quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Boi Gordo:Demanda de frigoríficos de SP pressiona cotação em praças vizinhas

Vendas no atacado seguem fracas e preços estáveis.


Em São Paulo, a oferta de animais segue baixa.As escalas atendem de 2 a 3 dias, em média. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço referência subiu e os bois gordos são negociados por R$102,50/@, à vista, livre de imposto. As fêmeas são negociadas por R$93,50/@, nas mesmas condições.

A demanda dos frigoríficos paulistas por gado das praças vizinhas deixa o mercado firme nessas regiões. No Mato Grosso do Sul os preços subiram em todas as praças. O boi gordo é negociado por R$96,50/@, à vista, livre de funrural, em Dourados, Três Lagoas e Campo Grande. Houve reajuste também em Rondônia e no Sul do Tocantins. Nessas regiões os negócios ocorrem por R$91,00/@ e R$88,00/@, à vista, livre de imposto, respectivamente.

A expectativa é de que nos próximos dias a demanda se recupere, com as empresas se estocando para o início de mês, quando o consumo normalmente melhora. Isto pode fazer surgir novas altas.

Fonte: Scot Consultoria.

DBO - Editores Associados

Amazonas com alto risco febre aftosa, aponta Organização Mundial de Saúde Animal

Portal Amazônia, com informações do G1

MANAUS – A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) inclui o Amazonas entre os estados brasileiros com alto risco de febre aftosa de bovinos e bubalinos. Segundo a entidade, apenas os municípios de Guajará e Boca do Acre são reconhecidos como livres da doença com vacinação.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o combate à circulação viral é de importância estratégica para a manutenção e a abertura de novos mercados. A pasta afirma que vai intensificar as ações de vigilância e fiscalização, além de adequar a estrutura dos serviços veterinários oficiais em todo o país. O objetivo é fazer com que a OIE reconheça, em 2012, mais áreas livres da doença.

Hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela OIE como livres de febre aftosa com vacinação, entre elas: Acre, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins. Além deles, detêm esse status, a região Centro-Sul do Pará e os dois municípios amazonenses. Na campanha de vacinação de bovinos e bubalinos da Região Norte, Tocantins atingiu 99,52% do rebanho vacinado.

COMÉRCIO EXTERIOR BEM ATIVO EM JANEIRO

Carne
O grupo JBS-Friboi foi a que mais cresceu em venda de carne para o exterior em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A receita das exportações da companhia no período somou US$ 172,249 milhões, aumento de 183,98%. Em janeiro de 2010, a JBS exportou US$ 60,656 milhões. No ranking das 40 principais exportadoras do país, a companhia aparece em sexto lugar. O Bertin, incorporado em setembro de 2009 pelo grupo, cujos números ainda são divulgados separadamente pela Secex, não figurou na lista de janeiro.
Porém, entre as companhias do setor, a maior receita com vendas externas é da BRF - Brasil Foods, com US$ 359,866 milhões, aumento de 34,4% ante os US$ 267,738 milhões registrados em janeiro de 2009. Somente a Sadia, que ocupou o quinto lugar no ranking, exportou US$ 199,006 milhões, alta de 58,09%, e a BRF (antiga Perdigão), US$ 160,860 milhões, incremento de 13,40%, ficando em nono lugar na lista.
Embora a Sadia tenha sido incorporada contabilmente pela BRF, as empresas continuam separadas operacionalmente, aguardando a aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Secex divulga os dados das duas companhias separadamente.
A Seara Alimentos, adquirida pela Marfrig Alimentos no início de 2010, ficou na 24ª posição entre as 40 principais exportadoras do País, com receita de US$ 107,059 milhões, avanço de 86,31% ante os US$ 57,464 milhões de janeiro de 2010. A Marfrig e o frigorífico Minerva não apareceram na lista da Secex de janeiro

Estrada’ trava negócios


Falta de trafegabilidade dentro de Mato Grosso afugenta interesse dos frigoríficos, principalmente na região médio norte


Atoleiros estressam, machucam e depreciam a arroba e a qualidade
MARIANNA PERES
Da Editoria

A falta de manutenção e pavimentação das vias de escoamento, em Mato Grosso, agravada ainda mais durante o escoamento da safra de grãos, não liquida apenas a rentabilidade de produtores e transportadores, como prejudica também o transporte de bovinos e, consequentemente, os negócios. Conforme informações da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, há casos em que a precariedade de acesso aos animais nas fazendas está afugentando os frigoríficos, que responsáveis pelo transporte, acabam desistindo das compras. O Estado detém o maior rebanho de bovinos do país, com mais de 28 milhões de cabeças.

