quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Preço da carne vermelha dispara no Paraná

Valorização média foi de 10% neste ano, mas custo de alguns cortes nobres chegou a subir 22%

Nos açougues e supermercados do Paraná os preços da carne estão subindo quase que diariamente. Uma combinação de fatores que envolve consumidores, produtores, o clima seco e o ciclo pecuário tem contribuído para que a carne bovina esteja entre os produtos mais caros da cesta básica este ano. Dados da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP) - que realiza pesquisas semanais na cadeia produtiva da carne -, apontam que o produto teve uma valorização de 10% no Estado entre janeiro e outubro deste ano. Já a arroba do boi gordo, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), subiu no último ano em média 21% (com pico de R$ 87), com alguns cortes de primeira atingindo 22% de aumento.

Para José Antonio Fontes, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC), o aumento está relacionado diretamente a alguns pontos como a manutenção do consumo, o aumento do abate de fêmeas nos últimos três anos, a prorrogação da seca e a redução do volume de animais tratados em confinamento. ""Todos esses fatores aconteceram simultaneamente, o que é raro. Como a renda do brasileiro está boa, o consumo interno não caiu. Entretanto, a oferta dos animais está aquém da demanda"", explica.

Já o aumento do abate das fêmeas está diretamente ligado ao ciclo pecuário. Alex Lopes da Silva, consultor de mercado da Scot Consultoria, explica que em 2006 a oferta estava alta e os preços baixos, o que levou os produtores a aumentar os abates de matrizes para diminuir as despesas de produção e, assim, incrementar os ganhos. ""O aumento de preços da carne vermelha atinge todo o Brasil. Agora, o pecuarista tem retido suas fêmeas, mas leva um certo tempo para o ciclo voltar ao normal. A recuperação é lenta e o mercado deve permanecer firme até o final do ano"", ressalta Silva. Só como comparação, o especialista mostra que em São Paulo o aumento foi de 14% e no Rio de Janeiro, 8%.

Outro fator importante para a valorização do produto são as exportações, inclusive para países com certa tradição na produção de carne vermelha, como a Argentina. ""Tem faltado carne vermelha em todo o mundo, o que faz que até a Argentina queira importar nosso produto. Os preços não vão retornar aos antigos valores no País. O pecuarista esta em processo de recuperação, negociando como em setembro de 2008"", comenta o presidente da ANPBC

Dentre os cortes que tiveram maior aumento na média do Estado, de acordo com o Deral, estão o alcatra (22%), o contrafilé (18,5%), o coxão mole (14,28%), o patinho (13,92%) e o acém (14,33%). ""Os números relacionados ao aumento da arroba do boi são significativos, mas o consumidor não deixa de consumir a carne vermelha, é um hábito do brasileiro. Não podemos dizer se a arroba do boi vai subir ainda mais, já que não sabemos como o clima vai se comportar"", completa Adélio Borges, consultor de bovinocultura de corte do Deral.

Victor Lopes

Folha de Londrina

Mercado Rio

Hoje no Rio a pedida no boi inteiro é a seguinte:
- Traseiro R$ 7,40
- Dianteiro R$ 4,90
- PA R$ 4,80

No alcatra a pedida  de R$ 11,40 kg e no contra filet R$ 11,70 kg.

Já existem compradores para os preços acima e os frigorificos não querem liberar a carne.

Tendência de alta vem desde janeiro

Os preços das carnes nos supermercados tiveram altas significativas no mês passado. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o aumento de setembro sobre agosto foi de 1,53% para carne traseira e 3,9% para dianteira.

Mas esta tendêndia de alta vem sendo registrada deste o ínicio deste ano. Dados da Abras apontam que a variação em 2010, de janeiro a setembro, foi de 2,1% na carne dianteira e de 4,4% na traseira e no acumulado de 12 meses de 5,8% e 13,9%.

– Isso sem considerar a maior alta, que foi nos últimos dias, já em outubro – explica a assessoria da Abras.

No Mercado de Carnes Kretzer, de São José, o preço do frango subiu mais nos últimos dias, registrando uma alta de 15%, enquanto que a carne bovina aumentou os mesmos 15% ainda no mês passado.

