quarta-feira, 13 de outubro de 2010

UE flexibiliza limite para resíduo em frango

Autor: Valor Econômico 

A partir do próximo dia 26 de outubro entra em vigor na União Europeia a nova regra com a alteração nos limites de nicarbazina na carne de frango. O produto é um anticoccidiano, medicamento adicionado na alimentação das aves para combater a coccidiose, doença que provoca diarreia e morte dos animais, principalmente nos mais jovens.

O limite de resíduos de nicarbazina passa a ser de 15 mil ppb (partes por bilhão), para as análises feitas no fígado das aves. Até agora, o limite vigente na União Europeia era o determinado pelo Codex Alimentarius, de 200 ppb, valor que ainda é adotado no Brasil.

Apesar de a patente da molécula da nicarbazina já ter expirado, quase 90% da nicarbazina do mundo é produzida pela Phibro em suas duas unidades - uma em Israel e outra em Bragança Paulista (SP). Foram os testes realizados pela Phibro, aliás, que serviram de base para a União Europeia rever os limites residuais do produto na carne de frango. Os outros 10% são fabricados por grupos chineses, em duas unidades da China.

"Essa é uma molécula que existe há mais de 50 anos e uma das mais eficientes. Acreditamos que a alteração europeia dará mais segurança para os exportadores brasileiros utilizarem o produto, uma vez que o risco de embargos por resíduos é bem menor", diz Stefan Mihailov, diretor-geral da Phibro Saúde Animal no Brasil.

Diante das novas regras as expectativas da Phibro são de aumento da demanda, tanto na Europa quanto no Brasil. Segundo Mihailov, a unidade israelense está recebendo aporte de US$ 6 milhões para expandir sua capacidade de produção. A estimativa do grupo é que nos próximos 24 meses a demanda aumente entre 20% e 30%, apenas pelo produto proveniente da unidade de Israel.

No caso da fábrica do Brasil, apesar de não abastecer o mercado europeu, a expectativa é que ocorra um aumento entre 15% e 20% para atender às necessidades brasileiras a partir de 2011. "Acreditamos que os produtores integrados das agroindústrias utilizarão mais a nicarbazina em suas rações, sem o receio de serem punidos por resíduos acima dos limites permitidos", diz Mihailov.

De acordo com o executivo brasileiro, a unidade da Bragança Paulista tem condições de elevar em até 40% a fabricação de nicarbazina, apenas com ajustes de turnos. A planta recebeu recentemente investimentos de US$ 1 milhão para modernização e melhoras em sua estrutura. 

Crise em frigorífico

O Frigorífico Independência suspendeu as atividades em três estados. Mais de mil empregados foram demitidos. Saiba como está a situação em Nova Andradina, Mato Grosso do Sul.
Tudo parado. Assim estão o frigorífico e o curtume do Grupo Independência em Nova Andradina, no sudeste do estado. As atividades de abate e beneficiamento de couro foram encerradas.
Com problemas financeiros, o frigorífico fechou as portas em março do ano passado. Há seis meses, voltou a funcionar. Mas, com dividas acumuladas, parou novamente em outubro. Só com o pagamento de produtores as dividas chegam a R$ 17 milhões.
“Os produtores que não receberam, que tinham feito o parcelamento, eles estão numa expectativa muito ruim. E nós estamos também aguardando o posicionamento da empresa do que será feito”, disse Marcus Garcia Júnior, presidente do Sindicato Rural de Nova Andradina.
A criadora Ilza Resende vendeu o gado para o abate há um ano e meio e ainda esperava receber um terço do pagamento. “Dois meses depois, foram recebidos R$ 100 mil, com o propósito de pagar o restante em 36 vezes. Pagaram apenas cinco parcelas e nos comunicaram dizendo que seria interrompido o pagamento do parcelamento. Agora, com a última notícia, a gente fica ainda mais no prejuízo”, reclamou.
Oitocentos e trinta empregados foram demitidos na unidade de Nova Andradina. José Carlos de Souza trabalhava no frigorífico fazendo serviços gerais. Agora, desempregado, está à espera do acerto. “Até agora, não tem garantia. Sem receber, estamos trabalhando. Como vamos fazer agora?”, questionou.
No frigorífico restaram apenas os vigias. A assessoria de comunicação não autorizou imagens internas e também não informou quando devem ser feitos os acertos trabalhistas dos funcionários demitidos.
“Não tem previsão. Estamos esperando a indústria passar para o sindicato para ver o que será feito. Até agora, nada fizeram”, disse César Schimit, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação.
Também foram paralisadas as atividades do Frigorífico Independência em Colorado do Oeste, Rondônia, e em Santana do Parnaíba, São Paulo. Ao todo, cerca de 1,3 mil funcionários acabaram demitidos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Preços da arroba do boi gordo em São Paulo apresentam o maior valor dos últimos 11 anos

