quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Chineses vão saborear a carne suína da BRF

Nelson Priori



A BRF realizou o primeiro embarque de carne suína para a China. O produto, sobrepaleta suína congelada sem osso, foi processado na unidade da empresa em Rio Verde (GO), uma das três plantas brasileiras de carnes habilitadas a exportar para aquele país. A comercialização no mercado chinês será realizada pela joint venture, criada recentemente pela BRF e pela chinesa Dah Chong Hong Limited (DCH), que além da distribuição de produtos no mercado chinês, processará carnes em unidades locais, desenvolverá a marca Sadia e atuará nos canais de varejo e food service na China Continental, Hong Kong e Macau. 
Por enquanto, a BRF está autorizada a exportar apenas carne suína desossada para aquele país, mas a empresa já trabalha para habilitar plantas instaladas em Santa Catarina, de onde é permitido também o embarque de carne suína com osso, uma vez que o Estado é considerado livre de febre aftosa sem vacinação. 
O início das conversações sobre a parceria entre a BRF e a DCH foi anunciado ao mercado em maio do ano passado. A expectativa é que o negócio represente, no primeiro ano, volumes acima de 140 mil toneladas e receitas de aproximadamente US$ 450 milhões. 

Ministério Público consegue interdição de frigorífico em Mato Grosso

Autor: Assessoria 

O Ministério Público do Trabalho (MPT), em Alta Floresta, obteve decisão liminar em ação cautelar de interdição da caldeira, oito vasos de pressão e da sala de máquinas da empresa Brasfri S/A, na cidade de Nova Monte Verde.

O frigorífico Brasfri S/A havia sido fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a ação resultou, no dia 1º/02/2012, na lavratura de dezenas de autos de infração, além da interdição administrativa das referidas máquinas e do setor.

Apesar de não cumprir os termos de interdição do MTE, conforme denúncia recebida pelo MPT, em que pese a situação de risco grave e iminente relatada pelos auditores do Trabalho, de acordo com a NR-13, o frigorífico, ainda, conseguiu decisão liminar em mandado de segurança, na 2ª Vara do Trabalho de Cuiabá, com questionamento formal quanto à competência para a lavratura dos termos de interdição administrativa.

Diante da situação de extremo risco imposto a centenas de trabalhadores do frigorífico, o MPT ajuizou ação cautelar de interdição na Vara do Trabalho de Alta Floresta, obtendo decisão em que o juiz do Trabalho, André Araújo Molina, determinou liminarmente a interdição dos equipamentos, sob pena de multa de um milhão de reais. A decisão, ainda, garante o emprego e os salários aos trabalhadores, durante a interdição.

Segundo o procurador do Trabalho, Jefferson Rodrigues, a decisão representou a reafirmação do princípio da prevenção ambiental do trabalho, na Justiça do Trabalho, e, fundamentalmente, a prevalência substancial da dignidade humana ante os interesses puramente econômicos. “Ganham os trabalhadores, a família e a sociedade quando a nossa ação consegue preservar vidas humanas. O emprego deve, sempre, ser um instrumento para se alcançar a dignidade e jamais o ambiente propício a acidentes ou para se perder a vida”, concluiu o procurador do Trabalho.

O MPT esteve no dia 27/02/2012 no frigorífico, em Nova Monte Verde, oportunidade em que acompanhou a intimação do diretor, pelo oficial de Justiça, bem como colheu mais elementos para a condução do inquérito civil. O frigorífico, teve, segundo a decisão, 24h para desligar os equipamentos. O prazo encerrou no dia 28. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

EUA: 10 principais importadores de carne de frango em 2011

Campinas, 23 de Fevereiro de 2012 - Considerado o volume importado, no ano passado o México permaneceu – pelo segundo ano consecutivo - como o principal importador da carne de frango norte-americana, sendo seguido (já à distância) por Hong Kong, que subiu da terceira para a segunda posição do ranking.
Neste caso, Hong Kong apenas trocou de posição com a Rússia que, após liderar as importações de carne de frango mundiais e dos EUA até 2009 (ano em que importou só dos EUA 1,6 milhão de toneladas), fechou 2011 com um recuo de 33% no volume exportado que, por sua vez, correspondeu a menos da metade das importações mexicanas.
Como novidade, ascenderam ao ranking dos “10 mais” de 2011 a Coreia do Sul e o Iraque, com aumentos de, respectivamente, 53% e 20% no volume importado, o que não impediu que o volume destinado aos dez principais importadores sofresse ligeiro recuo
(-0,25%) em relação a 2010. E quem também contribuiu para isso, além da Rússia, foi Cuba, cujas importações foram quase um terço menores que as de 2010.


