terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ovinocultura de MT ganha força na comercialização dentro e fora do Estado

Da Redação
A qualidade do rebanho ovino em Mato Grosso tem despertado o interesse de outros Estados brasileiros. Prova disso é que nove pequenos produtores dos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda e Nova Lacerda comercializaram 270 cordeiros e descartes para o centro de confinamento Cabanha Araçá, localizado em São Paulo, no município de Valparaíso (956 km de Cuiabá). A venda só foi possível graças à parceria do Programa de Desenvolvimento Regional - MT Regional, da Associação dos Criadores de Ovinos do Vale do Guaporé (Acovale) e do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social Vale do Guaporé.
O coordenador da cadeia produtiva da Ovino-caprinocultura do MT Regional, Paulo de Tarso, destaca que essa parceria é fundamental para o sucesso do negócio. O MT Regional, Acovale e Consórcio são ferramentas importantes para o pequeno produtor. “Eles sozinhos não têm força para comercialização e nem a quantidade de animais suficientes para atender a demanda dos frigoríficos de Mato Grosso e de outros Estados. Por isso, esse trabalho em conjunto fortalece a cadeia produtiva de ovinos e garante a venda, além disso, o que motiva os ovinocultores é que o pagamento é feito à vista".
Essa é a quarta carga de ovinos destinada à cidade paulista. A expectativa é que a demanda aumente nessa época de ano, já que a carne de cordeiro é muito apreciada nas festas de natal e ano novo. Os ovinocultores comercializam também animais para o frigorífico Marfrig, localizado em São Paulo, no município de Promissão. O Estado de Mato Grosso conta com duas empresas de cortes e carcaças de ovinos, a SS Beef, em Alta Floresta e a Estância Celeiro, em Rondonópolis.
O secretário-extraordinário de Projetos Estratégicos e do MT Regional, Renaldo Loffi, destaca que o trabalho do MT Regional nesses anos tem contribuído para o aumento da produção e comercialização dos ovinos. “Nesses três anos, a atividade teve um crescimento superior a 27% - este percentual significa que a carne de cordeiro tem sido bastante apreciada não só em Mato Grosso como no país”, ressalta Loffi.

Sinop: novo plano de recuperação do Frialto será votado amanhã

Autor: Só Notícias/Karoline Kuhn 

O novo plano de recuperação judicial do frigorífico Frialto deve ser votado, na quarta-feira (10), em assembleia com credores que participaram da primeira reunião, no mês passado, em um centro de eventos. De acordo com assessoria do frigorífico, a assembleia será no mesmo local, com início previsto para às 9h. O plano foi dividido em três categorias: pecuaristas, funcionários e bancos. A nova minuta do plano foi publicada no site do frigorífico, no último dia 5, para análise dos interessados. No documento, estão descritos as medidas de recuperação e administração do grupo.

Segundo o plano, a forma de pagamento será da seguinte maneira: os valores devidos aos credores serão pagos por meio da transferência direta de recursos à conta bancária do respectivo credor, por meio de documento de ordem de crédito ou de transferência eletrônica disponível. Os credores deverão informar ao grupo suas respectivas contas bancárias para esse fim. Os pagamentos que não forem realizados em razão de os credores não terem informado suas contas bancárias não serão considerados como descumprimento do plano. O plano não cita os valores dos pagamentos.

Conforme o plano "não haverá a incidência de juros ou encargos moratórios se os pagamentos não tiverem sido realizados em razão dos credores não terem informado, com no mínimo 15 dias de antecedência do vencimento, suas contas bancárias. Os contratos, tais como os pré-pagamentos de exportação e adiantamentos sobre contratos de câmbio para exportação, poderão ser mantidos, aditados, renovados ou recontratados, de comum acordo entre o Grupo Frialto e os respectivos credores, desde que os valores, os prazos e todas as demais condições de pagamento previstas no plano sejam rigorosamente respeitadas. Os valores decorrentes de créditos trabalhistas devidos em razão de condenações judiciais devem ser depositados no juízo de origem. Os valores decorrentes do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) devem ser depositados em conta judicial vinculada ao Juízo da Recuperação".

