quinta-feira, 26 de junho de 2014

Argelinos importam 47% mais carne

Importações de carnes vermelhas do país somaram US$ 124 milhões de janeiro a maio. Foram adquiridas mais de 34 mil toneladas, um crescimento de 44%.


Argel – O valor das importações argelinas de carnes vermelhas frescas e congeladas somou US$ 124,18 milhões nos cinco primeiros meses de 2014, um aumento de 46,68% sobre os US$ 84,66 milhões registrados no mesmo período do ano passado, segundo informações do Centro Nacional de Informática e Estatísticas das Alfândegas da Argélia (CNIS, na sigla em francês).

O volume importado de janeiro a maio foi de mais de 34 mil toneladas, um aumento de 44,5% em relação às 23,5 mil toneladas adquiridas nos cinco primeiros meses do ano passado.

As importações de carnes frescas somaram US$ 71,72 milhões, um crescimento de 169% sobre o mesmo período de 2013. Foram compradas 16,6 mil toneladas.

As compras de carne congelada ficaram em US$ 52,45 milhões, uma queda de 9,63% em comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. Foram adquiridas 17,4 mil toneladas.

O governo argelino garante que os estoques de carnes vermelhas e brancas são suficientes para atender o crescimento da demanda no Ramadã. Durante este mês do calendário islâmico, previsto para começar no próximo final de semana, os muçulmanos jejuam durante o dia, mas é comum a realização de refeições coletivas, banquetes e festas à noite, o que provoca o aumento do consumo de alimentos.

A empresa estatal Frigomedit importou carne bovina congelada principalmente da Índia por considerar o preço imbatível.

O Brasil, por sua vez, exportou pouco mais de US$ 44 milhões em carne bovina à Argélia nos cinco primeiros meses do ano, um aumento de 42% sobre o mesmo período de 2013, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A carne fresca respondeu pela maior parte dos embarques.

*Tradução do francês de Alexandre Rocha com informações da redação da ANBA

Sem propostas, negociação do Frigorífico Kaiowa volta à estaca zero


Mais uma vez, os lotes do parque industrial localizado em Presidente Venceslau não despertaram interesse de compradores

  • Falência do Frigorífico Kaiowa foi decretada há 16 anos (Foto: Reprodução)
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Mais uma vez não houve interessados na compra do Frigorífico Kaiowa, de Presidente Venceslau. Depois dos leilões presenciais e online, a tentativa de venda veio por meio de carta-proposta, cuja abertura dos envelopes estava marcada para as 14h30 desta terça-feira (24). Segundo o representante do síndico da massa falida na região, Luiz Challouts, com esta última negativa, tudo "volta à estaca zero".
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a 16ª Vara Cível da Comarca da Capital informou que “não houve homologação de nenhuma proposta".
"Ninguém fez oferta e fica para a juíza [Jacira Jacinto da Silva] definir o que será feito agora, se haverá uma nova tentativa de venda ou não", afirma Challouts.
Os dois lotes pertencentes a Presidente Venceslau são compostos pelo frigorífico e pela fábrica de charque, avaliados em R$ 52.233.711,49 e R$ 632.762,80, respectivamente. O primeiro leilão foi no dia 30 de janeiro deste ano, após 16 anos da falência decretada. A segunda tentativa foi no dia 20 de fevereiro e o último leilão foi no dia 8 de abril.
Até então, do lote total, que compreendia áreas em Presidente Venceslau, Anastácio (MS), Guarulhos (SP), Janaúba (MG) e Pires do Rio (GO), sobraram somente as partes do Estado de São Paulo e a juíza decidiu trocar o sistema de venda, optando por carta-proposta.
"Dessa forma facilitaria para os eventuais interessados, que poderiam justificar à juíza os motivos do valor proposto. Infelizmente não teve proposta e nem sabemos o motivo disso. Voltamos à estaca zero", explica Challouts.
Enquanto não há uma definição do que será feito, a unidade do frigorífico, que fica no km 619 da Rodovia Raposo Tavares, e a fábrica de charque, localizada no km 630 da mesma rodovia, são mantidas por 12 funcionários.
"Essa situação é ruim, a gente fica na expectativa de uma definição", ressalta o representante da massa falida.

