terça-feira, 2 de novembro de 2010

Brasileiro está entre os cinco maiores consumidores de carnes

Cada cidadão do país, come, em média, 91,3 quilos por ano de carne de frango, porco e boi

02/11/2010 - 10:16
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Em 2010, os brasileiros devem estar entre os cinco maiores consumidores de carnes do planeta. Pelo menos quando levada em conta a soma das vendas de carnes de frango, porco e gado bovino. Em média, cada cidadão do país come 91,3 quilogramas desses três tipos de carne por ano. Dessa quantidade, 40,1 quilos são de carne de frango (44%), 37,3 quilos de carne bovina (41%) e 13,9 quilos (15%) de carne suína.
A projeção é da circular “Criações e aves: mercados e comércio mundiais”, realizada regularmente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) e divulgado neste mês de outubro. Os dados sobre consumo de carne suína são da projeção feita no Brasil pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reproduzidas pelo portal AviSite.
Ainda de acordo com o Usda, Brasil e Índia se mostram “crescentes a longo prazo” em relação à quantidade de cabeças de gado. Os dois países apresentam curvas ascendentes nesse índice desde 2001 e, segundo a projeção apresentada, o Brasil deve ter cerca de 200 milhões de cabeças de gado em 2011. “Enquanto outros grandes exportadores de carne bovina estagnaram ou decaíram”, assinala o gráfico seguinte, que traz Argentina, Austrália, Canadá, Estados Unidos, União Europeia, Uruguai e Nova Zelândia com índices de criação de gado praticamente iguais nos últimos dez anos.
A pesquisa também afirma que os rebanhos brasileiros “cresceram o bastante para suprir a demanda externa e interna” na última década, mas o país ainda se recupera do baque sofrido em 2008, quando as vendas para a União Europeia diminuíram significativamente. No entanto, a Europa tem enfrentado maiores custos de produção de suínos, o que, segundo o levantamento, fará com que Estados Unidos e Brasil substituam o velho continente no mercado exportador de carne de porco. Ainda assim, terão resultados inferiores aos da China nesse ramo, pois o país asiático deve ser responsável por metade de toda carne suína do planeta em 2011.
Em relação ao frango, as previsões são as de que o Brasil terá aumento de demanda tanto doméstica quanto do exterior.

Ministério da Agricultura interdita abatedouro

Òrgão encontrou irregularidades no depósito de resíduos de abates

O abatedouro de Ouro fino, no Sul de Minas, foi interditado por fiscais do Ministério da Agricultura por causa de irregularidades na destinação de resíduos. Com isso, a carne que está sendo comercializada nesta semana nos açougues da cidade já é do gado abatido no matadouro de Borda da Mata. A consequência pode ser o aumento dos preços para o consumidor. Alguns açougueiros já estão pagando o dobro do que pagavam antes para receber a carne.
De acordo com o Ministério da Agricultura, o abatedouro está interditado por causa de irregularidades encontradas na graxaria, que é o local para onde são levados os ossos e alguns resíduos dos animais depois do abate. O problema é que resíduos, como olhos e medulas, estavam sendo depositados no mesmo local e estes materiais, segundo o Ministério da Agricultura, devem ser incinerados por causa do risco de transmissão da doença da vaca louca. Essa determinação deve ser seguida mesmo que não tenha sido registrado até hoje casos da doença no Brasil.
O abate é feito por uma empresa particular que tem uma concessão da prefeitura para realizar o serviço. O proprietáro não foi encontrado para falar sobre o assunto. O Procurador Geral do Município, Ivan Almeida, disse que se nada for feito por parte da empresa, a prefeitura vai tentar retormar judicialmente o prédio onde funciona o abatedouro.

Falta de gado obriga frigorífico a dar férias coletiva para 250 funcionários

A falta de gado para abate levou o frigorífico Mataboi S/A, com sede em Três Lagoas, a dar férias coletivas aos seus mais de 250 funcionários, a partir de hoje (1), até o dia 20. A informação é de Rinaldo de Souza Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins Campo Grande, Três Lagoas e Região.

O sindicalista teceu duras críticas aos produtores de Mato Grosso do Sul que estariam, segundo ele, segurando boi no pasto para conseguir aumento de preço da arroba que já passou de R$ 100,00. “Não temos dúvida de que é pura especulação dos pecuaristas para conseguir preço da arroba”, comentou.

