terça-feira, 28 de setembro de 2010

Países do Mercosul discutem desafios de exportar carne bovina para União Europeia

Países do Mercosul discutem desafios de exportar carne bovina para União Europeia


Especialistas do setor de carnes estão reunidos na Argentina para discutir as tendências e as novidades da cadeia. O congresso mundial começa nesta terça, dia 28, mas  integrantes do Mercosul começaram a discutir já nesta segunda, dia 27, os desafios para aumentar as exportações de carne bovina para a Europa.
Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil, se reuniram para fazer uma avaliação da bovinocultura da região.  As plenárias foram direcionadas aos participantes com direito a voto nas comissões de carne de ovinos, suínos e bovinos e do Escritório Permanente Internacional da Carne.
Na plenária, o Presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte, Sebastião Costa Guedes, fez uma alerta quanto à falta de padronização nas analises técnicas para exportação dentro da cota Hilton. Ele sugeriu uma ação conjunta dos países participantes para melhor a posição dos exportadores dentro do mercado europeu.
Guedes falou sobre mercado e deu ênfase aos critérios de avaliação que os importadores usam para avaliar a qualidade da carne para a cota Hilton. Ele pede a padronização desse trabalho de avaliação, que é diferente para o Brasil e para outros países.


Boia a vista - MT

Data: 27/09/2010              Fonte: IMEA
 CidadeValor 
 Tangara da Serra86.50 
 Nova Xavantina83.44 
 Cuiaba86.33 
 Alta Floresta83.33 
 Vila Rica82.00 
 Paranatinga84.63 
 Diamantino86.50 
 Araputanga86.00 
 Pedra Preta84.63 
 Juara83.38 
 Barra do Bugres86.50 
 Pontes e Lacerda86.00 
 Juina83.25 
 Barra do Garças83.25 
 Primavera do Leste84.63 

Vaca a vista - MT

CidadeValor 
 Tangara da Serra81.17 
 Nova Xavantina77.40 
 Cuiaba79.67 
 Alta Floresta77.13 
 Vila Rica75.00 
 Paranatinga78.75 
 Diamantino81.17 
 Araputanga79.50 
 Pedra Preta80.00 
 Juara77.10 
 Barra do Bugres81.17 
 Pontes e Lacerda79.50 
 Juina77.00 
 Barra do Garças77.50 
 Primavera do Leste79.58 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Reunião Bga- RJ

Para imprimir, clicar encima da imagem. Preços sugestivos para vendas.

Paraná bate recorde nas exportações de frango

Magaléa Mazziotti

Maior produtor de frango do país, com média de 100 milhões de abatimentos por mês, o Paraná registrou um novo recorde nas exportações. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, foram vendidos 660.805.732 quilos de carne de frango, contra 646.690.631 em 2009, segundo dados divulgados ontem pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

O faturamento, no entanto, não acompanha a mesma volúpia do setor, já que, em média a cotação da carne de frango FOB indústria caiu, em média, 10% em relação a 2009.

Tanto que o faturamento registrado com o incremento das exportações, subiu somente 12,65% na comparação com o ano anterior, alcançando até agosto o valor de US$ 1.094.318.275 dólares contra US$ 971.367.629 dólares obtidos nos primeiros oito meses de 2009. “Trabalhamos dentro de uma margem ainda confortável, porém, menor em relação ao ano passado em função do câmbio e da elevação do custo de produção. O ideal seria exportar nos patamares atuais com um preço no mercado internacional 10% superior”, avalia o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.

“No mercado interno, porém, os preços seguem nos mesmo patamares de 2009”, pondera o presidente. Ainda sobre preço, nos últimos 30 dias, com a escassez de chuvas interferindo na evolução da safra de milho, o custo da ração animal sofreu novos reajustes achatando ainda mais a lucratividade do setor.

Atualmente, o Paraná exporta carne de frango para 120 países e é um dos maiores exportadores do país. O estado se destaca pelos investimentos na ampliação das relações com o mercado externo e nas áreas de sanidade e qualidade do produto.

“Nosso frango é o mais vendido no mundo por atender plenamente o mercado em termos de quantidade, qualidade, paladar da carne, que é insuperável, e preço. É por estas razões que nossas exportações batem recordes sucessivos”.
Paraná-Online

Pesquisadores buscam diferentes linhagens de búfalos

As características estão sendo buscadas por pesquisadores da Embrapa, de Norte a Sul do país


27/09/2010 - 08:52
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Animais com menor tempo de engorda, com carne de melhor qualidade e com maior produção de leite. É isso que buscam pesquisadores da Embrapa que avaliam diferentes rebanhos de búfalo de Norte a Sul do país. Por meio de avaliações em campo e análises de DNA em laboratório, os cientistas esperam identificar ao menos duas linhagens de búfalos com características produtivas desejáveis.
A pesquisadora Luciana Gatto Brito, da Embrapa Rondônia, explica que as avaliações são feitas basicamente em duas etapas. A primeira delas é o monitoramento das características dos rebanhos. É acompanhado o ganho de peso dos animais, a produção de leite, o tempo de lactação, o intervalo entre partos e outros índices zootecnicos.
Em Rondônia, o monitoramento é feito em propriedades localizadas nos municípios de Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Nova União, Mirante da Serra e Ji-paraná. A cada mês, os profissionais da Embrapa Rondônia pesam os animais e anotam outros indicadores de desempenho.
Os dados colhidos em campo serão confrontados com análises em laboratório. Os cientistas pretendem identificar no DNA dos animais os genes responsáveis pelas características desejáveis, como curto tempo no ganho peso, deposição de gordura na carcaça, marmoreio da carne e produção de leite. Além de Rondônia, fazem parte do trabalho rebanhos do Pará, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Ana Karina Dias Salman, pesquisadora da Embrapa Rondônia, explica que os exames de DNA são importantes para verificar se os reprodutores possuem capacidade de transmitir a seus descendentes os genes responsáveis pela manifestação das boas características de produção. Com softwares estatísticos será possível ranquear os animais avaliados em todo o país e identificar os mais promissores.
Os resultados podem indicar a formação de linhagens de búfalo mais produtivas. O objetivo é ter ao menos uma linhagem com aptidão leiteira e outra para a produção de carne. De acordo com os pesquisadores, isso pode representar um importante avanço para a criação de búfalos, uma vez que o país possui um rebanho pouco representativo e com pouca variabilidade genética, se comparado com o rebanho bovino.
Além da Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, fazem parte do projeto a Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Embrapa Gado de Leite e Embrapa Clima Temperado. Universidades e associações de produtores completam a rede de pesquisa.