– A picanha estava custando R$ 27,50 o quilo e passou para R$ 31,50. O coxão mole passou de R$ 12,80 o quilo para R$ 13,80 – conta o dono do açougue, Jaci Carlos Kretzer.

Na rede de supermercados Giassi, a segunda maior do Estado, a carne bovina aumentou cerca de 20% ainda em setembro. Em outubro, os preços se acomodaram, de acordo com o presidente do grupo, Zefiro Giassi. Mas ele alerta que a sua rede consegue comprar do Rio Grande do Sul, Estado produtor que não sofreu tanto com a seca quanto o Centro-Oeste.

– Quem está comprando da região Norte está pagando mais caro. No Sul, o RS ainda tem estoque de gado de pastagem gordo.

Preço depende da época do ano

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o volume de abate de bois pelos frigoríficos tem sido menor por causa do período de entressafra, apesar do aumento registrado no consumo.

Como o volume de carne é menor e a demanda interna está aquecida, o preço disparou, explicam os especialistas do Cepea, que lembram que o preço da carne é sazonal, ou seja, varia em função da época do ano. No início do mês, ele aumenta porque o consumo também aumenta. No final do mês, cai um pouco. O que tem ocorrido de diferente nos últimos meses é que a carne segue cara em épocas que deveria ficar mais barata.

Por que a carne não para de subir

Explicação para o novo vilão da inflação inclui uma seca na Rússia e o mercado internacional

Quem diria, mas a estiagem na Rússia e o fato de a China voltar a comprar milho no mercado internacional são responsáveis pela inflação da carne na mesa dos catarinenses.

Para o consumidor final, alguns cortes de carne bovina estão 20% mais caros, em média, enquanto as carnes de frango e suíno aumentaram até 25%. E o pior da notícia vem agora: os preços devem continuar subindo e não há previsão deles recuarem, a não ser na próxima safra. Ou seja, somente em 2011.

A carne bovina sofre efeito da crise do setor, que abalou a produção desde o ano passado e agora há menos abate. Mas a seca nas regiões Centro-Oeste e Norte do país também contribuiu para faltar boi gordo para os frigoríficos. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o aumento no consumo interno de carne bovina forçou a alta nos preços por causa da dificuldade de comprar boi gordo, o que acaba elevando o custo operacional dos frigoríficos.

Em valores nominais, o preço atual do traseiro (carne de primeira) bateu o recorde de R$ 7,50 o quilo para os frigoríficos, conforme levantamento realizado pela Scot Consultoria.

Além da falta de matéria-prima e o maior consumo interno, as exportações têm ajudado a escoar a produção. A Abrafrigo não descarta novos reajustes até o final do ano, mesmo com a saída de animais de confinamento, porque os preços da arroba da carne também têm subido. Além disso, no final do ano cresce o consumo de carne no país.

– A carne bovina deve ser mais valorizada, e não há previsão de os preços baixarem a não ser na próxima safra. Suínos e frangos já subiram 25% – alerta o secretário estadual de Agricultura, Enori Barbieri.

Segundo ele, houve redução da produção de carne bovina e, com menos produto no mercado, o preço subiu pela lei da oferta e demanda.

– O consumidor foi escolher outras carnes e puxou também o reajuste do frango e do suíno. Nestes dois casos, o preço também subiu porque 75% do custo de produção destes animais depende de milho e soja presentes nas rações, e a cotação destes grãos sofreu um aumento significativo no mercado internacional.

Carne e frango devem continuar subindo

Dois fafores explicam o cenário de alta, diz Barbieri: a seca na Rússia, um dos grandes produtores agrícolas mundiais, e a China, que, embora não costume importar milho, comprou 1,5 milhão de toneladas dos EUA, desequilibrando o mercado.

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Antonio Evaldo Comune, afirma que a carne bovina deverá manter o posto de maior vilão da inflação em outubro. Outro item que subiu bastante no mês passado e permanece com tendência de alta é o frango, observa o coordenador do IPC. Em setembro, o item subiu 7,02%, contra os 3,40% registrados em agosto.

Além do maior preço dos insumos, o preço do frango também sofre influência das exportações catarinenses em 2010, que cresceram 20% em relação a 2009, deixando menos produto no mercado interno. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes (Sindicarnes) de SC, Ricardo Gouveia, o frango mais caro está ligado diretamente ao milho.

