6.07.2011, 15:56
foto: RIA Novosti
Os “verdes” da Holanda conseguiram a proibição de executar o abate de animais sem a anestesia. Esta lei já provocou protestos das comunidades muçulmana e judaica. Os pecuaristas apoiaram estes ortodoxos, afirmando que a nova lei vai arruiná-los.
A lei contradiz as regras de “kashrut” e “halal”, - afirmam os muçulmanos e judeus da Neerlandia, pois as normas religiosas permitem o abate somente de animais, cuja “saúde não foi lesada de antemão”. Mas de acordo com a lei, antes do abate o animal deve ser aturdido ou anestesiado. A represente do Partido de Proteção de Animais Karen Sowter declarou que a nova norma torna o processo de abate muito mais humano.
Os animais continuam conscientes alguns minutos depois do abate. Perdem muito sangue e morrem no próprio sangue. De acordo com as regras, deve ser aplicado um único golpe de faca. Mas as pesquisas evidenciam que normalmente são aplicados 3 – 5 golpes.
O parlamento aprovou esta lei precisamente por iniciativa do Partido dos Verdes que possui apenas duas cadeiras neste órgão legislativo. Mas as personalidades religiosas declararam que mesmo se esta lei fosse aprovada pela maioria dos deputados, não poderia obter a força legal. A vontade da minoria foi imposta à maioria e isso é inadmissível num Estado democrático, - argumentam os ortodoxos. Tanto mais que o Estado não tem direito de intervir em semelhantes questões, - assevera o líder de uma das comunidades judaicas Ronney Eizenmann.
Afirma-se que o assassinato ritual é fruto da ignorância, acusam-nos de ter estimulado a violência. Mas esta é uma parte da religião que professamos. E enquanto vivemos na sociedade holandesa moderna não precisamos da aprovação do Estado para isso.
Os pecuaristas neerlandeses também estão contra o abate “desumano” de animais. Afirmam que esta lei vai destruir granjas pecuárias pequenas e prejudicar as maiores. Para evitar isso, o Estado terá que conceder novos subsídios ao ramo, que já agora existe exclusivamente à custa de dotações, - aponta Ecaterina Kuznetsova, diretora de programas europeus do Centro de Estudo da Sociedade Pós-industrial.
A crise econômica, especialmente na Europa, jamais foi obstáculo para o desenvolvimento da legislação. Dada a envergadura da produção da carne na Holanda, a necessidade de fazer injeções anestésicas antes do abate vai exigir, certamente, despesas complementares. Admito que na primeira etapa o Estado possa, inclusive, subsidiar esta atividade ou decretar um certo período de transição para os pecuaristas a fim de diminuir o fardo financeiro complementar.
A lei escandalosa, aprovada pela câmara baixa, deve obter ainda a aprovação do senado. A fim de diminuir a tensão, foi inventado um subterfúgio especialmente para os ortodoxos. Eles foram convidados a fundamentar durante um ano o fato de que o abate é humano. Todavia os peritos afirmam que esta iniciativa veio a ser mais uma prova de que a Neerlândia renuncia ao princípio de multiculturalismo.
Um blog para falar sobre o mercado da carne bovina,suina ,aves e seus cortes no Rio de Janeiro, tentando passar as melhores informações possiveis, do que realmente á falado na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro, com linguagem simples assim como o clipping de informações importantes de toda a cadeia produtiva.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Frigorífico da Capital estaria planejando demitir 600 funcionários
O início do período de entresafra da pecuária de Mato Grosso do Sul pode agravar a situação de frigoríficos que têm dificuldade para conseguir animais para abate. Uma grande indústria do setor, com sede em Campo Grande, estaria planejando demitir mais de 600 funcionários nas próximas semanas se a situação não se reverter, informa Rinaldo de Souza Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região.
Ele tomou conhecimento por intermédio de empregados da indústria que já estariam comentando sobre o “facão” (cortes de funcionários) que estaria sendo preparado pela empresa. “Acreditamos que é uma boa hora do governo liberar a importação de gado em pé do país vizinho, o Paraguai, onde muitos fazendeiros brasileiros criam e engordam gado”, afirmou o sindicalista que pede o empenho também das autoridades do legislativo de Mato Grosso do Sul para viabilizar essa compra externa.