A reorganização societária também é destacada e, prevê manter que "a atual estrutura societária durante o período em que permanecer em recuperação judicial. Entretanto, o grupo poderá, mediante autorização da reunião de credores financeiros, realizar quaisquer operações de reorganização societária, inclusive fusões, incorporações, cisões, transformações e dissoluções, dentro do grupo societário ou com terceiros, ou promover a transferência de bens entre sociedades do mesmo grupo societário, desde que tais operações não resultem em diminuição da totalidade dos bens de titularidade do Grupo Frialto; aumento do endividamento total do grupo e prejuízo aos credores", destaca o plano.

No plano, composto por 25 páginas, há ainda os critérios de alienação de bens e unidades produtivas isoladas; obtenção de novos recursos; formas de pagamentos a credores; pagamentos aos créditos trabalhistas, dos credores com garantia real e dos créditos financeiros quirográficos.

Dívida
1.203 pecuaristas de 12 estados são credores de R$ 95.041.779,12. A maior parte dessa dívida é com os pecuaristas de Mato Grosso, que corresponde a 50,37% do débito com R$ 47.874.301,27 a receber por parte de 49,37% dos credores, totalizando 594 pecuaristas, divididos em 37 municípios.

A empresa protocolou o pedido de recuperação judicial na Comarca de Sinop no dia 24 de maio. O grupo possui oito unidades de abates em cinco estados (MT, MS, RO, SP, GO). Em Mato Grosso são três plantas, localizadas em Nova Canaã do Norte, Matupá e Sinop e uma planta em construção em Tabaporã. A dívida total do Frialto é de R$ 564 milhões. 

JBS compra fatia adicional da Pilgrim's Pride por US$ 41,720 milhões

Frigorífico elevou a participação na empresa norte-americana de 64% para 67,27%



Agência Estado
SÃO PAULO - A JBS informou que comprou uma fatia adicional de 3,27% da Pilgrim's Pride, elevando a participação do grupo na empresa norte-americana de 64% para 67,27%, numa transação de US$ 41,720 milhões. O frigorífico adquiriu um bloco de 7 milhões de ações ordinárias da Pilgrim Interests (pertencente à família Pilgrim) listadas na bolsa de Nova York como PPC - Pilgrims Pride. O preço unitário foi de US$ 5,96 por ação, pagos diretamente ao vendedor. O frigorífico explicou que o preço de compra foi calculado tomando como base o valor médio das ações da Pilgrims Pride nos 30 dias anteriores ao fechamento da transação.
A JBS informou em comunicado que foi notificada pelos representantes da Pilgrim Interests e do Sr. Lonnie Bo Pilgrim que a venda das ações foi realizada com a intenção de diversificar os investimentos da holding da família Pilgrim. O grupo destaca que a Pilgrim Interests permanece um importante acionista na Pilgrims Pride Corporation.
Segundo a JBS, a transação foi aprovada pelo comitê de auditoria e de equity, conforme estabelecido no acordo de acionistas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rússia importa menos carne


A Rússia, maior importador da carne bovina brasileira, reduziu em 28,2% as importações no mês de novembro em comparação com o mesmo perído do ano passado. Foram US$ 169,3 milhões em importações do gênero, US$ 66,5 milhões a menos que o mesmo mês no ano passado, de acordo com informações so serviço alfandegário federal.
Os russos importaram US$ 155,3 milhões em carne suína no mês de outubro, o que representa queda de 21,6% ante igual mês de 2009, quando as importações totalizaram US$ 198,1 milhões. O total de outubro foi 15,3% menor do que o de setembro, quando a compra de carne suína alcançou US$ 183,3 milhões.
O país também importou US$ 92,7 milhões em aves durante outubro de 2010, queda de 2,4% ante o mesmo mês de 2009, quando as compras atingiram US$ 95 milhões. Houve aumento de 30,9% em relação a setembro deste ano, quando US$ 70,8 milhões foram importados em aves. O motivo dessa elevação foi a retomada das compras de frango dos Estados Unidos, depois do acordo a que os dois países chegaram. No início do ano, a Rússia havia proibido a compra de frango tratado com cloro, método muito usado nos Estados Unidos.
Agência Estado

Carne de frango: Brasil vai recorrer à OMC contra a União Européia

Para o Brasil, as restrições afetam fornecedores de terceiros países não integrantes da UE