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Leilões na 55ª Expoagro podem render mais de R$ 2 milhões

Quatro leilões de elite estão previstos para a 55ª Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense (Expoagro), número superior à edição do ano passado. Os eventos devem movimentar R$ 2 milhões. A feira, que é realizada pela Fundação Rural de Campos (FRC), acontece entre os dias 2 e 6 de julho. Os leilões começam dia 3, às 19h, com os bovinos da raça Brahman. Já no dia 5, serão dois leilões: bovinos de leite, às 18h, e equinos das raças Paint Horse e Mangalarga Marchador, às 19h. No último dia da feira, às 12h, serão leiloados gados de corte.
Somente com o leilão de gado de corte, a expectativa é movimentar R$ 800 mil, segundo o organizador do evento, José Renato Elias Pontes. Serão disponibilizados 40 lotes para lances, compostos por bezerros machos e fêmeas.
Já com o leilão das raças Paint Horse e Mangalarga Marchador, são esperados R$ 500 mil em movimentação financeira, de acordo o promotor Beto Almeida. Os lotes são formados por potros e animais adultos machos e fêmeas, animais domados e sêmen de garanhões conceituados.
Já com os leilões de bovinos da raça Brahman, a expectativa é de movimentar R$ 400 mil, conforme estima o promotor do leilão, Marcos Henrique Pereira Alves. Nos lotes, 40 touros e 20 unidades de sêmen PO (Pura Origem), além de 100 animais meio-sangue raça Brahman.


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Foto: divulgação

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Iraque vai voltar a comprar carne do Brasil

AAAAAAAAAAAAAAFRIGORUSSOS
Delegação iraquiana virá ao País no começo de junho para se reunir com representantes do Ministério da Agricultura e do setor para conceder o aval final sobre retomada das importações.
Uma delegação do governo do Iraque irá visitar o Brasil no começo de junho para avaliar as condições sanitárias do rebanho bovino brasileiro e suspender o embargo à carne imposto em 2012. Os compradores do país árabe dependem desta visita técnica para retomar as importações do produto.
De acordo com informações do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, a delegação iraquiana chegará ao Brasil em 02 de junho e ficará no País até o dia 12. Eles irão conhecer o sistema de embarque de carne bovina do Porto de Santos, irão visitar um laboratório que analisa a qualidade da carne produzida no Brasil, deverão visitar uma planta de um dos frigoríficos brasileiros e terão uma reunião com representantes do Ministério da Agricultura.

“Ao fim desta visita, eles deverão finalizar o processo de provável abertura [à carne brasileira]. O Iraque é fundamental para o Brasil. Senão, não teríamos feito um churrasco em Erbil no ano passado (na 9ª Feira Internacional de Erbil, em setembro). O Iraque está aos poucos obtendo tranquilidade política, sempre foi um grande comprador do Brasil. Está em uma área [geográfica] de visibilidade. Não víamos motivo para a suspensão das importações, pois estávamos em franco desenvolvimento na região. A expectativa é de retomada”, disse Camardelli à ANBA nesta terça-feira (27).
O Iraque deixou de comprar carne brasileira em dezembro de 2012 após o Ministério da Agricultura do Brasil revelar que uma vaca portadora do agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) morreu em 2010. O animal morreu de outras causas e não desenvolveu o “mal da vaca louca”, como a doença é chamada.
Outros países suspenderam a compra de carne do Brasil ou do rebanho do Paraná, onde a vaca morreu. Foi o caso, por exemplo, de Chile, Egito, Japão, China, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque e Catar. Entre os países árabes, a Arábia Saudita, o Catar e o Kuwait ainda mantêm o embargo ao produto. Em 2013, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) classificou o risco de a carne brasileira ser prejudicial aos consumidores é “insignificante”.
Camardelli disse à ANBA que a indústria brasileira tem condições de atender rapidamente a demanda do Iraque e afirmou que pedidos já foram feitos aos exportadores brasileiros. Os negócios dependem, no entanto, do aval dos técnicos iraquianos.
No começo deste mês, o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, recebeu o embaixador do Iraque em Brasília, Adel Mustafa Kamil Al-Kurdi. Na ocasião, o diplomata afirmou ao vice-presidente brasileiro que o Iraque importa 95% da carne que consome. Ele observou que o Brasil já foi um grande fornecedor do produto ao país árabe e que tem condições de retomar os embarques.
Fonte: www.anba.com.br

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Marfrig planeja fábrica no Oriente Médio

Arábia Saudita é o país mais cogitado para receber a planta do frigorífico. Negócio será desenvolvido pela subsidiária Keystone. Construção deve acontecer nos próximos cinco anos
São Paulo, SP, 26 de Maio de 2014 - O frigorífico Marfrig está planejando construir uma fábrica no Oriente Médio nos próximos cinco anos. O país ainda não está definido, mas o destino mais provável da nova planta é a Arábia Saudita. As informações são de Ricardo Florence, diretor-executivo de Finanças da companhia.

