A implantação da Guia de Trânsito Animal eletrônica (e-GTA) é mais um passo para a modernização tributária do setor produtivo de Mato Grosso do Sul promovida pelo governo do Estado, que inclui também a emissão da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e). A emissão dos documentos via internet vai proporcionar mais comodidade aos proprietários rurais.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) começou a cadastrar os produtores que vão utilizar a e-GTA por 60 dias em fase de teste. O período em que o sistema será avaliado vai permitir realizar transações de compra, venda, abate, transferência e leilão de bovinos para os ajustes necessários.
A diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, esclarece que para poder emitir a GTA via internet o pecuarista deve renovar seu cadastro na Agência Estadual de Defesa Sanitária e ter um responsável técnico pela propriedade cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e no Ministério da Agricultura. Outro requisito é estar com a vacinação do rebanho em dia - contra febre aftosa e brucelose - e não possuir nenhuma pendência sanitária em nome da propriedade.
O papel para emissão do e-GTA será numerado e timbrado pelo Ministério da Agricultura. O papel especial não terá custo adicional, o produtor continuará a pagar o valor de R$ 8,26 por meio de boleto bancário, que poderá ser recolhido pela internet ou no banco.
Um blog para falar sobre o mercado da carne bovina,suina ,aves e seus cortes no Rio de Janeiro, tentando passar as melhores informações possiveis, do que realmente á falado na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro, com linguagem simples assim como o clipping de informações importantes de toda a cadeia produtiva.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Bahia planeja construir 15 novos frigoríficos até até março de 2011
Agência Estado - O Estado da Bahia terá até março de 2011 mais 15 frigoríficos, além dos 30 que tem hoje em funcionamento. A construção, prevista em convênio feito pela Secretaria de Agricultura com 15 prefeituras prevê uma capacidade adicional de abate de 30 a 100 animais por dia por unidade. Eduardo Salles, secretário estadual da Agricultura, disse que a abertura dessas plantas deve reduzir o abate clandestino no estado, hoje equivalente a 37% do total, e estimular a produção da agricultura familiar, que abastecerá as empresas.
Segundo dados da Secretaria, a Bahia possui 665 mil agricultores familiares, 14% de todo contingente do País, e rebanho de 11 milhões de cabeças de gado. "Metade da nossa pecuária está na agricultura familiar e, para abater os animais, os proprietários viajam cerca de 500 quilômetros de suas fazendas, o que fica muito caro", explicou Salles. "Mapeamos o rebanho, detectamos os "buracos negros" e implantaremos os frigoríficos nas regiões destes produtores".
Dez frigoríficos com capacidade de abate de 30 animais por dia serão construídos nos municípios de Itanhém, Barra, Santa Rita de Cássia, Medeiros Neto, Valente, Iguaí, Araci, Itaberaba, Jaguaquara e Paramirim. O custo por unidade deste porte será de R$ 1,2 milhão. Já os outros cinco frigoríficos com capacidade de abate de até 100 animais por dia ficarão nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Valença, Remanso, Morro do Chapéu e Itabuna, e terão investimentos de R$ 1,7 milhão a R$ 1,8 milhão cada um. Os recursos serão financiados pelos governos estadual e federal.
As plantas dos frigoríficos, inspiradas em um projeto existente no Rio Grande do Norte, têm abate voltado para bois, mas possui módulos flexíveis para ovinos, caprinos e suínos. Também insere características culturais baianas, como o aproveitamento das vísceras brancas e vermelhas, usadas em pratos como dobradinha e sarapatel. A gestão das unidades será feita por cooperativas, com a participação de pecuaristas, prefeituras e de marchantes, a exemplo do que já acontece com o projeto potiguar. A ideia é que não fique tudo na mão do governo e que os frigoríficos tenham perenidade.
Para o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, a iniciativa da Bahia é positiva. "Se a intenção é combater o abate clandestino, com a legalidade, a construção de novos frigoríficos pode ajudar na arrecadação dos impostos", disse. "O importante é que esses locais sejam fiscalizados por médicos e inspetores veterinários do governo baiano".
Segundo dados da Secretaria, a Bahia possui 665 mil agricultores familiares, 14% de todo contingente do País, e rebanho de 11 milhões de cabeças de gado. "Metade da nossa pecuária está na agricultura familiar e, para abater os animais, os proprietários viajam cerca de 500 quilômetros de suas fazendas, o que fica muito caro", explicou Salles. "Mapeamos o rebanho, detectamos os "buracos negros" e implantaremos os frigoríficos nas regiões destes produtores".