O sindicalista disse que prefere não dizer o nome da empresa pois não tem a confirmação oficial da possível demissão dos empregados. Ele pretende entrar em contato com a indústria para tentar evitar a onda de demissão.
Rinaldo Salomão disse também que tem ouvido muitos pecuaristas reclamarem dessa possível “solução” para a crise no período de entresafra brasielira, por temerem que os frigoríficos fiquem liberados para promover a importação de gado em pé “à vontade” e que isso prejudicaria o mercado interno, baixando o valor da arroba no mercado e, consequentemente, provocando sérios prejuízos econômicos para quem reserva cabeças para venda nesse período crítico.
“Ora, o governo poderia estabelecer uma cota limitada de importação. Só mesmo para suprir a demanda nesse período”, explica o sindicalista que defende a imediata tomada de providências para que os frigoríficos o Estado tenham gado para abate para cumprir acordos e contratos internos e externos.
Postos de trabalho – Rinaldo Salomão informou ainda que Mato Grosso do Sul perdeu cerca de 8 mil postos de trabalho nos últimos anos no setor industrial de alimentação e bebida, que ainda não se recuperou. Só na Capital são mais de 2 mil desempregados de frigoríficos, fábricas de biscoitos, massas, trigo, óleo comestível e outros produtos, informa.
“As nossas autoridades precisam se conscientizar disso e parar de tentar maquiar uma realidade que infelizmente está aí para todos constatarem”, afirma o sindicalista citando o fechamento, por exemplo, de 7 frigoríficos, fábricas de massa, trigo, bebidas, biscoito e óleo de soja. “Essas estruturas precisam ser reativadas urgentemente para oportunizar o retorno dos profissionais”, afirma o sindicalista.
O quadro só não reflete social e economicamente o problema porque muitos desses 8 mil profissionais acabaram buscando outros mercados ou partindo para informalidade, “caso contrário, seria o caos em Mato Grosso do Sul”, afirma Rinaldo lembrando que o setor industrial precisa gerar novas oportunidades de emprego para muitos que ainda estão desempregados e para jovens que estão em busca do primeiro emprego.
Fonte: Assessoria Wilson Aquino
Ele tomou conhecimento por intermédio de empregados da indústria que já estariam comentando sobre o “facão” (cortes de funcionários) que estaria sendo preparado pela empresa. “Acreditamos que é uma boa hora do governo liberar a importação de gado em pé do país vizinho, o Paraguai, onde muitos fazendeiros brasileiros criam e engordam gado”, afirmou o sindicalista que pede o empenho também das autoridades do legislativo de Mato Grosso do Sul para viabilizar essa compra externa.
O sindicalista disse que prefere não dizer o nome da empresa pois não tem a confirmação oficial da possível demissão dos empregados. Ele pretende entrar em contato com a indústria para tentar evitar a onda de demissão.
Rinaldo Salomão disse também que tem ouvido muitos pecuaristas reclamarem dessa possível “solução” para a crise no período de entresafra brasielira, por temerem que os frigoríficos fiquem liberados para promover a importação de gado em pé “à vontade” e que isso prejudicaria o mercado interno, baixando o valor da arroba no mercado e, consequentemente, provocando sérios prejuízos econômicos para quem reserva cabeças para venda nesse período crítico.
“Ora, o governo poderia estabelecer uma cota limitada de importação. Só mesmo para suprir a demanda nesse período”, explica o sindicalista que defende a imediata tomada de providências para que os frigoríficos o Estado tenham gado para abate para cumprir acordos e contratos internos e externos.
Postos de trabalho – Rinaldo Salomão informou ainda que Mato Grosso do Sul perdeu cerca de 8 mil postos de trabalho nos últimos anos no setor industrial de alimentação e bebida, que ainda não se recuperou. Só na Capital são mais de 2 mil desempregados de frigoríficos, fábricas de biscoitos, massas, trigo, óleo comestível e outros produtos, informa.