Rinaldo Salomão sugeriu intervenção do governo do Estado para regular o mercado de carne em Mato Grosso do Sul. Ele pede para que sejam liberadas as importações de gado, principalmente do Paraguai. “O Brasil já ajuda aquele país vizinho fornecendo boa parte das vacinas contra febre aftosa, sem ter retorno algum a não ser a sanidade animal na faixa de fronteira. É preciso avançar mais e num momento como este, de desequilíbrio de estoque, podemos perfeitamente recorrer ao plantel paraguaio para o abastecimento interno do Brasil e também para cumprirmos acordos internacionais”, comentou o sindicalista.

Outra “prova” de que os pecuaristas estão segurando gado no pasto, segundo Rinaldo, diz respeito ao fato de que somente este ano foram contratados mais de dois mil empregados para empresas de fabricação de ração animal, principalmente para gado. “São dezenas de empresas especializadas na fabricação de alimentos para o gado na seca. Então, não é verdade que gado passa fome em Mato Grosso do Sul e que por isso não tem oferta para abate”, critica o sindicalista.
 

sábado, 30 de outubro de 2010

SINDICATO RURAL DE JANAÚBA SE MOBILIZA PARA A REABERTURA DO FRIGORÍFICO DE JANAÚBA

JANAÚBA (por Oliveira Júnior) – A diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais de Janaúba tem se empenhada no sentido de viabilizar a reativação do frigorífico de Janaúba. Em correspondência ao administrador da massa falida do frigorífico Kaiowa, Arthur Freire, o presidente do sindicato rural de Janaúba, José Aparecido Mendes, disse nesta semana que empresas nacionais de grande porte estão interessadas pelo frigorífico de Janaúba, que pertence ao Kaiowa.
Representando criadores de 10 municípios que fornecem os animais para o abate, o presidente do Sindicato Rural de Janaúba, José Aparecido, também encaminhou correspondência ao presidente do frigorífico Mataboi Alimentos, Murilo Lemos Doragio, mostrando a importância de se investir no frigorífico de Janaúba, que é uma unidade moderna com localização estratégica, além de está habilitada a exportar, inclusive para o mercado internacional.
O frigorífico de Janaúba tem capacidade de abate de mil e 200 bois por dia.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MS: carne de abate sanitário vai para o mercado interno

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio dos Serviços de Saúde Animal e Inspeção de Produtos de Origem Animal da Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul (SFA/MS), iniciou os abates sanitários de aproximadamente 1.600 bovinos apreendidos em um estabelecimento que confinava animais no município de Três Lagoas/MS. A apreensão dos animais e a autuação do proprietário se deu por uso indevido de ingredientes de origem animal na alimentação dos bovinos, o que é proibido pela Instrução Normativa MAPA nº 08/2004 e pela Lei Estadual nº 3.823/09.

A carne dos animais abatidos será destinada ao consumo interno brasileiro. A produção não poderá ser exportada porque o mercado internacional exige certificação de carne livre de resíduos. Apesar disso, o coordenador geral de Combate de Doenças do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, garante que a carne não apresenta risco algum. O abate dos animais da propriedade começou ontem (28) no frigorífico JBS, em Campo Grande, e deverá ser concluído em cinco dias. Parte do rebanho também foi levada para a planta da mesma empresa em Andradina (SP).

O procedimento está previsto na instrução normativa 08/2004, cujo texto proíbe a alimentação do gado com proteína e gordura animal em todo o território nacional como forma de evitar o mal da vaca louca. Marques explica que os abates acontecem sob fiscalização do serviço de inspeção e que materiais como cérebro, medula óssea, olhos e parte do sistema digestivo serão incineradas pelo frigorífico. "Essa é uma medida de precaução", pontua.

A reportagem é do Correio do Povo, adaptada pela Equipe BeefPoint.

Atacado - 28/10/10 - São Paulo

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Pecuaristas do MS aproveitam liberação para vacinar rebanho durante feriado

Os produtores sul-mato-grossenses estão aproveitando a liberação antecipada da venda da vacina contra febre aftosa, autorizada com uma semana de antecedência - desde a segunda-feira - pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). A antecipação visa dar ao pecuarista a possibilidade de aproveitar o feriadão, que no Estado juntou a data do Dia do Servidor Público com a Dia de Finados, para imunizar o gado.