(AviSite) (Redação)

Frigorífico não estava fazendo ‘vaquinha’ para compensar família de funcionário que perdeu a perna

O Frigorífico JBS II não estava fazendo “vaquinha” (arrecadaçãofinanceira diversa) junto aos mais de mil empregados da indústria, para repassar à família do empregado Luiz Henrique Anunciação Ribeiro, 30 anos, que sofreu acidente na segunda-feira(13) e perdeu uma perna (amputada dia 16). A retificação é do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande – Stiac/CG. Segundo a entidade, houve um engano já que a arrecadação financeira foi uma iniciativa dos próprios funcionários e não do frigorífico.
O presidente do sindicato, Vilson Gimenes Gregório informou também que o supervisor, de nome Rodolfo, denunciado na semana passada como intermediário da empresa para fazer a arrecadação, na verdade não estava a mando da empresa e sim eleito entre os funcionários para ajudar na organização da “vaquinha” para beneficiar a família do companheiro acidentado.
“Recebemos a informação errônea de que se tratava de uma ação da empresa. Mas queremos, de público, reconhecer que a informação não procede e que essa arrecadação foi uma iniciativa dos próprios funcionários e que Rodolfo, o supervisor, apenas ajudou a organizar a vontade dos empregados”, explicou Gimenes na tentativa de se fazer justiça com os fatos.
Quanto à responsabilidade da empresa de deixar equipamentos danificados em área tão arriscada, o Sindicato não abre mão de reclamar e insiste: A empresa ainda não consertou o equipamento que provocou o acidente com o funcionário que teve a perna amputada.
“Vamos continuar cobrando e agindo de toda forma para que os empregados trabalhem em condições seguras. Em ambientes condignos às suas atividades”, explicou o líder sindical.
Stiac/CG

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Em abertura, mercado chinês pode ser o maior em 2 anos


Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, 08:09:22
Exportação
Dois navios em alto mar carregam cinco contêineres com 125 toneladas de carne suína da Coopercentral Aurora, embarcados em Itajaí (SC), com destino à China. "É uma semente que se planta", diz o presidente da cooperativa, Mário Lanznaster, de olho em um mercado com 1,3 bilhão de pessoas e consumo per capita de 38,4 quilos do produto.
A Aurora planeja enviar volumes crescentes ao país asiático, que exige da empresa um tratamento especial - rastreabilidade dos animais desde o desmame, por exemplo. Quinze mil suínos já estão sendo preparados para o próximo lote, que deve ser o dobro do atual e ser embarcado daqui três ou quatro meses. "Esperamos que os embarques sejam diários no próximo ano", acrescenta Lanznaster.
Por enquanto, a operação não dá lucro, pois o custo logístico "empata" com o ganho previsto, segundo o empresário. "É um investimento que se faz necessário. Daqui três ou quatro anos, queremos exportar dez, quinze, vinte vezes esse volume [125 toneladas]", afirma. O embarque de estreia é visto como um "ensaio".
Maior mercado possível - Assim como a habilitação de três frigoríficos brasileiros para exportar à China, em abril do ano passado, pode ser vista como um ensaio à maior relação comercial do País no segmento de cárneos. Em dois anos, os chineses devem se tornar um "grande mercado", com potencial para ser "o principal", na visão do presidente da Associação Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto.
"A China deve se tornar, num futuro próximo, um grande mercado. Mas não deve ser em 2012", diz o representante. "Somada a Hong Kong, pode ser o principal", pontua.
Em janeiro, Hong Kong foi o principal destino da carne suína brasileira, absorvendo 37% do volume total. As exportações cresceram 8,47% em toneladas e 4,08% em valor no mês, em relação a janeiro de 2010. Foram embarcadas 37.756 toneladas e obteve-se uma receita de US$ 96, 82 milhões, de acordo com a Abipecs. Houve queda de 4,05% no preço médio do produto.
Foi no ano passado que a participação do mercado interno superou a do externo na pauta da suinocultura - mudança atribuída a uma migração no consumo de carnes e, em parte, à maior disponibilidade de carne suína, devida ao embargo russo.
Para Camargo Neto, a suinocultura só tem chance de voltar à orientação que vigorava até 2010 - mais exportações do que consumo interno - se a Rússia retomar suas compras no País. "Só se abrir a Rússia novamente", diz ele.Mas os negócios com a China tendem a pesar cada vez mais na balança comercial brasileira.
Além da Aurora, outras duas companhias foram autorizadas, em abril do ano passado, a exportar ao país asiático: a Marfrig, por meio da subsidiária Keystone Foods, e a BR Foods, que resulta da fusão entre a Sadia e a Perdigão.
Desde então, a Keystone atua na China por meio de duas joint ventures (associação entre duas empresas com projeto único e fins lucrativos), sendo suas parceiras a COFCO - maior fabricante de alimentos chinesa e grande importadora e exportadora de grãos, óleos e alimentos - e a Chinwhiz - situada em WeiFang, na província de Shandong, fabrica rações e abate frangos em 90 subsidiárias.
Os empreendimentos se baseiam na instalação de seis centrais de distribuição de alimentos, com investimento de US$ 252 milhões em dez anos, no caso da primeira parceria; e no processamento diário de 200 mil aves, de acordo com a definição da outra joint venture.
A Marfrig nã o quis comentar os negócios com a China. Quanto à BR Foods, comunicou a acionistas nesta semana que também estabeleceu uma joint venture com a companhia chinesa Dah Chong Hong Limited. O objetivo, segundo a empresa brasileira, é levar a marca Sadia ao mercado chinês. O alcance pretendido inclui a China continental, Hong Kong e Macau. Os volumes anuais são estimados em 140 mil toneladas de carne e US$ 450 milhões de receita. A BR Foods também não quis falar do assunto.
Líder em produção - No final de 2011, quando entrou na pauta de exportações da suinocultura brasileira, a China encomendou apenas 57 toneladas do produto. Sua produção, por outro lado, é a maior do mundo: 51,3 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O país é o quarto importador (560 mil ton) e o quinto exportador (280 mil).
Fonte: DCI