“As nossas autoridades precisam se conscientizar disso e parar de tentar maquiar uma realidade que infelizmente está aí para todos constatarem”, afirma o sindicalista citando o fechamento, por exemplo, de 7 frigoríficos, fábricas de massa, trigo, bebidas, biscoito e óleo de soja. “Essas estruturas precisam ser reativadas urgentemente para oportunizar o retorno dos profissionais”, afirma o sindicalista.
O quadro só não reflete social e economicamente o problema porque muitos desses 8 mil profissionais acabaram buscando outros mercados ou partindo para informalidade, “caso contrário, seria o caos em Mato Grosso do Sul”, afirma Rinaldo lembrando que o setor industrial precisa gerar novas oportunidades de emprego para muitos que ainda estão desempregados e para jovens que estão em busca do primeiro emprego.
Fonte: Assessoria Wilson Aquino
terça-feira, 5 de julho de 2011
Festa Nacional do Carneiro no Buraco começa hoje
Carneiro é cozido por seis horas em um buraco de 1,5 m de profundidade
Crédito: Divulgação/Prefeitura de Campo Mourão
A 21ª edição da Festa Nacional do Carneiro no Buraco começa nesta terça-feira (5), no Parque de Exposições Getúlio Ferrari, às 20h, em Campo Mourão, a 92 km de Maringá, no Norte do Paraná.
De acordo com os organizadores, a estimativa é de que 150 mil pessoas visitem a festa até o domingo (10), quando encerram as programações. O carneiro é cozido em um buraco de 1,5 metros de profundidade por cerca de seis horas. Serão preparadas quatro toneladas de carne em 149 tachos.
Além do tradicional almoço com o prato típico do carneiro, que será servido no domingo, a festa conta também com rodeio, leilões, feiras gastronômicas e agroindustriais e parque de diversões.
Nesta edição, o evento contará também com três shows. O primeiro será na quinta-feira (7) com a dupla Munhoz e Mariano, na sexta-feira (8) será a vez da dupla Conrado e Aleksandro e no domingo a apresentação será com Maria Cecília e Rodolfo.
A entrada é gratuita. Os ingressos para os shows custam R$ 15 (antecipados), R$ 20 (no dia) e R$ 25 na bilheteria. O preço para o almoço é de R$ 25 para os adultos e R$ 15 para crianças de oito a 12 anos. Menores não pagam. Parte da renda arrecadada será revertida para entidades beneficientes.
Festa Nacional do Carneiro no Buraco começa hoje
Carneiro é cozido por seis horas em um buraco de 1,5 m de profundidade
Crédito: Divulgação/Prefeitura de Campo MourãoA 21ª edição da Festa Nacional do Carneiro no Buraco começa nesta terça-feira (5), no Parque de Exposições Getúlio Ferrari, às 20h, em Campo Mourão, a 92 km de Maringá, no Norte do Paraná.
De acordo com os organizadores, a estimativa é de que 150 mil pessoas visitem a festa até o domingo (10), quando encerram as programações. O carneiro é cozido em um buraco de 1,5 metros de profundidade por cerca de seis horas. Serão preparadas quatro toneladas de carne em 149 tachos.
Além do tradicional almoço com o prato típico do carneiro, que será servido no domingo, a festa conta também com rodeio, leilões, feiras gastronômicas e agroindustriais e parque de diversões.
Nesta edição, o evento contará também com três shows. O primeiro será na quinta-feira (7) com a dupla Munhoz e Mariano, na sexta-feira (8) será a vez da dupla Conrado e Aleksandro e no domingo a apresentação será com Maria Cecília e Rodolfo.
A entrada é gratuita. Os ingressos para os shows custam R$ 15 (antecipados), R$ 20 (no dia) e R$ 25 na bilheteria. O preço para o almoço é de R$ 25 para os adultos e R$ 15 para crianças de oito a 12 anos. Menores não pagam. Parte da renda arrecadada será revertida para entidades beneficientes.
