quinta-feira, 22 de março de 2012

Exportações de carne bovina em queda

Recuo da demanda pode sinalizar teto do preço médio da tonelada 
Mônica Costa 

As exportações totais de carne bovina em fevereiro somaram 77 mil toneladas, queda de 14% na comparação com o mesmo mês de 2011. De acordo com levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a redução do volume exportado provocou recuo de 12,2% na receita, para US$ 364,9 milhões. O preço médio da tonelada foi reajustado em 2,12% e ficou em US$ 4,7 mil. 

Os constantes aumentos no valor da tonelada embarcada podem estar chegando ao fim. Segundo analistas, a queda nas exportações em fevereiro pode significar um recuo na demanda pelos mercados compradores por causa do aumento no preço da tonelada. “A maior parte da carne exportada pelo Brasil segue para países pobres e há sinais de que estes mercados não suportarão novos reajustes”, afirma César Castro Alves, analista da MB Agro. 

Além do recuo destes mercados, a redução da demanda pela Rússia e pelo Irã também impactaram no resultado. Moscou reduziu as compras em 28%, para 15,6 mil toneladas, o que provocou retração de 26,3% na receita com as exportações para aquele país, que foi de US$ 69,6 milhões.
O Irã praticamente saiu do mercado. Em janeiro, os embarques para o país árabe tiveram queda de 85%, e atingiram 2 mil toneladas. Em fevereiro, em função do volume reduzido, o país nem aparece entre os 10 principais compradores da carne bovina brasileira. “O Brasil não tem conquistado novos clientes e os compradores tradicionais não estão sustentando o mercado”, diz o analista. 

A oportunidade de reverter este quadro pode vir do mercado norte-americano. “Pela primeira vez em três anos as exportações de carne bovina dos Estados Unidos registraram recuo na comparação mensal”, informa o analista. Novos recuos nos embarques norte-americano podem render oportunidades de negócios para o exportadores brasileiros. 

Confira mais matérias em Notícias Relacionadas
Fonte: Portal DBO

Estudo: carne vermelha diminui risco de depressão pela metade

O estudo provou a eficiência da carne vermelha no combate aos problemas emocionais. Foto: Divulgação
O estudo provou a eficiência da carne vermelha no combate aos problemas emocionais
Foto: Divulgação

No passado, existiam apenas indícios de que um pedaço de carne vermelha grande e suculento faziam uma pessoa feliz. Agora, existem provas científicas também, de acordo com um novo estudo, a carne vermelha diminui pela metade o risco de depressão. As informações são do site Gizmodo.
A pesquisa, feita pela Universidade Deakin, em Victoria, na Austrália, confirmou que as pessoas que evitam carne vermelha têm um risco aumentado de depressão clínica. A experiência foi realizada em um grupo de mulheres.
"Quando analisamos as mulheres que consomem menos do que a quantidade recomendada de carne vermelha em nosso estudo, descobrimos que eles tinham duas vezes mais probabilidade de ter depressão ou transtorno de ansiedade em relação àquelas que consumiam a quantidade recomendada", disse um dos pesquisadores, o professor Felice Jacka.
Mesmo quando foi avaliada a salubridade geral das dietas das mulheres, bem como sua condição socioeconômica, nível de atividade física, peso, tabagismo e idade, a relação entre consumo de carne vermelha e baixa saúde mental permaneceu.
"Curiosamente, não houve relação entre as outras formas de proteína, como frango, porco, peixe ou vegetal à base de proteínas, e de saúde mental", disse Jacka.
É importante ressaltar que a carne vermelha traz riscos para a saúde física. Pesquisas recentes sugere que a carne vermelha está por trás de uma em cada dez mortes precoces.





quarta-feira, 21 de março de 2012

Ativistas lembram Dia Mundial sem Carne

Espanhóis buscam alertar público dos malefícios do consumo abusivo de carne


Ativistas espanhóis do grupo “Igualdade Animal” realizaram um protesto nesta terça-feira, em Barcelona, para marcar o Dia Mundial sem Carne. 
Em Barcelona mulher posa dentro de um pacote de carne para defender dieta vegetariana / AFP PHOTO/LLUIS GENE 

Mulheres e homens posaram ensanguentados dentro de um pacote de carne e sobre um prato de comida para relembrar os malefícios do consumo abusivo de carne. 

O Dia Mundial sem Carne é um evento internacional promovido pela ONG americana FARM (Farm Animal Reform Movement) e que tem como objetivo ajudar as pessoas a entenderem os benefícios de uma dieta baseada em vegetais e frutas. 