Há casos em que a redução sobre abates chega a 30%. O percentual chama a atenção quando se considera a situação peculiar da bovinocultura mato-grossense que contabiliza mais de uma dúzia de frigoríficos fechados nos últimos dois anos em decorrência da crise mundial de 2008, eclodida nos Estados Unidos, e que foi certeira sobre a liquidez dessas indústrias.

O diretor de relações institucionais do Sistema Famato, Rogério Romanini – que reside em Barra do Bugres (165 quilômetros ao norte de Cuiabá – conta que os pecuaristas estão com dificuldades para comercializar os animais. “Os bovinos prontos para o abate, situados nos pontos críticos do trecho de aproximadamente 90 km da MT 247, entre Barra e o distrito de Lambari, são destinados às plantas do Navicarne (Barra), Marfrig (Tangará da Serra), do Friboi (Arapuntaga e Quatro Marcos) e da Perdigão (Mirassol D`Oeste). O frigorífico fica responsável por buscar o gado na fazenda, se as estradas dificultam o acesso não há interesse em negociar”. Esta região que compreende 12 municípios, a arroba bovina está cotada em média a R$ 92,76 e a estimativa é de que haja um plantel de pouco mais de 1,2 milhão de cabeças espalhadas em 5,2 mil propriedades.

AS COMPRAS - De acordo com o gerente de compras de bovinos do Marfrig, Fabion Almeida, o período de chuvas reduziu em torno de 30% o número de abates de bovinos oriundos daquela região. Por falta de acesso às fazendas, o frigorífico, com capacidade para abater 1,8 mil cabeças/dia, tem buscado o gado na região de Comodoro, 270 quilômetros a mais no percurso. “Comprávamos de 40% a 50% dos animais desta região de Barra, agora não passa dos 10%. Optamos em percorrer uma distância maior ao invés de ficar pelo caminho”, disse Almeida, salientando que na região de Araputanga (345 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), onde os animais apresentam maior qualidade de carcaça, não há como chegar.

Em Mirassol D`Oeste (360 quilômetros ao oeste de Cuiabá) o responsável pelas compras de bovinos da Perdigão, Charles Jean, informou que as compras da empresa na região, que em média chegava a ser 20% do total de bois adquiridos, também estão prejudicadas. “Não estamos comprando nada daquele local, está impossível transitar”.

Na região de Juína (735 quilômetros ao noroeste), onde o frigorífico Tucura trabalha em média com 750 cabeças/dia, a situação é ainda pior, de acordo com o presidente do sindicato rural, Adailton Moreira. Muitas estradas estão intransitáveis devido às fortes chuvas dos últimos dias. A via que liga Juina a Aripuanã pela Serra Morena, por exemplo, ficou fechada durante toda a última terça-feira. “Tive relato de um produtor daqui que vendeu 1.260 cabeças e o frigorífico ainda não foi buscar”.

Moreira lamentou ainda que o leilão de gado organizado pelo sindicato, marcado para ontem, teve o número de animais reduzido pela metade. “Esperávamos contar a participação de aproximadamente mil animais, mas a estimativa é de que venham apenas 500”. PERDAS - O Sistema Famato informa que estas dificuldades no transporte podem provocar contusões na carcaça que gera prejuízos ao produtor. O estresse, pela demora na chegada do animal ao frigorífico acarreta ainda em problemas na qualidade da carne, principalmente à maciez e conservação do produto final.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fiscais do Indea são investigados por receber propina

Dois fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) são investigados por cobrança de propina (suspeita de recebimento de vantagem financeira indevida) do Frigorífico Frigobom, instalado em Sinop (a 503 quilômetros de Cuiabá), por supostas falhas na emissão de Guias de Trânsito Animal, as GTAs.