“[A fábrica] faz parte da estratégia das nossas unidades de negócios. O Oriente Médio é um dos nossos objetivos de expansão. Temos diversos clientes lá com crescimento forte”, explica Florence sobre a decisão de abrir uma planta na região.

A nova unidade, que será dedicada a alimentos processados, será desenvolvida pela Keystone Foods, subsdiária da Marfrig dedicada ao mercado de food service. Para erguer a fábrica do Oriente Médio, a Keystone está buscando um parceiro local.

“Tipicamente, em outras joint-ventures, os parceiros têm sido grandes produtores de frango locais e nós entramos com o processamento”, conta Florence. Ele afirma que o foco da Keystone é trabalhar com proteína de frango, mas isso não exclui a possibilidade de que a fábrica árabe possa vir a processar carne bovina.

O executivo não revelou quanto deve ser investido no empreendimento nem qual o volume esperado de produção da nova fábrica.

Atualmente, a Marfrig atende o Oriente Médio com produtos vindos da Ásia e da América do Sul. “A parte de frango e processados é fabricada principalmente na Ásia. A parte de carne vai do Brasil, Uruguai e Argentina”, diz o executivo.

Segundo ele, não é provável que a nova planta venha a substituir as exportações para a região. “Dificilmente nós deixamos um canal de atendimento quando estamos no mercado local. Nós gostamos de ter as duas possibilidades”, destaca.

Perguntado se o embargo à carne bovina brasileira imposto pela Arábia Saudita desde dezembro de 2012 poderia comprometer as operações da nova planta, Florence afirma que não. “Temos plantas no Uruguai e na Argentina, o que nos dá flexibilidade para atender qualquer país em relação à exportação”, ressalta.

De acordo com o diretor-executivo, a Marfrig vende para quase 140 países, sendo que Emirados Árabes Unidos, Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e Egito encontram-se entre os 20 maiores destinos de exportação da empresa.
(ANBA) (Redação)

Carne de frango: principais importadores no 1º quadrimestre de 2014


Campinas, 26 de Maio de 2014 - No quadrimestre inicial de 2014, quatro dos 10 principais importadores da carne de frango brasileira reduziram o volume importado. O processo envolveu os três primeiros (Arábia Saudita, Japão e Holanda) e o último integrante do rol (Kuwait).

Felizmente, os outros seis importadores do grupo compensaram (com pequena vantagem) as perdas registradas. Por exemplo, os chineses (Hong Kong + China) aumentaram suas compras em 15% e, com isso, praticamente neutralizaram a queda ocasionada pelos dois maiores importadores. O grande destaque, entretanto, ficou com a Venezuela, cujas importações cresceram quase 50%.

Com esse desempenho, os “10 mais” encerraram o quadrimestre com um volume 3% maior que o de idêntico período de 2013, resultado que neutralizou também a queda de 1,2% registrada entre os demais 121 países atendidos pelo Brasil no período.

Nada disso, porém, influenciou a receita cambial alcançada no período. Porque o preço médio dos quatro itens exportados caiu mais de 12% em comparação aos mesmos quatro meses de 2013. Por essa razão, a receita cambial da carne de frango recuou 11%.

(AviSite) (Redação)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Rússia autoriza importação de carnes de cinco frigoríficos brasileiros

SÃO PAULO - O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) autorizou plantas de cinco frigoríficos brasileiros a iniciarem exportações para o país, divulgou nesta sexta-feira o Ministério de Agricultura.
Das cinco plantas autorizadas, quatro são de abate de bovinos e uma de abate de suínos. São elas uma planta da JBS em Goiás; do Frigorífico Astra no Paraná; da VPR Brasil, também no Paraná; da Vale Grande, em Mato Grosso; e da Seara Alimentos, em Santa Catarina.
O serviço russo também suspendeu a restrição temporária a oito estabelecimentos de abate de aves, suínos e bovinos, segundo a Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do ministério.
As plantas reabilitadas a comercializar os produtos aos importadores russos são uma da Alibem Comercial de Alimentos, no Rio Grande do Sul; da Pamplona Alimentos, em Santa Catarina; da Seara, no Rio Grande do Sul; duas da Minerva, uma em São Paulo e outra em Tocantins; da Aurora Alimentos, em Santa Catarina; da Seara, em São Paulo; e da BRF, em Goiás.
“A liberação dessas plantas mostram a confiança internacional em relação ao serviço sanitário brasileiro. Esperamos que nesse ano outros frigoríficos também possam ser liberados para exportar a outros mercados”, afirmou o ministro da Agricultura, Neri Geller.
Atualmente, 62 estabelecimentos podem exportar para a Rússia. Delas, cinco realizam as vendas sob monitoramento laboratorial reforçado. Para a carne bovina, 24 empresas podem exportar, das quais quatro precisam de monitoramento laboratorial. Para a carne suína, nove têm autorização para exportar à Rússia, sendo que uma passa por monitoramento. Além disso, 12 estabelecimentos de carnes de aves, dois de carne eqüina e 15 de rações, aditivos e alimentos para cães e gatos podem exportar ao país sem qualquer restrição.
Fonte: Valor Econômico/