Exportações de carne bovina in natura em junho
Fonte: Scot Consultoria/ médico veterinário Hyberville Neto
As exportações de carne bovina in natura somaram US$383,9 milhões em junho, valor 14,9% maior que em maio. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em relação ao mesmo período de 2010 o resultado foi praticamente o mesmo, com recuo de 0,1% na receita. Em junho de 2010 foram embarcados US$384,2 milhões em carne bovina.
Foram exportadas 101,0 mil toneladas equivalente carcaça (tec), 21,5% mais que no mês anterior. Em maio foram exportadas 83,1 mil tec.
Em relação ao mesmo período do ano passado o volume em junho foi 19,4% menor. Em junho de 2010 foram exportadas 125,3 mil tec.
O preço médio da carne exportada em junho foi US$3,8 mil por tec, valor 5,5% menor que em maio. Em relação a junho de 2010 o preço foi 23,9% superior.
Em relação ao mesmo período de 2010 o resultado foi praticamente o mesmo, com recuo de 0,1% na receita. Em junho de 2010 foram embarcados US$384,2 milhões em carne bovina.
Foram exportadas 101,0 mil toneladas equivalente carcaça (tec), 21,5% mais que no mês anterior. Em maio foram exportadas 83,1 mil tec.
Em relação ao mesmo período do ano passado o volume em junho foi 19,4% menor. Em junho de 2010 foram exportadas 125,3 mil tec.
O preço médio da carne exportada em junho foi US$3,8 mil por tec, valor 5,5% menor que em maio. Em relação a junho de 2010 o preço foi 23,9% superior.
Cortes
As pedidas de cortes de cane tiveram uma leve difernça essa semana.
O dianteiro sem osso pedida R$ 6,30 kg . Ja nos cortes do coxão (patinho,duro e lagarto) R$ 8,50 kg e o Coxão Mole (Chã) R$ 8,70 kg .
O dianteiro sem osso pedida R$ 6,30 kg . Ja nos cortes do coxão (patinho,duro e lagarto) R$ 8,50 kg e o Coxão Mole (Chã) R$ 8,70 kg .
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Exportações de frangos do Brasil crescem 6,8% em volume no primeiro semestre
por Globo Rural On-line
As exportações de frangos no primeiro semestre do ano somaram 1,928 milhão de toneladas, aumento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou nesta segunda-feira (04/07) a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). A receita cambial no período totalizou US$ 3,999 bilhões, com incremento de 28,5%.
Segundo o presidente executivo da entidade, Francisco Turra, embora os números indiquem crescimento, o setor continua sendo impactado pela valorização do real frente ao dólar, o que está comprometendo a competitividade do produto no mercado internacional, desestimulando a exportação. “A verdade é que poderíamos ter obtido uma expansão ainda maior, por conta de aumento da demanda no mercado internacional. Mas estamos perdendo competitividade dia a dia. Desta maneira, mantemos a previsão de crescimento entre 3% e 5% nos embarques”, afirma Turra.
O presidente da Ubabef ressalta ainda a preocupação do setor avícola com os custos de produção. Entre janeiro do ano passado e junho deste ano, o preço da saca de milho, um dos principais insumos avícolas, teve aumento acumulado de 47% a 111% nas principais praças de comercialização. “Trata-se de um momento decisivo para que o governo federal intervenha de maneira firme, estabelecendo como prioridade o abastecimento interno de milho”, defende.
As exportações de cortes somaram 1,019 milhão de toneladas (+8,1%) e receita cambial de US$ 2,147 milhões (30,6%). Já as vendas de frango inteiro totalizaram 732 mil toneladas (+4,1%), com receita de US$ 1,295 bilhão (+27%).
As exportações de frango industrializado, de 89 mil toneladas (19%), representaram receita de US$ 280 milhões (+38,9%). E nos outros segmentos, os embarques foram de 86,8 mil toneladas (+3,8%), com uma receita de US$ 277,2 milhões (+12,3%.)
