segunda-feira, 5 de março de 2012

Marfrig nega participação em triangulação com ex-BB

Movimento teria como objetivo repassar recursos para o ex-vice-presidente do banco, Allan Toledo

por Agência Estado
Marcelo Min
Marcos Molina, fundador do frigorífico Marfrig e presidente do Grupo Marfrig, é sócio de Mantovani na empresa Biocamp (Foto: Marcelo Min)
Grupo Marfrig negou neste domingo (4/3) qualquer envolvimento em uma possível triangulação envolvendo o empresário Wanderley Mantovani, que teria como objetivo repassar recursos para o ex-vice-presidente do Banco do BrasilAllan Toledo. Em comunicado enviado à Agência Estado, o grupo destacou que mantém "relações comerciais e societárias legalmente constituídas e públicas" com Mantovani e que tais relações "envolvem diversas transações de ordem comercial e financeira". Essas operações, entretanto, "se restringem ao âmbito da natureza específica dos negócios existentes", segundo o texto.Marcos Molina, fundador do frigorífico Marfrig e presidente do Grupo Marfrig, é sócio de Mantovani na empresaBiocamp

O eventual envolvimento entre Marfrig e Allan Toledo foi publicado no último sábado (3/3) em reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A matéria destaca que Toledo teria recebido depósitos de quase R$ 1 milhão em sua conta bancária e que parte desse dinheiro teria passado pelas contas de Mantovani. O empresário, por sua vez, teria adquirido a casa de uma aposentada que tem Toledo como procurador e herdeiro, ainda segundo a publicação. 

Molina detém 22% das quotas da Biocamp e Mantovani, sócio fundador da usina, outros 12%, segundo o comunicado da Marfrig. A Biocamp, localizada no município de Campo Verde (MT), produz biodiesel a partir do uso de sebo e óleos vegetais

No texto, o Grupo Marfrig destaca que firmou contrato de opção e promessa de cessão não vinculante e não material das quotas de Mantovani e seus sócios na Biocamp. Com isso, o Marfrig assumiria o controle do projeto originado em uma iniciativa experimental da Universidade de Campinas (Unicamp). 

"O projeto da usina de biodiesel expandiu e foi um sucesso, tanto que outras empresas do setor de agrobusiness e players do mercado bovino entraram no segmento. Para manter o direito de preferência em relação à usina, a empresa (Marfrig) firmou um contrato de opção e promessa de cessão não vinculante e não material (...) com Mantovani e seus sócios", explicou o Marfrig. A viabilidade da operação ainda depende de avaliação a ser feita por auditoria. 
Resposta
Essa operação seria a origem do repasse de recursos de Molina e do Grupo Marfrig para Mantovani. "A empresa assegura que nenhuma de suas transações com o empresário Wanderley Mantovani e seu grupo empresarial (inclusive com a imobiliária Mantovani Imóveis) teve por objetivo participar direta ou indiretamente do processo de aquisição do imóvel citado pela reportagem", destaca o comunicado. "O Grupo não aceita qualquer insinuação ou vinculação de seu nome à prática de atos que não estejam de acordo com seu Código de Ética", complementa o texto.
O comunicado ressalta ainda que o Grupo Marfrig mantém operações regulares de crédito com o Banco do Brasil há duas décadas e que as operações de crédito da instituição financeira não são definidas por uma única pessoa. "O corpo técnico da instituição é altamente preparado e participa sempre, de forma atenta e minuciosa, de todas as inúmeras instâncias e etapas de avaliação, visando a preservar os legítimos interesses daquela instituição financeira", destaca o Marfrig, sinalizando que Toledo não poderia aprovar um financiamento para o grupo sem o aval de uma análise técnica. 

"Além do Banco do Brasil, a companhia opera com diversas instituições bancárias e todas as operações financeiras são sujeitas a um criterioso processo de avaliação e aprovações pelos competentes comitês de crédito", complementa o grupo, que encerra o comunicado reiterando sua "rígida política de Governança Corporativa" e se colocando à disposição para esclarecimentos adicionais sobre o tema.