Dez frigoríficos com capacidade de abate de 30 animais por dia serão construídos nos municípios de Itanhém, Barra, Santa Rita de Cássia, Medeiros Neto, Valente, Iguaí, Araci, Itaberaba, Jaguaquara e Paramirim. O custo por unidade deste porte será de R$ 1,2 milhão. Já os outros cinco frigoríficos com capacidade de abate de até 100 animais por dia ficarão nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Valença, Remanso, Morro do Chapéu e Itabuna, e terão investimentos de R$ 1,7 milhão a R$ 1,8 milhão cada um. Os recursos serão financiados pelos governos estadual e federal.
As plantas dos frigoríficos, inspiradas em um projeto existente no Rio Grande do Norte, têm abate voltado para bois, mas possui módulos flexíveis para ovinos, caprinos e suínos. Também insere características culturais baianas, como o aproveitamento das vísceras brancas e vermelhas, usadas em pratos como dobradinha e sarapatel. A gestão das unidades será feita por cooperativas, com a participação de pecuaristas, prefeituras e de marchantes, a exemplo do que já acontece com o projeto potiguar. A ideia é que não fique tudo na mão do governo e que os frigoríficos tenham perenidade.
Para o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, a iniciativa da Bahia é positiva. "Se a intenção é combater o abate clandestino, com a legalidade, a construção de novos frigoríficos pode ajudar na arrecadação dos impostos", disse. "O importante é que esses locais sejam fiscalizados por médicos e inspetores veterinários do governo baiano".
Rastreabilidade garante qualidade
Um conceito internacional - ISO 8402 - tem conquistado espaço no mercado da carne no Brasil. A rastreabilidade é o processo de campear um produto, para registrar o máximo de informações sobre ele. A finalidade é oferecer mais segurança ao consumidor, que pode, a partir das informações contidas em um código anexado ao produto, identificar qual a origem e quais os procedimentos utilizados no processo de industrialização.
No caso da carne bovina, o rastreamento é realizado desde o cruzamento dos animais progenitores. O bezerro ganha um código quando nasce. O manejo, as vacinas e outros procedimentos são registrados em um sistema por meio desse número.
Marcelo de Barros Leiras, diretor de Tecnologia de Informação do grupo PariPassu, de Florianópolis (SC), explica que esse sistema é acessado pelos frigoríficos que, ao comprar o animal diretamente dos produtores, analisam quais as melhores opções de manejo e cuidados que foram tomados. Esse processo define a quantidade que será comprada.
Por meio do código, o frigorífico controla as datas de abate, o lote, e coloca na peça uma etiqueta, com seu número de registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). ""Pelo lote de abate, sabemos de qual fazenda veio o animal e todas as informações sobre o trato que recebeu"", diz o especialista.
Transparência
Depois do frigorífico, a carne vai para um centro de distribuição, de onde é enviada aos açougues. Os açougueiros cortam as peças em bifes e colocam nas bandejas. Um novo código é anexado a essas embalagens. O consumidor, por meio da utilização de um aparelho celular com leitura 2D, pode acessar o histórico do produto, desde o cruzamento dos progenitores. Se não tiver esse acesso, ele pode entrar no site ""qualidadedesdeaorigem.com.br"" e inserir esse código. ""Assim é possível visualizar todos os pontos de passagem da procedência da carne.""
O produtor que trabalha com a rastreabilidade tem um diferencial em seu produto e pode cobrar a mais por ele. Mesmo com a diferença no preço, o consumidor não fica no prejuízo. ""O processo se torna mais transparente e ele pode, por exemplo, escolher a região de onde vai comprar a carne. Em outros países, consumidores mais conscientes procuram excluir produtores que utilizam áreas de desmatamento para o pasto dos animais.""
Segundo Leiras, a rastreabilidade está em implantação no Brasil. Ainda não há leis que orientem, mas o ISO 22005 indica normas de boas práticas que devem ser seguidas pelos produtores e frigoríficos. "Vale lembrar que, para a exportação, os frigoríficos de outros países exigem a rastreabilidade, um sinal da importância do processo." (B.M.)
No caso da carne bovina, o rastreamento é realizado desde o cruzamento dos animais progenitores. O bezerro ganha um código quando nasce. O manejo, as vacinas e outros procedimentos são registrados em um sistema por meio desse número.
Marcelo de Barros Leiras, diretor de Tecnologia de Informação do grupo PariPassu, de Florianópolis (SC), explica que esse sistema é acessado pelos frigoríficos que, ao comprar o animal diretamente dos produtores, analisam quais as melhores opções de manejo e cuidados que foram tomados. Esse processo define a quantidade que será comprada.