Frigorífico acusado de fazer “vaquinha” para compensar empregado que perdeu a perna

Wilson Aquino
O Frigorífico JBS II está sendo acusado de fazer “vaquinha” (arrecadaçãofinanceira diversa) junto aos mais de mil empregados da indústria, pararepassar à família do empregado Luiz Henrique Anunciação Ribeiro, 30 anos, quesofreu acidente na segunda-feira e perdeu uma perna (amputada ontem) depois quemédicos da Santa Casa de Campo Grande tentaram, por mais de 10 horas deoperação, evitar esse procedimento. A denúncia é de Vilson Gimenes Gregório,presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afinsde Campo Grande –Stiac/CG.
Osindicalista denunciou também que a empresa está operando normalmente e que nãotomou nenhuma providência para reparar os danos na esteia do matadouro, queestá com defeito e que provocou o acidente com o funcionário por conta disso. “Esseequipamento pode provocar novos acidentes. Isso é um absurdo”, comentou Vilson.
Eledisse também que a arrecadação financeira junto aos funcionários, encabeçadapelo supervisor do órgão, Rodolfo de tal, que teria feito reunião com todos osempregados hoje pela manhã, “é uma maneira de fugir de sua responsabilidade decobrir todas as despesas médicas e indenizatórias do funcionário”, comentou osindicalista.
VilsonGimenes disse também que o movimento sindical lamentou o desfecho do acidentecom Luiz Henrique Anunciação Ribeiro, que apesar de todos os esforços médicosacabou perdendo uma perna. Ele informou que o Sindicato está tomando todas asprovidências, por intermédio de sua Assessoria Jurídica, para que o funcionárioreceba todos os seus direitos por conta desse acidente grave. “Se ele tiverdireito a pensão, indenização ou qualquer outra coisa, vamos correr atrás erecorrer à justiça para que esses direitos sejam garantidos a ele”, comentou.
Osindicalista criticou a postura da direção da empresa que além de não promovero imediato conserto da esteira, cujos defeitos já haviam sido apontados pelosempregados e pelo sindicato, pouco fez na área médica para ajudar ofuncionário. “Ela se limitou a enviar algumas pessoas para simples visita aofuncionário. Todo atendimento médico ficou por conta do SUS. A empresa não ajudouem nada”, criticou o sindicalista.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Rússia libera um frigorífico de suíno e outro de bovino Rússia libera um frigorífico de suíno e outro de bovino