Seara tenta conquistar consumidor com marcas alheias


Produção. Seara ficou com fábricas e marcas da BRF
O frigorífico Marfrig diz há tempos que sua prioridade é expandir sua pegada no varejo. No entanto, nos últimos três anos, sua marca para o consumidor - a Seara - continuou em um distante terceiro lugar no mercado de carnes, com participação de 6% a 8% na maior parte dos segmentos. Segundo especialistas em marcas, o problema é que o consumidor ainda vê a Seara como uma alternativa às líderes Sadia e Perdigão.
Para mudar essa realidade, a empresa usará uma nova arma: as marcas adquiridas exatamente de sua maior rival, a Brasil Foods (BRF).
Forçada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a se desfazer de alguns ativos, para que a fusão entre Perdigão e Sadia fosse aprovada, a BRF repassou mais do que fábricas ao Marfrig. Foi obrigada também a ceder algumas marcas, entre elas Rezende, Tekitos, Patitas, Light Elegant e Fiesta, além da margarina Doriana.
O executivo americano David Palfenier (ex-PepsiCo) foi contratado há três semanas para comandar a Seara e ainda estuda quais marcas da BRF serão usadas. A ideia é aproveitar a 'herança' para criar linhas de produtos de alto valor agregado ou com o apelo light. 'É possível trazer mais variedade, como a PepsiCo fez com os salgadinhos. Mas sempre com a marca principal em mente', explica Palfenier.
Outra determinação do Cade - a que obriga a BRF a retirar a marca Perdigão de circulação por até cinco anos em determinadas linhas de produtos - deve ajudar o trabalho de Palfenier. Isso porque, segundo dados da consultoria Nielsen, Sadia e Perdigão tinham juntas 54% do setor de industrializados de carnes no Brasil, em volume, enquanto a Seara ficava com 7,6%. Com a Perdigão fora do caminho, a Seara lutará contra a força de só uma grande marca, em vez de duas. A pulverização do nome Seara em novas linhas pode ser uma arma para diminuir ao menos um pouco a vantagem da concorrente.
Vice. O Marfrig, diz Daniela Bretthauer, analista da Raymond James, está em um segmento forte, de grande crescimento, mas ocupa uma 'distante posição de número dois' - mais ou menos como ocorre com a Schincariol e a Petrópolis em relação à Ambev nas cervejas. 'É de interesse do varejista que esse domínio seja menos acentuado, até porque o dono do supermercado não quer ficar na mão de um só fornecedor. Esse é um ponto a favor do Marfrig', diz Daniela. 'Mas é claro que essa diferença nunca vai se fechar, talvez só diminuir um pouco.'
A ampliação de portfólio é conhecida no mercado como 'extensão de marca', segundo José Roberto Martins, presidente da consultoria Global Brands. É uma estratégia comum em grandes grupos. A 'marca-mãe' endossa produtos de nicho para diversificar sua presença nas gôndolas. 'É positivo, desde que os novos produtos tragam alguma novidade ao mercado.'
Segundo uma fonte do setor, a opção da BRF em fechar o acordo com o Marfrig pode ter tido como pano de fundo as dificuldades do frigorífico para firmar sua marca de varejo. Um grupo mais forte no setor, como a americana Tyson, poderia tirar maior proveito dos ativos e marcas herdados. Resta saber agora se o Marfrig, com o novo executivo, conseguirá provar que a concorrência está errada.
Divisão de processados
Na semana passada, o Marfrig criou uma divisão separada para alimentos processados, a Seara Foods. A unidade abrigará as operações da marca de varejo, da Keystone e da Moy Park.

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Henrique Meirelles


O  blog parabeniza a família Batista pela contratação do Dr .Henrique Meirelles para assumir a presidência da  
 J&F  Participações . Foi uma contratação impar   muito importante  e temos certeza que  ele alcançara  os objetivos do grupo com sua capacidade de liderança e conhecimento extraordinário do mercado financeiro mundial .

Henrique Meirelles assume a presidência da J&F Participações

Além do frigorífico, a holding J&F ainda detém o banco Original, a empresa de papel e celulose Eldorado, a fabricante de higiene e produtos de limpeza pessoal Flora e a fabricante de produtos lácteos Vigor.
Brasília - O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles assume amanhã a presidência do Conselho da J&F, holding que controla o frigorífico JBS, maior empresa de processamento de proteína animal do mundo. Ele vai ficar responsável por desenhar a estratégia mundial do grupo.
Além do frigorífico, a holding J&F ainda detém o banco Original, a empresa de papel e celulose Eldorado, a fabricante de higiene e produtos de limpeza pessoal Flora e a fabricante de produtos lácteos Vigor. O faturamento anual do grupo supera os R$ 55 bilhões.
Com a decisão de entrar no mundo corporativo, Meirelles abdica do plano político de disputar algum cargo nas eleições municipais de 2012. No ano passado ele se filiou ao PSD, a convite do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, para facilitar a eventual aliança entre o partido e o PT. O apoio declarado por Kassab à candidatura de José Serra (PSDB) para a prefeitura da capital paulista deixou essa participação de Meirelles no segundo plano.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Chineses vão saborear a carne suína da BRF