Por meio do código, o frigorífico controla as datas de abate, o lote, e coloca na peça uma etiqueta, com seu número de registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). ""Pelo lote de abate, sabemos de qual fazenda veio o animal e todas as informações sobre o trato que recebeu"", diz o especialista.
Transparência
Depois do frigorífico, a carne vai para um centro de distribuição, de onde é enviada aos açougues. Os açougueiros cortam as peças em bifes e colocam nas bandejas. Um novo código é anexado a essas embalagens. O consumidor, por meio da utilização de um aparelho celular com leitura 2D, pode acessar o histórico do produto, desde o cruzamento dos progenitores. Se não tiver esse acesso, ele pode entrar no site ""qualidadedesdeaorigem.com.br"" e inserir esse código. ""Assim é possível visualizar todos os pontos de passagem da procedência da carne.""
O produtor que trabalha com a rastreabilidade tem um diferencial em seu produto e pode cobrar a mais por ele. Mesmo com a diferença no preço, o consumidor não fica no prejuízo. ""O processo se torna mais transparente e ele pode, por exemplo, escolher a região de onde vai comprar a carne. Em outros países, consumidores mais conscientes procuram excluir produtores que utilizam áreas de desmatamento para o pasto dos animais.""
Segundo Leiras, a rastreabilidade está em implantação no Brasil. Ainda não há leis que orientem, mas o ISO 22005 indica normas de boas práticas que devem ser seguidas pelos produtores e frigoríficos. "Vale lembrar que, para a exportação, os frigoríficos de outros países exigem a rastreabilidade, um sinal da importância do processo." (B.M.)
Brasil terá déficit de boi para abate pelos próximos 4 anos
O rebanho bovino brasileiro deve se recuperar apenas em 2014. Atualmente, além de faltar boi para o abate, o volume de gado confinado no País e os estoques de animais acima de 36 meses em Mato Grosso seguem em queda. Segundo Luciano Vacari, superintendente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o setor pode não conseguir suprir um possível avanço na demanda. "Se tiver aumento na demanda, não vai ter boi", afirma.
Diante desse cenário, de acordo com Alex Santos Lopes da Silva, analista da Scot Consultoria, os frigoríficos de grande porte disputam preço com os de pequeno porte. De um lado, os maiores, por possuírem escalas mais ou menos programadas, mesmo que curtas, de dois a três dias, já compraram boi a termo e buscam pressionar as cotações.
De outro lado, os menores, pela urgência em adquirir animais, entram no mercado físico pagando preços mais altos, estabilizando as cotações. "Com o frio, a indústria esperava aumento de oferta, mas não ocorreu", diz. Ao contrário do que o mercado acreditava, segundo o analista, o pecuarista não está segurando gado no pasto. "Não é estratégia de criador. Como o frio, a pastagem perde a qualidade e o animal, peso", explica.
Depois dos abates acelerados de fêmeas em 2006 e 2007, a pecuária brasileira começou a sentir o reflexo da redução de bezerros, o que resultou em preços elevados para animais de engorda. "O setor esperava recuperar o rebanho em 2010, mas deve levar pelo menos mais uns dois anos", pondera Silva, reiterando que até lá, as cotações de bezerro devem seguir a patamares elevados.
Um levantamento da Acrimat feito este ano em Mato Grosso mostra que os estoques de bovino macho acima de 36 meses, cujo abate deve ocorrer no ano seguinte, estão diminuindo consideravelmente. O estudo, segundo Vacari, levou em consideração os números oficiais de vacinação, por faixa etária, dos últimos cinco anos de campanhas feitas no mês de novembro.
Em 2010, os estoques entraram com 1,53 milhão de gados prontos para serem abatidos. A projeção aponta para 2011 uma redução de quase 19% ante o montante do início deste ano. Em 2012, o volume deve cair para 1,09 milhão de animais com mais de dois anos, um recuo de 29% ante 2010, e de 12% se comparado a 2011.
Para 2013, o número de bois gordos no estado deve cair para 1,04 milhão de cabeças. "O rebanho nacional deve voltar a se normalizar a partir de 2014", afirma.
Segundo Vacari, o País tem condições de atender o consumo interno, mas as exportações de carne, que hoje representam 30% do volume total, podem recuar. "O melhor preço e as políticas públicas é que vão definir o destino da carne", pondera.
Ainda de acordo com o superintendente, o pecuarista só vai mandar animal mais novo para abate se os preços compensarem. "O criador já avaliou que é mais rentável vender o boi magro ou esperar para vender o animal durante a safra", afirma Alan Nangi, supervisor do Departamento de Acompanhamento de Abate da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). "Durante a safra, o preço da arroba tem atingido os melhores picos", explica.