O movimento já é o maior do mundo no sentido de educar as pessoas sobre o vegetarianismo. Ele é realizado no dia 20 de março para combinar com o início da primavera nos EUA.

http://www.band.com.br/


Ps : Tudo com excesso faz mal até mesmo as frutas e legumes que tem  agrotóxicos fazem mal a saúde . A carne não poderia ser diferente comida em excesso  ., mas por outro lado tem propriedades benéficas e faz parte assim como frutas e legumes dos alimentos que devem estar presentes na alimentação diária segundo   recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre Alimentação Saudável 

Veja dicas do site abaixo :
http://saude.eb23-viatodos.rcts.pt/saudverd.htm 

BRF e Marfrig firmam contrato de permuta de ativos


A Marfrig e a Brasil Foods informaram nesta terça-feira que fecharam os termos e condições para o contrato de troca de ativos que vão realizar. No total, o frigorífico repassará 90,05% da Quickfood à controladora da Sadia, e ainda deve pagar a importância de R$ 538 milhões, referente ao acordo anterior e ao arrendamento da fábrica de suínos de Carambeí. 
Já a BR Foods vai alienar as marcas e direitos relacionados às marcas repassadas, bem como todos os bens e direitos, entre eles imóveis, instalações e equipamentos, oito centros de distribuição, estoque relacionado aos ativos e todos os contratos para garantir a continuidade da produção atual das plantas. Por fim, 64,57% da Excelsior Alimentos S.A. será da Marfrig. 

Valor adicional 

O valor adicional que será pago pelo frigorífico inclui R$ 100 milhões repassados entre junho e outubro deste ano, e R$ 250 milhões divididos em 72 parcelas mensais, corrigidas por juros de mercado, de acordo com as informações do fato relevante. Os R$ 188 milhões restantes serão utilizadas para exercer a opção de compra da planta de suínos em Carambeí, no Paraná. 
Ainda, a Marfrig se comprometeu a separar as operações de alimentos processados e de sua atividade principal de frigorífico dentro da Quickfood, que vai continuar nas mãos da empresa. O restante do ativo será repassado quase que integralmente à Brasil Foods. 

Autorização do Cade 

Os detalhes fazem parte do Termo de Compromisso de Desempenho assumido pelas duas empresas, e ainda precisa da autorização do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para ser fechado. A previsão é de que o negócio se finalize em 1º de junho. 
A transação foi anunciada em 8 de dezembro do ano passado, e foi pensada em meio à pressão do Cade para venda de grande parte dos ativos da Sadia, após a fusão com a Perdigão. O compromisso foi assumido junto ao órgão regulatório em 13 de julho de 2011. 

Fonte:
logormarca do    monitor mercantil 

terça-feira, 20 de março de 2012

Brasil e Argentina fecham acordo sobre exportação de carne suína


Agora, na quantidade do produto exportado vai ter uma cota mensal.
Limite de três mil toneladas de carne suína por mês foi estabelecido.


A cota é resultado de um acordo feito entre os ministros da Agricultura dos dois países, em Buenos Aires.
A decisão foi tomada por causa de um impasse ocorrido no mês passado, quando a Argentina impôs restrições à todas as importações de produtos por causa da crise financeira. O comércio de carne suína quase parou.
O Ministério da Agricultura do Brasil ainda estuda os detalhes do acordo e não definiu a data em que a cota de três mil toneladas por mês passa a valer. 75% de toda a carne suína importada pelos argentinos é brasileira.
No Brasil, de toda a carne suína que o país exporta, 9% vai para a Argentina.
 
Do Globo Rural 

Preço do suíno cai 18,75% na região

Como um reflexo da tendência nacional, o mercado de suínos na região atualmente é de grande oferta de produtos e preços abaixo do esperado, o que é confirmado pela Cooperativa Regional de Suinocultores em Passos (Coperpassos). De janeiro até agora, o preço do quilo do suíno vivo passou de R$ 3,20 para R$ 2,60, apresentando uma queda de 18,75% que já ameaça a lucratividade dos produtores.
O freio nas exportações associado ao período da quaresma tem deixado os frigoríficos brasileiros com estoques cheios e produtores sem ter com quem negociar seus produtos. Essa fase ruim para o setor teria começado em meados do mês de fevereiro.
Conforme informações obtidas junto à Coperpassos, o período é passageiro e, já em abril, o mercado deve voltar a se aquecer novamente.
“De janeiro até o início de fevereiro foi bom para o comércio de suínos. A baixa só veio acontecer do meio do mês de fevereiro pra cá devido ao embargo da carne suína pelos principais países importadores”, contou um funcionário da cooperativa.
Exportação
As exportações de carne suína no Brasil registraram queda de 4,95% em volume em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2011, e de 5,02% em receita, informou a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) no início desta semana.
As exportações em fevereiro do Brasil somaram 37,1 mil toneladas, o equivalente a 95,5 milhões de dólares. A principal baixa registrada ocorreu nas vendas para a Argentina, por conta de medidas que restringem a entrada de carne suína no país vizinho, fazendo os embarques recuarem 84,97% em volume e 84,16% em receita, segundo a Abipecs.
Fonte: Folha da Manhã