– A saca de milho estava entre R$ 14 e R$ 15. Agora, está em R$ 26.

simone.kafruni@diario.com.br
SIMONE KAFRUNI

Cama de frango na alimentação de bovinos


O uso da cama de frango na alimentação de bovinos é proibido no Brasil há mais de seis anos. Mas, tem criador que não respeita a regra. O repórter Victor Andrade mostra o que está acontecendo em Goiás.
Nós últimos três meses, o Ministério da Agricultura em parceria com a defesa agropecuária de Goiás intensificou a fiscalização nas fazendas. Nesse período foram interditadas 12 propriedades com 624. As consequências dessa prática ilícita podem comprometer o rebanho de um país inteiro.
Além do risco de transmitir o botulismo, uma doença mortal, a cama de frango pode provocar o mal da vaca louca. Na Europa, essa doença surgiu por causa da ingestão de proteína de origem animal pelo gado bovino. No Brasil, ainda não apareceu um caso sequer do mal da vaca louca. Mas, a prevenção é uma das armas para garantir a nossa presença no mercado internacional da carne.
“É exatamente aí a nossa preocupação. Hoje, o Brasil é o maior exportador de carne no mundo. Se surgisse o único caso dessa doença em Goiás ou em qualquer outro município do Brasil, todo país perderia esses contratos de exportação”, alertou Hélvio dos Santos, veterinário fiscal agropecuário.
O pecuarista Fernando Mendonça, que arrenda uma propriedade no município de Buriti Alegre, no sul de Goiás, foi flagrado alimentando o gado com a cama de frango. Sessenta e oito cabeças foram separadas e poderão ser sacrificadas.
A fiscalização foi intensificada nos últimos meses. Quando a cama é encontrada nos cochos, o pecuarista é notificado e as amostras recolhidas são enviadas ao laboratório. Se for confirmada a presença de proteína animal na ração, o pecuarista pode sofrer sérias punições.
“A partir do momento que sai o laudo laboratorial dizendo que tem proteína de origem animal nessa cama de aviário que estava sendo oferecido aos animais, ele tem 30 dias para abater esses animais em frigorifico. Caso ele se recuse a abater esses animais, nós nos deslocamos até a propriedade, com a ajuda da Polícia Militar, e fazemos o sacrifício sanitário na propriedade com destruição da carcaça na propriedade”, explicou Leonardo Guimarães, veterinário fiscal agropecuário.
Se for confirmada a irregularidade, além de mandar os animais pro abate, o pecuarista fica sujeito a uma multa fixada pela Justiça.
Globo Rural

Assaltantes levam R$ 25 mil de frigorífico em Barra Mansa

Barra Mansa
Dois homens levaram cerca de R$ 25 mil, durante assalto a um frigorífico que ocorreu por volta das 15h na segunda-feira, no bairro Vila Ursulino. De acordo com informações da 90ª DP, eles abordaram os funcionários do estabelecimento e ameaçaram a todos com armas de fogo.
Ainda de acordo com informações da polícia, além do dinheiro, foram roubados relógios, celulares e documentos pessoais das vítimas. Um carro modelo Astra, de placa LNG0019, e dois notebooks da empresa também foram levados. Os assaltantes ainda levaram as chaves da empresa e da casa da proprietária do frigorífico.
 

Família Mondelli profissionaliza a empresa e nomeia novo presidente


Desafios enfrentados, como a crise econômica de 2008 resultaram na implantação de um novo modelo de gestão por especialista


Depois de passar por inúmeros desafios desde 2005 - com a disseminação de casos de febre aftosa que resultaram em numeroso abate de bovinos em vários Estados do Brasil -, passando pelos reflexos da crise econômica mundial de 2008, os sócios do Frigorífico Mondelli decidiram alterar a gestão dos negócios e investir na profissionalização da estrutura da empresa implantando o modelo de governança corporativa. A fase de reestruturação está sendo oficialmente implantada nesta semana, comandada pelo agora diretor-presidente do frigorífico, Satoshi Fukuura.