AE
Serviço sanitário russo liberou importações de carne suína da Seara e de carne bovina da Marfrig
selo
O serviço sanitário russo, Rosselkhoznadzor, desta vez tomou uma decisão favorável às exportações brasileiras. Ainda que sob rígido controle, o Rosselkhoznadzor liberou desde ontem as importações de carne suína da unidade da Seara localizada no município catarinense de Seara (SIF 490). Os russos também liberaram a entrada de carne bovina da unidade do frigorífico Minerva instalado em Araguaína (GO), de SIF 1940.
Os dados foram disponibilizados no site do Rosselkhoznadzor, que ainda não enviou comunicado oficial sobre a liberação para as autoridades sanitárias brasileiras. Na semana passada, os russos suspenderam as importações de carne suína da planta do frigorífico Riosulense (Pamplona) localizada em Rio do Sul (SC), fato que não também não foi oficializado ao governo brasileiro.
Atualmente existem três plantas habilitadas a exportar carne suína para a Rússia, duas delas foram liberadas no fim do ano passado. Na semana passada, a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura encaminhou ao Rosselkhoznadzor um parecer sobre o relatório feito pela missão veterinária russa que esteve no Brasil no fim do ano passado.
O próximo passo previsto no entendimento entre os dois países será a discussão da equivalência das normas sanitárias, que é apontada pelos russos como justificativa para o embargo imposto desde maio do ano passado às importações de carnes do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

Grupo Unibrax adquire parte do Frigo Casbe e deve abater 300 animais/dia em Chapadão do Sul

O frigorífico está localizado na BR 060 km 48, entre Chapadão do Sul e Paraíso
O Grupo Unibrax adquiriu 66% do Frigorífico Casbe e deve abater cerca de 300 cabeças de gado por dia em Chapadão do Sul, confirmou nesta quarta-feira o empresário Edilso de Oliveira, durante visita ao Prefeito Jocelito Krug.

A viabilização do empreendimento conta com o apoio da Prefeitura Municipal, que por meio do Programa de Desenvolvimento Integral de Chapadão do Sul – PRODICHAP fará o asfalto do acesso e estacionamento do frigorífico, além de dar todo o suporte necessário.

Edilso de Oliveira explicou que o grupo Unibrax adquiriu parte do frigorífico e locou o restante da estrutura por 36 meses e deve reiniciar o abate de gado no dia 1º de março. Segundo ele, neste princípio serão abatidos 300 animais por dia, mas o projeto já prevê uma ampliação para o abate de 450 animais no período de um ano. Outro investimento será no abate de suínos, que já está na fase de licenciamento.

O frigo Casbe passará a ser Uniboi e a previsão é que pelo menos 70 empregos diretos sejam criados, gerando mais renda no município.

O frigorífico está localizado na BR 060 km 48, entre Chapadão do Sul e Paraíso

O Grupo Unibrax atua há mais de 30 anos no mercado. Possui um empreendimento de desossa e distribuição de carne em Campo Grande e também um comércio de distribuição em São Paulo.

Grupo Guaporé Carnes é vendido para a Friboi e causa revolta dos trabalhadores da unidade de Confresa

Conforme noticiado em primeira mão nesse blog BOINORIO em 08-02-2012 :


Grupo Guaporé Carnes é vendido para a Friboi e causa revolta dos trabalhadores da unidade de Confresa
O grupo Guaporé carnes foi vendido ao grupo JBS Friboi, e o momento de transição da empresa esta causando revolta nos trabalhadores, principalmente do setor de abate, onde desde sábado os trabalhadores paralisaram as atividades diversas vezes, inclusive deixaram 400 bois no curral que deveriam ser abatidos.


Os serviços de abate estão suspensos na unidade de Confresa. Os trabalhadores paralisaram as atividades, devido o descontentamento relacionado ao acerto dos direitos trabalhistas, “nós queremos nossos direitos, o Guaporé vai entregar a unidade para a Friboi e não quer pagar os direitos dos funcionários e disse ainda que quem quiser receber que peça a contas”, disse a trabalhadora Marinalva do setor de abate, ao Portal Agência da Noticia.