Confinamento
De acordo com o analista da Scot, o número de bovinos confinados em 2010 deve recuar 8%. Em 2009, o País possuía 2,69 milhões de bovinos confinados. "Mesmo assim, com a expectativa de entrada dos bois confinados no segundo semestre, a disparidade de preços começou a diminuir", diz.
Para Nangi, a tendência mundial do confinamento é de avanço, mas o setor só deve aumentar nos países onde o investimento em planejamento e profissionalização forem mais acentuados.
O confinamento no Brasil caiu este ano, segundo Vacari, porque, em abril e maio, quando é época de tomada de decisão para o confinador, o cenário não estava claro. "Gastos em aquisição de garrote, alimentação e cotações futuras não fechavam as contas".
Para Nangi, a diferença do valor da arroba do boi no pasto para o boi confinado pode variar de 28,5% a 32,3%. Um boi de três anos estaria cotado a R$ 68 e R$ 70 a arroba. Já do confinado, segundo ele, valeria R$ 90 a arroba.
Diante desse cenário, de acordo com Alex Santos Lopes da Silva, analista da Scot Consultoria, os frigoríficos de grande porte disputam preço com os de pequeno porte. De um lado, os maiores, por possuírem escalas mais ou menos programadas, mesmo que curtas, de dois a três dias, já compraram boi a termo e buscam pressionar as cotações.
De outro lado, os menores, pela urgência em adquirir animais, entram no mercado físico pagando preços mais altos, estabilizando as cotações. "Com o frio, a indústria esperava aumento de oferta, mas não ocorreu", diz. Ao contrário do que o mercado acreditava, segundo o analista, o pecuarista não está segurando gado no pasto. "Não é estratégia de criador. Como o frio, a pastagem perde a qualidade e o animal, peso", explica.
Depois dos abates acelerados de fêmeas em 2006 e 2007, a pecuária brasileira começou a sentir o reflexo da redução de bezerros, o que resultou em preços elevados para animais de engorda. "O setor esperava recuperar o rebanho em 2010, mas deve levar pelo menos mais uns dois anos", pondera Silva, reiterando que até lá, as cotações de bezerro devem seguir a patamares elevados.
Um levantamento da Acrimat feito este ano em Mato Grosso mostra que os estoques de bovino macho acima de 36 meses, cujo abate deve ocorrer no ano seguinte, estão diminuindo consideravelmente. O estudo, segundo Vacari, levou em consideração os números oficiais de vacinação, por faixa etária, dos últimos cinco anos de campanhas feitas no mês de novembro.
Em 2010, os estoques entraram com 1,53 milhão de gados prontos para serem abatidos. A projeção aponta para 2011 uma redução de quase 19% ante o montante do início deste ano. Em 2012, o volume deve cair para 1,09 milhão de animais com mais de dois anos, um recuo de 29% ante 2010, e de 12% se comparado a 2011.
Para 2013, o número de bois gordos no estado deve cair para 1,04 milhão de cabeças. "O rebanho nacional deve voltar a se normalizar a partir de 2014", afirma.
Segundo Vacari, o País tem condições de atender o consumo interno, mas as exportações de carne, que hoje representam 30% do volume total, podem recuar. "O melhor preço e as políticas públicas é que vão definir o destino da carne", pondera.
Ainda de acordo com o superintendente, o pecuarista só vai mandar animal mais novo para abate se os preços compensarem. "O criador já avaliou que é mais rentável vender o boi magro ou esperar para vender o animal durante a safra", afirma Alan Nangi, supervisor do Departamento de Acompanhamento de Abate da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). "Durante a safra, o preço da arroba tem atingido os melhores picos", explica.
Confinamento
De acordo com o analista da Scot, o número de bovinos confinados em 2010 deve recuar 8%. Em 2009, o País possuía 2,69 milhões de bovinos confinados. "Mesmo assim, com a expectativa de entrada dos bois confinados no segundo semestre, a disparidade de preços começou a diminuir", diz.
Para Nangi, a tendência mundial do confinamento é de avanço, mas o setor só deve aumentar nos países onde o investimento em planejamento e profissionalização forem mais acentuados.
O confinamento no Brasil caiu este ano, segundo Vacari, porque, em abril e maio, quando é época de tomada de decisão para o confinador, o cenário não estava claro. "Gastos em aquisição de garrote, alimentação e cotações futuras não fechavam as contas".
Para Nangi, a diferença do valor da arroba do boi no pasto para o boi confinado pode variar de 28,5% a 32,3%. Um boi de três anos estaria cotado a R$ 68 e R$ 70 a arroba. Já do confinado, segundo ele, valeria R$ 90 a arroba.