Desde janeiro, a valorização é de 24%

O final de semana prolongado e o feriado nacional faz com que o volume de negócios caia nesses dias, encurtando ainda mais as escalas dos frigoríficos em São Paulo. Os preços da arroba do boi gordo no Estado apresentam valorização de 24% desde janeiro – o maior valor desde 1999, quando o preço pago pela carne subiu 34,1% no período.
Em um outro levantamento, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) afirma que a relação de troca do boi gordo de 16,5 arrobas com o boi magro de 12 arrobas atingiu o melhor valor da série histórica, iniciada em 2008. Em outubro, o preço de venda do boi gordo equivale a 1,44 boi magro, com uma melhora de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo os analistas do Imea, a valorização do gado de reposição se deve ao aumento dos preços recebidos pelos criadores na venda do boi gordo e à redução na oferta de animais no Estado. Em setembro o preço do boi magro subiu 3,31% e foi negociado a R$ 958,55 por cabeça. Em relação a setembro do ano passado, o boi magro teve uma valorização de 11,34%.

CANAL RURAL

Banrisul e Marfrig criam linha de crédito para compra de bovinos em remates

Convênio envolve, inicialmente, 280 pecuaristas com o certificado de rastreabilidade

Joana Colussi | joana.colussi@zerohora.com.br
Por meio de um acordo inédito com o Frigorífico Marfrig, o Banrisul irá disponibilizar R$ 65,9 milhões em financiamento para 379 pecuaristas gaúchos. A linha de crédito especial será para compra de bovinos em remates no Estado.

O convênio envolve, inicialmente, 280 pecuaristas com o certificado de rastreabilidade — para os quais será oferecido um crédito individual de até R$ 200 mil para aquisição de bovinos em feiras agropecuárias. Aos demais 99 produtores, sem rastreabilidade, será liberada uma linha de até R$ 100 mil. Todos os pecuaristas foram indicados pelo próprio Marfrig, que possui seis frigoríficos no Estado — São Gabriel, Alegrete, Bagé, Mato Leitão e Capão do Leão.
Conforme o Banrisul, as linhas envolvem juros de 6,75% e 10,75% ao ano, com prazo de 12 e 24 meses. A expectativa é de que com as condições oferecidas sejam comercializados mais de 60 mil bovinos, os quais serão abatidos pelo Marfrig.

— O produtor irá para as feiras com a garantia de financiamento e destino dos animais. E nós teremos a garantia da liquidez — assinalou diretor de crédito do Banrisul, Bruno Fronza.
ZH DINHEIRO

Desempenho do frango vivo no primeiro decêndio de outubro

Campinas, 11 de Outubro de 2010 - Frustrando expectativas, o frango vivo atravessou todo o primeiro decêndio de outubro sem apresentar a dinâmica que normalmente marca os negócios do setor a cada novo início de mês.
Em outras palavras, permaneceu nas duas últimas semanas com a mesma cotação de R$1,90/kg para a qual retrocedeu no último dia do mês passado, depois de haver se mantido, durante 14 dias de setembro, na marca dos R$2,00/kg, a melhor cotação nominal de todos os tempos.
De toda forma, confiava-se que o mercado estivesse mais firme nos primeiros oito dias de negócios do mês, o que não ocorreu: durante todo o período, a despeito da estabilidade no preço, as vendas efetivadas experimentaram um mercado entre estável e fraco.
O início, hoje, do segundo decêndio do mês não traz perspectivas diferentes, sobretudo porque o período é marcado (além do feriadão de 12 de outubro) por um recesso escolar (a “semana do saco cheio”), o que faz com que os consumidores só retornem à vida normal dentro de uma semana quando, por outro lado, já estaremos na segunda quinzena do mês.
Em suma, embora a cotação atual possa representar aquele valor máximo além do qual o consumo acaba afetado e venha se mantendo a despeito do baixo dinamismo do mercado, é pouco provável que se sustente no restante do período.
Aliás, registre-se (como curiosidade) que se permanecesse com a cotação do momento (R$1,90/kg) inalterada até 31 de dezembro de 2010 (de hoje até lá são menos de 90 dias), o frango vivo terminaria o corrente exercício com um preço médio da ordem de R$1,64/kg, valor que corresponde, aproximadamente, a um acréscimo de meio por cento sobre as médias registradas nos dois últimos anos.
Mas como essa ocorrência é pouco provável, o produto deve registrar preço médio real novamente inferior ao do ano anterior (no ano passado o ganho foi de apenas 0,15%, portanto, negativo se considerada a inflação do período). Até o último sábado o frango vivo registrava, no ano, preço médio de R$1,57/kg, continuando com um valor 4% menor que o obtido em 2009.
(AviSite) (Redação)