Nelson Priori



A BRF realizou o primeiro embarque de carne suína para a China. O produto, sobrepaleta suína congelada sem osso, foi processado na unidade da empresa em Rio Verde (GO), uma das três plantas brasileiras de carnes habilitadas a exportar para aquele país. A comercialização no mercado chinês será realizada pela joint venture, criada recentemente pela BRF e pela chinesa Dah Chong Hong Limited (DCH), que além da distribuição de produtos no mercado chinês, processará carnes em unidades locais, desenvolverá a marca Sadia e atuará nos canais de varejo e food service na China Continental, Hong Kong e Macau. 
Por enquanto, a BRF está autorizada a exportar apenas carne suína desossada para aquele país, mas a empresa já trabalha para habilitar plantas instaladas em Santa Catarina, de onde é permitido também o embarque de carne suína com osso, uma vez que o Estado é considerado livre de febre aftosa sem vacinação. 
O início das conversações sobre a parceria entre a BRF e a DCH foi anunciado ao mercado em maio do ano passado. A expectativa é que o negócio represente, no primeiro ano, volumes acima de 140 mil toneladas e receitas de aproximadamente US$ 450 milhões. 

Ministério Público consegue interdição de frigorífico em Mato Grosso

Autor: Assessoria 

O Ministério Público do Trabalho (MPT), em Alta Floresta, obteve decisão liminar em ação cautelar de interdição da caldeira, oito vasos de pressão e da sala de máquinas da empresa Brasfri S/A, na cidade de Nova Monte Verde.

O frigorífico Brasfri S/A havia sido fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a ação resultou, no dia 1º/02/2012, na lavratura de dezenas de autos de infração, além da interdição administrativa das referidas máquinas e do setor.

Apesar de não cumprir os termos de interdição do MTE, conforme denúncia recebida pelo MPT, em que pese a situação de risco grave e iminente relatada pelos auditores do Trabalho, de acordo com a NR-13, o frigorífico, ainda, conseguiu decisão liminar em mandado de segurança, na 2ª Vara do Trabalho de Cuiabá, com questionamento formal quanto à competência para a lavratura dos termos de interdição administrativa.

Diante da situação de extremo risco imposto a centenas de trabalhadores do frigorífico, o MPT ajuizou ação cautelar de interdição na Vara do Trabalho de Alta Floresta, obtendo decisão em que o juiz do Trabalho, André Araújo Molina, determinou liminarmente a interdição dos equipamentos, sob pena de multa de um milhão de reais. A decisão, ainda, garante o emprego e os salários aos trabalhadores, durante a interdição.

Segundo o procurador do Trabalho, Jefferson Rodrigues, a decisão representou a reafirmação do princípio da prevenção ambiental do trabalho, na Justiça do Trabalho, e, fundamentalmente, a prevalência substancial da dignidade humana ante os interesses puramente econômicos. “Ganham os trabalhadores, a família e a sociedade quando a nossa ação consegue preservar vidas humanas. O emprego deve, sempre, ser um instrumento para se alcançar a dignidade e jamais o ambiente propício a acidentes ou para se perder a vida”, concluiu o procurador do Trabalho.

O MPT esteve no dia 27/02/2012 no frigorífico, em Nova Monte Verde, oportunidade em que acompanhou a intimação do diretor, pelo oficial de Justiça, bem como colheu mais elementos para a condução do inquérito civil. O frigorífico, teve, segundo a decisão, 24h para desligar os equipamentos. O prazo encerrou no dia 28. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

EUA: 10 principais importadores de carne de frango em 2011

Campinas, 23 de Fevereiro de 2012 - Considerado o volume importado, no ano passado o México permaneceu – pelo segundo ano consecutivo - como o principal importador da carne de frango norte-americana, sendo seguido (já à distância) por Hong Kong, que subiu da terceira para a segunda posição do ranking.
Neste caso, Hong Kong apenas trocou de posição com a Rússia que, após liderar as importações de carne de frango mundiais e dos EUA até 2009 (ano em que importou só dos EUA 1,6 milhão de toneladas), fechou 2011 com um recuo de 33% no volume exportado que, por sua vez, correspondeu a menos da metade das importações mexicanas.
Como novidade, ascenderam ao ranking dos “10 mais” de 2011 a Coreia do Sul e o Iraque, com aumentos de, respectivamente, 53% e 20% no volume importado, o que não impediu que o volume destinado aos dez principais importadores sofresse ligeiro recuo
(-0,25%) em relação a 2010. E quem também contribuiu para isso, além da Rússia, foi Cuba, cujas importações foram quase um terço menores que as de 2010.


