terça-feira, 28 de junho de 2011

Carrefour anuncia proposta de fusão com Pão de Açúcar

Nesta terça-feira, o grupo francês Carrefour anunciou ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da CBD (Companhia Brasileira de Distribuição), que agrega lojas do Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem. Caso a fusão seja concretizada, as duas empresas serão parte do maior grupo varejista do Brasil.

A proposta foi formulada pela empresa brasileira Gama, que faz parte do fundo BTG Pactual, juntamente com o apoio financeiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em 27 de junho.

Se a operação for concretizada, a Gama vai se tornar um grande acionista do Carrefour, que tem o segundo maior setor de distribuição do mundo, tendo uma participação de 18% em seu capital.

Logo no início da sessão na Bolsa de Paris, após a proposta ser anunciada, a ação do Carrefour avançou 1,64% a 26,88 euros. Enquanto isso,o seu principal concorrente, o grupo Casino caía 3,02% a 63,91 euros. "A operação será, a princípio, muito benéfica para o Carrefour, cujos resultados no Brasil são decepcionantes e que em 2010 perdeu a liderança na distribuição de alimentos para a CBD. As sinergias e as reduções de custos potenciais, combinada com a força de venda do novo conjunto, devem melhorar a rentabilidade da nova entidade", afirmou o agente da Bolsa Aurel em nota.

O Conselho Administrativo do Carrefour deve se reunir nos próximos dias para analisar a proposta. Representantes do Pão de Açúcar e do Carrefour devem conceder ainda nesta manhã uma coletiva de imprensa para divulgar os detalhes da proposta.

Carne Certificada Pampa® cresce no 1º semestre de 2011

28/06 
O Programa Carne Certificada Pampa® da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), lançado em 2000 é o programa de certificação com maior tempo de atividades e que abriu portas para diversos programas de certificação de carne de qualidade no Brasil. No ano em que o Carne Pampa ® comemora 11 anos, há muito mais que se comemorar, além do crescente número de animais abatidos nas plantas frigoríficas conveniadas no Rio Grande do Sul, do Frigorífico Silva e Marfrig Frigoríficos do Brasil, o programa atingiu o auge com a produção de 85 toneladas de carne só no mês de abril de 2011. O Programa Carne Certificada Pampa® garante ainda aos produtores, que já são amparados pelas cotações do indicador Esalq/Cepea para o RS, bonificações que variam de 2% até 6% para os animais certificados.
Para o Gerente do Programa Carne Certificada Pampa®, Guilherme Dias, “o ajuste do padrão racial, o treinamento dos certificadores e o aumento de animais identificados pelo Programa Gado Pampa, impactou direto no aumento de animais certificados nos meses de abril e maio”. O resultado é comemorado como um estímulo e como um indicador de que o trabalho está no caminho certo. A ABHB vem fomentando o programa unindo à certificação frigorífica os Programas Gado Pampa Certificado e Terneiro Certificado Pampa, programas de certificação de gado em pé e que surgiram para abastecer e suplementar o programa de carne com produtos com a garantia de padrão Hereford e Braford. Segundo Dias, até o momento já foi abatido o volume total de 10419 animais certificados entre machos e fêmeas, uma média de 2084 animais por mês .
Um passo importante dado pela ABHB, foi a participação do Programa Carne Certificada Pampa® no Espaço Carne da Feicorte 2011, foram três dias em que os visitantes e convidados tiveram a oportunidade de experimentar o sabor, a maciez e a suculência da carne Hereford e Braford produzida pelo Carne Pampa. O veterinário gaúcho André Sander, radicado há oito anos em Altamira,no Pará, aproveitou a ocasião para matar as saudades da excelente carne produzida no Rio Grande do Sul e destacou a suculência, a maciez e o sabor diferenciado da carne HB. Veja o que disseram os que provaram a Carne Certificada Pampa®:
“A carne HB possui um rico sabor, é muito tenra e palatável” – John Sheppard Norris, criador de Shorthom no Canadá
“É muito boa, macia e saborosa. Inegavelmente,é uma das melhores carnes do mundo, ele, o Hereford é uma grande raça por sua história e seleção voltada para a produtividade” - André Delsique – criador de Nelore na Bahia
Segundo Dias, a ABHB está trabalhando para expandir o Programa Carne Certificada Pampa para São Paulo e para o Centro-Oeste brasileiro. “Já alinhavamos com o Frigorífico Marfrig um abate experimental no Mato Grosso do Sul, onde já existem grandes criatórios de Braford, e vamos buscar expandir o programa para lá também”, acrescenta Dias. O gerente executivo do Carne Pampa destacou ainda o feedback obtido durante as três degustações realizadas no Espaço Carne da Feicorte 2011. “Pessoas que não conheciam as raças e provaram sua carne pela primeira vez saíram daqui extremamente satisfeitas”, completa. As informações são da assessoria de imprensa da ABHB

