quarta-feira, 14 de março de 2012

Argentina -O governo promete medidas pela crise nos frigoríficos.

Ele irá analisar como dinamizar as exportações e uma Guild levantado o bloqueio Liniers 

Depois de quase 48 horas do bloqueio, o ofício da Federação do pessoal da indústria de carne decidiu ontem levantou a medida da força que tinha sido feita para impedir a entrada de financiamento para o mercado de Liniers na reivindicação para a perda de Empregos no sector da refrigeração. A União se reuniu com o governo após a suspensão do protesto, mas não marcou qualquer acordo concreto exceto a promessa de estudo oficial algumas ordens, tais como acelerar as exportações de carne, hoje sujeitos a um controlo rigoroso.

A Guild, chefiada pelo seu secretário-geral, Alberto Fantini, desativado o bloqueio em 10. Fiz isso depois de receber uma chamada do Ministro do trabalho, Carlos Tomada, que ele convocados para uma reunião desse portfólio. Fantini foi 2.30 da reunião, enquanto o Liniers mercado tornou-se um "guarda" de quase 70 trabalhadores da carne para o enquanto aguarda o resultado dos trabalhos do conclave.

O sector perdeu 8000 empregos nos últimos três anos e em Dezembro passado 31 outros trabalhadores 2400 estavam no regime de subsídios Repro. Esta situação ocorreu pela queda do trabalho vacina em instalações frigoríficas, que se seguiram após uma forte redução do stock de nacional 12 milhões entre 2007 e 2010 parte pela seca e a intervenção oficial no mercado. Nas últimas semanas, a crise foi impulsionada pelo anúncio da JBS brasileiro para fechar a fábrica da Swift em Venado Tuerto, que tinha mais de 500 trabalhadores. Além disso, o frigorifico Bel Sud, que opera no território de Buenos Aires, dispensou 170 pessoas.

Na noite passada, do Ministério do trabalho descrito na reunião com o sindicato como uma "reunião preparatória" e desde que não há mais detalhes. Além disso, do Ministério da agricultura eles pediu desculpas para falar com o argumento de que "a comunicação" foi seu curso para lidar com a equipe de tomadas.

No entanto, como ela poderia reconstruir a nação, a União tomou do conclave tomado, também com a presença de funcionários do Ministério da agricultura, incluindo animais, Alejandro Lotti, Subsecretário com um par de promessas.

A este respeito, o governo concordou em discutir uma série de pontos que o sindicato considera as chaves para que a atividade pode ser implementada novamente, como agilizar a entrega dos registros de operações de exportação (ROE) para as empresas e uma eventual baixa de deduções para exportação, que estão agora em 15 por cento.

No entanto, estas questões estão sob a órbita do Secretário do comércio interno, Guillermo Moreno, autor da intervenção no sector. Precisamente, o governo pediu que negociações Guild continuam depois de amanhã, mas nos escritórios do Moreno. Será este funcionário que dá a resposta final. Circularam ontem versões que, nos contatos do telefone com a Guild, Moreno pediu-lhe para abrir um canal de diálogo.

PROMESSAS

Com a JBS na planta de Venado Tuerto à beira do fechamento - empresa adiada esta medida até que no dia 10 do próximo mês-, tomadas também concordaram em envidar esforços para a empresa então eventualmente reconsiderar a situação. Na verdade, de ontem de reunião também participaram o prefeito de Venado Tuerto, José Luis Freyre.

"Existem pontos que poderiam seguir em frente." "A questão das deduções é um deles, bem como da racionalização do ROE", disse Carlos Molinares, Secretário de organização do sindicato."Fizemos um pedido para que ele fala com a empresa", disse Molinares, sobre os regimes a tomada pela crise da JBS no frigorífico de Venado Tuerto. Apesar da trégua, desde a União ontem esclarecida que apenas continuou tendo a planta dessa empresa.

Sair da reunião, Fantini, cujas origens trabalhista vêm de Swift em Rosário, disse que o levantamento do embargo deve ser interpretado como um "voto de confiança" que o governo face à crise. Na manhã, antes do encontro de trabalho, Fantini foi com o Liniers executivos de mercado e se desculpou-los para o bloqueio. Ele disse que ele fez isso para chamar a atenção. Na noite passada, os operadores do mercado esperado uma renda reduzida das finanças porque, eles disseram, o levantamento do bloqueio foi formalizado depois...