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Mau negócio

PSDB quer que MP investigue compra de ações de frigorífico por BNDES
mosaico1505O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), e o deputado Cesar Colnago (ES) protocolaram nesta quinta (15) representação na Procuradoria da República do Rio de Janeiro solicitando abertura de inquérito civil para investigar provável improbidade administrativa na operação de compra de ações do frigorífico Independência pela BNDESPAR, braço do BNDES. O prejuízo ao banco, que opera com recursos públicos, é estimado em cerca de R$ 300 milhões.
Segundo informações publicadas pela imprensa, a BNDESPAR adquiriu, em novembro de 2008, 21,8% do capital da holding Independência Participações S.A., pelo valor de R$ 250 milhões. A compra dessas ações se seguiria, de acordo com previsão contratual, da aquisição de mais um lote pelo valor de R$ 200 milhões, elevando a participação da BNDESPAR para 33% do capital da holding. Três meses depois, o frigorífico entrou com pedido de recuperação judicial.
Em 2010, a BNDESPAR provocou processo de arbitragem na qual buscava se desfazer das ações do frigorífico.  No entanto, foi derrotada e condenada ao pagamento de custas arbitrais, multa e correção monetária à Independência.
Na representação, Imbassahy e Colnago afirmam que “o prejuízo sofrido pela BNDESPAR em razão da operação de compra de participações no frigorífico Independência pode ter tido por causa a má gestão dos recursos públicos, a negligência na conservação do patrimônio público ou algum outro ato de improbidade da parte dos agentes responsáveis pela operação”.
“Os recursos manejados pela BNDESPAR são, portanto, públicos e não podem estar sujeitos ao tratamento negligente e displicente que aparentemente lhes foram dispensados nesse caso”, complementam.
Requerimento – Imbassahy e Colnago também protocolaram requerimento solicitando informações ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauro Borges Lemos, sobre o apoio dado pelo BNDESPAR ao frigorífico Independência.
No requerimento, os autores lembram que a operação pode ter gerado uma perda de recursos públicos da ordem de mais de R$ 300 milhões, prejudicando o apoio do BNDES para outros empreendimentos.
(Da assessoria de imprensa da Liderança do PSDB na Câmara/ Fotos: Alexssandro Loyola)

http://www.psdbnacamara.com.br/wordpress/?p=114102

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Decretada falência de sete empresas do grupo Margen

