sábado, 1 de maio de 2010

Campanha contra Aftosa aberta a partir de segunda-feira em Campos

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Febre Aftosa será aberta, em Campos, na próxima segunda-feira, dia 3, e se estende até o final do mês. A secretaria municipal de Agricultura adquiriu 60 mil doses de vacina que serão doadas a pequenos criadores com até 70 animais cadastrados. A exemplo do ano passado, a secretaria, em parceria com o Núcleo de Defesa Sanitária Estadual, estará com equipes percorrendo o interior para vacinar os animais. A abertura oficial da campanha acontecerá, às 10h, em uma propriedade rural no distrito de Dores de Macabu.
Segundo o secretário municipal de Agricultura, Carlos Frederico Paes, a expectativa é para que 60 mil animais sejam vacinados nesta primeira fase, protegendo 25% do rebanho do município, estimado em 240 mil animais, contra a doença viral altamente contagiosa.
O objetivo é, a partir da parceria técnica com o Estado, manter o Rio de Janeiro com o título de área livre de febre aftosa com vacinação, o que ocorre há 13 anos. Com esse objetivo, sete equipes, compostas por quatro vacinadores cada, visitarão as propriedades.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Frango congelado com mais de 6% de água é fraude, diz SIF

Produtos congelados com mais de 6% de água é considerado fraude, alerta o Serviço de Inspeção Federal (SIF). Os fabricantes muitas vezes adicionam o líquido em excesso para aumentar o preço.
A reportagem da EPTV fez o teste e constatou que, na balança, um pacote de frango inteiro congelado pesou 3,360 quilos. Cinco horas depois, o recipiente com a ave ficou cheio de água e, ao voltar para a balança, o peso caiu para 2,930 quilos, ou seja, 13% de água.
O diretor do departamento de inspeção de produtos de origem animal do Ministério da Agricultura, Nelmon Oliveira da Costa, diz que as providências já estão sendo tomadas para solucionar o problema. “Nosso laboratório está trabalhando para definir novas metodologias de análise e, atualmente, um documento do mês de março de 2010 restringiu o uso da máquina injetora para temperar o produto”.
Mas enquanto uma solução efetiva não aparece, a dica do diretor do Procon de Ribeirão Preto, José Luiz Pontim, é que se compre o frango apenas refrigerado, que não apresentará o problema

Governo do Estado do Acre cadastra produtores interessados em criar ovinos

Projeto com recursos de emenda do senador Tião Viana vai adquirir 08 mil ovinos para serem distribuídos aos produtores


Começou o cadastramento na região de Cruzeiro do Sul dos produtores rurais que tiverem interesse em participar do ‘Projeto de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Ovinocultura' que está sendo desenvolvido em 13 municípios do Estado. O projeto elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (SEAP) é financiado com recursos de emenda parlamentar do senador Tião Viana no valor de quase R$ 2,5 milhões.
Segundo o médico veterinário Alex Cicinato, que é responsável pelo programa de incentivo à criação de pequenos animais da SEAP, em que está inclusa a ovinocultura, o projeto prevê a compra de 08 mil animais entre matrizes e reprodutores que vão ser doados para os produtores, tocando a cada um escolhido 12 matrizes, um reprodutor e uma bola de arame, para fazer os cercados num valor de R$ 4,5 mil por produtor. A produção tem comprador garantido. Está em fase de instalação, no km 08 da estrada de Porto Acre - na região rural de Rio Branco - o Frigorífico Annasara, de iniciativa privada, com capacidade inicial de abate de 200 animais por dia, que vai comprar toda a produção estadual. Alex Cicinato presta também seus serviços como veterinário no frigorífico e informa que a empresa está inscrita no Serviço de Inspeção Federal (SIF) o que lhe dá o direito de mandar o produto para todos os estados do país e exportar para outros países.