domingo, 18 de março de 2012

Falta de frigoríficos penaliza pecuaristas na região Oeste de Mato Grosso

Edilson Almeida
Redação 24 Horas News


A falta de grandes frigoríficos é considerado um dos maiores e mais graves problemas na região Oeste de Mato Grosso, na abrangência do município de Pontes e Lacerda, que dispõe de 621.863 cabeças de gado,distribuídos em 2.542 propriedades rurais. Desde 2008, com o fechamento do Frigorífico Independência que o abate se transformou em séria preocupação para os pecuaristas. O frigorífico tinha compacidade de abate diário de mil cabeças. Outro frigorifico, o Arantes, teve seu registro do Serviço de Inspeção Federal (SIF), suspenso pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
O único frigorífico que funciona tem capacidade de abater 150 cabeças por dia, o que é insuficiente para atender a demanda dos produtores de gado da região. A Região Oeste tem 5 frigoríficos SIF com capacidade de abate de 4.800 e um  SISE, com capacidade de abater 150 cabeças.
A falta de capacidade de abate bovino foi um dos problemas discutidos durante reunião com representantes da prefeitura, lideranças rurais e equipe da caravana da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Dessa reunião surgiu um documento com diversas reivindicações que a Acrimat irá encaminhar ao Governo  e demais órgãos competentes.
As principais questões foram: reabertura dos frigoríficos; estrada do Matão e a pontes na BR 473, que ligam Pontes e Lacerda à Ponta do Aterro e Bolívia; funcionamento de uma unidade do INCRA; criação de Posto Físico de Aduana; buscar dotar o Banco do Brasil para que às demandas sejam atendidas. “A Acrimat tem poder e  credibilidade para representar os pecuaristas de Mato Grosso e acreditamos que nossas reivindicações serão atendidas”, disse o vice-prefeito de Pontes e Lacerda Hilário Garbim.
O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, afirmou que “o documento com os pleitos serão encaminhadas ao governo do Estado e aos demais órgãos para que sejam resolvidos o mais rápido possível”. Vacari ressalta que esse é uma das propostas do projeto Acrimat em Ação, que é a de mapear os principais problemas de cada um dos 30 municípios visitados pela caravana da Acrimat. “O papel da Acrimat é o de levar conhecimentos aos produtores e o de dar conhecimentos aos poderes públicos das necessidades dos produtores, para que o desenvolvimento do setor seja garantido”.
“Os pecuaristas de Pontes e Lacerda entenderam que é necessário se unir para que os problemas sejam resolvidos e isso ficou demonstrado com a presença de mais de 250 pessoas, que lotaram o Tatersal do Parque de Exposições de Pontes e Lacerda para participarem das palestradas do Acrimat em Ação”, ponderou o vice-presidente da Acrimat e pecuarista em Pontes e Lacerda, Luciomar Machado. Ele lembrou que Mato Grosso tem 110 mil propriedades rurais e isso significa força “e o que falta é mudança de atitude, pois sozinhos não temos forças mais unidos produzimos grandes resultados”.
O presidente do sindicato rural Ogerson Teodoro da Silva, reforçou a tese de que “o homem do campo tem obrigação de se associar à Acrimat para fortalecer a entidade”. Ele disse ainda que a  Acrimat é o elo entre o campo, a entidade representativa e o Sindicato Rural. Ogerson foi categórico ao dizer que Pontes e Lacerda tem a sua renda embasada na pecuária e projetos como o Acrimat em Ação “ajuda a fortalecer a atividade e agregar valor à nossa produção”.


