que no inicio da semana o mercado continue da mesma forma.

Mercado São paulo em 04-11-2010- Boletim Intercarnes

Assine o Boletim Intercarnes

Caem embarques de frango

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras de carne de frango "in natura" atingiram um volume de 293,3 mil toneladas em outubro passado. Resultado aponta para uma queda de cerca de 2,7% sobre o mesmo mês de 2009.


No acumulado dos últimos 12 meses, informa a Secex, o volume exportado atingiu 3,415 milhões de toneladas, um aumento de 7,1% sobre igual período anterior.

Para USDA, exportações de carnes crescem 2,1% em 2011

Campinas, 5 de Novembro de 2010 - Se tudo ocorrer como prevê o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em 2011 os grandes países produtores estarão exportando ao redor de 22,430 milhões de toneladas das três principais carnes – volume 2,1% e 50,1% maior que os registrados, respectivamente, em 2010 e 2001.


Como ocorre desde 2008, o frango continuará liderando as exportações de carnes, com 40% do total negociado. O previsto é que suas transações cheguem a, aproximadamente, 9 milhões de toneladas, o que, se confirmado, deve representar aumento de 3,3% sobre o volume previsto para este ano e, ainda, incremento de 60% em relação ao primeiro ano deste século, 2001.

Exceto pela crise de Influenza Aviária ocorrida em 2006, a de frango é a única carne que deve registrar expansão contínua entre 2001 e 2011. A carne bovina, por exemplo, deve, no ano que vem, reverter a curva de inflexão iniciada em 2008 e apresentar breve expansão (+2,1%) em relação a 2010. Mas mesmo alcançando os 7,4 milhões de toneladas previstos pelo USDA, continuará com volume inferior ao de 2007.

A carne suína – que, nos 11 anos em pauta, registrou duas quedas no volume exportado (2007 e 2009) – tende a manter o mesmo nível previsto para este ano, ficando nos seis milhões de toneladas. É o correspondente a 27% das exportações das três carnes e equivale a um aumento de 71% em relação ao que foi exportado em 2001.

É oportuno citar que, nas previsões do USDA, o Brasil deve atender cerca de 38,5% do volume total de carne de frango a ser exportada em 2011.