Pequena produção

A produção acreana de ovinos é pequena e o rebanho atinge algo em torno de 80 mil cabeças, segundo dados do IDAF. No entanto, a SEAP desde o ano passado vem fazendo um trabalho de base incentivando os produtores e comunicando a instalação do frigorífico que vai comprar toda a produção. Os produtores cadastrados e os selecionados farão parte de um banco de dados do frigorífico que pretende atingir em médio prazo a regularidade na produção, já que de toda parte existem consultas de pessoas e empresas interessadas em comprar a produção acreana. O frigorífico vai pagar de R$ 80,00 a R$ 90,00 por arroba do cordeiro, que é o animal na faixa de idade de três a sete meses. Os animais de idade mais avançada também serão comprados, mas o valor da arroba é menor.
"Estas 7.400 matrizes em dois anos vão praticamente triplicar o rebanho no estado, desde que os produtores sigam a orientação técnica correta que serão repassadas a partir de cursos que serão ministrados nos 13 municípios beneficiados", explicou Cicinato.
O veterinário informa ainda que os produtores beneficiados têm que devolver o mesmo número de fêmeas para que sejam contemplados outros produtores que vão ficar no banco de reserva, fazendo assim que aumente, além do rebanho ovino, o número de produtores.
O gerente da Secretaria de Estado de Apoio à Produção Familiar (Seaprof), Valdemir Neto, informou que o órgão está apoiando a SEAP no projeto com a mobilização dos produtores, em sua organização e com assistência técnica. Ele disse que o objetivo principal do senador Tião Viana, ao elaborar a emenda, é a diversificação da produção familiar, melhorando a renda e a qualidade de vida das famílias que vivem na zona rural.

Friboi mantém silêncio sobre demissões em Barra do Garças

De Barra do Garças - Ronaldo Couto


A direção da JBS Friboi mantém o silêncio sobre a decisão extinguir o segundo turno de abates de bovinos na unidade de Barra do Garças, a 504 km de Cuiabá, que resultou em mais de 500 demissões. Um diretor da empresa recebeu o correspondente do Olhar Direto esta semana, mas não concedeu entrevista. Ele somente repassou o e-mail da assessora de comunicação corporativa do JBS Friboi, Vanessa Esteves, em São Paulo, que tem a missão de repassar as informações à população.
O diretor tentou amenizar o caso, dizendo que as demissões foram em torno de 479 pessoas do turno da noite e aproximadamente 200 trabalhadores foram incorporadores no turno normal da empresa. Segundo ele, há uma preocupação para explicar à sociedade barra-garcense o que está acontecendo, para afastar qualquer dúvida e evitar desvalorização das ações da empresa junto à bolsa de valores.
O JBS Friboi é considerado o maior frigorífico do mundo e emprega 1.300 funcionários em Barra do Garças. Recentemente a empresa anunciou a fusão com o Grupo Bertin e aquisição da unidade que estava alugada pelo frigorífico Margem, que fechou e pediu recuperação judicial. Um mistério está na cidade, de que a unidade do Bertin, que pode gerar 600 empregos, permaneça fechada sob a direção do JBS para justamente não concorrer com ele mesmo.
O grupo adquiriu ainda o curtume de Barra do Garças e administrado pela DMZ Couros e, segundo informações, triplicou a produção de couros na região. O vereador Sávio Carvalho, que é proprietário de um frigorífico na cidade, teme que essa união Friboi/Bertin perpetue pelo fechamento da unidade Bertin na saída para Nova Xavantina. “Eu entendo que a classe política não deve aceitar isso e devemos pressionar a Friboi reabrir aquela unidade” finalizou.
O vereador discorda que o motivo das demissões seja o mercado do gado. Segundo Carvalho, o mercado internacional reabriu para o Brasil e as exportações voltaram a subir e não justifica atitude do Friboi em parar o segundo turno. Há informações de que o segundo turno foi criado com propósito de ajustar a empresa ao perfil social pelo fato de estar gerando mais empregos e conseqüentemente obter recursos junto ao BNDES. Para tirar as dúvidas, somente a empresa, a qual mantém um discurso de silêncio.