Com passagens por grandes empresas como Credicard, Sistema Financeiro Bandeirantes e Grupo NP, além de ter em seu currículo a recuperação de várias empresas familiares, Fukuura tem entre suas metas afinar a atuação do novo Conselho Administrativo e de Agropecuária, profissionalizar os negócios, adequar o trabalho da empresa aos novos hábitos do consumidor e fortalecer sua ligação com a comunidade local.

“Nós vamos atuar para o fortalecimento da marca, preparando a empresa para um planejamento sustentável. Eu estou em Bauru há apenas três semanas, e quando completar o segundo mês do trabalho iniciado na empresa, vou apresentar aos sócios um planejamento estratégico que será seguido para que o Mondelli continue crescendo e, futuramente, amplie sua atuação no mercado”, destaca Fukuura, formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Ao lado dele, a nova diretoria executiva da empresa inclui o administrador de empresas Roberval Neres Santos (que foi executivo da Perdigão durante 23 anos) como diretor administrativo comercial, o economista Luiz Carlos de Souza Reis como diretor financeiro e o médico veterinário Gustavo Tabare Goyen Normey como diretor industrial.

“São todos profissionais experientes no mercado e qualificados para participar da implantação deste novo modelo de gestão”, acrescenta o diretor-presidente.

Também faz parte das mudanças uma reestruturação societária. Dos seis núcleos familiares que participavam da administração da empresa, ficaram quatro. Dessa forma, passam a fazer parte do Conselho Administrativo os sócios Constantino, Antônio, José e Braz Mondelli.




‘Novo mercado’


“O mercado se tornou muito complexo em todos os segmentos. Então, a forma de conduzir a empresa precisou mudar. Junto com a mudança na organização societária, a reestruturação da força de trabalho está entre os principais focos desse plano que está sendo desenvolvido agora. Sai de cena a gestão familiar para que a empresa possa ser profissionalizada”, diz Fukuura.

Em entrevista concedida ontem à reportagem do Jornal da Cidade, Constantino Mondelli fez questão de ressaltar que não existe, nem “nunca houve”, a intenção da empresa fechar as portas ou sair de Bauru.

O diretor-presidente frisou ainda que as turbulências pelas quais passou o setor evidenciaram aos sócios do frigorífico a necessidade de mudar a gestão dos negócios, o que incluiu a adequação do número de trabalhadores ao volume de negócios. Atualmente a empresa conta com 650 funcionários.





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Histórico


A atuação da tradicional família Mondelli no ramo alimentício vem desde 1935, quando o fundador da empresa adquiriu uma fábrica de miúdos bovinos e, posteriormente, uma fábrica de linguiças. Em 1957 foi criado o Frigorífico Vangélio Mondelli Ltda, já como matadouro e frigorífico capacitado para o abate e manuseio de bovinos, suínos, caprinos e ovinos. Em 1975 o Mondelli efetuou o registro no Sistema de Inspeção Federal (SIF).

Os negócios evoluíram até que, em 1986, foi obtida a certificação para exportação e introdução dos produtos no mercado internacional. Em 1993 o frigorífico inaugurou sua linha de produtos industrializados e embutidos, agregando maior valor à sua produção e ampliando sua participação no mercado. Em 2004 a empresa ampliou a capacidade produtiva de carnes in natura e produtos industrializados.

A partir de 2008, passou a enfrentar desafios decorrentes da crise econômica mundial e de mudanças no mercado, o que culminou, recentemente, com o processo de reestruturação pelo qual passa o Frigorífico Mondelli no momento.



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Meta é voltar a crescer com a nova gestão


Questionado sobre as alegadas turbulências que atingiram a empresa, o atual diretor-presidente, Satoshi Fukuura, voltou a destacar os problemas desencadeados em 2005 com a febre aftosa, a crise econômica de 2008 que incluiu restrições à liberação de crédito - e que, segundo ele, resultou na diminuição drástica das exportações de carne bovina in natura no País devido à redução dos contratos com a União Européia (UE,) decorrente de problemas com a rastreabilidade do gado - e o câmbio desfavorável para vendas externas.

Contudo, garantiu que o Frigorífico Mondelli continua atuando tanto no mercado interno quanto no externo, mantendo as relações e o embarque de carnes para os 32 países que já eram clientes da empresa bauruense antes dos problemas começarem. Entre eles destacam-se Arábia Saudita, Filipinas, Irã, Egito, Cingapura, Norte da África, Ásia e vários países da Europa.