Traduzido por BING TRANSLATOR

Abrafrigo leva quatro associados para a Sial China 2012

SAFRAS (13) - A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) está levando quatro dos seus associados para participar de uma das maiores feiras de alimentos do mundo, a SIAL China 2012, que será realizada de 9 a 11 de maio próximo em Shanghai.
A iniciativa conta com o apoio do Departamento de Promoção Internacional (DPI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que coordena a participação brasileira no evento, através do seu estande oficial. Os frigoríficos que irão levar seus produtos à SIAL China são o Cooperfrigu (Tocantins), Mafripar (Pará), Barra Mansa (São Paulo) e Frigo Silva (Rio Grande do Sul).
A SIAL China é o maior evento para a indústria de alimentação, atraindo compradores da China e outros países asiáticos, incluindo varejistas, atacadistas, supermercados, empresas de catering, importadores de bebidas, serviços de alimentação e outros. Com 60.000 metros quadrados de área e expectativa de receber mais de 1.500 expositores, o público de compradores esperado é de mais de 35.000 pessoas. Em 2011, a feira contou com a participação de 76 países e 1.500 expositores. Recebeu perto de 30.000 visitantes e contou com 29 pavilhões nacionais.
"Estamos incentivando a participação dos nossos associados em feiras internacionais como forma de ampliação de sua participação nos mercados internacionais de carne bovina. Estivemos em Dubai, no início do ano, e agora estaremos na China. Em setembro vamos a Moscou e em outubro a Paris para outros eventos do gênero", relata Péricles Salazar, Presidente Executivo da Abrafrigo. (AB)

terça-feira, 13 de março de 2012

Produção de carne bovina cresce 13% no mundo e 65% no Brasil

USDA e Beef Point
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que a produção brasileira de carne bovina cresceu 64,75% nos últimos 20 anos, passando de 5,481 milhões de toneladas em 1991 para 9,03 milhões de toneladas em 2011, ficando em segundo lugar no ranking dos países produtores. A produção brasileira em 2011 representou 15,9% do total mundial.

Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, cuja produção em 2011 foi de 12,048 milhões de toneladas, 14,37% a mais que em 1991, quando foi produzido 10,534 milhões de toneladas. A produção dos Estados Unidos em 2011 representou 21,2% da produção mundial total.

A produção mundial de carne bovina em 2011 foi de 56,848 milhões de toneladas, 13% a mais que em 1991.

A produção de carne bovina da União Europeia (UE), em terceiro lugar no ranking, foi de 8,05 milhões de toneladas, ou seja, 14,2% do total mundial em 2011. Em seguida estão China (9,8% do total mundial), Índia (5,4% do total mundial), Argentina (4,4% do total mundial) e Austrália (3,8% do total mundial).

Exportações

Quanto às exportações de carne bovina em 2011, o Brasil está em segundo lugar, com 1,325 milhão de toneladas exportadas. Esse volume representa um aumento de 295,5% com relação ao volume exportado há 20 anos, que foi de 335 mil toneladas. As exportações brasileiras de carne bovina representaram 16,8% do total exportado em 2011, de 7,869 milhões de toneladas.

O maior exportador de carne bovina em 2011 foi a Austrália, com 1,350 milhão de toneladas exportadas e 17,2% do total. Com relação a 1991, as exportações australianas aumentaram em 25%.

Os Estados Unidos exportaram 1,241 milhão de toneladas, representando 15,8% do total. A Índia exportou 1,1 milhão de toneladas, representando 14% do total em 2011.

Importações

O maior importador de carne bovina em 2011 foi a Rússia, com 1,05 milhão de toneladas importadas, 15,3% do total de carne bovina importada em 2011, de 6,861 milhões de toneladas.

Os Estados Unidos foram o segundo maior importador de carne bovina em 2011, com 911 mil toneladas importadas (13,3% do total). Em seguida, vieram Japão, com 725 mil toneladas (10,6% do total), Coreia, com 410 mil toneladas importadas (6% o total) e UE, com 370 mil toneladas importadas (4,5% do total).

Consumo per capita

O Uruguai liderou o ranking do consumo per capita de carne bovina em 2011, com 60 quilos consumidos por pessoa. Em segundo lugar, ficou Argentina, com um consumo per capita de 54 quilos.

O Brasil ficou em terceiro lugar no consumo per capita de carne bovina em 2011, com uma taxa de consumo de 38 quilos por pessoa por ano. Estados Unidos, Austrália e Paraguai vieram em seguida, com um consumo per capita de 38 quilos, 35 quilos e 34 quilos por pessoa por ano, respectivamente.