Com Rosana Vargas, da Acrimat

Fonte:
 

sábado, 17 de março de 2012

Argentina propõe cota para entrada de carne suína do Brasil


A proposta argentina para encerrar um entrave às importações de carnes suínas do Brasil prevê o estabelecimento de uma cota que limitaria o acesso do produto brasileiro, considerando o volume médio embarcado no ano anterior.
Os ministros da Agricultura do Brasil, Mendes Ribeiro Filho, e da Argentina, Norberto Yahuar, reuniram-se nesta sexta-feira em Buenos Aires para discutir o tema. Yahuar propôs, segundo nota do Ministério da Agricultura do Brasil, o estabelecimento de uma cota média de 3 mil t por mês para a importação da carne suína brasileira. "O ministro argentino explicou que essa medida evitaria a incidência de 'picos' de importação, que prejudicam a economia do país", informou o ministério.
A cota sugerida ficaria abaixo do volume médio embarcado para o mercado argentino em 2011, de 3,5 mil t, com base em dados compilados pela Abipecs, associação que reúne indústria de carne suína do Brasil.Apenas em dois meses do ano passado - junho e julho - o volume embarcado ficou abaixo das três mil t. Em dezembro do ano passado, o Brasil chegou a vender quase 4,5 mil t para o país vizinho, no maior volume do ano.A Argentina suspendeu a emissão de guias de importação para o produto, dificultando a entrada da carne brasileira, segundo a indústria. Em janeiro, antes da medida, o Brasil exportou 4,3 mil t para o país vizinho.
Em fevereiro, os embarques despencaram para 478 t.Esse sistema de licenças de importação antecipadas foi adotado pela Argentina para conter a saída de dólares do país e proteger a balança comercial, medida que irritou o governo brasileiro. O aumento das importações de carne do Brasil gerou fortes protestos na Argentina, uma vez que os criadores argentinos alegavam que o produto brasileiro estavam prejudicando o setor no país vizinho."Estamos trabalhando para acordar uma média das importações (do último ano) e dessa maneira estabelecer um equilíbrio, para dar previsibilidade ao produtor (local)", disse o ministro argentino em conferência de imprensa.
Ele acrescentou que os países buscam solucionar o impasse rapidamente, possivelmente nas próximas semanas.O mercado argentino respondeu por 9% das exportações brasileiras de carne suína em 2011. Segundo a nota do ministério da Agricultura, 75% da carne suína importada pela Argentina vêm do Brasil e 15% do Chile.
Procurada pela Reuters, a associação que reúne indústria de carne suína do Brasil (Abipecs) disse que não comentaria o assunto, por ainda não ter sido informada da decisão pelo ministério.

Fonte:

 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Exportação de carne suína despenca em MT




No primeiro bimestre houve uma queda de 53,5%, com US$ 4,02 milhões comercializados pelo Estado



Exportação de carne suína despenca em MT
As exportações de carne suína em Mato Grosso, no primeiro bimestre de 2012, tiveram retração de 53,5% na receita, frente ao período no ano passado. Uma queda de US$ 8,670 milhões para US$ 4,025 milhões. O volume enviado ao exterior reduziu 41,9%, caindo de 2.994 toneladas para 1.739 toneladas.
As informações são da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). O setor produtivo da suinocultura credita a redução à alta tributação do Estado e aos embargos da Rússia e agora da Argentina às carnes brasileiras que, se não resolvidas, podem levar a quebra do segmento.


De acordo com o diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues, a suinocultura mato-grossense há algum tempo vem passando por dificuldade. Ele comenta que as comercializações do Estado não estão fluindo como deveria com a abertura de novos mercados para a carne brasileira.


“Mato Grosso possui uma alta carga tributária em relação aos outros estados, o que impede as vendas para o exterior”. “Além da alta tributação, temos os embargos da Rússia que já duram nove meses e agora da Argentina, em decorrência a questões políticas. Tais fatores para o setor são prejudiciais, tanto que podem levar a quebra do setor no Estado”, comenta Rodrigues.


No início de fevereiro, a Argentina passou a aplicar um sistema de licenças antecipadas de importação para casos específicos, cujo objetivo é controlar a saída de capital e proteger seu superávit comercial, freando desta forma as exportações brasileiras.


Conforme a Abipecs, a receita no Brasil sofreu retração de 0,65%, US$ 192,35 milhões, ante US$ 193,61 milhões nos dois primeiros meses de 2011. Para a Rússia, o faturamento no acumulado de 2011 caiu de US$ 89,63 milhões para US$ 25 milhões, queda de 72,08% na receita.

Enquanto isso para a Ucrânia houve crescimento de 397,61% das exportações de janeiro e fevereiro, em volume, e de 342,89% em valor (13.076 t e US$ 36 milhões), em relação a igual período de 2011 (2.628 t e US$ 8,13 milhões).