“Passados alguns processos de ajuste, como a adequação do tamanho da empresa ao seu volume de negócios e a reestruturação societária, agora a ideia é aumentar a produção e as vendas e voltar a crescer, porém com os fundamentos da empresa mais fortes”, ressalta Fukuura. Também faz parte da nova filosofia da empresa o investimento em ações sociais junto à comunidade local.

O processo de implantação do novo modelo de governança corporativa no Frigorífico Mondelli também contou com o trabalho de grandes companhias especializadas, como a Faldini Consultoria Familiar, BKGB Sociedade de Advogados Empresariais e BDO Brazil Auditores Independentes. 
 
Patrícia Zamboni

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Empresas brasileiras de olho na Tegel Foods



De acordo com a agência de notícias internacional Bloomberg, um memorando com informações importantes de venda da neozelandesa Tegel Foods foi enviado na última sexta-feira (08/10) e agitou os ânimos de empresas na América do Sul e na Ásia. A empresa pode ser vendida por US$ 750 milhões. A Tegel, responsável por 52% do fornecimento de carnes da Nova Zelândia, com maior atuação no setor avícola, estaria na mira dos principais grupos brasileiros envolvidos com o setor cárneo - JBS, Marfrig e Brasil Foods.
A compra da Tegel Foods por uma empresa brasileira apenas daria continuidade a uma tendência já iniciada em 2009. O Grupo JBS, por exemplo, adquiriu a Pilgrim's Pride, gigante avícola dos EUA, por US$ 800 milhões. Já a Marfrig Alimentos desembolsou US$ 1,3 bilhões para adquirir a Keystone Foods, como parte da estratégia da companhia de se tornar fornecedora das maiores redes de restaurantes dos mundo - como Subway e Mc Donald´s.
Na Ásia, segundo a agência Meat Trade News, há indícios de que a empresa chinesa Bright Food China, ou as cingapurenses Cerebos Pacific e Olam poderiam entrar na disputa pela compra da empresa. A empresa australiana Goodman Fielder também mostrou interesse neste negócio, mas admitiu que pode ter dificuldades para financiar a aquisição.
Vantagens da aquisição- A gestão da Tegel Foods, informa a Meat Trade News, está confiante de que há muitas oportunidades de crescimento para o seu "próximo dono". Uma opção seria aumentar a oferta de produtos cárneos aos supermercados e restaurantes australianos. Outra vantagem, sinalizada pela agência de notícias internacional, é a dinâmica de mercado única da Tegel. A empresa que conseguir a aquisição será capaz de atual em em mercados altamente protegidos. A Nova Zelândia não permite a importação de carne de frango. E a Austrália importa frangos exclusivamente da Nova Zelândia, por razões de segurança alimentar.

Redação Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial

Do Paraná para o mundo


Fonte de proteína animal barata e de qualidade, a carne de frango está cada vez mais em alta no mercado mundial. Maior produtor do planeta, o Brasil vem aumentando progressivamente suas exportações.
Bom negócio
A carne de frango in natura foi o destaque das exportações brasileiras de carne em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2009. E em termos de receita a exportação de frango teve um crescimento de 26,7% no último mês, mostrando que produzir franco é, definitivamente, um grande negócio.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a receita das exportações de frango in natura somou US$ 519,4 milhões no mês passado. O resultado foi impulsionado pela alta de 6% no preço médio da tonelada embarcada, de US$ 1.665.
Paraná, destaque
O Brasil é líder mundial e o Paraná é o maior produtor nacional de frangos, vivendo um momento extraordinário. As exportações paranaenses de carne de frango estão batendo todos os recordes em 2010. E Umuarama está neste mapa.
Graças ao aquecimento do consumo mundial, o Estado tem se destacado tanto na produção quanto em faturamento nas exportações de carne de franco, alavancando a alta no setor em todo o País.
No período de janeiro a agosto, o Paraná exportou 660.805.732 quilos de carne de frango, contra 646.690.631 em 2009. Esse incremento na exportação elevou também o faturamento do setor nas vendas externas.
Hoje no Estado são 30 indústrias e cooperativas avícolas em funcionamento, responsáveis pela grande quebra de recordes de produção nesse ano. De acordo com dados do Sindicato dos Avicultores do Paraná (Sindiavipar), as expectativas de produção para 2010 serão ultrapassadas. "Tínhamos uma previsão otimista de crescimento de até 10% no ano. Já estamos entrando na reta final do ano, então possivelmente teremos resultados acima do esperado no setor", explica o presidente da entidade Domingos Martins.
Crescimento
Tradicional produtor e exportador, respeitado no mercado consumidor em todos os continentes, o Paraná conta, além da especialização de seus produtores, com excelentes condições de topografia, clima, infraestrutura para o escoamento da produção e também um consolidado conhecimento nas vendas internacionais, o que assegura um quadro de estabilidade para a atividade, de acordo com o presidente da Avipar.
"Ainda temos muito o que crescer nesse setor no Paraná. Temos muito potencial a explorar ainda", explica Martins, acrescentando que o grande desafio da avicultura neste momento é a ampliação da sua capacidade de produção. Por incrível que pareça, o desafio do Paraná não é vender, mas sim produzir carne de frango, já que o mercado mundial apresenta uma forte de tendência de ampliar o consumo.
Hoje, o Paraná exporta para 120 países, em cinco continentes, e é o maior produtor e um dos maiores exportadores de carne de frango do País.