Principal destino da carne de frango brasileira, o Oriente Médio comprou, no primeiro semestre, 718,3 mil toneladas, aumento de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2010. A receita cambial somou US$ 1,361 bilhão, crescimento de 31,7%. As exportações destinadas à Ásia somaram 541 mil toneladas, 9,7% acima do verificado no período do ano anterior, enquanto a receita foi de US$ 1,236 bilhão, com incremento de 34,9%. A União Europeia respondeu como o terceiro maior mercado comprador no período, com encomendas de 240 mil toneladas, ou 14,1% a mais do que entre janeiro e junho de 2010. A receita cambial, de US$ 700,9 milhões, foi 32,5% maior na mesma comparação.
Para a África as vendas totalizaram 228,4 mil toneladas (+0,7%) e a receita cambial ficou em US$ 313,9 milhões (crescimento de 19,7%). Para as Américas, o Brasil exportou 132,7 mil toneladas de carne de frango, 4,9% a menos na comparação com o período do ano anterior, obtendo uma receita de US$ 243,9 milhões (+5,1%). E no caso dos demais países da Europa, os embarques foram de 65,7 mil toneladas, com queda de 9,2%, e aumento de 1,7% na receita, totalizando US$ 139,5 milhões.
Segundo o presidente executivo da entidade, Francisco Turra, embora os números indiquem crescimento, o setor continua sendo impactado pela valorização do real frente ao dólar, o que está comprometendo a competitividade do produto no mercado internacional, desestimulando a exportação. “A verdade é que poderíamos ter obtido uma expansão ainda maior, por conta de aumento da demanda no mercado internacional. Mas estamos perdendo competitividade dia a dia. Desta maneira, mantemos a previsão de crescimento entre 3% e 5% nos embarques”, afirma Turra.
O presidente da Ubabef ressalta ainda a preocupação do setor avícola com os custos de produção. Entre janeiro do ano passado e junho deste ano, o preço da saca de milho, um dos principais insumos avícolas, teve aumento acumulado de 47% a 111% nas principais praças de comercialização. “Trata-se de um momento decisivo para que o governo federal intervenha de maneira firme, estabelecendo como prioridade o abastecimento interno de milho”, defende.
Vendas por segmento e por destino
As exportações de cortes somaram 1,019 milhão de toneladas (+8,1%) e receita cambial de US$ 2,147 milhões (30,6%). Já as vendas de frango inteiro totalizaram 732 mil toneladas (+4,1%), com receita de US$ 1,295 bilhão (+27%).
As exportações de frango industrializado, de 89 mil toneladas (19%), representaram receita de US$ 280 milhões (+38,9%). E nos outros segmentos, os embarques foram de 86,8 mil toneladas (+3,8%), com uma receita de US$ 277,2 milhões (+12,3%.)
Principal destino da carne de frango brasileira, o Oriente Médio comprou, no primeiro semestre, 718,3 mil toneladas, aumento de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2010. A receita cambial somou US$ 1,361 bilhão, crescimento de 31,7%. As exportações destinadas à Ásia somaram 541 mil toneladas, 9,7% acima do verificado no período do ano anterior, enquanto a receita foi de US$ 1,236 bilhão, com incremento de 34,9%. A União Europeia respondeu como o terceiro maior mercado comprador no período, com encomendas de 240 mil toneladas, ou 14,1% a mais do que entre janeiro e junho de 2010. A receita cambial, de US$ 700,9 milhões, foi 32,5% maior na mesma comparação.
Para a África as vendas totalizaram 228,4 mil toneladas (+0,7%) e a receita cambial ficou em US$ 313,9 milhões (crescimento de 19,7%). Para as Américas, o Brasil exportou 132,7 mil toneladas de carne de frango, 4,9% a menos na comparação com o período do ano anterior, obtendo uma receita de US$ 243,9 milhões (+5,1%). E no caso dos demais países da Europa, os embarques foram de 65,7 mil toneladas, com queda de 9,2%, e aumento de 1,7% na receita, totalizando US$ 139,5 milhões.
Brasil tenta suspender embargo à carne
Técnicos brasileiros e russos terão uma nova reunião hoje (4), em Moscou
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse durante a semana que a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 50 milhões para modernização dos laboratórios de análise dos alimentos brasileiros. O objetivo dos investimentos é fazer que a infraestrutura brasileira passe a corresponder a níveis internacionais de qualidade.