 

Gado apreendido pelo Ibama no Pará durante a Operação Disparada é doado para programa social

Brasília (12/03/2012) – O Ibama concluiu na semana passada o processo de doação de 907 cabeças de gado apreendidas em Altamira/PA durante a Operação Dispara, realizada em 2011 para conter o aumento do desmatamento ilegal na Amazônia. A doação foi feita ao programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio no estado (SESC/PA), uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício.


O gado,  mantido em uma propriedade em Itaituba, foi transportado para Santarém em cinco caminhões e duas balsas que navegaram pelo rio Tapajós durante a última semana e entregue ao programa Mesa Brasil. “Concluir a doação tem grande importância para o combate ao desmatamento na região, mostra que não adianta insistir nessa atividade ilegal. O resultado será a perda do gado”, afirmou Hugo Américo Schaedler, gerente do Ibama em Santarém/PA.

A operação Disparada combateu a pecuária ilegal simultaneamente em cinco regiões da Amazônia Legal, localizadas no Pará, Mato Grosso e Amazonas. Em toda a Amazônia, foram apreendidos 5,4 mil animais. A pecuária desenvolvida em áreas ilegais é considerado um dos principais vetores do desmatamento da Amazônia. 

Ascom – Ibama
Fotos: Fernanda Gaio/Ibama







segunda-feira, 5 de março de 2012

Secretaria que cuida do embargo à carne brasileira e do combate à febre aftosa tem novo titular

Marques, que é médico-veterinário e fiscal federal aposentado, substitui Francisco Jardim, nomeado assessor especial do ministro Mendes Ribeiro Filho há duas semanas.


5 de março de 2012 - O Diário Oficial da União publicou na sexta-feira a nomeação de Enio Marques como secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa). Marques, que é médico-veterinário e fiscal federal aposentado, substitui Francisco Jardim, nomeado assessor especial do ministro Mendes Ribeiro Filho há duas semanas.
A Secretaria de Defesa Agropecuária concentra os maiores desafios dentro do Mapa, como o combate à febre aftosa e os problemas de embargo à carne brasileira por outros países, como a Rússia, que suspendeu as importações de carnes de frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso desde 15 de junho de 2011.
A meta em relação à aftosa é obter o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre da doença com vacinação até 2013. No entanto, focos registrados entre o final do ano passado e o início deste no Paraguai podem atrapalhar esse objetivo.
(Agência Brasil)


Embarque de carnes cai em fevereiro

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Vendas externas de carne bovina não processada caíram 1739% em volume em fevereiro ante mesmo período do ano passado
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As vendas externas de carne bovina in natura (não processada) caíram 17,9% em volume em fevereiro ante o mesmo mês de 2011, passando de 67 mil toneladas para 55 mil toneladas. A receita também recuou, 16,6%, para US$ 270,8 milhões ante US$ 324,7 milhões de fevereiro de 2011. Os preços praticados no período subiram 1,6%, para US$ 4.924/tonelada.
Em fevereiro do ano passado, a proteína foi vendida a US$ 4.846/tonelada. Os embarques de carne suína e de frango in natura também registraram recuos tanto em receita quanto volume ante o mesmo período do ano passado. A receita cambial com as vendas externas de carne suína somou US$ 84,7 milhões em fevereiro, queda de 5,8% ante US$ 89,9 milhões de fevereiro de 2011.
Em volume, os embarques recuaram 6,1%, passando de 32,8 mil toneladas para 30,8 mil toneladas. Os preços médios ficaram em US$ 2.2.750/tonelada, aumento de 0,3%. As exportações de carne de frango totalizaram US$ 469,1 milhões, queda de 6,6% ante os US$ 502,3 milhões de fevereiro de 2011.
Em volume, as vendas externas passaram de 268,6 mil toneladas para 257 mil toneladas, recuo de 4,3%. Já os preços praticados no período ficaram em US$ 1.825/tonelada, diminuição de 2,4%.
Comparação mensal
Na comparação com janeiro, os números seguem os mesmos da primeira nota que o MDIC divulgou. As exportações de carne bovina diminuíram 10% em receita e 11,9% em volume. Os preços praticados subiram 2,1%. Já a exportação de carne suína teve recuos de 0,4% em receita, por conta da diminuição de 0,7% nos preços. Mas em volume, houve avanço de 0,3%.
As vendas externas de carne de frango tiveram queda de 12% em receita e de 12,5% em volume. Em movimento contrário, os preços subiram 0,6%. A variação em ambas as comparações é explicada, em parte, pelo número de dias úteis de cada período. O mês passado teve 19 dias úteis, ante 20 dias úteis de fevereiro de 2011 e 22 dias úteis de janeiro de 2012.