Agrolink

7.ª Exposição Agropecuária de Campo Mourão/PR terá cinco dias de programação

28/06 
A 7.ª Exposição Agropecuária de Campo Mourão terá programação entre dia 6 e 10 de julho, incluindo a 21.ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco. A abertura será na véspera, dia 5. Julgamentos de animais e leilões de exemplares de genética avançada atraem investidores e especialistas. Os organizadores esperam receber cerca de 150 mil pessoas na festa, que inclui shows de música como o da dupla Maria Cecília e Rodolfo. A exposição oferecerá ainda parque de diversões, rodeio, feira agropecuária do comércio e da indústria, praça de alimentação, shows artísticos locais e regionais. O convite para o almoço da Festa do Carneiro no Buraco está sendo vendido por R$ 25.

Informações: campomourao.eprefeituras.com.br

Gazeta do Povo

JBS fará recompra de 37,5 milhões de ações

28/06 
A JBS anunciou nesta segunda-feira (27/6) que pretende fazer a recompra de até 37,5 milhões de ações ordinárias, até junho de 2012.

O valor foi autorizado pelo Conselho de Administração da companhia, que se reuniu na semana passada.

A empresa afirmou que as ações serão mantidas em tesouraria, para posterior cancelamento ou alienação, sem redução do capital social.

Brasil Econômico 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Carne vai subir 30%, diz novo chefe da Onu

R7



O novo diretor-geral da agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, afirmou nesta segunda-feira (27) que os preços dos alimentos devem permanecer elevados por vários anos e causar problemas para países importadores. A crise foi a maior culpada por essa situação.

- Este não é um desequilíbrio temporário. Até não alcançarmos uma situação financeira mundial mais estável, os preços das commodities vão refletir isso.

Graziano quer que a FAO se envolva mais ajudando países importadores a lidar com a volatilidade dos preços de alimentos. Desde fevereiro deste ano, os preços da comida atingem recordes no mercado mundial.

Até 2020, o preço das carnes deve subir 30% e o custo dos cereais (alimentos como arroz, trigo, milho) pode ficar 20% maior.

Nos últimos meses, autoridades mundiais alertaram sobre a elevação dos preços dos alimentos e apelaram para que os governantes buscassem medidas para atenuar os efeitos sobre os consumidores.

Para o secretário-geral da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Angel Gurría, o que mais preocupa a organização é o efeito dos preços sobre a população dos países em desenvolvimento.

- Em geral, os preços mais altos são uma boa notícia para os agricultores, mas há impacto sobre os [mais] pobres que vivem nos países em desenvolvimento e que gastam a maior parte de sua renda em alimentos e isso pode ser devastador.

Uma pesquisa da ONG britânica Oxfam diz que os preços de alimentos básicos devem mais do que dobrar em 20 anos. Metade desse aumento de custos deverá ser creditado a mudanças climáticas.

Até 2030, o custo médio de colheitas consideradas chave para a alimentação da população global vai aumentar entre 120% e 180%, prevê a organização em seu relatório Growing a Better Future (Plantando um futuro melhor).

Cargo internacional

Graziano assumiu neste domingo (26) o cargo na FAO. Idealizador do Fome Zero e ex-ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o brasileiro é especialista em segurança alimentar e já ocupava o cargo de subdiretor da FAO.

Após sua eleição, Graziano disse que o mundo precisa de uma FAO forte e eficaz, agora mais do que nunca.

- Houve um longo período de negligência na agricultura, pesca, florestas e desenvolvimento rural e segurança alimentar. A atual crise econômica global e a de alimentos é uma ligação para despertar. Para nos lembrar como estamos interligados, e é mais evidente na alimentação e na agricultura.