Desde o início da semana o movimento nas lojas agropecuárias está sendo considerado acima da média para um período normal de vendas, chega a dobrar em alguns estabelecimentos. Da média de 15 mil doses diárias vendidas na última campanha, em maio, a quantidade chega a 30 mil doses em algumas agropecuárias. “Estamos tendo um volume muito bom de vendas”, ressaltou o vendedor da Pró-Rural Produtos Agropecuários, Herbert Moreira.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) reforça a orientação para que pecuaristas não deixem de fazer a imunização do seu rebanho, cumprindo os prazos determinados pelos órgãos sanitários. Com a antecipação da venda, a segunda etapa de vacinação em Mato Grosso do Sul iniciou na última segunda-feira, mas o prazo para comunicação à Iagro inicia na próxima semana.

O calendário de vacinação obedece a três regiões distintas no Estado. Na Zona de Alta Vigilância (ZAV), faixa localizada na fronteira com o Paraguai, a campanha ocorre em duas fases: de 1° de abril a 15 de maio e de 1° de outubro a 15 de novembro. No Pantanal, os pecuaristas podem vacinar o rebanho de maio a junho ou entre novembro e dezembro. Na região do Planalto, a vacinação vai de 1° a 30 de novembro.

No total, 21,4 milhões de bovinos devem ser vacinados contra a aftosa em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Organização Internacional de Epizotias (OIE), a ZAV, é considerada livre da aftosa com vacinação há cinco anos, quando foi registrado o último caso da doença. No País, cerca de 90% dos bovinos e búfalos estão em áreas consideradas livres de febre aftosa com ou sem vacinação.


Embarques paraguaios de carne crescem 7,5%

PanoramaBrasil - Entre os meses de janeiro e setembro de 2009 o Paraguai exportou 138,647 milhões de quilos de carne e miúdos. No mesmo período de 2010, esse volume aumentou para 149,112 milhões de quilos, de acordo com dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa). O volume exportado pelo Paraguai de carne bovina e miúdos de janeiro a setembro desse ano superou 7,5% o volume exportado no mesmo período de 2009.

O valor FOB pago por essas vendas aumentou de US$ 414,15 milhões para US$ 554,80 milhões, ou seja, 34%.

O principal comprador da carne bovina paraguaia é o Chile, que comprou 56,33 milhões de quilos até setembro por um valor total de US$ 265,698 milhões. O segundo maior comprador foi a Rússia, com um volume de 47,06 milhões de quilos e um valor acumulado de US$ 134,499 milhões.

Dentre outros países que também consomem o produto paraguaio, destaca-se a Venezuela com volume de 5,7 milhões de quilos por US$ 23,7 milhões, Israel, com 4,2 milhões de quilos por US$ 19 milhões, e o Brasil, com 3,2 milhões de quilos por US$ 15,9 milhões.

Outros mercados menores da carne bovina paraguaia foram: Angola (3 milhões de quilos por US$ 11,4 milhões), Vietnã (2,5 milhões de quilos por US$ 7,4 milhões), Arábia Saudita (1,7 milhão de quilos por US$ 4,1 milhões). Emirados Árabes, Holanda, Alemanha, Itália, Irã, Albânia, Taiwan e Líbano, por exemplo, compraram menos de 1 milhão de quilos do produto.

DCI - Diário do Comércio & Indústria

Alagoas se empenha por status de livre de aftosa

Em novembro, Alagoas enfrenta mais uma etapa de um importante combate, a luta contra a febre aftosa. Durante todo o mês, o setor pecuário e os serviços veterinários oficiais direcionam suas ações para garantir que todos os bovinos e bubalinos do Estado recebam a segunda dose anual da vacina antiaftosa.

A vacinação é uma das principais ações de cumprimento do setor produtivo dentro do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, um projeto que exige também grande empenho dos setores públicos.

Para se obter um crescimento de status sanitário animal – classificações dadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e determinantes para o comércio de animais e subprodutos – o Estado precisa comprovar ter um serviço de defesa agropecuária capaz de identificar onde está cada animal de seu rebanho e de conter um possível foco de doença.