Couro "verde" já é exigência

Empresas internacionais de calçados fecham o cerco e reafirmam intenção de só consumir matéria-prima que não tenha destruído a floresta



A cadeia produtiva do gado já é uma preocupação de muitas empresas internacionais de calçados (como Adidas, Nike, Timberland e outras grandes consumidoras do couro brasileiro). Isso porque elas não querem mais seus produtos vinculados ao desmatamento. “As grandes empresas internacionais de calçados não querem suas marcas associadas ao desmatamento na Amazônia”, diz Tatiana Carvalho, engenheira agrônoma da Campanha Amazônia do Greenpeace Brasil. “Mas dependem dos frigoríficos para poder assegurar isso”.
Tanto que nesta semana, em um comunicado oficial, o Leather Work Group (LWG), uma coalização formada por empresas do setor de calçados, reiterou o compromisso em não comprar mais couro que venha de áreas desmatadas na Amazônia. Foi como uma resposta aos três maiores frigoríficos do Brasil – JBS, Marfrig e Minerva – que pediram mais prazo para mapear seus fornecedores e garantir que sua produção não está envolvida com a destruição da floresta.
O LWG ressaltou a importância de medidas governamentais para um monitoramento eficaz na região. Mais: que suas compras serão canceladas caso as empresas processadoras de couro não comprovem a origem do produto. O prazo limite para isso se esgota em 5 de julho.
Para entender o caso, em outubro de 2009 a JBS, Marfrig e Minerva assinaram compromisso público afirmando que, em seis meses, teriam todas as fazendas de seus fornecedores diretos da Amazônia cadastradas. Apesar de terem avançado, os números foram aquém do acordado. O registro das propriedades é a única forma de mapear os produtores para confirmar se o gado vem ou não de área desmatada.

Leilão de gado, agora, a um clique dos produtores

Com o objetivo de otimizar a relação entre produtores pecuaristas e os frigoríficos, foi anunciado nesta quinta, em São Paulo, o lançamento do portal “Lance Campo News”, um site de leilão para comercialização de boi gordo acabado em todo país.
O portal é parceria da Assocon (Associação Nacional dos Confinadores) e a empresa de tecnologia da informação 3T Media Solutions, pertencente ao Grupo TV TEM/Traffic, líder no segmento de marketing esportivo em toda a América Latina e um dos maiores conglomerados empresariais do país na área de comunicação.
A Assocon representa 50 produtores em oito estados. Juntos, abatem 500 mil cabeças de gado por ano. “Queremos tornar o negócio mais dinâmico, democrático e seguro”, afirmou o presidente da associação, Ricardo de Castro Merola – atualmente, as negociações são realizadas, basicamente, por telefone. “É uma vitrine que faltava para um mercado expressivo, que não poderia ficar de fora dos avanços permitidos pela tecnologia.”
O primeiro leilão virtual ocorrerá entre 15 e 19 de junho, durante a 16ª Feicorte (Feira Internacional de Cadeia Produtiva de Carne), evento que será realizado no Centro de Exposição Imigrantes, na Capital. Até lá, produtores e compradores já podem se cadastrar no portal. Após a feira, o objetivo é realizar leilões a cada semana.
“No portal, haverá todas as características do lote a ser comprado, como procedência, raça e outras peculiaridades. Foi contratada uma empresa de auditoria para conferir todos os dados. É só o frigorífico oferecer um lance e esperar o resultado do leilão”, disse o diretor executivo da Assocon, Juan Lebrón.
“Quem participa da cadeia produtiva de carne fará parte, agora, de um sistema moderno e prático, montado para atender as necessidades comerciais de pecuaristas e frigoríficos”, argumentou o diretor executivo da 3T Media Solutions, Luiz Ricardo Queiroz.



Para acessar



Como: endereço do portal é www.lancecamponews.com.br

Abatedouro é construído em RO para combater os clandestinos

A carne bovina consumida em Boa Vista é abatida no Matadouro Frigorífico de Roraima. O atendimento chega à média de 4.500 cabeças de gado por mês. Desde janeiro, estava suspenso o abate de carne suína no abatedouro. O serviço só foi regularizado neste mês.
Um abatedouro específico para animais de pequeno porte, como porcos, cabras, entre outros, está em fase de construção, na capital. A meta é atender também outros municípios. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, a construção está na etapa de acabamento e funcionará, na entrada do Passarão, e deve ser concluído em 90 dias.
Mas até o término das obras, existe o risco da carne suína, consumida, em Boa Vista (RO), ser abatida em locais irregulares como o descoberto, no último final de semana, pela Vigilância Sanitária do Município. O local funcionava de forma improvisada no bairro Pricumã.
Enquanto o abatedouro não é construído, a população precisa redobrar a atenção na hora de comprar o produto.