De acordo com Rossi, o acordo entre ele e Dilma foi informal. Os recursos, portanto, só serão liberados após a apresentação de um projeto feito por grupo técnico do ministério. Segundo ele, o ministério já havia autorizado técnicos brasileiros a recorrerem a laboratórios privados - tanto nacionais quanto estrangeiros- para que as exigências russas fossem cumpridas.
Wagner Rossi, na cúpula do G-20 agrícola, em Paris, teve encontro com o chefe do serviço veterinário da Rússia, Sergei Dankvert, e garantiu que o Brasil está disposto a atender às exigências russas.
Na missão técnica que irá a Moscou, serão apresentadas 140 empresas capazes de retomar o comércio de acordo com os padrões exigidos. O embargo à carne suína brasileira tem sido imposto pela Rússia desde abril deste ano.
De acordo com Rossi, o acordo entre ele e Dilma foi informal. Os recursos, portanto, só serão liberados após a apresentação de um projeto feito por grupo técnico do ministério. Segundo ele, o ministério já havia autorizado técnicos brasileiros a recorrerem a laboratórios privados - tanto nacionais quanto estrangeiros- para que as exigências russas fossem cumpridas.
Wagner Rossi, na cúpula do G-20 agrícola, em Paris, teve encontro com o chefe do serviço veterinário da Rússia, Sergei Dankvert, e garantiu que o Brasil está disposto a atender às exigências russas.
Na missão técnica que irá a Moscou, serão apresentadas 140 empresas capazes de retomar o comércio de acordo com os padrões exigidos. O embargo à carne suína brasileira tem sido imposto pela Rússia desde abril deste ano.
Argentina: JBS muda foco para escapar da crise
Poucos são capazes de demonstrar otimismo com a indústria de carnes na Argentina, que demitiu mais de 6 mil trabalhadores e perdeu 11 milhões de cabeças de gado nos últimos quatro a cinco anos. Na Swift Armour, maior frigorífico do país, controlada pelo grupo brasileiro JBS, também não havia razões para vislumbrar um cenário promissor. Três de suas seis unidades estão paradas. Devido ao excesso de regulação e às dificuldades em exportar, só 40% da capacidade de abate - em torno de 5 mil animais por dia - está sendo aproveitada.
Mas o executivo Artêmio Listoni, que assumiu recentemente o comando da JBS na Argentina, começa a implementar um novo plano de negócios para mudar o foco de atuação da empresa e recolocá-la na trajetória de crescimento. A Swift se concentrará nas exportações da Cota Hilton à União Europeia e dará prioridade à venda de produtos industrializados no mercado interno. "Estamos saindo da história de simplesmente matar boi na Argentina".
Ele está convencido de que a inflação dos alimentos no país levará os argentinos a migrar cada vez mais para o consumo de produtos populares, como hambúrgueres e salsichas, em vez dos tradicionais bife de chorizo e assado de tira. Os preços dos alimentos subiram cerca de 40% em 2010, segundo medições independentes. Mesmo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), desacreditado pela opinião pública e pelo mercado, admitiu uma alta de 14%. "O comportamento alimentar do argentino está mudando. Ele vai querer um produto de qualidade, de gosto bom e custo acessível."
Com a nova estratégia, Listoni acredita que o faturamento da Swift pode aumentar, dos US$ 500 milhões esperados neste ano, para US$ 700 milhões em 2012 e cerca de US$ 1 bilhão em 2013. Mas a composição será diferente. Hoje, 60% das receitas provêm das vendas ao exterior e 40% do mercado argentino. Em dois anos, a expectativa dele é inverter essa relação. Por isso mesmo, dá um recado claro aos concorrentes: as unidades da JBS no país "não estão à venda", ao contrário do que foi anunciado pela própria empresa em 2010.
Na aposta pelos industrializados, a empresa abriu há um mês uma nova linha de produção de hambúrgueres, com investimento de US$ 5 milhões. Isso lhe permitirá duplicar a capacidade, de 1 mil para 2 mil toneladas por mês, aumentando a participação de mercado, hoje em cerca de 10%. Nas salsichas, o objetivo é dobrar a participação, atualmente em 4%, com uma política de marketing mais agressiva.