FEVEREIRO

Levantamento da Abipecs revela que em fevereiro a receita das exportações de carne suína mato-grossense foi 53,7% inferior a do mês em 2011. Uma queda de US$ 5,261 milhões para US$ 2,433 milhões. Já o volume de carne retraiu 47,5%, de 1.916 toneladas para 1.004 toneladas. Já no país a receita foi 5,2% menor que fevereiro de 2011, fechando em US$ 95,53 milhões. Somente para a Argentina as vendas retraíram 84,97% em volume (478 toneladas) e 84,16% em receita US$ 1,51 milhão em fevereiro, ante o mês em 2011.

Fonte:


 


Juiz suspende multa de R$25 milhões a frigorífico

O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de Belém, Paulo Roberto Vieira, concedeu liminar ao Frigorífico JBS, de Redenção - multado em R$ 25 milhões durante seis fiscalizações da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefa) -, determinando que o Estado não inscreva a empresa no sistema de dívida ativa, até que o caso se esgote da instância administrativa da Sefa. O que deixou indignados os auditores da Sefa é o fato de que o recurso contra as multas foi apresentado pelo frigorífico fora do prazo, como consta no processo. Mas, de acordo com Paulo Vieira, a Sefa está proibida de apreender mercadorias do frigorífico para pagamento da dívida. Para o juiz, a liminar em mandado de segurança deve ser concedida porque estariam presentes os requisitos “da fumaça do bom direito” e o perigo de demora. O juiz diz que o parágrafo único do artigo 19, da lei estadual 6182/98, não foi respeitado. Diz o artigo que a impugnação apresentada fora do prazo previsto no artigo 20 será, mesmo assim, recebida e encaminhada ao órgão de julgamento. “Portanto, a despeito de o impetrante ter apresentado recurso intempestivamente, a impugnação deveria ser recebida e encaminhada ao órgão revisor para julgamento do mérito da impugnação. Por conseguinte, a via administrativa ainda não se exauriu, tornando a exigência fiscal insubsistente”, salienta Vieira. Quanto ao perigo de demora, a concessão da liminar a favor do frigorífico evita que ele sofra “apreensão de mercadorias, bloqueio de patrimônio e restrições no exercício de sua atividade”. Por fim, o magistrado determina que a Sefa analise o mérito da contestação feita pelo frigorífico. A procuradoria-geral do Estado, a quem cabe a tarefa de lançar a cobrança na dívida ativa, vai recorrer contra a decisão de Vieira.

Um auditor da Sefa, que pediu para não ser identificado, contou que as duas empresas foram autuadas e notificadas normalmente em uma auditoria fiscal. Mas elas não obedeceram o prazo de trinta dias para interpor recurso, a contar da data da ciência dos autos de infrações. Mesmo com dez dias fora do prazo, a Sefa recebeu a contestação e procedeu conforme a legislação, encaminhou para Inscrição em Dívida Ativa e posterior trâmite à julgadoria de primeira instância, que tem competência em primeiro grau administrativo de resolver os litígios fiscais. A lei estadual 6.182, de 30 de dezembro de 1998, estabelece que, nos casos de contestações intempestivas, o mérito da questão não deve ser apreciado. O artigo 20, citado na decisão do juiz, diz que a fase litigiosa do procedimento inicia-se na repartição fazendária que tem jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo, pela apresentação de impugnação a auto de infração, formalizada por escrito e documentada, no prazo de trinta dias, contado da data em que se considera notificado o sujeito passivo. Já o artigo 26 afirma que a impugnação será indeferida sem apreciação do mérito quando “o pedido for intempestivo”.

INFELICIDADE

O presidente do Sindifisco no Pará, Charles Alcântara, fez “veemente protesto e repúdio a uma decisão tão despropositada e infeliz”. Alcântara ressaltou que a decisão seria arbitrária e desprovida de qualquer fundamento lógico ou legal. Uma decisão que abre um grave precedente por estimular a sonegação. Disse que sua posição não é a de pregar o desrespeito ao judiciário nem aos juízes, mas chama a atenção para o fato de que respeito tem mão dupla. Defensor da criação da Procuradoria Fiscal da Sefa, o sindicalista acredita que, se isso já tivesse ocorrido, muitos problemas poderiam ser resolvidos ainda na esfera tributária, embora acredite que, no caso da liminar concedida por Paulo Vieira, nada pudesse evitar ou prevenir a decisão “absurda” por ele prolatada. (Diário do Pará)

Fonte: Diário do Pará