Para ele, uma nação só pode fazer muito para estimular sua agricultura e garantir seu acesso aos alimentos. Outros temas têm de ser tratados em grande escala, incluindo a segurança alimentar, doenças transnacionais, a conservação dos bancos de pesca nos oceanos e o impacto da mudança climática.

À frente da FAO, Graziano chega ao cargo mais alto já ocupado por um brasileiro na estrutura da ONU - embora não seja o primeiro brasileiro a chefiar uma agência da organização. Segundo o Itamaraty, entre 1997 e 2002, a Opac (Organização para a Proibição de Armas Químicas), uma agência que trabalha associada à ONU (mesmo não sendo um órgão direto das Nações Unidas), foi chefiada pelo brasileiro José Maurício Bustani (atualmente embaixador do Brasil na França).

Bloqueio da Rússia à carne brasileira será debatido na Câmara

A crise enfrentada pelos produtores de carne suína e o embargo da Rússia à carne brasileira serão discutidos na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural nesta quarta-feira (29).




O debate foi proposto pelos deputados gaúchos Bohn Gass (PT) e Onyx Lorenzoni (DEM).



No começo de junho, alegando questões sanitárias, a Rússia bloqueou a entrada da carne suína produzida em frigoríficos do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Mato Grosso.



A Rússia é a principal compradora da carne suína brasileira, com mais de 39% de participação nas exportações do produto pelo Brasil. Os outros mercados, por ordem de importância, são Hong Kong, Argentina, Ucrânia e Angola.



Os parlamentares querem saber o real motivo do embargo da Rússia e o que o governo brasileiro está fazendo para ajudar os suinocultores prejudicados pela medida.



"Nós temos que reconhecer que é um direito de quem compra continuar comprando ou parar de comprar. Na medida em que ele não tem atendido o seu interesse, ele para de comprar. Mas o que o governo brasileiro vai fazer para atender os produtores? O que o governo brasileiro vai fazer para minimizar os prejuízos? Porque a perda de receita para o Brasil será de R$ 120 milhões a R$ 130 milhões por mês”, disse Lorenzoni.



O deputado Bohn Gass afirma que mais de 730 mil pessoas dependem diretamente da suinocultura, sendo que essa atividade é responsável pela renda de mais de 2,7 milhões de pessoas.



Entretanto, de acordo com Gass, em todo o País, a suinocultura tem passado por sérias dificuldades – que teriam levado muitos produtores a desistir dessa atividade.



Na avaliação do deputado, isso ocorre por causa da falta de rentabilidade, do elevado custo de produção - como o alto preço do milho e da soja para alimentar os porcos - e dos baixos preços pagos aos produtores pelas empresas.



Debatedores

Foram convidados para o debate:

- a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia de Abreu;

- o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim;

- o assessor especial de Assuntos Federativos e Parlamentares do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Sérgio França Danese;

- o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Evangivaldo Moreira dos Santos;

- o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Ercílio Broch;

- o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Marcelo Dias Lopes;

- o presidente da Associação dos Criadores e Suinocultores do RS, Valdecir Luis Folador;

- o presidente da Associação Catarinense de Suínos, Wolmir de Souza;

- o presidente da União Brasileira de Avicultura, Francisco Sérgio Turra;

- o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Antonio Jorge Camardelli;

- o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos, Péricles Salazar;

- o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, Pedro de Camargo Neto.



A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 6.



Reportagem – Renata Tôrres /Rádio Câmara

Ouro Preto imuniza 100% do rebanho contra febre aftosa

Idaron mostra resultados positivos de campanha na região de Ouro Preto do Oeste


A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), de Ouro Preto do Oeste, divulgou o resultado da 30ª Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa, que teve início em 15 de abril, estendendo-se até 15 de maio. O resultado final foi além das expectativas iniciais, haja vista que 100% dos bovinos e bubalinos foram vacinados.




O assistente fiscal de defesa, Jean Ramos, mostrou otimismo ao lembrar que no início da campanha a expectativa era vacinar 200 mil, de um total de quase 340 mil. “Superamos as estimativas iniciais. Classificamos como excelente, por parte de nossos produtores rurais da região de Ouro Preto, e totalizamos 100%, ou seja, todo rebanho imune”, destacou.