Chegou a hora do Fundeleite (Campos dos Goitacazes)
Jane Ribeiro
Criar condições propícias no campo através da capacitação do trabalhador rural, com novas técnicas de manejo, pastagem e implementação de infraestrutura para desenvolver a produção de leite e de carne. Este é o objetivo do Fundeleite, um programa especial, com linha de crédito específica para estimular a cadeia produtiva no segmento da pecuária. A boa nova para os cerca de cinco mil pequenos e médios produtores rurais de Campos já teve o aval do Conselho Gestor do Fundecam e tem sinal verde do prefeito em exercício Nelson Nahim, que se reuniu com o presidente do Fundecam, Eduardo Crespo na semana passada, conheceu detalhes do programa e autorizou a implantação do mesmo.
De acordo com o presidente do Fundo, Eduardo Crespo, o projeto precisa passar pelos trâmites institucionais e, no momento, está em fase de análise jurídica na Procuradoria Geral do Município, que trata detalhadamente de observar o elenco de normas, para evitar transtornos quando na sua efetiva aplicação, a favor dos produtores rurais. Eduardo adiantou que o projeto do Fundeleite vai sair da Procuradoria, nos próximos dias, e vai ser analisado na Câmara de Vereadores, onde, devido à sua importância para desenvolver o setor, deverá ser aprovado por unanimidade.
— O Fundeleite, assim como foi o Fundecana, é um sonho porque contempla a necessidade do pequeno e médio produtor rural, que sem apoio financeiro não consegue programar sua produção. Através do Fundeleite, a Prefeitura de Campos, com recursos do Fundecam, vai dar um passo histórico no setor de pecuária deste município. Este programa vai disponibilizar recursos para, prioritariamente, fortalecer a base tecnológica da produção, trazendo novas técnicas para produzir leite e carne, tornando a atividade mais competitiva e, assim, fortalecendo a pecuária que, em Campos, carece de estímulo para retomar o crescimento e gerar mais empregos e renda no campo — ressaltou Eduardo Crespo.
Criar condições propícias no campo através da capacitação do trabalhador rural, com novas técnicas de manejo, pastagem e implementação de infraestrutura para desenvolver a produção de leite e de carne. Este é o objetivo do Fundeleite, um programa especial, com linha de crédito específica para estimular a cadeia produtiva no segmento da pecuária. A boa nova para os cerca de cinco mil pequenos e médios produtores rurais de Campos já teve o aval do Conselho Gestor do Fundecam e tem sinal verde do prefeito em exercício Nelson Nahim, que se reuniu com o presidente do Fundecam, Eduardo Crespo na semana passada, conheceu detalhes do programa e autorizou a implantação do mesmo.
De acordo com o presidente do Fundo, Eduardo Crespo, o projeto precisa passar pelos trâmites institucionais e, no momento, está em fase de análise jurídica na Procuradoria Geral do Município, que trata detalhadamente de observar o elenco de normas, para evitar transtornos quando na sua efetiva aplicação, a favor dos produtores rurais. Eduardo adiantou que o projeto do Fundeleite vai sair da Procuradoria, nos próximos dias, e vai ser analisado na Câmara de Vereadores, onde, devido à sua importância para desenvolver o setor, deverá ser aprovado por unanimidade.
— O Fundeleite, assim como foi o Fundecana, é um sonho porque contempla a necessidade do pequeno e médio produtor rural, que sem apoio financeiro não consegue programar sua produção. Através do Fundeleite, a Prefeitura de Campos, com recursos do Fundecam, vai dar um passo histórico no setor de pecuária deste município. Este programa vai disponibilizar recursos para, prioritariamente, fortalecer a base tecnológica da produção, trazendo novas técnicas para produzir leite e carne, tornando a atividade mais competitiva e, assim, fortalecendo a pecuária que, em Campos, carece de estímulo para retomar o crescimento e gerar mais empregos e renda no campo — ressaltou Eduardo Crespo.
Expoleste vai começar
Wisley Tomaz
Da Redação
Da Redação
A temporada de exposições agropecuárias continua nos municípios do interior de Mato Grosso. No próximo dia 31 tem início a 18ª Exposição Agropecuária e Industrial do Oeste Mato-Grossense (Expoeste), em Pontes e Lacerda (430 km a Oeste de Cuiabá) indo até o dia 8 de agosto. Trata-se do maior evento da categoria daquela região. De acordo com os organizadores, está sendo esperado um público de mais de 120 mil pessoas durante os nove dias.