RS exporta gado para o Egito

O Rio Grande do Sul deu início à operação de exportação de gado vivo para o Egito nos mesmos moldes das remessas ao Líbano. O embarque dos 10 mil animais no navio-curral Kenoz, ancorado em Rio Grande, deve terminar na noite de hoje e há mais de cem trabalhadores envolvidos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

JBS levanta R$ 1,84 bilhão com oferta de ações

O JBS, maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, levantou 1,84 bilhão de reais com uma oferta primária de ações para financiar seus planos de estabelecer uma plataforma global de distribuição.
A companhia com sede em São Paulo vendeu 230 milhões de novas ações ao preço de 8 reais cada, de acordo com informações do site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Nesta terça-feira, a ação da empresa fechou a 8,14 reais.
O frigorífico originalmente planejava vender 200 milhões de nova ações, tendo a opção de vender lotes suplementares e adicionais de 70 milhões de ações.
Na época do anúncio da oferta, considerando o preço da ação na ocasião, o frigorífico levaria pouco mais de 2 bilhões de reais com a operação.
O JBS cresceu muito nos últimos anos, com aquisições nos Estados Unidos como a da Pilgrim's Pride, que marcou a entrada da empresa no segmento de carne de frango.

Fusão dá origem a uma 'nova' União Brasileira de Avicultura

Foi aprovada ontem, em assembleia em São Paulo, a fusão entre a União Brasileira de Avicultura (UBA) e a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef). A entidade que surgiu da união vai se chamar Ubabef (União Brasileira de Avicultura).
Cada uma das entidades aprovou, em assembleias extraordinárias separadas, com quórum de 87%, a proposta de mudança de estatuto e da fusão. Depois, numa terceira reunião, foram aprovados o nome de Francisco Turra para a presidência-executiva da nova entidade e a criação dos conselhos deliberativo e consultivo e de 12 câmaras setoriais dentro da Ubabef para tratar, por exemplo, de mercados interno e externo, sanidade, genética e sustentabilidade.
Ricardo Santin será o diretor de mercados interno e externo da associação, Ariel Mendes, diretor técnico-científico e de produção, e José Perboyre, diretor administrativo e financeiro da entidade.
De acordo com Turra, que presidia a Abef, o objetivo, com a fusão é fortalecer o setor. "Explorando as sinergias, vamos aprimorar as medidas de estímulo à expansão da produção avícola, com qualidade e sanidade, e de ampliação da presença da carne de frango brasileira no comércio internacional", afirmou o ex-ministro.
A união já vinha sendo pensada há cerca de dois anos e a ideia é anterior ao movimento de concentração no setor de carne de frango, disse Turra. Nos últimos meses, as negociações entre os associados ganharam força.
Na pauta de prioridades da Ubabef está a abertura de novos mercados para o frango brasileiro, como Indonésia, Malásia, Paquistão, Angola, Índia, Nigéria e Senegal. O Brasil já exporta para 154 países. Turra disse que a entidade também deve reforçar o acompanhamento do mercado interno, com atenção para temas como fiscalização.
Antes da união, a Abef tinha 34 associados e a UBA, 65. Com a fusão, o número total caiu para 85 atualmente, já que alguns eram sócios das duas entidades. Mas, segundo Turra, esse número deve subir para "mais de 100" já que o novo estatuto permitirá a entrada como associado de fornecedores da avicultura e prestadores de serviço, por exemplo.
De acordo com a nova entidade, a avicultura brasileira movimentou em 2009 em torno de R$ 32,3 bilhões, considerando a carne de frango comercializada nos mercados doméstico e externo, ovos e os insumos utilizados na atividade.
Para este ano, a previsão da Ubabef é de uma produção de 11,5 milhões de toneladas de carne de frango no país, 5% mais do que em 2009, e exportações de 3,9 milhões de toneladas, alta de 4% a 5% sobre o ano passado. No primeiro trimestre deste ano, as exportações de frango somaram US$ 1,454 bilhão, alta de 20% sobre igual período de 2009. Em volume, o aumento foi de 0,38%, para 847,7 mil toneladas.