Cotação do boi


O mercado de boi gordo mantém-se firme, mas o atacado de carne bovina já mostra menos fôlego para altas. A arroba do boi ficou estável em R$ 92,00, na semana passada, em São Paulo, segundo o levantamento da Scot Consultoria. O preço dos cortes de dianteiro no atacado, porém, caiu. O corte avulso saiu de R$ 4,70 para R$ 4,60 o quilo em uma semana. O traseiro avulso ficou inalterado em R$ 7,30 o quilo.
Para a Scot, apesar da desvalorização do preço da carne ser pequena, o movimento sinaliza uma mudança de comportamento, uma vez que o mercado vinha em alta há dois meses.
De acordo com a consultoria, a disponibilidade de animais para abate melhorou "um pouco" no Estado por conta da entrada de bois de confinamento. Com isso, também cresceu, de forma moderada, a oferta de carne bovina no atacado. Outra razão, aponta a Scot, é que o consumo geralmente se retrai nos períodos de fim de mês.
Diante da valorização expressiva do boi gordo nos últimos meses, o repasse para o atacado também já começa a ficar mais difícil. Para os analistas da Scot, os reajustes já feitos podem ter afetado as vendas de carne bovina no varejo.
Na sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a arroba do boi fechou em R$ 93,59, com queda de 0,02%. No mês, a alta acumulada é de 4,15%.
Valor Econômico

Atacado de carne bovina perde sustentação

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

Embora a desvalorização tenha sido pequena, 0,6%, sinaliza uma mudança de comportamento, já que o mercado vinha trabalhando em alta há dois meses.
A oferta de boiadas melhorou um pouco no estado, o que fez crescer moderadamente a oferta de carne bovina no atacado.
Além disso, em finais de mês, a tendência é que o consumo se retraia.
No atacado com osso as quedas foram mais expressivas. O dianteiro avulso e dianteiro 1x1, por exemplo, acumularam desvalorização de 3% e 2%, respectivamente, nos últimos sete dias.
O repasse das altas registradas no atacado pode ter afetado um pouco as vendas do varejo.

Acordo prevê ampliação de fornecimento de carne brasileira para a Rússia

Segundo a Abrafrigo, medida pode beneficiar pequenos e médios frigoríficos


Nestor Tipa Júnior | nestor.junior@rdgaucha.com.br
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) assinou acordo com a Associação Nacional da Carne, entidade que representa as empresas russas. Foi durante missão brasileira em Moscou.

Será realizada cooperação entre a entidade e a associação russa, que prevê, dentre outras, a manutenção e ampliação do leque de fornecedores brasileiros de carne bovina. O presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, afirma que a medida beneficia também pequenos e médios frigoríficos.

- Pretendemos manter as plantas que já estavam exportando para a Rússia, além de plantas que foram desabilidadas, que pretendemos que elas voltem a fazer parte de habilitados, como também pretendemos ampliar esta lista onde queremos incluir pequenos e médios frigoríficos exportadores - ressalta.

A cota de entrada de carne na Rússia, neste ano, é superior a 950 mil toneladas, e o Brasil deverá ser responsável por uma fatia na ordem de 550 mil toneladas.
RÁDIO GAÚCHA

Mercosul pode se unir contra cotas da UE

Uma proposta de pauta única para os exportadores de carne de frango do Mercosul será apresentada hoje (27) pela Ubabef, em Buenos Aires, na Argentina. Segundo o presidente da Ubabef, Francisco Turra, a entidade quer que as demais representantes do setor no bloco encampem a proposta brasileira de acabar com o regime de cotas da União Europeia (UE) - 340 mil toneladas/ano no caso brasileiro - e a redução de tarifas, de 1.025 euros por tonelada para 325 euros por tonelada. Para Turra, o Brasil que é o maior exportador do bloco, com volume anual de 3,8 milhões de toneladas, pode se unir aos demais para fortalecer a atividade. A Argentina embarca 300 mil toneladas ao ano, mas não integra sistema de cotas. Já Uruguai e Paraguai não exportam, por isso, poderiam se associar à empresas brasileiras, sugere Turra.
A ideia foi estimulada pelo provável acordo que está sendo alinhavado entre Mercosul e União Europeia (UE). Com uma proposta conjunta, as indústrias pretendem reforçar o peso por meio de uma maior representatividade. Turra explica que, em outra frente, a Ubabef tem conversado com autoridades do Brasil para que a pauta agrícola não seja retirada da negociação com a UE. A preocupação surgiu após o comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, em visita ao Brasil neste mês, ter salientado que há dificuldades de negociação no caso da agricultura e propriedade intelectual.


Hoje, Turra deverá ainda tratar de temas ligados à sanidade com representantes do governo da Argentina. Além disso, o Fórum Mercosul de Avicultura, formalizado na Expointer, deve se tornar permanente.
Correio do Pov