O evento é promovido pelo Sindicato Rural de Pontes e Lacerda e, segundo Renato Souza, da organização, quem for ao parque de exposições vai estar concorrendo a dois carros zero quilômetro e cinco motos. Além de poder conferir o que estará sendo ofertado na feira de tratores, implementos agrícolas, veículos, entre outros. O público também vai poder conferir ás provas de laço e tambores. Quanto aos negócios, haverá três leilões de gado de corte.
Quanto aos shows em nível nacional haverá banda Calipso e o cantor sertanejo Daniel, bem como os regionais Guilherme e Santiago, Montenegro e Boiadeiro, Bruna Viola e Breno Reis e Marcos Viola.
Contudo, o rodeio é uma das maiores atrações da 18ª Expoeste, já que oferece a maior premiação do Estado, uma caminhonete para o vencedor e ainda dá direito à participação ao rodeio de Barretos, em São Paulo.
Entre os dias 29 e 1º de agosto tem início a 4ª Exposição Agropecuária do município de Confresa (Expoconfresa). O evento também tem como objetivo atrair o público local e das cidades vizinhas, como acontece todos os anos. Entre as atrações, shows musicais, praça de alimentação, feiras de máquinas e implementos agrícolas, rodeios e muitas outras atrações, tradicionais todos os anos.
O evento é promovido pelo Sindicato Rural de Pontes e Lacerda e, segundo Renato Souza, da organização, quem for ao parque de exposições vai estar concorrendo a dois carros zero quilômetro e cinco motos. Além de poder conferir o que estará sendo ofertado na feira de tratores, implementos agrícolas, veículos, entre outros. O público também vai poder conferir ás provas de laço e tambores. Quanto aos negócios, haverá três leilões de gado de corte.
Quanto aos shows em nível nacional haverá banda Calipso e o cantor sertanejo Daniel, bem como os regionais Guilherme e Santiago, Montenegro e Boiadeiro, Bruna Viola e Breno Reis e Marcos Viola.
Contudo, o rodeio é uma das maiores atrações da 18ª Expoeste, já que oferece a maior premiação do Estado, uma caminhonete para o vencedor e ainda dá direito à participação ao rodeio de Barretos, em São Paulo.
Entre os dias 29 e 1º de agosto tem início a 4ª Exposição Agropecuária do município de Confresa (Expoconfresa). O evento também tem como objetivo atrair o público local e das cidades vizinhas, como acontece todos os anos. Entre as atrações, shows musicais, praça de alimentação, feiras de máquinas e implementos agrícolas, rodeios e muitas outras atrações, tradicionais todos os anos.
Exportações: Rússia coloca instalações de suínos em espera
Apenas alguns meses depois de colocá-las para trás em sua lista de exportadores elegíveis norte-americanos a Rússia proibiu as importações de carne suína de Tar Smithfield Foods Heel, Carolina do Norte, e Clinton, NC, para as fábricas as razões ainda são desconhecidas.
Para o departamento de Segurança Alimentar e Serviço de Inspeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse na quarta-feira que os produtos das duas instalações de Smithfield não serão elegíveis para a exportação efetiva no dia 02 de agosto. Os certificados de exportações podem ser assinados a partir de 01 de agosto.
Courtney Heller, gerente de serviços de exportação da carne norte-americana da Export Federation, disse ao Meatingplace que as instalações foram colocados em restrição temporária ao invés de terem sido retiradas da lista, o que aparentemente significa que seria mais fácil a reintegrá-las. "USDA e USMEF estão trabalhando para determinar a razão para que possamos trabalhar para remover a restrição", disse ela.
Entretanto, uma fonte do governo disse ao Meatingplace que o USDA acredita que o problema resultou de uma interpretação errada das disposições certificado e está trabalhando com a Rússia para corrigir o problema.
Em março as duas instalações de Smithfield foram re-listadas como exportadoras elegíveis para a Rússia. As duas instalações tinham sido entre uma enorme quantidade de exportadores de carne suína norte-americana proibida pela Rússia com base naquilo que o país diz serem violações do protocolo descobertos durante uma auditoria prévia de toda a indústria.
Para o departamento de Segurança Alimentar e Serviço de Inspeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse na quarta-feira que os produtos das duas instalações de Smithfield não serão elegíveis para a exportação efetiva no dia 02 de agosto. Os certificados de exportações podem ser assinados a partir de 01 de agosto.
Courtney Heller, gerente de serviços de exportação da carne norte-americana da Export Federation, disse ao Meatingplace que as instalações foram colocados em restrição temporária ao invés de terem sido retiradas da lista, o que aparentemente significa que seria mais fácil a reintegrá-las. "USDA e USMEF estão trabalhando para determinar a razão para que possamos trabalhar para remover a restrição", disse ela.