Para USDA, produção brasileira de frango cresce 3,6% em 2010

Campinas, 11 de Outubro de 2010 - Divulgadas na última sexta-feira, as mais recentes projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as tendências de produção, exportação e consumo interno de carne de frango no Brasil em 2010 estimam aumento de produção da ordem de 3,6%, índice que compreende um abate de 5,760 bilhões de cabeças e volume de carne de 11,420 milhões de toneladas.
O volume de carne apontado corresponde a um peso médio de 1,983 kg por cabeça abatida, valor bem aquém do divulgado pelo IBGE para os abates inspecionados no primeiro semestre de 2010 (2,129 kg). Assim, adotada esta média, a produção do ano sobe para perto de 11,840 milhões de toneladas de carne de frango.
Em relação às exportações, o USDA estima que ficarão em 3,350 milhões de toneladas, crescendo 4% em relação ao que o órgão afirma ser a marca atingida pelo Brasil no ano passado (3,222 milhões de toneladas).
Em consequência, não é muito diferente o índice de expansão do consumo interno: +3,4%, crescendo de pouco mais de 7,800 milhões de toneladas para 8,070 milhões de toneladas.




Carne bovina atinge cotação recorde

Por Scot Consultoria
O atacado de carne bovina com osso trabalhou em alta durante a última semana.

A ligeira melhora no consumo força alta nos preços já que está difícil comprar boi gordo no Estado, o que aumenta o custo operacional do frigorífico.

Em valores nominais, o preço atual do traseiro 1x1, R$7,50/kg, é o recorde encontrado para a peça, segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria.

Além da falta de matéria prima, a consumo interno e as exportações tem ajudado a escoar a produção.

Novos reajustes nos preços da carne não são descartados até o final do ano, já que mesmo com a saída de animais de confinamento, os preços da arroba tem subido e, além disso, a medida que se aproxima o final do ano, o pagamento de décimos terceiros salários e bonificações animam o consumidor e fazem o consumo de carne bovina crescer.

Fonte: Scot Consultoria

Independência suspende produção e demite


O frigorífico Independência, que está em recuperação judicial, decidiu suspender temporariamente as atividades nas três unidades que estava operando parcialmente e demitir os cerca de 1.300 funcionários. As fábricas estão localizadas em Nova Andradina (MS), Colorado d’Oeste (RO) e Santana de Parnaíba (SP).
A decisão, que gerou novas especulações sobre uma possível falência, foi anunciada hoje a credores durante teleconferência.
De acordo com uma fonte próxima à empresa ouvida pelo Valor, o objetivo do Independência, com a medida, é “reduzir custos e conservar o caixa” enquanto negocia com credores uma mudança no plano de recuperação judicial.
As dívidas do Independência envolvidas na recuperação judicial chegam a R$ 3 bilhões. No plano de recuperação aprovado, os credores financeiros (com créditos de R$ 2 bilhões) perdoaram 50% das dívidas. Apesar do deságio, o Independência não tem conseguido cumprir o plano.
No mês passado, a empresa pediu o adiamento, por dois meses, do pagamento de parcelas da dívida da recuperação judicial. Além disso, também informou, na semana passada, que não pagará os juros agendados sobre o eurobônus de US$ 165 milhões, com vencimento em 2015.
Outra medida tomada, que mostra a gravidade da situação da companhia, foi a devolução de  quatro unidades de produção que arrendava da massa falida do antigo frigorífico Kaiowa.
Entre as alternativas em discussão com os credores do Independência está a capitalização da dívida ou a entrada de um investidor, segundo fontes próximas à empresa.
Valor Econômico

Exportação de suínos recua quase 15% em setembro


O aumento nos preços da carne suína no mercado doméstico em decorrência da maior demanda levou as exportações do produto a recuarem em setembro. Foram embarcadas 51.012 toneladas no mês passado, 14,52% menos do que em igual intervalo de 2009, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Em receita, porém, houve alta de quase 6% sobre setembro de 2009, para US$ 123,705 milhões.
Segundo a Abipecs, a elevação dos preços internos do suíno e do milho (usado na ração dos animais), aliada ao real valorizado, tira a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Entre janeiro e setembro, as vendas externas de carne suína somaram 412.168 toneladas, queda de 8,15% ante as 448.731 toneladas de igual intervalo de 2009. A receita no período ficou em US$ 1,009 bilhão. alta de 13,66% sobre os US$ 887,8 mil de um ano antes.
Os números mostram que a carne suína continua a subir no mercado externo. Segundo a Abipecs, o preço médio em setembro ficou em US$ 2.425 por tonelada, alta de 24% sobre setembro do ano passado. De janeiro a setembro, o preço médio foi US$ 2.448, ganho de 23,74%.
Valor Econômico

Parabéns por seu aniversário tudo de bom !