Em 2010, a 29ª campanha também atingiu um alto índice de imunização, com os resultados aproximando-se de 99,5% do rebanho. “Em relação ao ano anterior, foi praticamente a mesma resposta, com a diferença que atingimos a totalidade neste. Vale ressaltar que na 30ª campanha o produtor só vacinava animais de 0 a 2 anos, porém declarava todo o rebanho”, frisou Jean.



A Idaron começa os planos para a próxima campanha, prevista para o segundo semestre deste ano. “A próxima campanha terá início em 15 de outubro e se estenderá até 15 de novembro, abrangendo todo o rebanho da propriedade, de mamando a caducando”, finalizou.



Febre aftosa



A febre aftosa é causada por vírus que atinge animais bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. Entre os sintomas, provoca febre e feridas (aftas) na boca e nos cascos, dificultando a alimentação e a movimentação dos animais, o que leva a uma rápida perda de peso e queda na produção de leite. Além disso, a doença é altamente transmissível. Em função desses fatores, provoca sérios prejuízos a produtores com a rejeição da carne bovina.

Divulgação da carne brasileira

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento participou de dois eventos realizados em Bruxelas, no dia 21 de junho, organizados como parte de ações destinadas a reverter informações negativas sobre a produção e a qualidade da carne brasileira junto a representantes da Comissão Européia e do Parlamento Europeu, bem como ampliar o fluxo de comércio do agronegócio com a União Européia.




O seminário Brasil - UE – Perspectivas de Comércio em Agricultura no contexto do Acordo Mercosul-União Europeia, bem como o Churrasco Brasileiro em Bruxelas – 1ª Edição foram organizados pela Missão do Brasil junto à União Europeia, em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Brazilian Business Affairs (BBA) e a Abiec. O Ministério da Agricultura foi representado pelo diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários, Otávio Cançado, e pelo adido agrícola do Brasil em Bruxelas, Odilson Luiz Ribeiro e Silva.



Durante o seminário, que aconteceu no Parlamento Europeu, os palestrantes brasileiros, entre os quais Cançado, esclareceram notícias distorcidas que vêm sendo divulgadas na Europa sobre o Brasil e defenderam a proposta de acordos bilaterais entre o Mercosul e a UE. O evento contou com a participação de palestrantes europeus e brasileiros, do setor privado e de órgãos governamentais e comunitários.



“Os palestrantes salientaram que o impacto na agricultura europeia não seria tão significativo como se divulga e que o setor agrícola europeu seria também beneficiado no caso da celebração desse acordo de livre comércio”, disse o adido agrícola brasileiro.



As apresentações trataram sobre cinco setores do agronegócio: carne bovina e de aves, suco de laranja, açúcar e etanol e grãos (soja e milho). Segundo Silva, os brasileiros destacaram os benefícios de alianças entre os dois blocos e os potenciais impactos positivos para os segmentos do setor privado europeu dependentes de matérias-primas agrícolas importadas e para os consumidores da UE. Outro ponto abordado foram os cuidados sanitários dos produtos agrícolas brasileiros, a sua sustentabilidade ambiental e o respeito ao bem-estar animal.



Para comprovar a qualidade da carne brasileira foi preparado um autêntico churrasco para os convidados. A refeição contou com a presença de 150 representantes da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e do Parlamento, além de membros de representações diplomáticas e autoridades locais. Foram oferecidos cortes de carneta, junto com vinhos e espumantes nacionais, caipirinha e suco de laranja. “Foi uma ocasião para reforçar laços de cooperação e bom ânimo para o trato de interesses nacionais junto a esses órgãos”, acrescenta Silva.



Mapa

JBS é o maior exportador brasileiro de carne

O grupo JBS continua na primeira posição no ranking de receita com exportações brasileiras de carne no acumulado do ano até maio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.




As vendas externas do grupo no período totalizaram US$ 1,090 bilhão, avanço de 166,8% ante US$ 408,795 milhões. O Bertin, incorporado em setembro de 2009 pelo grupo, cujos números ainda são divulgados em separado pela Secex, não figurou na lista de maio. Com esse resultado, a JBS ficou na oitava posição no ranking geral das 40 principais empresas brasileiras em exportação de janeiro a maio, mesma colocação obtida no levantamento anterior.