Outras duas apostas estão nos patês e nos sebos. A unidade de Pontevedra, na Grande Buenos Aires, foi readequada para receber uma nova linha de produção de patês. A inauguração será em 1º de novembro. Com esse investimento, a produção aumentará em 25%, o que significa 3 milhões de latas por mês. Mais importante: será reaberto o abate em Pontevedra, com 600 cabeças de gado por dia, para assegurar o abastecimento.
"Temos 74% do mercado de patês na Argentina, mas chegamos a recusar um quinto dos pedidos, por falta de capacidade", diz Listoni, esperando solucionar o problema de oferta. Na linha de sebos, industriais (como insumo para produtos de higiene e cosméticos) e comestíveis (banha), a produção saltou de 25 para 250 toneladas por dia, em apenas um ano. Em breve, deverá atingir 320 toneladas por dia.
Listoni explica que os novos planos da JBS para a Argentina não estão baseados apenas em um diagnóstico da situação macroeconômica e da indústria de carnes em si, mas em uma extensa pesquisa feita recentemente pela empresa. Ela mostra que 90% dos consumidores locais conhecem a marca Swift e pelo menos metade já provou seus produtos. Mas a impressão generalizada é de que os produtos estão direcionados prioritariamente à exportação. Com ações de marketing a partir de julho, a empresa tentará mudar essa imagem. "A estratégia era matar vaca, cozinhar, botar dentro de uma embalagem e mandar para a Europa, para os Estados Unidos e para a Ásia. Não se atuava forte no mercado interno. E nós cometemos alguns erros aqui".
O executivo afirma que não deixará de atender seus clientes no exterior, mas o foco nas exportações será a Cota Hilton, cuja tonelada é negociada a mais de US$ 13 mil, com o envio de cortes nobres para o mercado europeu. Para complementá-la, os cortes dianteiros (mais baratos) serão enviados para países como Israel. No período 2010-2011, a JBS preencheu 2,2 mil toneladas da Hilton. Para a próxima temporada, entre julho deste ano e junho de 2012, foram pedidas 2,5 mil toneladas. O grupo brasileiro tem um bom argumento: nos últimos dois anos, a Argentina não conseguiu enviar à UE todo o volume acertado.
Listoni diz que a empresa não quer "atritos" com o governo argentino, mas avalia que a política de intervenção no mercado tornou "inviável" boa parte das exportações. "Aqui, carne e batata são como o feijão com arroz para a gente. O governo decidiu pôr a mão em cima da carne para reduzir o preço e aumentar o consumo. Aconteceu o contrário".
O executivo explica: para cada 2,5 quilos de carne para exportação, é preciso entregar ao mercado interno 1 quilo de cortes populares - são 13 ao todo, com preços tabelados pelo governo e congelados há três anos. Isso gera um custo adicional de aproximadamente US$ 500 por tonelada e torna pouco vantajoso exportar. "Não achamos as melhores decisões, mas aceitamos e procuramos nos enquadrar. Não é pela falta de boi que temos plantas fechadas. É pela inviabilidade do negócio."
A matéria é de Daniel Rittner, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Mas o executivo Artêmio Listoni, que assumiu recentemente o comando da JBS na Argentina, começa a implementar um novo plano de negócios para mudar o foco de atuação da empresa e recolocá-la na trajetória de crescimento. A Swift se concentrará nas exportações da Cota Hilton à União Europeia e dará prioridade à venda de produtos industrializados no mercado interno. "Estamos saindo da história de simplesmente matar boi na Argentina".
Ele está convencido de que a inflação dos alimentos no país levará os argentinos a migrar cada vez mais para o consumo de produtos populares, como hambúrgueres e salsichas, em vez dos tradicionais bife de chorizo e assado de tira. Os preços dos alimentos subiram cerca de 40% em 2010, segundo medições independentes. Mesmo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), desacreditado pela opinião pública e pelo mercado, admitiu uma alta de 14%. "O comportamento alimentar do argentino está mudando. Ele vai querer um produto de qualidade, de gosto bom e custo acessível."