Entretanto, uma fonte do governo disse ao Meatingplace que o USDA acredita que o problema resultou de uma interpretação errada das disposições certificado e está trabalhando com a Rússia para corrigir o problema.
Em março as duas instalações de Smithfield foram re-listadas como exportadoras elegíveis para a Rússia. As duas instalações tinham sido entre uma enorme quantidade de exportadores de carne suína norte-americana proibida pela Rússia com base naquilo que o país diz serem violações do protocolo descobertos durante uma auditoria prévia de toda a indústria.
Carne rastreada chega ao consumidor
Com implantação de códigos é possível saber onde foi produzida e todo o caminho até o supermercado
Elaine Perassoli
O diretor comercial Giampaolo Buso explica que o consumidor já pode ter o conhecimento dos aspectos da produção do alimento que está consumindo, desde a origem, região onde foi produzido, onde foi industrializado e por onde é distribuído. "E tudo isso pode ser consultado facilmente, basta fazer a leitura pelo site www.qualidadedesdeaorigem.com.br ou www.paripassu.com.br, por meio do código do produto ou com um aplicativo para smartphones com leitor 2D. Isso é um avanço tecnológico, de segurança e qualidade alimentar".
Iniciado em 2009, o programa envolve o rastreamento de frutas, legumes e verduras convencionais e orgânicos e atinge mais de 600 pontos de venda em todo o território nacional.
Os primeiros lotes de carne bovina rastreada já estão disponíveis em oitos lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília. E até o final do ano, todas as unidades da rede que comercializam a carne Taeq terão lotes de carne rastreada. "Essa parceria agrega ainda mais valor ao serviço oferecido ao consumidor. Podemos dizer que os valores da Paripassu e do Pão de Açúcar se cruzam e que esses ganhos poderão ser traduzidos pelos clientes por qualidade e respeito com os quais tratamos os seus produtos", o gerente de desenvolvimento de carne Vagner Giomo.
Elaine Perassoli
A Paripassu, empresa especializada em rastreabilidade, firmou parceria com o grupo Pão de Açúcar para que os consumidores brasileiros comecem a receber carne rastreada. A origem e o caminho percorrido pelo produto pode ser conferido por meio de um selo 2D que conta com um QR code - espécie de código de barras de duas dimensões. Iniciado há cinco anos e com um investimento de R$ 500 mil, o projeto foi idealizado para toda a linha de carnes Taeq - marca exclusiva do Pão de Açúcar, resultado do cruzamento das raças nelore e rubia gallega. Quarenta fazendas e 40 mil vacas inseminadas integram o projeto e o número que deve saltar para 80 mil até 2013. A meta para 2010 é fechar o ano com um total de 2 milhões de quilos de carnes rastreadas.
O diretor comercial Giampaolo Buso explica que o consumidor já pode ter o conhecimento dos aspectos da produção do alimento que está consumindo, desde a origem, região onde foi produzido, onde foi industrializado e por onde é distribuído. "E tudo isso pode ser consultado facilmente, basta fazer a leitura pelo site www.qualidadedesdeaorigem.com.br ou www.paripassu.com.br, por meio do código do produto ou com um aplicativo para smartphones com leitor 2D. Isso é um avanço tecnológico, de segurança e qualidade alimentar".
Iniciado em 2009, o programa envolve o rastreamento de frutas, legumes e verduras convencionais e orgânicos e atinge mais de 600 pontos de venda em todo o território nacional.
Os primeiros lotes de carne bovina rastreada já estão disponíveis em oitos lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília. E até o final do ano, todas as unidades da rede que comercializam a carne Taeq terão lotes de carne rastreada. "Essa parceria agrega ainda mais valor ao serviço oferecido ao consumidor. Podemos dizer que os valores da Paripassu e do Pão de Açúcar se cruzam e que esses ganhos poderão ser traduzidos pelos clientes por qualidade e respeito com os quais tratamos os seus produtos", o gerente de desenvolvimento de carne Vagner Giomo.
domingo, 25 de julho de 2010
Jornal EXTRA
O jornal Extra publicou hoje, uma boa reportagem pelas mãos da jornalista Ana Paula Vieira e o fotografo Jacob , sobre o caminho percorrido pelo alimentos até chegar do campo ao Rio de Janeiro. Nessa reportagem a carne foi a que agregou menor valor entre o produtor e consumidor final ( cerca de 60% no corte exemplificado ou seja na alcatra ) os demais produtos passam de 100 % de aumento.
Ela cita que a alcatra sai do frigorifico a R$ 7,60 kg (participação da peça no custo da @ do boi segundo a SCOT Consultoria) e passa para R$ 9,20 kg na venda para o atacadista passando pela BGA-RJ.