Marfrig nega participação em triangulação com ex-BB

Movimento teria como objetivo repassar recursos para o ex-vice-presidente do banco, Allan Toledo

por Agência Estado
Marcelo Min
Marcos Molina, fundador do frigorífico Marfrig e presidente do Grupo Marfrig, é sócio de Mantovani na empresa Biocamp (Foto: Marcelo Min)
Grupo Marfrig negou neste domingo (4/3) qualquer envolvimento em uma possível triangulação envolvendo o empresário Wanderley Mantovani, que teria como objetivo repassar recursos para o ex-vice-presidente do Banco do BrasilAllan Toledo. Em comunicado enviado à Agência Estado, o grupo destacou que mantém "relações comerciais e societárias legalmente constituídas e públicas" com Mantovani e que tais relações "envolvem diversas transações de ordem comercial e financeira". Essas operações, entretanto, "se restringem ao âmbito da natureza específica dos negócios existentes", segundo o texto.Marcos Molina, fundador do frigorífico Marfrig e presidente do Grupo Marfrig, é sócio de Mantovani na empresaBiocamp

O eventual envolvimento entre Marfrig e Allan Toledo foi publicado no último sábado (3/3) em reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A matéria destaca que Toledo teria recebido depósitos de quase R$ 1 milhão em sua conta bancária e que parte desse dinheiro teria passado pelas contas de Mantovani. O empresário, por sua vez, teria adquirido a casa de uma aposentada que tem Toledo como procurador e herdeiro, ainda segundo a publicação. 

Molina detém 22% das quotas da Biocamp e Mantovani, sócio fundador da usina, outros 12%, segundo o comunicado da Marfrig. A Biocamp, localizada no município de Campo Verde (MT), produz biodiesel a partir do uso de sebo e óleos vegetais

No texto, o Grupo Marfrig destaca que firmou contrato de opção e promessa de cessão não vinculante e não material das quotas de Mantovani e seus sócios na Biocamp. Com isso, o Marfrig assumiria o controle do projeto originado em uma iniciativa experimental da Universidade de Campinas (Unicamp). 

"O projeto da usina de biodiesel expandiu e foi um sucesso, tanto que outras empresas do setor de agrobusiness e players do mercado bovino entraram no segmento. Para manter o direito de preferência em relação à usina, a empresa (Marfrig) firmou um contrato de opção e promessa de cessão não vinculante e não material (...) com Mantovani e seus sócios", explicou o Marfrig. A viabilidade da operação ainda depende de avaliação a ser feita por auditoria. 
Resposta
Essa operação seria a origem do repasse de recursos de Molina e do Grupo Marfrig para Mantovani. "A empresa assegura que nenhuma de suas transações com o empresário Wanderley Mantovani e seu grupo empresarial (inclusive com a imobiliária Mantovani Imóveis) teve por objetivo participar direta ou indiretamente do processo de aquisição do imóvel citado pela reportagem", destaca o comunicado. "O Grupo não aceita qualquer insinuação ou vinculação de seu nome à prática de atos que não estejam de acordo com seu Código de Ética", complementa o texto.
O comunicado ressalta ainda que o Grupo Marfrig mantém operações regulares de crédito com o Banco do Brasil há duas décadas e que as operações de crédito da instituição financeira não são definidas por uma única pessoa. "O corpo técnico da instituição é altamente preparado e participa sempre, de forma atenta e minuciosa, de todas as inúmeras instâncias e etapas de avaliação, visando a preservar os legítimos interesses daquela instituição financeira", destaca o Marfrig, sinalizando que Toledo não poderia aprovar um financiamento para o grupo sem o aval de uma análise técnica. 

"Além do Banco do Brasil, a companhia opera com diversas instituições bancárias e todas as operações financeiras são sujeitas a um criterioso processo de avaliação e aprovações pelos competentes comitês de crédito", complementa o grupo, que encerra o comunicado reiterando sua "rígida política de Governança Corporativa" e se colocando à disposição para esclarecimentos adicionais sobre o tema.