Autor: Valor Econômico 

Preço alto da carne bovina, produção maior e melhora na renda da população devem levar a um consumo per capita recorde de frango este ano no país. Cálculos da Associação Brasileira dos Produtores de Pinto de Corte (Apinco) indicam uma disponibilidade interna per capita de 41,6 quilos de carne de frango no primeiro semestre. A Conab estima 41,5 quilos para 2010. No caso da carne bovina, a previsão da estatal é de 35,4 quilos per capita e da suína, de 13,9 quilos. Para chegar à disponibilidade per capita, o cálculo considera a produção total menos a exportação dividida pela população brasileira.

Em 1994, ano de lançamento do Real, quando a demanda de frango começou a ganhar fôlego no Brasil, o consumo per capita do produto era de 18,73 quilos.

"A produção [de frango] aumentou de forma significativa e a exportação ficou no mesmo volume", observa José Carlos Godoy, secretário executivo da Apinco, referindo-se ao primeiro semestre deste ano.

No período, o Brasil produziu 5,815 milhões de toneladas de carne de frango, 12,77% mais do que no mesmo período de 2009. Exportou 1,805 milhão de toneladas, praticamente a mesma quantidade de um ano antes. Com isso, ficaram no mercado doméstico 4,010 milhões de toneladas, 19,73% mais do que em igual semestre de 2009.

Neste ano, em que a demanda está aquecida, a disponibilidade per capita é sinônimo de consumo per capita, mas não foi assim em 2009, quando houve formação de estoques. "Não há estoques no mercado este ano", diz Godoy.

A ausência de estoques indica que há demanda, mas a elevação dos preços da carne bovina é, sem dúvida, uma das maiores razões para o incremento do consumo do frango no país. É difícil estimar a dimensão do fenômeno, mas especialistas concordam que há migração da carne bovina para o frango.

A alta da carne bovina reflete a menor oferta de bois para abate no mercado nacional em razão do descarte de matrizes há cerca de quatro anos. Com isso, desde o início do ano, a arroba do boi já subiu 22%, para R$ 93 no mercado de São Paulo, segundo a Scot Consultoria. No atacado, o corte de traseiro avulso subiu 16,6%, para R$ 7,70 o quilo e o de dianteiro, que concorre diretamente com o frango, quase 40%, para R$ 4,60 o quilo.

Proteína tradicionalmente mais barata e cuja produção reage com rapidez à demanda, o frango também subiu de forma expressiva, "contaminado" pelo boi. O quilo da ave viva subiu 18,75% em São Paulo desde o começo do ano - estava em R$ 1,90 na sexta-feira, mas já havia alcançado R$ 2,00 no fim de setembro, segundo a Jox Assessoria Agropecuária. Já a ave abatida, no médio atacado paulista, teve alta de 16,3% desde o início de 2010, para R$ 2,85 o quilo.

"O frango é uma boa barganha. E cada vez que o consumo aumenta por causa da alta da carne bovina, o frango ganha mais adeptos entre os mais jovens", afirma Oto Xavier, da Jox.

José Vicente Ferraz, da AgraFNP, concorda que há uma migração do consumo, mas diz que esperava uma queda maior no consumo de carne bovina. Isso, no entanto, não ocorreu "porque inegavelmente está havendo aumento de renda em alguns estratos da população", afirma.

"O consumo é bom, senão o preço da carne teria caído", acrescenta Gabriela Tonini, da Scot. Nos cálculos da consultoria, o consumo per capita de carne bovina este ano deve ser de 37,9 quilos, pouco acima dos 37,06 quilos de 2009.

O mais favorecido com o preço elevado da carne bovina é o frango, mas a carne suína também se beneficia, ainda que de forma mais tímida. De acordo com Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) , a produção deve ficar estável este ano. Como a exportação está desestimulada (ver texto nesta página), aumenta a disponibilidade interna de carne suína, mas a demanda doméstica é boa e não há estoques, declara el