A juíza Lidia de Assis e Souza Branco, da 2ª Vara Cível de Rio Verde, decretou a convolação - ou seja, a substituição - da recuperação judicial em falência das empresas Frigorífico Margen Ltda., Margen S/A, Nova Carne Comercial Ltda., Água Limpa Transportes Ltda., Magna Administração e Participação Ltda. e Ampla Empreendimentos e Participações Ltda., Frigorífico Regional Ltda., Frigorífico Rio Jamary Ltda., Mãe do Rio Empreendimentos e Participações Ltda., Continental Centro-Oeste Ltda. O motivo da falência é o descumprimento do Plano de Recuperação Judicial. 
Segundo os autos, as empresas tinham dois anos para cumprir o Plano de Recuperação Judicial. No entanto, segundo a juíza, após esse prazo ficou evidente que elas não quitaram dívida com o Fundo Barra Mansa, sendo que haviam se comprometido, no plano, a pagar o crédito. “As recuperandas firmaram compromisso com o Credor Barra Mansa, cessionário do crédito do Fundo Alemanha, e restou estabelecido que o crédito seria quitado em um ano, contado da homologação do Plano Consolidado e concessão da Recuperação Judicial, ou em 31 de outubro de 2010. E, não o fizeram”, frisou.
A magistrada lembrou na sentença que, por diversas vezes, possibilitou o pagamento da dívida às empresas. Observou, por exemplo, que chegou a autorizá-las a alienar a Unidade Industrial de Paranavaí, no Paraná, assim como as demais unidades, por meio de proposta fechada, para quitar a dívida com o Fundo Barra Mansa. Contudo, segundo Lídia de Assis e Souza, após o deferimento do pedido, nenhuma das partes, credor e devedores, supostamente interessadas na alienação da referida planta de Paranavaí, providenciou os atos necessários para a realização da venda do imóvel.
De acordo com a juíza, ao ser apurado o descumprimento do plano apresentado para a recuperação judicial das empresas, cabe a juízo convolar a recuperação judicial em falência. “Trata-se de uma penalidade pesada, sem sombra de dúvidas, mas que se justifica em razão do grau de sacrifício que se impôs aos credores na recuperação judicial desde a apresentação do plano, que, no entendimento desta magistrada, se revelou inviável para o processo de reestruturação das empresas, impondo sua retirada do mercado, a fim de evitar a potencialização dos problemas e o agravamento da situação dos que com ela negociaram”, ressaltou.
A magistrada pontuou que a viabilidade econômica das empresas em recuperação deve ser demonstrada durante o processo de recuperação judicial,  trabalho que - salientou - é função do administrador judicial, que, mensalmente, deveria apresentar o relatório ao juízo, a fim de comprovar que as empresas estariam conseguindo superar a crise da qual decorreu sua recuperação judicial. “E quanto a este ponto, verifico que o administrador judicial não se pautou ao cumprimento da regra do artigo 23, da Lei de Recuperação de Empresa (LRE)", frisou, ao destituir o anterior e nomear novo administrador judicial.

Âmbito Jurídico

terça-feira, 13 de maio de 2014

Importadores barram carne de MT por 'vaca louca'

Segundo o frigorífico Marfrig, Egito, Irã e Argélia já impuseram restrições à carne bovina do estado brasileiro, temendo contaminação pela doença

Ministério da Agricultura disse que caso de MT é "atípico"
Ministério da Agricultura disse que caso de MT é "atípico" (Thinkstock)
Egito, Irã e Argélia impuseram restrições à carne bovina de Mato Grosso por conta de um caso atípico da doença conhecida como 'vaca louca' registrado em um frigorífico no Estado, disse nesta segunda-feira o diretor-presidente da empresa de alimentos Marfrig, Sérgio Rial. Contudo, ele disse em conferência para comentar os resultados da companhia, que as restrições impostas até o momento "foram muito coerentes", porque foram restritas ao Mato Grosso. 
Na semana passada, o Peru já havia imposto embargo temporário, de 180 dias, à carne procedente do Brasil. Os três países foram o quarto (Egito), o sexto (Irã) e o nono (Argélia) maiores importadores de carne bovina in natura do Brasil em 2013, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
O laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou que o caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido como 'mal da vaca louca', encontrado em Mato Grosso é "atípico", informou o Ministério da Agricultura. 
O ministério disse que um teste realizado no laboratório de Weybridge, do Reino Unido, ratifica resultado das investigações epidemiológicas realizadas no Brasil indicando que se trata de um caso espontâneo, que não tem qualquer correlação com a ingestão de alimento contaminado.
No fim do ano passado, a Rússia havia suspendido a compra de carne de dez frigoríficos brasileiros depois de uma inspeção de veterinários russos constatar "descumprimentos generalizados e alguns particulares" das normas sanitárias da União Aduaneira (UA), formada por Rússia, Belarus e Cazaquistão.
Caso - No caso atípico, que ocorre de forma esporádica e espontânea, principalmente em animais mais velhos, não há relação com a ingestão de ração animal contaminada. A vaca morta em Mato Grosso tinha doze anos, nasceu e foi criada na mesma fazenda, em sistema extensivo de produção a pasto e sal mineral, segundo o ministério.
No caso clássico, a doença é transmitida por ração contaminada com o príon, por ter sido elaborada com a carne processada de animais infectados. De qualquer forma, a carne e outros produtos do animal de Mato Grosso não ingressaram na cadeia alimentar, e o material de risco específico foi incinerado, segundo o ministério.
A doença da vaca louca é um problema neurológico normalmente fatal, com sintomas como postura anormal, dificuldade motora, agressividade, perda de peso e queda na produção de leite.
(com agência Reuters)

http://veja.abril.com.br/