(AviSite) (Redação)

Frigorífico não estava fazendo ‘vaquinha’ para compensar família de funcionário que perdeu a perna

O Frigorífico JBS II não estava fazendo “vaquinha” (arrecadaçãofinanceira diversa) junto aos mais de mil empregados da indústria, para repassar à família do empregado Luiz Henrique Anunciação Ribeiro, 30 anos, que sofreu acidente na segunda-feira(13) e perdeu uma perna (amputada dia 16). A retificação é do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande – Stiac/CG. Segundo a entidade, houve um engano já que a arrecadação financeira foi uma iniciativa dos próprios funcionários e não do frigorífico.
O presidente do sindicato, Vilson Gimenes Gregório informou também que o supervisor, de nome Rodolfo, denunciado na semana passada como intermediário da empresa para fazer a arrecadação, na verdade não estava a mando da empresa e sim eleito entre os funcionários para ajudar na organização da “vaquinha” para beneficiar a família do companheiro acidentado.
“Recebemos a informação errônea de que se tratava de uma ação da empresa. Mas queremos, de público, reconhecer que a informação não procede e que essa arrecadação foi uma iniciativa dos próprios funcionários e que Rodolfo, o supervisor, apenas ajudou a organizar a vontade dos empregados”, explicou Gimenes na tentativa de se fazer justiça com os fatos.
Quanto à responsabilidade da empresa de deixar equipamentos danificados em área tão arriscada, o Sindicato não abre mão de reclamar e insiste: A empresa ainda não consertou o equipamento que provocou o acidente com o funcionário que teve a perna amputada.
“Vamos continuar cobrando e agindo de toda forma para que os empregados trabalhem em condições seguras. Em ambientes condignos às suas atividades”, explicou o líder sindical.
Stiac/CG

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Em abertura, mercado chinês pode ser o maior em 2 anos


Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, 08:09:22
Exportação
Dois navios em alto mar carregam cinco contêineres com 125 toneladas de carne suína da Coopercentral Aurora, embarcados em Itajaí (SC), com destino à China. "É uma semente que se planta", diz o presidente da cooperativa, Mário Lanznaster, de olho em um mercado com 1,3 bilhão de pessoas e consumo per capita de 38,4 quilos do produto.
A Aurora planeja enviar volumes crescentes ao país asiático, que exige da empresa um tratamento especial - rastreabilidade dos animais desde o desmame, por exemplo. Quinze mil suínos já estão sendo preparados para o próximo lote, que deve ser o dobro do atual e ser embarcado daqui três ou quatro meses. "Esperamos que os embarques sejam diários no próximo ano", acrescenta Lanznaster.
Por enquanto, a operação não dá lucro, pois o custo logístico "empata" com o ganho previsto, segundo o empresário. "É um investimento que se faz necessário. Daqui três ou quatro anos, queremos exportar dez, quinze, vinte vezes esse volume [125 toneladas]", afirma. O embarque de estreia é visto como um "ensaio".
Maior mercado possível - Assim como a habilitação de três frigoríficos brasileiros para exportar à China, em abril do ano passado, pode ser vista como um ensaio à maior relação comercial do País no segmento de cárneos. Em dois anos, os chineses devem se tornar um "grande mercado", com potencial para ser "o principal", na visão do presidente da Associação Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto.
"A China deve se tornar, num futuro próximo, um grande mercado. Mas não deve ser em 2012", diz o representante. "Somada a Hong Kong, pode ser o principal", pontua.
Em janeiro, Hong Kong foi o principal destino da carne suína brasileira, absorvendo 37% do volume total. As exportações cresceram 8,47% em toneladas e 4,08% em valor no mês, em relação a janeiro de 2010. Foram embarcadas 37.756 toneladas e obteve-se uma receita de US$ 96, 82 milhões, de acordo com a Abipecs. Houve queda de 4,05% no preço médio do produto.
Foi no ano passado que a participação do mercado interno superou a do externo na pauta da suinocultura - mudança atribuída a uma migração no consumo de carnes e, em parte, à maior disponibilidade de carne suína, devida ao embargo russo.
Para Camargo Neto, a suinocultura só tem chance de voltar à orientação que vigorava até 2010 - mais exportações do que consumo interno - se a Rússia retomar suas compras no País. "Só se abrir a Rússia novamente", diz ele.Mas os negócios com a China tendem a pesar cada vez mais na balança comercial brasileira.
Além da Aurora, outras duas companhias foram autorizadas, em abril do ano passado, a exportar ao país asiático: a Marfrig, por meio da subsidiária Keystone Foods, e a BR Foods, que resulta da fusão entre a Sadia e a Perdigão.
Desde então, a Keystone atua na China por meio de duas joint ventures (associação entre duas empresas com projeto único e fins lucrativos), sendo suas parceiras a COFCO - maior fabricante de alimentos chinesa e grande importadora e exportadora de grãos, óleos e alimentos - e a Chinwhiz - situada em WeiFang, na província de Shandong, fabrica rações e abate frangos em 90 subsidiárias.
Os empreendimentos se baseiam na instalação de seis centrais de distribuição de alimentos, com investimento de US$ 252 milhões em dez anos, no caso da primeira parceria; e no processamento diário de 200 mil aves, de acordo com a definição da outra joint venture.
A Marfrig nã o quis comentar os negócios com a China. Quanto à BR Foods, comunicou a acionistas nesta semana que também estabeleceu uma joint venture com a companhia chinesa Dah Chong Hong Limited. O objetivo, segundo a empresa brasileira, é levar a marca Sadia ao mercado chinês. O alcance pretendido inclui a China continental, Hong Kong e Macau. Os volumes anuais são estimados em 140 mil toneladas de carne e US$ 450 milhões de receita. A BR Foods também não quis falar do assunto.
Líder em produção - No final de 2011, quando entrou na pauta de exportações da suinocultura brasileira, a China encomendou apenas 57 toneladas do produto. Sua produção, por outro lado, é a maior do mundo: 51,3 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O país é o quarto importador (560 mil ton) e o quinto exportador (280 mil).
Fonte: DCI

Frigorífico acusado de fazer “vaquinha” para compensar empregado que perdeu a perna

Wilson Aquino
O Frigorífico JBS II está sendo acusado de fazer “vaquinha” (arrecadaçãofinanceira diversa) junto aos mais de mil empregados da indústria, pararepassar à família do empregado Luiz Henrique Anunciação Ribeiro, 30 anos, quesofreu acidente na segunda-feira e perdeu uma perna (amputada ontem) depois quemédicos da Santa Casa de Campo Grande tentaram, por mais de 10 horas deoperação, evitar esse procedimento. A denúncia é de Vilson Gimenes Gregório,presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afinsde Campo Grande –Stiac/CG.
Osindicalista denunciou também que a empresa está operando normalmente e que nãotomou nenhuma providência para reparar os danos na esteia do matadouro, queestá com defeito e que provocou o acidente com o funcionário por conta disso. “Esseequipamento pode provocar novos acidentes. Isso é um absurdo”, comentou Vilson.
Eledisse também que a arrecadação financeira junto aos funcionários, encabeçadapelo supervisor do órgão, Rodolfo de tal, que teria feito reunião com todos osempregados hoje pela manhã, “é uma maneira de fugir de sua responsabilidade decobrir todas as despesas médicas e indenizatórias do funcionário”, comentou osindicalista.
VilsonGimenes disse também que o movimento sindical lamentou o desfecho do acidentecom Luiz Henrique Anunciação Ribeiro, que apesar de todos os esforços médicosacabou perdendo uma perna. Ele informou que o Sindicato está tomando todas asprovidências, por intermédio de sua Assessoria Jurídica, para que o funcionárioreceba todos os seus direitos por conta desse acidente grave. “Se ele tiverdireito a pensão, indenização ou qualquer outra coisa, vamos correr atrás erecorrer à justiça para que esses direitos sejam garantidos a ele”, comentou.
Osindicalista criticou a postura da direção da empresa que além de não promovero imediato conserto da esteira, cujos defeitos já haviam sido apontados pelosempregados e pelo sindicato, pouco fez na área médica para ajudar ofuncionário. “Ela se limitou a enviar algumas pessoas para simples visita aofuncionário. Todo atendimento médico ficou por conta do SUS. A empresa não ajudouem nada”, criticou o sindicalista.