Na verdade a diferença entre o valor da peça R$ 7,20 (custo de produção) e os R$ 9,20 (custo de venda) informado pela reporter , é o valor do possível lucro do frigorífico .
O representante ou funcionário do frigorífico , que oferta esse ou mais produtos ao comprador supermercadista ou atadista distribuidor, e o faz pelo preço sugerido pelo frigorífico e esse preço vai variar ou não , em função do consumo na época da venda do produto, podendo subir ou cair.
Dai eu ter dito possível lucro, pois muito das vezes essa diferença torna-se prejuízo , pois uma vez o boi abatido e resfriado , precisa ser vendido em pouco tempo, por ser produto perecível com data de validade e nem semprer na venda o mercado o é favorável.
Gostaria de informar que a BGA_RJ, não fica com essa diferença , sendo apenas um canal de negociação entre as partes ou seja compradores e vendedores, que pagam uma taxa mensal como associados sendo a BGA_RJ de utilidade pública sem fins lucrativos.
Ela cita que a alcatra sai do frigorifico a R$ 7,60 kg (participação da peça no custo da @ do boi segundo a SCOT Consultoria) e passa para R$ 9,20 kg na venda para o atacadista passando pela BGA-RJ.
Na verdade a diferença entre o valor da peça R$ 7,20 (custo de produção) e os R$ 9,20 (custo de venda) informado pela reporter , é o valor do possível lucro do frigorífico .
O representante ou funcionário do frigorífico , que oferta esse ou mais produtos ao comprador supermercadista ou atadista distribuidor, e o faz pelo preço sugerido pelo frigorífico e esse preço vai variar ou não , em função do consumo na época da venda do produto, podendo subir ou cair.
Dai eu ter dito possível lucro, pois muito das vezes essa diferença torna-se prejuízo , pois uma vez o boi abatido e resfriado , precisa ser vendido em pouco tempo, por ser produto perecível com data de validade e nem semprer na venda o mercado o é favorável.
Gostaria de informar que a BGA_RJ, não fica com essa diferença , sendo apenas um canal de negociação entre as partes ou seja compradores e vendedores, que pagam uma taxa mensal como associados sendo a BGA_RJ de utilidade pública sem fins lucrativos.
Aposta do BNDES em frigoríficos assusta concorrentes
RAQUEL LANDIM E DAVID FRIEDLANDER - A estratégia oficial de turbinar frigoríficos para transformá-los em gigantes mundiais está prestes a bater a marca de R$ 18,5 bilhões recebidos do Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social (BNDES). A maior parte desse dinheiro vem sendo aplicado no JBS e no Marfrig para financiar uma campanha agressiva de aquisições de concorrentes no Brasil e no exterior.
Até agora, o banco estatal já desembolsou R$ 16 bilhões com o setor - R$ 6 bilhões em empréstimos e R$ 10 bilhões na aquisição de participação acionária. Outros R$ 2,5 bilhões foram prometidos na semana passada ao Marfrig, para financiar mais uma compra: a da americana Keystone Foods.
A política do governo de criar grandes multinacionais brasileiras voltou ao debate com a campanha eleitoral e a discussão sobre o papel do BNDES no próximo governo. Nos frigoríficos, a tática de "engorda" começa a entusiasmar os investidores, que enxergam oportunidades de lucro com os papéis dessas empresas. Mas incomoda concorrentes menores e pecuaristas, aborrecidos com a concentração de poder nas mãos de JBS e Marfrig (leia abaixo).
Uma das críticas é que o BNDES estaria subsidiando empresários que poderiam se virar sozinhos. O banco, porém, afirma que a maior parte do dinheiro investido nos frigoríficos não é subsidiado pelo Tesouro Nacional, nem sai do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT). São recursos captados com investidores pela BNDESPar, subsidiária do banco, e repassados aos frigoríficos a custos de mercado.
Empresários do setor, que pedem anonimato por medo de contrariar o governo, questionam a escolha dos parceiros do BNDES. Cerca de três anos atrás, outro frigorífico importante, o Minerva, procurou o banco na tentativa de conseguir apoio para sua expansão. Saiu de mãos vazias. Enquanto isso, apoiado pelo banco estatal, o JBS tornou-se o maior produtor de carne processada do mundo.
No setor, circula a versão de que um dos pontos fortes de JBS e Marfrig são suas conexões políticas. Líderes num setor que exibe margens de retorno baixas e riscos altos, a avaliação do mercado é que essas empresas não teriam ido tão longe sem o BNDES - já que os investidores passaram a olhar os frigoríficos com mais interesse há pouco tempo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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