Pleiteando o status de zona livre de febre aftosa com vacinação, Alagoas tem aprimorado suas ações sanitárias animal e investido em melhorias na Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). “Estamos seguindo rigorosamente os itens estabelecidos no relatório da última auditoria do Ministério da Agricultura”, afirma Manoel Tenório, diretor-presidente da Adeal.

A atualização cadastral das propriedades rurais do Estado é um desses itens. Para cumpri-lo, técnicos da Adeal estão percorrendo todos os municípios alagoanos para complementar os dados cadastrais e marcar a coordenadas geográficas das propriedades com animais. “Os trabalhos estão evoluindo bem. Cerca de 65% das propriedades já estão georreferenciadas”, anuncia o diretor.

Iniciado no final de agosto, o mutirão reúne também profissionais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri).

“Disponibilizamos técnicos da equipe de extensão rural com experiência nas pequenas propriedades. A determinação do governo é dispor de toda a estrutura necessária para a mudança de status ser efetivada”, destaca a secretária de Estado da Agricultura, Inês Pacheco.

A Adeal está elaborando ainda a reestruturação de seu organograma técnico e criação do Plano de Cargos e Salários dos servidores. “Já foi criada uma comissão e, no próximo dia 11 (de novembro), temos marcada uma reunião com técnicos da Segesp (Secretaria de Estado da Gestão Pública) para elaboração do plano”, diz José Arnaldo Lisboa, presidente da Associação dos Servidores de Fiscalização Agropecuária de Alagoas (Asfeagro).

Nesse passo, a reclassificação deve sair em breve. “Há um entendimento do Ministério da Agricultura para que a mudança de status seja feito em bloco, com todos os estados do Nordeste. Falta aprovação da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Se ela não sair ainda este ano, deve ser no começo do ano que vem”, estima Manoel Tenório.

A mudança é tão esperada por ser fundamental para o mercado agropecuário. Regiões com status inferiores são impedidos de comercializar animais e até mesmo produtos como leite e carne. Durante anos, Alagoas amargou essa limitação, quebrada em 2009, com a obtenção da zona de risco médio, classificação que mantém atualmente.

A zona de risco médio foi determinante para o aquecimento de setores como o de genética animal, conhecido por sua grande qualidade, mas limitado pela imposição sanitária. “A evolução de classificação teve um incremento direto nas negociações. A zona de risco médio restringia o comércio não só de fora, como de dentro do próprio Estado. O investidor local não tinha o ânimo de comprar um animal de qualidade genética avançada se sabia que não ia poder vender para fora do Estado. A mudança foi um estímulo não só para o comércio externo como para o de dentro de Alagoas”, explica o agropecuarista Celso Barros Correia.

Outro setor que sentiu o impacto direto da mudança de status sanitário foi o de eventos agropecuários. A Expoagro, maior exposição do setor no Estado, viu expandir seu volume de negócios. A participação de pecuaristas de fora do Estado também teve uma grande evolução. A edição deste ano tem criadores de Pernambuco, Pará, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.

“O crescimento da Expoagro tem tudo a ver com a mudança de classificação. O criador de fora não podia vir, o criador daqui não podia ir. Em 2009, houve um crescimento de faturamento de leilões de 20% em relação a 2008. Este ano, os três primeiros leilões tiveram um crescimento de 20% em relação aos três primeiros de 2009”, comemora Domício Silva, presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA).

por Agência Alagoas

Boi: Indicador é o maior da história

Cepea – O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (à vista, com Funrural) fechou a R$ 110,68, atingindo o maior valor real já visto pelo Cepea, considerando toda a série deste Indicador, iniciada em 1997. Até então, o maior valor real era de R$ 106,01, registrado em 11 de novembro de 1999. Entre 20 e 27 de outubro, o Indicador subiu 9,2% e, na parcial de outubro, 17,63%. Segundo pesquisas do Cepea, muitos frigoríficos nem chegam a ofertar valor para a compra devido à baixa oferta de animais prontos para abate. De modo geral, conforme levantamentos do Cepea, a freqüência e a intensidade com que as altas têm sido registradas acabam por dificultar ainda mais a compra, visto que, parte dos pecuaristas acaba postergando a negociação de novos lotes, à espera de valores ainda maiores. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br)