A Sadia aparece na sequência, com receita cambial de US$ 993,068 milhões no período, alta de 17,53% ante os US$ 844,981 milhões dos mesmos meses de 2010, seguida pela BRF - Brasil Foods (antiga Perdigão), com US$ 968,027 milhões, aumento de 16,17% ante US$ 833,302 milhões. Com os resultados, a Sadia ficou na 10ª posição no ranking geral e a BRF, em 12º lugar.



Se somadas as receitas das duas empresas, a cifra - de US$ 1,961 bilhão, crescimento de 16,9% ante o acumulado de 2010 até maio - é superior à da JBS, e a companhia passa a ser a quarta maior exportadora do Brasil, atrás de Vale, Petrobrás e Bunge. Na análise anterior, o montante consolidado coloca a BRF como a terceira maior.



A Sadia está incorporada contabilmente pela BRF, mas as empresas continuam operacionalmente separadas, à espera da decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Assim como JBS e Bertin, a Secex divulga os dados das duas companhias separadamente.



A Seara Alimentos, adquirida pela Marfrig no início de 2010, se mantém no quarto lugar entre as empresas de proteínas com maior receita de exportações. Com US$ 665,259 milhões, avançou 64,60% ante os US$ 404,178 milhões de janeiro a maio de 2010. Na lista geral, está em 21º lugar. Na classificação setorial, a Marfrig aparece em seguida, com US$ 418,254 milhões, alta de 52,75% ante os US$ 273,814 milhões de janeiro a maio de 2010, ocupando a 35ª posição na lista geral. Assim como ocorre com a Sadia e a BRF, a Secex divulga os dados das duas companhias em separado. O montante consolidado é de US$ 1,083 bilhão, bem próximo ao da JBS.



Na análise dos números de maio, a sequência é alterada somente entre os segundo e terceiro lugares, ficando a BRF à frente da Sadia. A receita cambial da JBS somou US$ 234,167 milhões no mês passado, aumento de 104,50% ante igual período de 2010. As exportações da BRF foram de US$ 229,566 milhões, com alta de 13,61%, enquanto as da Sadia totalizaram US$ 204,308 milhões, alta de 11,92%.



Argentina



A JBS desistiu de vender algumas unidades na Argentina. A empresa afirmou que mudou seu foco no país para o mercado doméstico. Segundo Artemio Listoni, diretor da unidade da JBS na Argentina, as vendas em 2011 serão de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões. A meta da empresa é alcançar em 2012 a marca de US$ 600 milhões e de US$ 1 bilhão em 2013.



A estratégia da JBS é usar a marca Swift, adquirida em 2005 na Argentina, para ganhar fatia nos segmentos de hambúrgueres, patês e linguiças, segundo a Bloomberg. A empresa tinha anunciado em 2010 que poderia vender unidades argentinas por conta da redução do rebanho e das restrições do governo à exportação. Mas agora, a empresa vai até reabrir a unidade de Pontevedra em 1º de agosto para atender à demanda do país.



As informações do jornal O Estado de S.Paulo e do Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Sul deve perder 40% de seus suinocultores

São Paulo - Com mais de 16 anos de atuação na cadeia da suinocultura brasileira, o produtor do oeste catarinense Marcos Spricigo resolveu deixar a atividade na semana passada, reflexo das crises vividas no setor, agravadas pelo embargo russo e ucraniano às exportações de carnes do País. Este é o exemplo que precede a quebradeira dos produtores de suínos nacionais, principalmente em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, que preveem a saída de aproximadamente 40% de seus suinocultores neste ano se a situação não for revertida nos próximos dias.








Enquanto o setor de carnes em geral está apreensivo em relação à resolução final da crise entre Rússia e Brasil, o setor produtivo de suínos está à beira de uma pane total. Isso porque o embargo, que afetou 85 frigoríficos brasileiros em três estados, manteve apenas um frigorífico embarcando a proteína para os russos, que consomem mais de 230 mil toneladas dessa carne do Brasil por ano.



Em Santa Catarina, a produção anual dessa proteína é de 700 mil toneladas, vindas de aproximadamente 12 mil produtores. Segundo o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, o embargo "foi apenas a gota-d'água em um copo cheio", visto que as crises no setor estão mais frequentes e mais longas. "Os produtores de suínos brasileiros já sofrem com as crises anteriores. Esse embargo pode derrubar uma boa parte desses resistentes, pois eles vendiam no mercado regional, que já está sendo tomado por carnes das indústrias que não estão conseguindo exportar. Isso é uma cadeia", disse.