Com a nova estratégia, Listoni acredita que o faturamento da Swift pode aumentar, dos US$ 500 milhões esperados neste ano, para US$ 700 milhões em 2012 e cerca de US$ 1 bilhão em 2013. Mas a composição será diferente. Hoje, 60% das receitas provêm das vendas ao exterior e 40% do mercado argentino. Em dois anos, a expectativa dele é inverter essa relação. Por isso mesmo, dá um recado claro aos concorrentes: as unidades da JBS no país "não estão à venda", ao contrário do que foi anunciado pela própria empresa em 2010.
Na aposta pelos industrializados, a empresa abriu há um mês uma nova linha de produção de hambúrgueres, com investimento de US$ 5 milhões. Isso lhe permitirá duplicar a capacidade, de 1 mil para 2 mil toneladas por mês, aumentando a participação de mercado, hoje em cerca de 10%. Nas salsichas, o objetivo é dobrar a participação, atualmente em 4%, com uma política de marketing mais agressiva.
Outras duas apostas estão nos patês e nos sebos. A unidade de Pontevedra, na Grande Buenos Aires, foi readequada para receber uma nova linha de produção de patês. A inauguração será em 1º de novembro. Com esse investimento, a produção aumentará em 25%, o que significa 3 milhões de latas por mês. Mais importante: será reaberto o abate em Pontevedra, com 600 cabeças de gado por dia, para assegurar o abastecimento.
"Temos 74% do mercado de patês na Argentina, mas chegamos a recusar um quinto dos pedidos, por falta de capacidade", diz Listoni, esperando solucionar o problema de oferta. Na linha de sebos, industriais (como insumo para produtos de higiene e cosméticos) e comestíveis (banha), a produção saltou de 25 para 250 toneladas por dia, em apenas um ano. Em breve, deverá atingir 320 toneladas por dia.
Listoni explica que os novos planos da JBS para a Argentina não estão baseados apenas em um diagnóstico da situação macroeconômica e da indústria de carnes em si, mas em uma extensa pesquisa feita recentemente pela empresa. Ela mostra que 90% dos consumidores locais conhecem a marca Swift e pelo menos metade já provou seus produtos. Mas a impressão generalizada é de que os produtos estão direcionados prioritariamente à exportação. Com ações de marketing a partir de julho, a empresa tentará mudar essa imagem. "A estratégia era matar vaca, cozinhar, botar dentro de uma embalagem e mandar para a Europa, para os Estados Unidos e para a Ásia. Não se atuava forte no mercado interno. E nós cometemos alguns erros aqui".
O executivo afirma que não deixará de atender seus clientes no exterior, mas o foco nas exportações será a Cota Hilton, cuja tonelada é negociada a mais de US$ 13 mil, com o envio de cortes nobres para o mercado europeu. Para complementá-la, os cortes dianteiros (mais baratos) serão enviados para países como Israel. No período 2010-2011, a JBS preencheu 2,2 mil toneladas da Hilton. Para a próxima temporada, entre julho deste ano e junho de 2012, foram pedidas 2,5 mil toneladas. O grupo brasileiro tem um bom argumento: nos últimos dois anos, a Argentina não conseguiu enviar à UE todo o volume acertado.
Listoni diz que a empresa não quer "atritos" com o governo argentino, mas avalia que a política de intervenção no mercado tornou "inviável" boa parte das exportações. "Aqui, carne e batata são como o feijão com arroz para a gente. O governo decidiu pôr a mão em cima da carne para reduzir o preço e aumentar o consumo. Aconteceu o contrário".
O executivo explica: para cada 2,5 quilos de carne para exportação, é preciso entregar ao mercado interno 1 quilo de cortes populares - são 13 ao todo, com preços tabelados pelo governo e congelados há três anos. Isso gera um custo adicional de aproximadamente US$ 500 por tonelada e torna pouco vantajoso exportar. "Não achamos as melhores decisões, mas aceitamos e procuramos nos enquadrar. Não é pela falta de boi que temos plantas fechadas. É pela inviabilidade do negócio."
A matéria é de Daniel Rittner, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
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