Campinas, 8 de Novembro de 2010 - De acordo com a agência de notícias Reuters, o Brasil vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) pedindo a instalação de painel de controvérsias para avaliar os mais recentes padrões definidos pela União Europeia (UE) para a carne de frango, que o País considera ilegais.
A informação foi transmitida na última sexta-feira (5) por Carlos Márcio Cozendey, Chefe do Departamento Econômico do Itamaraty. Conforme Cozendey, “concluímos que temos uma boa causa e vamos levá-la avante”.
A Reuters lembra, a propósito, que em maio deste ano a UE adotou regras que restringem as vendas de produtos elaborados a partir da carne de frango congelada. Defendendo-se, Bruxelas afirma que as medidas adotadas alcançam apenas seus próprios produtos, mas o Brasil argumenta que as restrições afetam fornecedores de terceiros países não integrantes da UE. Eles somente conseguem acessar aquele mercado através do frango congelado.
Uma prova disso está nos números das exportações brasileiras destinadas à UE no primeiro semestre de 2010. Elas ficaram em somente 206 mil, recuando perto de 20% em relação ao mesmo período de 2009.
De acordo com o Chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, o governo brasileiro deverá apresentar o pedido de abertura de “panel” à OMC ainda este ano. No momento a ação está sendo detalhada, ao mesmo tempo em que se calculam as perdas enfrentadas pelo setor exportador.
(AviSite) (Redação)

Reunião da BGA-RJ em 08-11-2010

Para visualizar melhor, clicar em cima da imagem.

Pecuaristas se unem para formar cooperativa

Um grupo de 20 pecuaristas da região de Campo Grande (MS) se uniu para formar uma cooperativa e vender carne diretamente para o varejo. O objetivo da iniciativa é agregar valor ao produto e diminuir a dependência dos produtores em relação à indústria frigorífica. 

Segundo a Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado possui hoje 36 indústrias que possuem o Selo de Inspeção Federal (SIF), mas 15 não estão operando. 

"Hoje, com a cotação da arroba em alta, o produtor consegue cobrir o custo de produção, mas, na média histórica, isso não ocorre", diz o pecuarista José Lemos Monteiro, que coordena a Comissão de Pecuária de Corte da Famasul. Conforme estimativas do Sindicato Rural de Campo Grande, a margem bruta de lucro da indústria chega a 20% e a do varejo, a 120%. "Não se sabe exatamente qual é o lucro da indústria e do varejo, mas sabemos que a remuneração do criador não cobre os custos de produção." 

A cooperativa deve começar a operar no início de 2011. "Queremos aprender a vender carne. Vamos começar com 4 mil, 5 mil animais e cada cooperado deverá fornecer pelo menos 200 cabeças de gado por ano, em entregas com intervalo máximo de 70 dias. A ideia é que cada produtor se comprometa a fazer pelo menos cinco vendas por ano", explica Monteiro. O abate dos animais será feito por um frigorífico prestador de serviço - que será pago com dinheiro da cooperativa - e a carne será vendida para varejistas e abastecerá casas de carne próprias. "A meta é, em um ano, trabalhar com 5 mil cabeças e duas casas de carne", prevê Monteiro. Segundo ele, a venda de animais diretamente para a indústria deixa o produtor muito vulnerável. "Como negociar preços sem conhecer a escala de abate? Cada dia que passa a ideia de cooperativa torna-se mais necessária para o pecuarista reduzir prejuízos".

Assembleia de credores do Independência é adiada por falta de quórum

Empresa, que está em recuperação judicial desde maio, marcou o próximo dia 22 como nova data para o encontro

Agência Estado
Suzana Inhesta
A assembleia geral dos credores (AGC) do frigorífico Independência, convocada para esta segunda, dia 8, em primeira chamada, não ocorreu por falta de quorum. A empresa, que está em recuperação judicial desde maio, marcou nova data para o encontro, em segunda chamada, para o próximo dia 22, no mesmo horário e local.
Para ocorrer a assembleia seria necessária a presença de 50% mais um dos credores em cada classe. Porém, pelo levantamento feito com os presentes à reunião, que seria realizada às 10h, em São Paulo, compareceram 100% dos credores com garantia real, em sua maioria bancos, mas apenas 37,78% dos credores quirografários, maior parte produtores e fornecedores, vieram ao encontro.
Esta segunda, dia 8, marca também o dia do vencimento do acordo firmado entre os credores pecuaristas e fornecedores na assembleia do dia 13 de setembro. Na ocasião, foi votada a suspensão dos pagamentos a esses credores das parcelas com vencimento em setembro e outubro, com o crédito a ser efetuado no dia 8, juntamente com a parcela daquele mês. Ao mesmo tempo, também foi decidida na assembleia a antecipação do pagamento das duas últimas parcelas devidas a esses credores, sendo feito esse pagamento na 22ª parcela.