A guia é obrigatória para o recebimento de animais para o abate e, conforme denúncia encaminhada à SAD, houve manipulação das planilhas de programação diária de abate e da diária de inspeção “antemortem”.

A comissão conjunta de Processo Administrativo Disciplinar foi instaurada pela Secretaria de Administração do Estado (SAD), Auditoria-Geral do Estado (AGE) e Indea. O relatório deve ser concluído em 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período.

A equipe será presidida pelo servidor Heitor Corrêa da Rocha e terá como membros os seguintes funcionários: Roberto Renato Pinheiro da Silva e Geraldo da Rosa Galvão, ambos fiscais de defesa agropecuária e florestal, e Mariano Leal de Paula, técnico da área instrumental do governo.

Teto desaba e mata funcionária de frigorífico

O teto de um frigorífico desabou e matou uma funcionária de 22 anos, na madrugada desta terça-feira (22), em Cascavel. A informação é de que um cano teria estourado e provocado o desabamento.

De acordo com site G1 PR, pouco depois da 0h, o chefe de limpeza da empresa pediu que todos saíssem do local, pois percebeu que o teto estava caindo. Boa parte dos funcionários se retiraram, mas três não conseguiram porque houve o desabamento antes.

Além da jovem, que morreu por volta das 6h no hospital, outras duas pessoas sofreram ferimentos. A perícia esteve no local para verificar o que provocou o acidente. (com informações do G1 PR)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Futuro do Independência pode ser decidido hoje

Uma assembléia entre acionistas, credores e investidores deve definir hoje o destino do frigorífico Independência, que está em processo de recuperação judicial desde 2009. Com dívidas que podem chegar a 4 bilhões de reais, a maior parte delas nas mãos de bancos, o frigorífico tem a proposta de um grupo de investidores para tentar salvar suas operações.
Organizada pelo ex-executivo do Lehman Brothers Alfredo Chang, a proposta prevê a injeção de 350 milhões de reais para reativar o frigorífico, o pagamento das dívidas com um forte deságio e em longas prestações e a separação do frigorífico em duas empresas, em uma operação parecida com a que foi feita quando a Varig foi vendida: uma nova, que herdaria apenas a parte boa das operações, e outra podre, que ficaria nas mãos da família Russo, a maior acionista. A parte podre assumiria os passivos e duas fábricas em Rondônia.
No caso das dívidas, os bancos que emprestaram antes da decretação do processo de recuperação teriam de aceitar um deságio de 90% em seus créditos, que seriam transformados em ações da nova companhia a ser criada. Para as instituições que emprestaram 165 milhões de dólares depois do início do processo de recuperação judicial, entre elas o BNDES, o pagamento seria integral, com juros de 5% ao semestre. O maior problema estaria com os criadores de gado, que forneceram para o Independência e não receberam. Alguns deles entraram em dificuldades financeiras e resistem em aceitar o acordo, que prevê o pagamento da dívida em um prazo de três anos, com dois anos de carência e juros baixíssimos, o que levaria o valor real a menos da metade da dívida atual.
Caso não chegue a um acordo, o Independência poderá ter sua falência decretada.

Mercado Rio

Mercado no Rio de vaca casada abatida aqui mesmo ofertada a R$ 5,70 casada. Procura de charqueadas por peito, coxão duro e cupim B. Com relação a alactra e contra ainda sem informações, mas o mercado terminou na sexta a R$ 10,50 a prazo por parte principalmente dos grandes fornecedores.

Rio de Janeiro

Tem oferta de vaca casada do interior do RJ a R$ 5,70 kg . Tem procura de peito, coxão duro e cupim B por parte de algumas charqueadas. Contra file e alcatra ainda nenhuma sinalização de mudanças de preços, cujo mercado terminou em R$ 10,50 a prazo na ultima sexta-feira.