Mercado mundial

Ampliar a capacidade de produção de frango é realmente o desafio paranaense para continuar tendo presença forte no mercado mundial, especialmente porque, a exemplo do que acontece no Brasil, a carne bovina vem perdendo terreno também na preferência dos consumidores estrangeiros.
"A demanda por proteína animal é tão grande e está crescendo tanto nos países emergentes que se tornou um problema para os produtores de carne bovina, já que não há como aumentar rapidamente a produção, como se faz com o frango, que tende a exportar cada vez mais", analisa o ex-ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes.
Estimativas de analistas apontam avanço na demanda global por carnes em geral, mas em ritmo menor para a bovina, que tem preços mais altos que o frango, por exemplo. De acordo com estes especialistas, o consumo de carne bovina no mundo deve cair de 60,8 milhões de toneladas em 2010 para 64,5 milhões em 2020, perdendo espaço para a carne de frango.
Averama, entre os grandes exportadores
Embora muitos não saibam, Umuarama e região tem uma participação significativa na produção e exportação de carne de frango, colocando-se entre os grandes do segmento.
Segunda maior geradora de impostos no Município, a Averama é a 22ª maior exportadora de frangos do País, comercializando 2.160 toneladas mensais para países do Oriente Médio, Ásia e África.
Abatendo atualmente 70 mil aves/dia, oferecendo 1.600 empregos diretos, a empresa tem capacidade para dobrar este abate, credibilidade e mercado aberto para exportar, mas tem esbarrado no baixo crescimento da atividade de produção na região.
Com 200 produtores integrados, nas regiões Oeste e Noroeste, com 400 aviários em atividade, a empresa projeta para o próximo ano uma expansão de 100% na atual capacidade de produção
Umuarama Ilustrado

Frigoríficos de MT expandem negócios com a Venezuela

Autor: Só Notícias/Alex Fama

A carne bovina matogrossense está expandido os horizontes no mercado internacional. A Venezuela aumentou em 83,41% a compra do produto estadual em agosto comparado com julho. Foram embarcados para aquele pais 2,23 mil toneladas de equivalente carcaça. Já a União Europeia comprou 42,03% no mesmo período, o que representa um montante de 1,26 toneladas de equivamente carcaça.

Apesar deste aumento para estas duas localidades, o maior número das exportações matogrossenses ainda está direcionado para o Oriente Médio e a Rússia. Juntos, estas duas localidades somam 38,8% do volume comercializado pelo Estado.

O volume das exportações, de junho a agosto, registou alta de 43,4%, em relação ao mesmo período do ano passado, obtendo um acumulado de 72,04 mil toneladas equivalente carcaça. “Esse incremento no volume de esportação é um reflexo da melhora na demanda internacional, que vem aceitando níveis de preço cada vez mais elevados. No ano, os embarques matogrossenses já acumularam os 157,64 toneladas equivalente carcaça”, aponta o relatório do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).