  A venda do Grupo Guaporé carnes ao JBS foi confirmada na manhã desta quarta-feira (15-02) pelo Diretor Geral da Unidade do Frigorifico Guaporé de Confresa, “A empresa esta agora em fase de transição e aguardando a chegada da presidência do Grupo JBS prevista para hoje, onde será realizada uma reunião entre membros dos dois Grupos”, disse João Valdir ao Portal Agência da Noticia.  “Todas as sete unidades do frigorifico Guaporé foram vendidas ao Grupo JBS, e até o dia 17-02 o Grupo Guaporé Carnes continua as atividades, após esta data assumirá o Grupo JBS e os funcionários poderão continuar trabalhando sem necessidades de demissão de nenhum funcionário” complementou João Valdir, ao Portal Agência da Noticia.


João disse ainda que os acertos trabalhistas serão acertados com o Grupo JBS de cada funcionário que continuar normalmente, e se caso algum funcionário for mandado embora mesmo depois que o JBS assumir o acerto será feito concernente o tempo de trabalho, contanto com o tempo ocorrido enquanto Guaporé, o tempo de férias da mesma forma continuará contanto a partir do dia que o funcionário entrou na empresa, ou seja, na Guaporé, pois os direitos serão repassados assim como acontece nas grandes fusões.


A unidade do Guaporé em Confresa tem 400 funcionários diretos, e exportam carnes para São Paulo, Minas Gerais e para região Nordeste e os miúdos são exportados para a China e o Couro é levado para o Curtume de Sinop, de lá é exportado para Europa. O valor da venda ainda não foi revelado.

Consumo argentino de carne bovina em 2011 foi o menor de 90 anos





Buenos Aires - O consumo de carne bovina por habitante na Argentina em 2011 foi o menor dos últimos 90 anos: 55,5 quilos. O número representou queda de 3,7% em relação a 2010, segundo a Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (Ciccra). Somente em 1921, no pós-Primeira Guerra, se consumiu menos carne no país, 53,7 quilos por pessoa. Mesmo assim, nos anos posteriores, o consumo per capita não baixou de 60 quilos até chegar a 2002, ano da crise do default, quando cada argentino consumiu algo em torno de 58 quilos por ano.

A queda do consumo foi provocado pela forte queda no rebanho e os altos preços do produto ao consumidor, que optou por outras carnes. Conforme levantamento do Instituto de Promoção de Carne Bovina Argentina (Ipcva, na sigla em espanhol), entre dezembro de 2008, último ano antes da forte crise do setor, e dezembro de 2011, o preço do "asado" (costela), por exemplo, subiu 186%. No período, o filé aumentou 121% e o coxão mole subiu 180%.

A produção de carne bovina na Argentina registrou nova baixa em 2011, recuando 4,7%, a 2,5 milhões de toneladas, na comparação com 2010. Em relatório, a Ciccra informou que no ano passado as 10,8 milhões de cabeças de bovino abatidas representaram queda de 9,2% em relação a 2010 e menos 32,5% comparado com 2009 Em contrapartida, o presidente da Ciccra, Miguel Schiariti, disse que o abate de vacas foi o menor dos últimos 22 anos, o que indicaria uma recuperação do rebanho. Do total de animais abatidos em 2011, 38,3% foram fêmeas.

O menor abate de vacas em idade fértil ocorre após dois anos de liquidação das matrizes, em consequência da política oficial de controle do setor e de um longo período de estiagem em 2008 e 2009. A Ciccra alertou que um eventual prolongamento da estiagem, que se verifica desde dezembro último, poderia provocar novo aumento do abate de vacas. Porém, nas últimas semanas, o país recebeu grande quantidade de chuvas, que evitariam uma seca mais severa.

Por causa da estiagem em dezembro, os produtores anteciparam muitos abates e a produção de carne aumentou 16%, comparada com igual mês de 2010, alcançando 246 mil toneladas. O abate cresceu 13%, alcançando 1,06 milhão de cabeças, no mesmo período. A Ciccra explicou que a falta de chuvas provoca escassez de alimentos e de água para os animais, que são enviados para o abatedouro antes de perder peso e valor. A Ciccra informou, ainda, que as exportações foram menores no período comparado, e experimentaram um retrocesso de 18,4%, a 156.552 toneladas. A indústria de carne bovina argentina vive uma crise nos últimos anos, com dezenas de frigoríficos fechando portas.