As agroindústrias do País já confirmaram que a medida a ser adotada é escoar sua produção no mercado interno, uma vez que não há outra opção no momento. Para o presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, uma parte será estocada, e a outra, comercializada no próprio mercado brasileiro. "O Mapa demorou demais. Agora todos no setor pagarão o pato, e algumas empresas acabarão fechando porque não têm como sobreviver. Essas carnes terão de entrar no mercado interno, e vão tumultuar ainda mais os preços. Não temos como reduzir a produção de suínos de uma hora para outra, porque a criação é diferente. Além disso, teremos de estocar boa parte da produção, e isso é ruim, porque conservar carnes nas câmaras tem um custo muito alto", analisou ele.







Para o presidente da ACCS, a crise deve desencadear a mudança de atividade de 40% dos produtores da região, que já possuem altas dívidas e não suportarão mais tempo. "Estimamos que 40% dos nossos suinocultores estão na faixa de risco, e devem deixar a atividade. Irão sobrar poucos produtores no estado, caso a situação não mude nos próximos dias", enfatizou Lorenzi.







O produtor catarinense Marcos Spricigo não quis aguardar uma solução, e resolveu deixar a atividade na semana passada. Com perdas na casa de R$ 150 mil na semana seguinte em que o embargo russo foi anunciado, a decisão não poderia ser outra, afirmou ele. "Decidi fechar meu negócio por falta de viabilidade. Qualquer atividade depende de resultados positivos. Os produtores perdem atualmente uma média de R$ 80 por cabeça; como posso ver perspectivas futuras de continuar com uma atividade que dá tanto prejuízo? Esse embargo foi a gota-d'água para o fim da minha propriedade, pois, além da crise especulativa que enfrentamos diariamente, ainda pagamos as contas das crises anteriores. Assim não dá", comentou Marcos Spricigo.







Em Santa Catarina a situação é tão grave que alguns produtores já ameaçaram deixar seus animais soltos no campo, e nas ruas, por não ter como alimentá-los. "Já ligaram muitos produtores chorando, dizendo que soltarão seus animais no campo porque não têm como alimentá-los. Por isso precisamos de uma intervenção imediata do governo, para não começarmos a encontrar animais soltos pelas ruas, pois os produtores não têm mais dinheiro para comprar milho, que está muito caro", disse Lorenzi.







No Rio Grande do Sul a situação é a mesma: dos 10 mil produtores do estado, 35% devem deixar de produzir suínos este ano. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, a situação no estado é agravada pelo movimento das indústrias. "Está acontecendo um aproveitamento por parte do setor industrial, que joga os preços no chão, sem motivos aparentes. Os volumes embarcados para a Rússia e para a Ucrânia até a metade do mês foram bastante significativos, e elas não estavam com estoques tão grandes. Mas ainda assim as indústrias estão se aproveitando do momento para comprar barato e estocar para vender mais caro depois", contou o presidente da entidade.







Já o Paraná que possui uma grande quantidade de produtores pequenos de suínos, cerca de 30 mil, que produzem 500 mil toneladas por ano, quase 15 mil criadores devem deixar a atividade se uma solução não for apresentada nos próximos dias, estimou a Associação Paranaense dos Suinocultores (APS). Segundo Carlos Francisco Geesdorf, presidente da entidade, reabrir a África do Sul, aumentar os embarques para a Argentina, ou tentar vender no mercado paulista, que consome anualmente 270 mil toneladas, é uma saída momentânea. "O produtor ficará com essa produção na mão, pois os porcos não são como as aves, que é só interromper a incubação e pronto. Ainda vimos que estão tentando reabrir o mercado da África do Sul, que compra muito pouco, ou ampliar as vendas para a Argentina, que nem consegue consumir o que tem; isso não é saída definitiva", disse, e emendou: "A Rússia sempre foi uma bomba-relógio, pois comprava boa parte da produção brasileira, e quando parasse o prejuízo seria enorme. Agora, juntando a Ucrânia nessa conta, fica mais difícil."