Seara tenta conquistar consumidor com marcas alheias


Produção. Seara ficou com fábricas e marcas da BRF
O frigorífico Marfrig diz há tempos que sua prioridade é expandir sua pegada no varejo. No entanto, nos últimos três anos, sua marca para o consumidor - a Seara - continuou em um distante terceiro lugar no mercado de carnes, com participação de 6% a 8% na maior parte dos segmentos. Segundo especialistas em marcas, o problema é que o consumidor ainda vê a Seara como uma alternativa às líderes Sadia e Perdigão.
Para mudar essa realidade, a empresa usará uma nova arma: as marcas adquiridas exatamente de sua maior rival, a Brasil Foods (BRF).
Forçada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a se desfazer de alguns ativos, para que a fusão entre Perdigão e Sadia fosse aprovada, a BRF repassou mais do que fábricas ao Marfrig. Foi obrigada também a ceder algumas marcas, entre elas Rezende, Tekitos, Patitas, Light Elegant e Fiesta, além da margarina Doriana.
O executivo americano David Palfenier (ex-PepsiCo) foi contratado há três semanas para comandar a Seara e ainda estuda quais marcas da BRF serão usadas. A ideia é aproveitar a 'herança' para criar linhas de produtos de alto valor agregado ou com o apelo light. 'É possível trazer mais variedade, como a PepsiCo fez com os salgadinhos. Mas sempre com a marca principal em mente', explica Palfenier.
Outra determinação do Cade - a que obriga a BRF a retirar a marca Perdigão de circulação por até cinco anos em determinadas linhas de produtos - deve ajudar o trabalho de Palfenier. Isso porque, segundo dados da consultoria Nielsen, Sadia e Perdigão tinham juntas 54% do setor de industrializados de carnes no Brasil, em volume, enquanto a Seara ficava com 7,6%. Com a Perdigão fora do caminho, a Seara lutará contra a força de só uma grande marca, em vez de duas. A pulverização do nome Seara em novas linhas pode ser uma arma para diminuir ao menos um pouco a vantagem da concorrente.
Vice. O Marfrig, diz Daniela Bretthauer, analista da Raymond James, está em um segmento forte, de grande crescimento, mas ocupa uma 'distante posição de número dois' - mais ou menos como ocorre com a Schincariol e a Petrópolis em relação à Ambev nas cervejas. 'É de interesse do varejista que esse domínio seja menos acentuado, até porque o dono do supermercado não quer ficar na mão de um só fornecedor. Esse é um ponto a favor do Marfrig', diz Daniela. 'Mas é claro que essa diferença nunca vai se fechar, talvez só diminuir um pouco.'
A ampliação de portfólio é conhecida no mercado como 'extensão de marca', segundo José Roberto Martins, presidente da consultoria Global Brands. É uma estratégia comum em grandes grupos. A 'marca-mãe' endossa produtos de nicho para diversificar sua presença nas gôndolas. 'É positivo, desde que os novos produtos tragam alguma novidade ao mercado.'
Segundo uma fonte do setor, a opção da BRF em fechar o acordo com o Marfrig pode ter tido como pano de fundo as dificuldades do frigorífico para firmar sua marca de varejo. Um grupo mais forte no setor, como a americana Tyson, poderia tirar maior proveito dos ativos e marcas herdados. Resta saber agora se o Marfrig, com o novo executivo, conseguirá provar que a concorrência está errada.
Divisão de processados
Na semana passada, o Marfrig criou uma divisão separada para alimentos processados, a Seara Foods. A unidade abrigará as operações da marca de varejo, da Keystone e da Moy Park.

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Henrique Meirelles


O  blog parabeniza a família Batista pela contratação do Dr .Henrique Meirelles para assumir a presidência da  
 J&F  Participações . Foi uma contratação impar   muito importante  e temos certeza que  ele alcançara  os objetivos do grupo com sua capacidade de liderança e conhecimento extraordinário do mercado financeiro mundial .

Henrique Meirelles assume a presidência da J&F Participações

Além do frigorífico, a holding J&F ainda detém o banco Original, a empresa de papel e celulose Eldorado, a fabricante de higiene e produtos de limpeza pessoal Flora e a fabricante de produtos lácteos Vigor.
Brasília - O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles assume amanhã a presidência do Conselho da J&F, holding que controla o frigorífico JBS, maior empresa de processamento de proteína animal do mundo. Ele vai ficar responsável por desenhar a estratégia mundial do grupo.
Além do frigorífico, a holding J&F ainda detém o banco Original, a empresa de papel e celulose Eldorado, a fabricante de higiene e produtos de limpeza pessoal Flora e a fabricante de produtos lácteos Vigor. O faturamento anual do grupo supera os R$ 55 bilhões.
Com a decisão de entrar no mundo corporativo, Meirelles abdica do plano político de disputar algum cargo nas eleições municipais de 2012. No ano passado ele se filiou ao PSD, a convite do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, para facilitar a eventual aliança entre o partido e o PT. O apoio declarado por Kassab à candidatura de José Serra (PSDB) para a prefeitura da capital paulista deixou essa participação de Meirelles no segundo plano.