Crise no setor frigorífico argentino resulta em queda de 50% das exportações de carne bovina

Produção deste ano caiu 24,5%, obrigando produtores a substituir o gado pela soja; intervenção do governo e redução da oferta seriam os principais responsáveis pela redução


Marina Guimarães
Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (Ciccra) aponta queda de 1,98 milhões de toneladas na produção de carne bovina. Segundo relatório da Ciccra, o abate de animais entre janeiro e setembro de 2010 caiu 24,5%, cerca de nove milhões de cabeças a menos que o mesmo perído do ano passado.
– Esse porcentual foi o mais baixo desde agosto de 2006, confirmando o que começou a insinuar-se em julho: o início de uma nova fase de retenção de ventres para recompor estoques e, portanto, para recuperar a atividade da indústria frigorífica durante os próximos três anos – diz o relatório da entidade.
A câmara detalhou que nos meses anteriores a proporção de fêmeas sobre o total abatido girou em torno de 50%. A forte crise enfrentada pelo setor se deve à redução da oferta nos últimos anos, provocada pela política de intervenção do governo e pelos perídos de estiagem. A combinação destes fatores provocou uma mudança de comportamento da maioria dos pecuaristas, que decidiram plantar soja, devido à sua alta rentabilidade. 
Ainda no relatório, a indústria afirma que o consumo médio anual de carne bovina por habitante caiu 16,5%, a 57,1 quilos. De janeiro a setembro desse ano, as exportações também sofreram forte baixa. Apenas 154.589 toneladas foram exportadas, o que representa uma queda de aproximadamente 50%.
Agência 

Preço real do suíno vivo é o maior em dois anos

08 de novembro de 2010 - 14:59h 
Autor: Cepea 

Os preços do suíno vivo seguem em alta no mercado interno, animando produtores. Em outubro, a média do animal vivo negociado em São Paulo foi de R$ 3,23/kg, o maior valor desde outubro de 2008, em termos reais, quando a média foi de R$ 3,79/kg – os preços foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/10.

No acumulado de 2010, em termos reais, o quilo do suíno vivo já subiu quase 20% e, em outubro, 6%. De modo geral, a demanda pelo animal vivo está aquecida, devido à forte valorização das carnes concorrentes, que tem elevado a demanda pela carne suína. Além disso, a economia brasileira passa por um bom momento, com a renda
doméstica relativamente alta.

Se considerada toda a série de preços do Cepea, iniciada em 2001, o maior valor já visto pelo Centro, em termos reais, foi de R$ 4,31/kg, em dezembro de 2004. Naquele período, a oferta interna estava relativamente baixa, enquanto as exportações estavam aquecidas.

Nos últimos dias (entre 29 de outubro e 5 de novembro), o preço do vivo na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Sorocaba, São Paulo e Piracicaba) permaneceu estável, com média de R$ 3,34/kg, posto no frigorífico, nesta sexta, 5. Em Santa Rosa (RS), houve reação de 1,1% em sete dias, com o quilo comercializado a R$ 2,79 nesta sexta.

Quanto aos preços da carne no atacado da Grande São Paulo, a carcaça comum valorizou 0,6% e a especial 1,2% em sete dias, com médias de R$ 4,95/kg e de R$ 5,25/kg, respectivamente, nesta sexta.

Insumos
No mercado de insumos, entre 28 de outubro e 4 de novembro, a cotação da saca de 60 kg do milho aumentou 2,4% na região de Campinas (SP) e 0,5% na região de Chapecó (SC). Nessa quintafeira, a saca foi negociada a R$ 26,81 na praça paulista e a R$ 26,24, na catarinense. Quanto ao farelo de soja, o preço da tonelada subiu 3,6% em Campinas, nos últimos sete dias, cotado a R$ 734,42 na quinta. Já na região Chapecó (SC), o farelo de soja desvalorizou 0,7%, indo para R$ 732,40/t.